Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 08/12/2019

08 de Dezembro de 2019

“O Sacramento da Ordem: o Episcopado”

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“O Sacramento da Ordem: o Episcopado”

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20/09/2013 16:07 - Atualizado em 23/09/2013 16:14

“O Sacramento da Ordem: o Episcopado” 0

20/09/2013 16:07 - Atualizado em 23/09/2013 16:14

 A Ordem Episcopal possui a plenitude do Sacramento da Ordem. A Constituição Dogmática Lumen Gentium, no nº 18, diz assim: “Este Sagrado Concílio ensina e declara com ele que Jesus Cristo, Pastor Eterno, instituiu a Santa Igreja, enviando os apóstolos como Ele mesmo foi enviado pelo Pai, e quis que os sucessores destes, os bispos, fossem os pastores de sua Igreja até o fim do mundo”. Vejamos, então, a compreensão da Igreja sobre a ordem do Episcopado.

 

Vocação e Instituição dos Doze

Seguindo o texto da Sagrada Escritura, sabemos que Jesus, após sua oração noturna, chamou dos seus discípulos doze homens: Pedro, Tiago (Maior), João, André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago (Menor), Tadeu, Simão e Judas Iscariotes (cf. Mt 10,1-4; Mc 3,13-19; Lc 6,12-16). Estes foram escolhidos pelo Senhor para que “ficassem com Ele” e, depois, para “enviá-los a pregar”e “para terem autoridade”.Por ocasião das Aparições do Ressuscitado, o mandato missionário é dado aos apóstolos: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Cf. Mt 28,16-20; Mc 16,14-20; Lc 24,45-48; Jo 21,15-17).Ora, é justamente deste envio que nasce a palavra “apóstolo”, pois ela significa “enviado”. Por conseguinte, no dia de Pentecostes (At 2,1-36), começa a se realizar a pregação dos enviados por Cristo, na força do Espírito Santo, manifestando a Igreja.

 

Os Sucessores dos Apóstolos

A missão de anunciar o Evangelho, dada por Jesus ao grupo dos Doze, se estende até o dia da sua volta. Os apóstolos, então, incumbiram aos seus cooperadores de terminarem e levarem a termo a obra começada por eles (cf. At 20,28; II Tm 2,1-2; Tt 1,5). Assim, nasce a sucessão apostólica que perdurará até a Parusia – o retorno de Jesus no fim dos tempos. Os apóstolos escolheram os seus sucessores e, estes, por sua vez, escolheram os seus e foram comunicando a mesma missão conferida por Jesus e o mesmo dom do Espírito para realiza-la. Os sucessores dos apóstolos são os epíscopos ou bispos (Cf. LG nº 20).

 

O Serviço Episcopal

Os bispos participam, então, da mesma missão conferida aos apóstolos e gozam das mesmas potencialidades para executá-la. Assim, o Concílio Vaticano II afirma uma tripla função para a Ordem Episcopal: a docente, a santificante e a regente. O Bispo, por suas funções, deve se apresentar como Mestre, Pontífice e Pastor do Povo de Deus confiado a ele.

Como Mestre, exerce a função docente, ou seja, ele é o responsável pelo anuncio da Palavra de Deus. Como os apóstolos ouviram de Cristo que eles deviam “pregar o Evangelho”, o bispo é responsável pela evangelização e pela catequese. Como Pontífice, cumpre a função santificante, se tornando o responsável pelo culto que, ao mesmo tempo, glorifica a Deus e abençoa os homens. É o bispo que tem a faculdade de celebrar os sacramentos e de ordenar novos padres e diáconos para cooperarem em sua missão. Ressoa nesta função a voz do Senhor que disse aos apóstolos: “Batizai-as em nome do Pai, do Filho e Do Espírito Santo”. Como Pastor, desempenha a função de governar, agindo com autoridade dada pelo Senhor para fazer o Povo de Deus crescer na verdade e na santidade. Resumindo estas três funções. o Concílio diz, no nº 27, “o bispo tenha sempre diante de seus olhos o exemplo do bom Pastor que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pelas suas ovelhas (...) Consciente de que tem de dar contas a Deus pelas almas dos fiéis, com a oração, a pregação e todas as obras de caridade, cuide não só deles, mas também daqueles que não são ainda do único redil ”.

 

A ordenação episcopal

Os ritos centrais da ordenação episcopal, assim, como da diaconal e da presbiteral, são a imposição das mãos e a oração consacratória. Todavia, existem elementos próprios que diferem das outrasordenações. Na episcopal, impõem as mãos todos os bispos presentes, que são concelebrantes na administração do sacramento da Ordem. Depoisda imposição e antes da oração, se coloca sobre a cabeça do ordenando o livro dos Evangelhos aberto.

O bispo, ordenante principal, reza toda a oração consacratória e os outros bispos, concelebrantes,rezam,juntos, a parte central que invoca o Espírito Santo sobre o candidato. O conteúdo da oração, baseado no texto de Hipólito de Roma,é um pedido ao Pai, para que, o ordenando obtenha o mesmo Espírito de governo que Jesus recebeu e transmitiu aos seus apóstolos para a edificação da Igreja.

 

Para aprofundar...

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, dos nos 1555 até 1561; o Compêndio do Catecismo, perguntas 326 e 327; o Youcat, perguntas 252 e 253; a Constituição Dogmática Lumen Gentium, do nº 18 ao nº 27 e o Decreto Conciliar Christus Dominus.

 

 

Pe. Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese

MaterEcclesiae e Luz e Vida

 

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20/09/2013 16:07 - Atualizado em 23/09/2013 16:14

 A Ordem Episcopal possui a plenitude do Sacramento da Ordem. A Constituição Dogmática Lumen Gentium, no nº 18, diz assim: “Este Sagrado Concílio ensina e declara com ele que Jesus Cristo, Pastor Eterno, instituiu a Santa Igreja, enviando os apóstolos como Ele mesmo foi enviado pelo Pai, e quis que os sucessores destes, os bispos, fossem os pastores de sua Igreja até o fim do mundo”. Vejamos, então, a compreensão da Igreja sobre a ordem do Episcopado.

 

Vocação e Instituição dos Doze

Seguindo o texto da Sagrada Escritura, sabemos que Jesus, após sua oração noturna, chamou dos seus discípulos doze homens: Pedro, Tiago (Maior), João, André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago (Menor), Tadeu, Simão e Judas Iscariotes (cf. Mt 10,1-4; Mc 3,13-19; Lc 6,12-16). Estes foram escolhidos pelo Senhor para que “ficassem com Ele” e, depois, para “enviá-los a pregar”e “para terem autoridade”.Por ocasião das Aparições do Ressuscitado, o mandato missionário é dado aos apóstolos: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Cf. Mt 28,16-20; Mc 16,14-20; Lc 24,45-48; Jo 21,15-17).Ora, é justamente deste envio que nasce a palavra “apóstolo”, pois ela significa “enviado”. Por conseguinte, no dia de Pentecostes (At 2,1-36), começa a se realizar a pregação dos enviados por Cristo, na força do Espírito Santo, manifestando a Igreja.

 

Os Sucessores dos Apóstolos

A missão de anunciar o Evangelho, dada por Jesus ao grupo dos Doze, se estende até o dia da sua volta. Os apóstolos, então, incumbiram aos seus cooperadores de terminarem e levarem a termo a obra começada por eles (cf. At 20,28; II Tm 2,1-2; Tt 1,5). Assim, nasce a sucessão apostólica que perdurará até a Parusia – o retorno de Jesus no fim dos tempos. Os apóstolos escolheram os seus sucessores e, estes, por sua vez, escolheram os seus e foram comunicando a mesma missão conferida por Jesus e o mesmo dom do Espírito para realiza-la. Os sucessores dos apóstolos são os epíscopos ou bispos (Cf. LG nº 20).

 

O Serviço Episcopal

Os bispos participam, então, da mesma missão conferida aos apóstolos e gozam das mesmas potencialidades para executá-la. Assim, o Concílio Vaticano II afirma uma tripla função para a Ordem Episcopal: a docente, a santificante e a regente. O Bispo, por suas funções, deve se apresentar como Mestre, Pontífice e Pastor do Povo de Deus confiado a ele.

Como Mestre, exerce a função docente, ou seja, ele é o responsável pelo anuncio da Palavra de Deus. Como os apóstolos ouviram de Cristo que eles deviam “pregar o Evangelho”, o bispo é responsável pela evangelização e pela catequese. Como Pontífice, cumpre a função santificante, se tornando o responsável pelo culto que, ao mesmo tempo, glorifica a Deus e abençoa os homens. É o bispo que tem a faculdade de celebrar os sacramentos e de ordenar novos padres e diáconos para cooperarem em sua missão. Ressoa nesta função a voz do Senhor que disse aos apóstolos: “Batizai-as em nome do Pai, do Filho e Do Espírito Santo”. Como Pastor, desempenha a função de governar, agindo com autoridade dada pelo Senhor para fazer o Povo de Deus crescer na verdade e na santidade. Resumindo estas três funções. o Concílio diz, no nº 27, “o bispo tenha sempre diante de seus olhos o exemplo do bom Pastor que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pelas suas ovelhas (...) Consciente de que tem de dar contas a Deus pelas almas dos fiéis, com a oração, a pregação e todas as obras de caridade, cuide não só deles, mas também daqueles que não são ainda do único redil ”.

 

A ordenação episcopal

Os ritos centrais da ordenação episcopal, assim, como da diaconal e da presbiteral, são a imposição das mãos e a oração consacratória. Todavia, existem elementos próprios que diferem das outrasordenações. Na episcopal, impõem as mãos todos os bispos presentes, que são concelebrantes na administração do sacramento da Ordem. Depoisda imposição e antes da oração, se coloca sobre a cabeça do ordenando o livro dos Evangelhos aberto.

O bispo, ordenante principal, reza toda a oração consacratória e os outros bispos, concelebrantes,rezam,juntos, a parte central que invoca o Espírito Santo sobre o candidato. O conteúdo da oração, baseado no texto de Hipólito de Roma,é um pedido ao Pai, para que, o ordenando obtenha o mesmo Espírito de governo que Jesus recebeu e transmitiu aos seus apóstolos para a edificação da Igreja.

 

Para aprofundar...

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, dos nos 1555 até 1561; o Compêndio do Catecismo, perguntas 326 e 327; o Youcat, perguntas 252 e 253; a Constituição Dogmática Lumen Gentium, do nº 18 ao nº 27 e o Decreto Conciliar Christus Dominus.

 

 

Pe. Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese

MaterEcclesiae e Luz e Vida

 

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida