Arquidiocese do Rio de Janeiro

36º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 13/12/2018

13 de Dezembro de 2018

Lares repletos de fé, amor e paz!

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26/07/2017 10:26 - Atualizado em 26/07/2017 10:27

Lares repletos de fé, amor e paz! 0

26/07/2017 10:26 - Atualizado em 26/07/2017 10:27

Celebramos, neste dia 26 de julho, a memória de Santana e de São Joaquim, avós de Jesus. Santana é co-padroeira da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. O nome “Ana” vem do hebraico “Hanna” e significa “graça”. Santa Ana ou simplesmente Santana era de família descendente do sacerdote Aarão. Ela era esposa de São Joaquim que, por sua vez, era descendente da família real de Davi. Nesse casamento estava composta a nobreza da qual Maria seria descendente e, posteriormente, Jesus.

Sigamos algumas ideias da tradição sobre a vida de ambos. Santa Ana se casou jovem como toda moça em Israel naquele tempo. A tradição diz que São Joaquim era um homem de posses e bem situado na sociedade. Ambos viviam em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje está a Basílica de Santana. O casal se relacionava com pessoas de todo Israel, especialmente nas festas em Jerusalém.

Santa Ana era estéril, por isso não conseguia se engravidar, fazendo que ela sofresse muitas humilhações, o mesmo que ocorria com São Joaquim que era censurado pelos sacerdotes por não ter filhos. Santa Ana e São Joaquim, porém, eram pessoas de fé e confiavam em Deus, apesar de todo sofrimento que viviam. Assim, num dado momento da vida, São Joaquim resolveu retirar-se no deserto, para rezar e fazer penitência. Nessa ocasião, um anjo lhe apareceu e disse que suas orações tinham sido ouvidas. Ao mesmo tempo o anjo apareceu também a Santa Ana confirmando que as orações do casal tinham sido ouvidas. Assim, pouco tempo depois que São Joaquim voltou para casa, Ana engravidou. Parece que através do sofrimento, Deus estava preparando aquele casal para gerar Maria, a virgem pura concebida sem pecado. No dia 8 de setembro do ano 20 a. C., segundo a tradição, Santa Ana deu à luz uma linda menina à qual o casal colocou o nome de Miriam, que em hebraico, significa “Senhora da Luz”. Na tradução para o latim ficou “Maria”. Daquela que todos diziam ser estéril nasceu Nossa Senhora, a mãe do Salvador. Gloria filiorum patres eorum — “A glória dos filhos são seus pais” (Prov. 17, 6).

São João Paulo II, logo no início de seu Pontificado profícuo, ao visitar a Igreja de Santana, dentro dos muros vaticanos, ensinou que: “A figura de Santa Ana recorda-nos de fato, a casa paterna de Maria; Mãe de Cristo. Lá veio Maria ao mundo, trazendo em si aquele extraordinário mistério da imaculada conceição. Lá era rodeada pelo amor e solicitude dos seus pais: Joaquim e Ana. Lá "aprendia" de sua mãe, de Santa Ana, como se é mãe. Quando portanto, como herdeiros da promessa (Cfr. Gal. 4. 28. 31) divina, nos encontramos abrangidos por esta maternidade, e quando experimentamos a sua santa profundidade e plenitude, pensamos então que foi precisamente Santa Ana a primeira a ensinar a Maria, sua Filha, como devia ser Mãe.  "Ana" em hebraico significa: "Deus (sujeito subentendido) fez graça". Refletindo sobre este significado do nome de Santa Ana, assim exclamava São João Damasceno: "Como havia de acontecer que a Virgem Mãe de Deus nascesse de Ana, a natureza não se atreveu a preceder o germe da graça; manteve-se porém aquela sem o próprio fruto para a graça produzir o seu. Devia nascer, de facto, a primogénita, da qual viria a nascer o primogénito de toda a criatura" (Serm. VI, De nativ. B.V.M., PG 96, 663).”(https://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1978/documents/hf_jp-ii_hom_19781210_sant-anna.html, último acesso em 23 de julho de 2017).

São Joaquim e Santa Ana “transmitiram mutuamente de geração em geração, junto com a oração, todo o patrimônio da vida cristã”, ensinou São João Paulo II.  Nesses tempos conturbados, marcados pela violência, pela banalização da vida, pela desorientação quase que generalizada, bem como da desvalorização da vida, com a relativização do valor do sacramento matrimonial entre um homem e uma mulher, abertos para a vida, que possamos pensar na nossa família, rezar por ela e pedir a Deus que nos ajude a manter unidos todos nossos familiares, a exemplo dos avós de Jesus. Como seria bom, neste dia de São Joaquim e de Santa Ana, abraçar nossos avós, que são fundamentais no testemunho da fé católica.

Agradecendo a presença iluminada do Papa Francisco, que, nesse dia, há quatro anos, do balcão do Palácio São Joaquim, presidiu o Ângelus, lembremos as iluminadas palavras do Sucessor de Pedro: “Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant’Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família. O Documento de Aparecida nos recorda: “Crianças e anciãos constroem o futuro dos povos; as crianças porque levarão por adiante a história, os anciãos porque transmitem a experiência e a sabedoria de suas vidas” (Documento de Aparecida, 447). Esta relação, este diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado! Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Eles saúdam os seus avós com muito carinho. Aos avós. Saudamos os avós. Eles, os jovens, saúdam os seus avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente. E agora, nesta praça, nas ruas adjacentes, nas casas que acompanham conosco este momento de oração, sintamo-nos como uma única grande família e nos dirijamos a Maria para que guarde as nossas famílias, faça delas lares de fé e de amor, onde se sinta a presença do seu Filho Jesus [reza o «Ângelus»]”( https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2013/documents/papa-francesco_angelus_20130726_gmg-rio.html, último acesso em 23 de julho de 2017).

O desejo do Papa Francisco, expresso há quatro anos, continua vivo entre nós. Elevo a Deus as minhas orações para que, por intercessão de Santana, co-padroeira de nossa Arquidiocese e de seu esposo São Joaquim, possam junto de Deus e da Bem Aventurada Virgem Maria guardar as famílias do Rio de Janeiro. Que Santana e São Joaquim proteja os nossos avós, proteja os pais, proteja a todos os homens e mulheres. Que todos os cariocas que clamam por Justiça, por segurança, pela paz e pela convivência pacífica em nossa cidade tenham seu desejo transformado em realidade. Amém!

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Lares repletos de fé, amor e paz!

26/07/2017 10:26 - Atualizado em 26/07/2017 10:27

Celebramos, neste dia 26 de julho, a memória de Santana e de São Joaquim, avós de Jesus. Santana é co-padroeira da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. O nome “Ana” vem do hebraico “Hanna” e significa “graça”. Santa Ana ou simplesmente Santana era de família descendente do sacerdote Aarão. Ela era esposa de São Joaquim que, por sua vez, era descendente da família real de Davi. Nesse casamento estava composta a nobreza da qual Maria seria descendente e, posteriormente, Jesus.

Sigamos algumas ideias da tradição sobre a vida de ambos. Santa Ana se casou jovem como toda moça em Israel naquele tempo. A tradição diz que São Joaquim era um homem de posses e bem situado na sociedade. Ambos viviam em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje está a Basílica de Santana. O casal se relacionava com pessoas de todo Israel, especialmente nas festas em Jerusalém.

Santa Ana era estéril, por isso não conseguia se engravidar, fazendo que ela sofresse muitas humilhações, o mesmo que ocorria com São Joaquim que era censurado pelos sacerdotes por não ter filhos. Santa Ana e São Joaquim, porém, eram pessoas de fé e confiavam em Deus, apesar de todo sofrimento que viviam. Assim, num dado momento da vida, São Joaquim resolveu retirar-se no deserto, para rezar e fazer penitência. Nessa ocasião, um anjo lhe apareceu e disse que suas orações tinham sido ouvidas. Ao mesmo tempo o anjo apareceu também a Santa Ana confirmando que as orações do casal tinham sido ouvidas. Assim, pouco tempo depois que São Joaquim voltou para casa, Ana engravidou. Parece que através do sofrimento, Deus estava preparando aquele casal para gerar Maria, a virgem pura concebida sem pecado. No dia 8 de setembro do ano 20 a. C., segundo a tradição, Santa Ana deu à luz uma linda menina à qual o casal colocou o nome de Miriam, que em hebraico, significa “Senhora da Luz”. Na tradução para o latim ficou “Maria”. Daquela que todos diziam ser estéril nasceu Nossa Senhora, a mãe do Salvador. Gloria filiorum patres eorum — “A glória dos filhos são seus pais” (Prov. 17, 6).

São João Paulo II, logo no início de seu Pontificado profícuo, ao visitar a Igreja de Santana, dentro dos muros vaticanos, ensinou que: “A figura de Santa Ana recorda-nos de fato, a casa paterna de Maria; Mãe de Cristo. Lá veio Maria ao mundo, trazendo em si aquele extraordinário mistério da imaculada conceição. Lá era rodeada pelo amor e solicitude dos seus pais: Joaquim e Ana. Lá "aprendia" de sua mãe, de Santa Ana, como se é mãe. Quando portanto, como herdeiros da promessa (Cfr. Gal. 4. 28. 31) divina, nos encontramos abrangidos por esta maternidade, e quando experimentamos a sua santa profundidade e plenitude, pensamos então que foi precisamente Santa Ana a primeira a ensinar a Maria, sua Filha, como devia ser Mãe.  "Ana" em hebraico significa: "Deus (sujeito subentendido) fez graça". Refletindo sobre este significado do nome de Santa Ana, assim exclamava São João Damasceno: "Como havia de acontecer que a Virgem Mãe de Deus nascesse de Ana, a natureza não se atreveu a preceder o germe da graça; manteve-se porém aquela sem o próprio fruto para a graça produzir o seu. Devia nascer, de facto, a primogénita, da qual viria a nascer o primogénito de toda a criatura" (Serm. VI, De nativ. B.V.M., PG 96, 663).”(https://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1978/documents/hf_jp-ii_hom_19781210_sant-anna.html, último acesso em 23 de julho de 2017).

São Joaquim e Santa Ana “transmitiram mutuamente de geração em geração, junto com a oração, todo o patrimônio da vida cristã”, ensinou São João Paulo II.  Nesses tempos conturbados, marcados pela violência, pela banalização da vida, pela desorientação quase que generalizada, bem como da desvalorização da vida, com a relativização do valor do sacramento matrimonial entre um homem e uma mulher, abertos para a vida, que possamos pensar na nossa família, rezar por ela e pedir a Deus que nos ajude a manter unidos todos nossos familiares, a exemplo dos avós de Jesus. Como seria bom, neste dia de São Joaquim e de Santa Ana, abraçar nossos avós, que são fundamentais no testemunho da fé católica.

Agradecendo a presença iluminada do Papa Francisco, que, nesse dia, há quatro anos, do balcão do Palácio São Joaquim, presidiu o Ângelus, lembremos as iluminadas palavras do Sucessor de Pedro: “Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant’Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família. O Documento de Aparecida nos recorda: “Crianças e anciãos constroem o futuro dos povos; as crianças porque levarão por adiante a história, os anciãos porque transmitem a experiência e a sabedoria de suas vidas” (Documento de Aparecida, 447). Esta relação, este diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado! Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Eles saúdam os seus avós com muito carinho. Aos avós. Saudamos os avós. Eles, os jovens, saúdam os seus avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente. E agora, nesta praça, nas ruas adjacentes, nas casas que acompanham conosco este momento de oração, sintamo-nos como uma única grande família e nos dirijamos a Maria para que guarde as nossas famílias, faça delas lares de fé e de amor, onde se sinta a presença do seu Filho Jesus [reza o «Ângelus»]”( https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2013/documents/papa-francesco_angelus_20130726_gmg-rio.html, último acesso em 23 de julho de 2017).

O desejo do Papa Francisco, expresso há quatro anos, continua vivo entre nós. Elevo a Deus as minhas orações para que, por intercessão de Santana, co-padroeira de nossa Arquidiocese e de seu esposo São Joaquim, possam junto de Deus e da Bem Aventurada Virgem Maria guardar as famílias do Rio de Janeiro. Que Santana e São Joaquim proteja os nossos avós, proteja os pais, proteja a todos os homens e mulheres. Que todos os cariocas que clamam por Justiça, por segurança, pela paz e pela convivência pacífica em nossa cidade tenham seu desejo transformado em realidade. Amém!

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro