Arquidiocese do Rio de Janeiro

34º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2017

23 de Setembro de 2017

Assunção de Nossa Senhora

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23 de Setembro de 2017

Assunção de Nossa Senhora

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18/08/2017 00:00

Assunção de Nossa Senhora 0

18/08/2017 00:00

Na alegria do Espírito Santo nos reunimos em nossas igrejas para celebrar esse dia santo, o Domingo, nossa Páscoa Semanal. A liturgia de hoje nos convida a estarmos “atentos às coisas do alto, a fim de participamos da Sua glória”[1], da glória do Senhor Onipotente. O Domingo é o dia no qual “as coisas do alto” vêm ao nosso encontro e nós, ao nos dirigirmos para a igreja a fim de celebrarmos o culto divino, vamos ao encontro das “coisas do alto”. Por isso, o domingo é o dia modelar, o dia que nos ensina a viver na amizade com Deus. Sendo o dia da escuta da Palavra por excelência, o dia da assembleia de culto, o dia do nosso louvor e ação de graças pelo Cristo que se dá a nós nessa mesa que antecipa gloriosamente o banquete celeste, ele, o domingo, nos ensina a sermos atentos às “coisas do alto”.

Neste dia especial de culto ao Senhor celebramos a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Esta Solenidade, transferida do último dia 15, nos faz recordar que Maria, a primeira redimida pelo Cristo em vista da sua divina missão, foi também a primeira glorificada em corpo e alma nos céus. O dogma da Assunção de Nossa Senhora foi proclamado pelo Papa Pio XII em 1950. Esta é uma antiquíssima solenidade, celebrada desde os primórdios, sobretudo pelos cristãos orientais que a chamavam de “Dormitio Virginis Mariae”, ou seja, “Dormição da Virgem Maria”, um eufemismo para se referir ao trânsito da Santa Virgem aos céus em corpo e alma. O que o dogma da Assunção de Nossa Senhora afirma é que Maria não experimentou a corrupção da morte, ou seja, morrendo, foi imediatamente glorificada pelo seu Filho, sendo elevada em corpo e alma ao céu.

Celebrar a Solenidade de Maria Santíssima é, pois, contemplar na vida da Virgem aquilo o que a Igreja espera ser. Maria é modelo da Igreja, uma imagem na qual os fiéis devem se espelhar. A primeira leitura que hoje a Igreja nos apresenta, este trecho do Apocalipse, é interpretado tanto em referência à Igreja, quanto em referência à Maria Santíssima. Maria é a mulher vestida de sol, que gera o fruto bendito, o Cristo Senhor, que “veio para governar todas as nações com cetro de ferro” e que foi elevado para junto do Pai, onde sempre esteve antes da sua Encarnação.

A Igreja também é esta mulher que gera no mundo o Cristo, através da pregação da Palavra, do testemunho dos cristãos e dos sacramentos. A Igreja é esta que está fugitiva no deserto do mundo, protegida por Deus.

Olhando para o Evangelho, vemos a Virgem Maria que, tendo acabado de receber da boca do anjo o anúncio de que seria a Mãe do Salvador, sai ao encontro de Isabel, que se encontra no sexto mês de gravidez, a fim de prestar-lhe auxílio. Quando Maria encontra Isabel a criança pula de alegria no ventre da anciã e ela fica cheia do Espírito Santo. Maria é a portadora do Espírito e um Pentecostes acontece na vida de Isabel e João Batista, como já havia acontecido na vida da Virgem que trazia em seu seio o Salvador do Mundo. Isabel, então, movida pelo Espírito Santo, exulta de alegria, alegria que em Lucas significa a chegada do Messias, e proclama verdades magníficas: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! (...) Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu.”

Maria é a mulher bendita, no seio da qual é gerado o Salvador. Maria é a mulher bendita, nova Arca da Aliança, que guarda em si a Palavra de Deus! Maria é bem-aventurada porque acreditou; e, porque acreditou, será realizado nela conforme a Palavra do Senhor. Conforme nos diz o Salmo 33,9: “Porque ele diz e a coisa acontece, ele ordena e ela se firma”. Unindo-se ao louvor de Isabel Maria canta o magnificat, este canto permeado de passagens do Antigo Testamento, onde Maria canta a glória do Senhor que realizou “grandes coisas” em seu favor.

Contemplando a vida da Virgem, desejemos imitá-la. Sejamos também bem-aventurados, porque acreditamos no que o Senhor prometeu. Sejamos, como Maria, homens e mulheres de fé. Guardemos em nós a Palavra a fim de que em nós também o Cristo seja gerado. Proclamemos com nossa voz que o Senhor “fez em nós grandes coisas, maravilhas”!

Exultemos de alegria no Senhor que elevou aos céus em corpo e alma a Virgem Santíssima e que um dia também nos glorificará, dando-nos um corpo glorioso no Reino que Ele prepara para nós. Olhemos a Virgem e contemplemos aquilo o que a Igreja espera ser. Olhemos a vida da Virgem e a imitemos, a fim de sermos discípulos “bem-aventurados” porque guardamos em nós as promessas do Senhor.



[1] Cf. Coleta da Missa do Dia da Assunção de Nossa Senhora.

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Assunção de Nossa Senhora

18/08/2017 00:00

Na alegria do Espírito Santo nos reunimos em nossas igrejas para celebrar esse dia santo, o Domingo, nossa Páscoa Semanal. A liturgia de hoje nos convida a estarmos “atentos às coisas do alto, a fim de participamos da Sua glória”[1], da glória do Senhor Onipotente. O Domingo é o dia no qual “as coisas do alto” vêm ao nosso encontro e nós, ao nos dirigirmos para a igreja a fim de celebrarmos o culto divino, vamos ao encontro das “coisas do alto”. Por isso, o domingo é o dia modelar, o dia que nos ensina a viver na amizade com Deus. Sendo o dia da escuta da Palavra por excelência, o dia da assembleia de culto, o dia do nosso louvor e ação de graças pelo Cristo que se dá a nós nessa mesa que antecipa gloriosamente o banquete celeste, ele, o domingo, nos ensina a sermos atentos às “coisas do alto”.

Neste dia especial de culto ao Senhor celebramos a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Esta Solenidade, transferida do último dia 15, nos faz recordar que Maria, a primeira redimida pelo Cristo em vista da sua divina missão, foi também a primeira glorificada em corpo e alma nos céus. O dogma da Assunção de Nossa Senhora foi proclamado pelo Papa Pio XII em 1950. Esta é uma antiquíssima solenidade, celebrada desde os primórdios, sobretudo pelos cristãos orientais que a chamavam de “Dormitio Virginis Mariae”, ou seja, “Dormição da Virgem Maria”, um eufemismo para se referir ao trânsito da Santa Virgem aos céus em corpo e alma. O que o dogma da Assunção de Nossa Senhora afirma é que Maria não experimentou a corrupção da morte, ou seja, morrendo, foi imediatamente glorificada pelo seu Filho, sendo elevada em corpo e alma ao céu.

Celebrar a Solenidade de Maria Santíssima é, pois, contemplar na vida da Virgem aquilo o que a Igreja espera ser. Maria é modelo da Igreja, uma imagem na qual os fiéis devem se espelhar. A primeira leitura que hoje a Igreja nos apresenta, este trecho do Apocalipse, é interpretado tanto em referência à Igreja, quanto em referência à Maria Santíssima. Maria é a mulher vestida de sol, que gera o fruto bendito, o Cristo Senhor, que “veio para governar todas as nações com cetro de ferro” e que foi elevado para junto do Pai, onde sempre esteve antes da sua Encarnação.

A Igreja também é esta mulher que gera no mundo o Cristo, através da pregação da Palavra, do testemunho dos cristãos e dos sacramentos. A Igreja é esta que está fugitiva no deserto do mundo, protegida por Deus.

Olhando para o Evangelho, vemos a Virgem Maria que, tendo acabado de receber da boca do anjo o anúncio de que seria a Mãe do Salvador, sai ao encontro de Isabel, que se encontra no sexto mês de gravidez, a fim de prestar-lhe auxílio. Quando Maria encontra Isabel a criança pula de alegria no ventre da anciã e ela fica cheia do Espírito Santo. Maria é a portadora do Espírito e um Pentecostes acontece na vida de Isabel e João Batista, como já havia acontecido na vida da Virgem que trazia em seu seio o Salvador do Mundo. Isabel, então, movida pelo Espírito Santo, exulta de alegria, alegria que em Lucas significa a chegada do Messias, e proclama verdades magníficas: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! (...) Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu.”

Maria é a mulher bendita, no seio da qual é gerado o Salvador. Maria é a mulher bendita, nova Arca da Aliança, que guarda em si a Palavra de Deus! Maria é bem-aventurada porque acreditou; e, porque acreditou, será realizado nela conforme a Palavra do Senhor. Conforme nos diz o Salmo 33,9: “Porque ele diz e a coisa acontece, ele ordena e ela se firma”. Unindo-se ao louvor de Isabel Maria canta o magnificat, este canto permeado de passagens do Antigo Testamento, onde Maria canta a glória do Senhor que realizou “grandes coisas” em seu favor.

Contemplando a vida da Virgem, desejemos imitá-la. Sejamos também bem-aventurados, porque acreditamos no que o Senhor prometeu. Sejamos, como Maria, homens e mulheres de fé. Guardemos em nós a Palavra a fim de que em nós também o Cristo seja gerado. Proclamemos com nossa voz que o Senhor “fez em nós grandes coisas, maravilhas”!

Exultemos de alegria no Senhor que elevou aos céus em corpo e alma a Virgem Santíssima e que um dia também nos glorificará, dando-nos um corpo glorioso no Reino que Ele prepara para nós. Olhemos a Virgem e contemplemos aquilo o que a Igreja espera ser. Olhemos a vida da Virgem e a imitemos, a fim de sermos discípulos “bem-aventurados” porque guardamos em nós as promessas do Senhor.



[1] Cf. Coleta da Missa do Dia da Assunção de Nossa Senhora.

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida