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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/10/2018

19 de Outubro de 2018

Os Jovens e a vocação

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Os Jovens e a vocação

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25/07/2017 14:19 - Atualizado em 25/07/2017 14:19

Os Jovens e a vocação 0

25/07/2017 14:19 - Atualizado em 25/07/2017 14:19

“Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações”. (Jr 1,5). Essas foram as palavras dirigidas a Jeremias em sua vocação e são dirigidas a cada um de nós hoje. Fomos todos chamados à vida por Deus e esta é nossa primeira vocação. Portanto, a vida é um dom que Deus nos dá e, como a consideramos assim, devemos preservá-la através do cuidado para com as pessoas e toda a criação. Ao aceitarmos esse chamado somos cada vez mais agraciados por Deus com mais vocações. Vocação cristã, vocação profética e depois à vocação de serviço.

Ao sermos batizados tornamo-nos cristãos. Compromisso importantíssimo para a caminhada de fé, pois é através dessa segunda vocação que se ‘abrem as portas’ para as demais, pois é necessário o apoio da comunidade para alcançá-las. “A vocação tem uma dimensão e uma dimensão comunitária: pessoal, porque ninguém pode responder em meu lugar; comunitária, porque ela precisa da comunidade para desabrochar.” (SAV-Franciscanos).

Enquanto cristãos somos chamados a sermos profetas, pois somos convidados pelo próprio Deus a anunciar seu amor, sua paixão, misericórdia e ternura, assim como denunciar a exploração, injustiça e tudo o que vai contra a vontade de Deus. Esse é o papel do profeta na atualidade. O Santo Padre, o Papa Francisco, nos falou sobre essa vocação em Cracóvia, na Polônia:

“Existem realidades que não compreendemos porque as vemos apenas através da tela do celular ou computador. ‘Alegria de sofá’. Acreditamos que precisamos de um bom sofá para ser felizes. Um sofá que nos ajude a ficar confortáveis, em paz, bem e seguros. Jesus não é o senhor do conforto. Para seguir a Jesus você precisa decidir trocar o sofá por um par de sapatos que ajude a caminhar por estradas nunca imaginadas. Nós não viemos ao mundo para fazer da vida um sofá que nos ajude a dormir. Ao contrário, viemos para fazer a diferença. Deus espera algo de você. Deus quer algo que venha de você. Deus está  esperando por você. Ele quer que suas mãos continuem a construir o mundo de hoje. Ter a coragem de nos ensinar que é mais fácil construir pontes do que erguer muros! Nossa resposta para este mundo em guerra tem um nome: chama-se fraternidade. Jesus o convida a deixar para trás os caminhos de separação, divisão e falta de sentido.” (Papa Francisco, JMJ 2016).

E por fim, a vocação de serviço. Nela, a pessoa é chamada a realizar uma função que, na essência, busca servir aos irmãos. É um serviço na Igreja e para a Igreja. Ela é chamada a ser “Luz dos Povos”. A Igreja é Povo de Deus, que unido por uma só fé, caminha para a Salvação. É missão da Igreja se reunir para celebrar a Eucaristia, ministrar os demais sacramentos e guiar o povo, tal qual o pastor o seu rebanho. Para isso existem várias funções diferentes, as quais são ocupadas por pessoas, cada uma conforme seus dons, para que assim consigam dar frutos. São Francisco de Assis afirma que a missão de evangelizar pode ser cumprida por dois métodos, são eles: pela Palavra e pela vivência. Cada cristão é chamado a ser evangelizador missionário segundo um modo de vida. Por isso existem diferentes vocações. São Paulo, em sua carta aos Romanos (Rm 12,1-14), traz para a realidade daquele povo as diferentes funções com as quais se devem trabalhar para que assim se consiga alcançar êxito na missão.

Jovens, aprofundem o discernimento vocacional! Deus nos chama pelo nome! A vocação é pessoal, e cada um responde a Deus! Guiados pelo Espirito Santo, e somente por Ele, devemos seguir nossa missão!

Que Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, abençoe a cada um e dê forças para continuar firmes no propósito de caminhar rumo ao Reino de Deus!

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25/07/2017 14:19 - Atualizado em 25/07/2017 14:19

“Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações”. (Jr 1,5). Essas foram as palavras dirigidas a Jeremias em sua vocação e são dirigidas a cada um de nós hoje. Fomos todos chamados à vida por Deus e esta é nossa primeira vocação. Portanto, a vida é um dom que Deus nos dá e, como a consideramos assim, devemos preservá-la através do cuidado para com as pessoas e toda a criação. Ao aceitarmos esse chamado somos cada vez mais agraciados por Deus com mais vocações. Vocação cristã, vocação profética e depois à vocação de serviço.

Ao sermos batizados tornamo-nos cristãos. Compromisso importantíssimo para a caminhada de fé, pois é através dessa segunda vocação que se ‘abrem as portas’ para as demais, pois é necessário o apoio da comunidade para alcançá-las. “A vocação tem uma dimensão e uma dimensão comunitária: pessoal, porque ninguém pode responder em meu lugar; comunitária, porque ela precisa da comunidade para desabrochar.” (SAV-Franciscanos).

Enquanto cristãos somos chamados a sermos profetas, pois somos convidados pelo próprio Deus a anunciar seu amor, sua paixão, misericórdia e ternura, assim como denunciar a exploração, injustiça e tudo o que vai contra a vontade de Deus. Esse é o papel do profeta na atualidade. O Santo Padre, o Papa Francisco, nos falou sobre essa vocação em Cracóvia, na Polônia:

“Existem realidades que não compreendemos porque as vemos apenas através da tela do celular ou computador. ‘Alegria de sofá’. Acreditamos que precisamos de um bom sofá para ser felizes. Um sofá que nos ajude a ficar confortáveis, em paz, bem e seguros. Jesus não é o senhor do conforto. Para seguir a Jesus você precisa decidir trocar o sofá por um par de sapatos que ajude a caminhar por estradas nunca imaginadas. Nós não viemos ao mundo para fazer da vida um sofá que nos ajude a dormir. Ao contrário, viemos para fazer a diferença. Deus espera algo de você. Deus quer algo que venha de você. Deus está  esperando por você. Ele quer que suas mãos continuem a construir o mundo de hoje. Ter a coragem de nos ensinar que é mais fácil construir pontes do que erguer muros! Nossa resposta para este mundo em guerra tem um nome: chama-se fraternidade. Jesus o convida a deixar para trás os caminhos de separação, divisão e falta de sentido.” (Papa Francisco, JMJ 2016).

E por fim, a vocação de serviço. Nela, a pessoa é chamada a realizar uma função que, na essência, busca servir aos irmãos. É um serviço na Igreja e para a Igreja. Ela é chamada a ser “Luz dos Povos”. A Igreja é Povo de Deus, que unido por uma só fé, caminha para a Salvação. É missão da Igreja se reunir para celebrar a Eucaristia, ministrar os demais sacramentos e guiar o povo, tal qual o pastor o seu rebanho. Para isso existem várias funções diferentes, as quais são ocupadas por pessoas, cada uma conforme seus dons, para que assim consigam dar frutos. São Francisco de Assis afirma que a missão de evangelizar pode ser cumprida por dois métodos, são eles: pela Palavra e pela vivência. Cada cristão é chamado a ser evangelizador missionário segundo um modo de vida. Por isso existem diferentes vocações. São Paulo, em sua carta aos Romanos (Rm 12,1-14), traz para a realidade daquele povo as diferentes funções com as quais se devem trabalhar para que assim se consiga alcançar êxito na missão.

Jovens, aprofundem o discernimento vocacional! Deus nos chama pelo nome! A vocação é pessoal, e cada um responde a Deus! Guiados pelo Espirito Santo, e somente por Ele, devemos seguir nossa missão!

Que Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, abençoe a cada um e dê forças para continuar firmes no propósito de caminhar rumo ao Reino de Deus!

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro