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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 07/12/2019

07 de Dezembro de 2019

“O Sacramento da Ordem: o Presbiterado”

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“O Sacramento da Ordem: o Presbiterado”

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20/09/2013 16:07 - Atualizado em 23/09/2013 16:13

“O Sacramento da Ordem: o Presbiterado” 0

20/09/2013 16:07 - Atualizado em 23/09/2013 16:13

O Sacramento da Ordem possui três graus: o diaconato, o presbiterado e o episcopado. Destes, os dois últimos participam do sacerdócio ministerial de Cristo. Assim, os presbíteros e os epíscopos são sacerdotes (cf. CIC nº 1554). O Concílio Vaticano II tratou, de forma especial, da ordem dos presbíteros em dois documentos: na Constituição Dogmática Lumen Gentium, no nº 28, e no Decreto Presbyterorum Ordinis. Vejamos o ensinamento da Igreja sobre a Ordem dos presbíteros.

 

O sacerdócio na Sagrada Escritura

O Povo de Israel foi consagrado por Deus como um Povo Sacerdotal (Ex 19,6; Is 61,6). Todavia, Ele escolheu, das doze tribos que formavam o Povo, uma, em especial, para se dedicar ao serviço litúrgico (Ex 29; Lv 8 – 9; Nm 11,25). A tribo de Levi se tornou uma casta sacerdotal dentro do povo sacerdotal. Sua função era anunciar a Palavra de Deus e restabelecer a comunhão com Ele através dos sacrifícios e da oração (Ml 2,7-9). A Igreja interpretou que esta relação entre povo sacerdotal e tribo sacerdotal se aplica como símbolo a ela, entendendo o Batismo como entrada no novo povo sacerdotal de Deus e o segundo e o terceiro grau da Ordem como participação no sacerdócio de Cristo.

O Novo Testamento apresenta Jesus como o único e eterno sacerdote na oferta de sua vida pela salvação do mundo (Hb 10,14). Pela efusão do Espírito Santo no dia de Pentecoste, se abre uma dupla participação no único sacerdócio do Senhor: a Igreja, comunidade dos fiéis batizados, como um reino de sacerdotes (Ap 1,6) e o sacerdócio ministerial, que age “na pessoa do Cristo Cabeça”, apresentando a Deus a oração da Igreja (Jo 21,15-17).

 

A Ordem do Presbiterado

O sacerdócio ministerial é exercido pelos epíscopos e pelos presbíteros. Estes nomes provêm da língua grega e significam, respectivamente, “supervisor” e “ancião”. No NT, eles são usados para designar funções específicas dentro da comunidade de fé (cf. ITm 3,2; 5,17). Assim, os presbíteros eram os anciãos das primeiras comunidades, ou seja, responsáveis pela sua manutenção e crescimento (cf. At 20,17). Na tradição latina, este nome grego foi sendo substituído por um latino: Padre – que significa Pai – ressaltando o mesmo caráter de “responsabilidade amorosa, paterna” pela comunidade.

 

A função dos presbíteros

Inspirada na Escritura Sagrada, o Concílio Vaticano II entendeu que o encargo dos presbíteros é o ministério da Palavra, dos Sacramentos e da Pastoral. Diz a Presbyterorum Ordinis, nº 4, “os presbíteros têm como primeiro dever anunciar a Palavra de Deus”. Este anúncio se dá pela convivência edificante entre os povos; pela pregação, onde se anuncia o Mistério de Cristo aos que crêem; pelo ensino do catecismo cristão ou pela explanação da doutrina da Igreja; e, pelo estudo, à luz de Cristo, dos problemas que surgem. O Padre ensina não a sua própria sabedoria, mas a Palavra de Deus, convidadndo a todos à conversão e à santidade (Cf. PO nº 4).

Os presbíteros, conforme a PO nº 6, são consagrados por Deus, para que sejam, na celebração sagrada, ministros d'Aquele que na Liturgia exerce perenemente o seu ofício sacerdotal a nosso favor. Eles introduzem os homens no Povo de Deus pelo Batismo; pela Penitência, reconciliam os pecadores com Deus e com a Igreja; pela Unção dos Enfermos, aliviam os doentes; e, sobretudo, com a celebração da missa, oferecem sacramentalmente o Sacrifício de Cristo. Faz parte das funções do padre ensinar aos fiéis a oferecer a Deus Pai à vítima divina, Jesus, na missa, e a fazer, com ela, a oblação das suas vidas. Ainda, são chamados a rezarem por todo Povo de Deus, por meio da Litrugia das Horas.

  Como representantes de Cristo Cabeça, os presbíteros têm o encargo de reunir o Povo de Deus e conduzí-lo ao Pai. Para isto, eles recebem a autoridade para edificação das comunidades cristãs nas quais os fiéis vivenciam a presença do Senhor e se lançam para sua missão de evangelizadores e promotores do bem comum. A comunidade é o lugar da acolhida e da caridade, como indicado pela PO, nº 6.

 

A Ordenação Presbiteral

Os ritos centrais da Ordenação Presbiteral são a imposição das mãos do Bispo e a oração de consagração. Nesta oração, o celebrante pede ao Pai, em nome de Cristo, que constitua o ordenando um presbítero, renovando no coração dele a efusão do Espírito de Santidade, para que possa ser cooperador da Ordem episcopal; exercer o ministério da Palavra; tornar-se um dispensador dos sacramentos (Batismo, Eucaristia, Reconciliação e Unção dos Enfermos); e, consagrar-se a oração pelos cristãos e por todos os homens.

 

Para aprofundar...

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, dos nos 1539 até 1553 e dos nos 1562 até 1568; o Compêndio do Catecismo, perguntas 328 e 329; o Youcat, perguntas 250, 251 e 254; a Constituição Dogmática Lumen Gentium, parágrafo 28 e o Decreto Conciliar Presbyterorum Ordinis.

 

 

Pe. Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese

 Mater Ecclesiae e Luz e Vida

 

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“O Sacramento da Ordem: o Presbiterado”

20/09/2013 16:07 - Atualizado em 23/09/2013 16:13

O Sacramento da Ordem possui três graus: o diaconato, o presbiterado e o episcopado. Destes, os dois últimos participam do sacerdócio ministerial de Cristo. Assim, os presbíteros e os epíscopos são sacerdotes (cf. CIC nº 1554). O Concílio Vaticano II tratou, de forma especial, da ordem dos presbíteros em dois documentos: na Constituição Dogmática Lumen Gentium, no nº 28, e no Decreto Presbyterorum Ordinis. Vejamos o ensinamento da Igreja sobre a Ordem dos presbíteros.

 

O sacerdócio na Sagrada Escritura

O Povo de Israel foi consagrado por Deus como um Povo Sacerdotal (Ex 19,6; Is 61,6). Todavia, Ele escolheu, das doze tribos que formavam o Povo, uma, em especial, para se dedicar ao serviço litúrgico (Ex 29; Lv 8 – 9; Nm 11,25). A tribo de Levi se tornou uma casta sacerdotal dentro do povo sacerdotal. Sua função era anunciar a Palavra de Deus e restabelecer a comunhão com Ele através dos sacrifícios e da oração (Ml 2,7-9). A Igreja interpretou que esta relação entre povo sacerdotal e tribo sacerdotal se aplica como símbolo a ela, entendendo o Batismo como entrada no novo povo sacerdotal de Deus e o segundo e o terceiro grau da Ordem como participação no sacerdócio de Cristo.

O Novo Testamento apresenta Jesus como o único e eterno sacerdote na oferta de sua vida pela salvação do mundo (Hb 10,14). Pela efusão do Espírito Santo no dia de Pentecoste, se abre uma dupla participação no único sacerdócio do Senhor: a Igreja, comunidade dos fiéis batizados, como um reino de sacerdotes (Ap 1,6) e o sacerdócio ministerial, que age “na pessoa do Cristo Cabeça”, apresentando a Deus a oração da Igreja (Jo 21,15-17).

 

A Ordem do Presbiterado

O sacerdócio ministerial é exercido pelos epíscopos e pelos presbíteros. Estes nomes provêm da língua grega e significam, respectivamente, “supervisor” e “ancião”. No NT, eles são usados para designar funções específicas dentro da comunidade de fé (cf. ITm 3,2; 5,17). Assim, os presbíteros eram os anciãos das primeiras comunidades, ou seja, responsáveis pela sua manutenção e crescimento (cf. At 20,17). Na tradição latina, este nome grego foi sendo substituído por um latino: Padre – que significa Pai – ressaltando o mesmo caráter de “responsabilidade amorosa, paterna” pela comunidade.

 

A função dos presbíteros

Inspirada na Escritura Sagrada, o Concílio Vaticano II entendeu que o encargo dos presbíteros é o ministério da Palavra, dos Sacramentos e da Pastoral. Diz a Presbyterorum Ordinis, nº 4, “os presbíteros têm como primeiro dever anunciar a Palavra de Deus”. Este anúncio se dá pela convivência edificante entre os povos; pela pregação, onde se anuncia o Mistério de Cristo aos que crêem; pelo ensino do catecismo cristão ou pela explanação da doutrina da Igreja; e, pelo estudo, à luz de Cristo, dos problemas que surgem. O Padre ensina não a sua própria sabedoria, mas a Palavra de Deus, convidadndo a todos à conversão e à santidade (Cf. PO nº 4).

Os presbíteros, conforme a PO nº 6, são consagrados por Deus, para que sejam, na celebração sagrada, ministros d'Aquele que na Liturgia exerce perenemente o seu ofício sacerdotal a nosso favor. Eles introduzem os homens no Povo de Deus pelo Batismo; pela Penitência, reconciliam os pecadores com Deus e com a Igreja; pela Unção dos Enfermos, aliviam os doentes; e, sobretudo, com a celebração da missa, oferecem sacramentalmente o Sacrifício de Cristo. Faz parte das funções do padre ensinar aos fiéis a oferecer a Deus Pai à vítima divina, Jesus, na missa, e a fazer, com ela, a oblação das suas vidas. Ainda, são chamados a rezarem por todo Povo de Deus, por meio da Litrugia das Horas.

  Como representantes de Cristo Cabeça, os presbíteros têm o encargo de reunir o Povo de Deus e conduzí-lo ao Pai. Para isto, eles recebem a autoridade para edificação das comunidades cristãs nas quais os fiéis vivenciam a presença do Senhor e se lançam para sua missão de evangelizadores e promotores do bem comum. A comunidade é o lugar da acolhida e da caridade, como indicado pela PO, nº 6.

 

A Ordenação Presbiteral

Os ritos centrais da Ordenação Presbiteral são a imposição das mãos do Bispo e a oração de consagração. Nesta oração, o celebrante pede ao Pai, em nome de Cristo, que constitua o ordenando um presbítero, renovando no coração dele a efusão do Espírito de Santidade, para que possa ser cooperador da Ordem episcopal; exercer o ministério da Palavra; tornar-se um dispensador dos sacramentos (Batismo, Eucaristia, Reconciliação e Unção dos Enfermos); e, consagrar-se a oração pelos cristãos e por todos os homens.

 

Para aprofundar...

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, dos nos 1539 até 1553 e dos nos 1562 até 1568; o Compêndio do Catecismo, perguntas 328 e 329; o Youcat, perguntas 250, 251 e 254; a Constituição Dogmática Lumen Gentium, parágrafo 28 e o Decreto Conciliar Presbyterorum Ordinis.

 

 

Pe. Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese

 Mater Ecclesiae e Luz e Vida

 

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida