Arquidiocese do Rio de Janeiro

38º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/12/2018

15 de Dezembro de 2018

Vi o Senhor Ressuscitado

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15 de Dezembro de 2018

Vi o Senhor Ressuscitado

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23/07/2017 00:00 - Atualizado em 24/07/2017 14:39

Vi o Senhor Ressuscitado 0

23/07/2017 00:00 - Atualizado em 24/07/2017 14:39

Ao celebrar o sexto dia da novena em preparação à festa de Santana, em sua Paróquia em Campo Grande, a data coincidiu com a Festa de Santa Maria Madalena, a testemunha da Ressurreição. Creio que celebrar a co-padroeira de nossa arquidiocese é nos comprometermos com o grande e belo anúncio da nova vida em Cristo Ressuscitado. Rezamos por toda a cidade, para que todos os avós, a exemplo de Santana e de São Joaquim, possam fazer a diferença em que os avós passem aos filhos e netos a fé, os valores do Evangelho, o bem, a fraternidade,  a paz.

Agradecemos pelos encontros arquidiocesanos, nacionais e internacionais que no passado e no presente ocorreram neste mês em nossa cidade. Porém, é negável que por aqui, vivemos tempos difíceis, onde a violência, a insegurança estão em todos os cantos do país, do estado e da cidade. Vivemos, também, tempos de controvérsias, onde nós nos digladiamos em relação às aparências, as ideologias, nos dividimos em grupos antagônicos, até mesmo dentro da Igreja criticando-nos mutuamente. A Palavra de Deus da Festa de Santa Maria Madalena nos fala do que é essencial em nossa vida: na figura dessa santa cuja festa hoje celebramos, que somos chamados a ter um encontro com o Senhor e a ser suas testemunhas.

O Papa Bento XVI, quando estava no seu pontificado, durante a sua missão de Papa, disse que a vida cristã não é um encontro com uma doutrina, com um formalismo externo ou com uma ideologia, mais é o encontro com uma pessoa, a pessoa de Jesus Cristo. E ele nos disse que é com o encontro com Jesus Cristo que nos entusiasma quando O encontramos. Encontrar Jesus Cristo é encontrar o centro, o norte de nossa vida.

Maria Madalena, nos mostra isso, ela tinha sido discipula de Jesus, conhecera o Senhor, e sofrendo ao pé da Cruz, quando da morte do mestre aquele que é o Deus conosco, que morreu na Cruz e foi sepultado. E o sepultamento foi às pressas, porque já era véspera de grande sábado, por isso não deu tempo de todas as abluções costumeiras. Assim que passa o grande sábado, logo na madrugada do primeiro dia da semana, no Domingo, ela vai ao túmulo preocupada em como tirar a pedra da porta do Sepulcro. Ao chegar, ela encontra a pedra removida e o sepulcro vazio. Corre ao encontro dos discípulos para avisá-los que tiraram o Senhor do túmulo e sabiam aonde poderiam ter colocado (isso seria impossível, porque sábado evidentemente os judeus não podiam fazer nenhum trabalho desse tipo). Ao mesmo tempo, ali ela vê os anjos anunciarem que o Senhor tinha Ressuscitado e se encontra com o Senhor, quando é chamada pelo nome: Maria! E ela reconhece o Mestre. Como consequência, ela corre a anunciar aos seus discípulos que o Senhor tinha ressuscitado. Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi ao Senhor” e contou o que o Jesus tinha dito. Por isso Maria é a discípula que primeiro testemunhou a ressurreição.

Ela vai com aquela dimensão de quem encontrou com o Cristo Ressuscitado, que na liturgia de hoje, no livro dos Cânticos dos Cânticos, numa linguagem poética muito interessante e bonita, expressa como a busca do amado de nossa alma que se procura na noite escura e que se acaba encontrando pelas estradas da vida, quando se busca, interroga. A nossa vida, de tantas controvérsias e dificuldades, de tantos formalismos que vemos aos nosso redor, com as ideologias ano nosso redor, que nos dividem de tantas formas e nos sufocam, esse anúncio é alegria de uma libertação, de quem encontrou a razão de sua vida, de quem encontrou o Senhor. É nele que colocamos toda a alegria e direção de nossa vida, o Verbo que se fez carne na plenitude dos tempos, que nasceu de Maria, cujos os pais, Joaquim e Santana, estamos celebrando aqui a novena. Ele viveu, nos ensinou, deu a vida por todos nós ao morrer na Cruz foi sepultado, ressuscitou e está vivo entre nós.

Não só recordamos a palavra de Maria Madalena, que foi contar aos discípulos que Jesus tinha ressuscitado, que encontrou o amado de sua alma, mais também fazemos memória atualizando para nós hoje, em meio de tantas dificuldades, em meio de tantas dores, de tantos machucados e ferimentos de nosso tempo, com problemas de desemprego, de falta de salário, violência, intolerâncias, falta de liberdade de ir e de vir, tantas decepções, de muitas divisões internas entre nós e críticas de tantos lados! Nós encontramos o Senhor, nós temos encontrado com Aquele por quem temos entusiasmo, nós encontramos o Senhor Jesus Cristo, vivo, ressuscitado, nosso Salvador, que nos dá a vida a salvação. A consequência é ter a mesma disposição de Maria Madalena: ir contar aos outros, que o Senhor Ressuscitou, que está vivo e que somos suas  testemunhas.

Os discípulos de Jesus correm ao túmulo, vão encontrar o túmulo vazio, mais não só isso, eles se encontram com Jesus Ressuscitado várias vezes. Por isso, irão proclamar ao mundo inteiro que o Senhor Ressuscitou, que as antigas promessas se cumpriram, que Jesus, o Verbo Eterno, é o Senhor e Salvador, é o Messias esperado, que veio para toda a humanidade, para que as pessoas tenham vida e a tenham em abundância. Em meio a tantos interesses, divisões, guerras, brigas, violências, nós temos a luz que ilumina nossos caminhos e que o faz o homem de coração novo, uma nova vida, com a nova compreensão da história, Jesus Cristo, nosso Senhor Ressuscitado, que ilumina essa nova vida.

Ao celebrarmos Santa Maria Madalena, como testemunha da Ressurreição, (essa é a ênfase da Igreja na festa de hoje), nos convida a todos nós, com as dificuldades de hoje, com tantas situações concretas  e em meio de tantas decepções, o Senhor nos convida a ser uma Igreja viva e alegre no Senhor, pois nós O contemplamos, Vivo e Ressuscitado, pois nós encontramos aquele a quem anunciamos: a verdadeira vida em Jesus Cristo.

Sejamos entusiasmados e alegres por ver o Senhor. E quanto mais o encontramos mais o queremos encontrar, porque Ele é infinito, é o Deus conosco, para contagiar as pessoas ao nosso redor, como fez Maria Madalena ao levar os discípulos, e que, como consequência, também eles o fizeram ao levar aos outros a grande notícia até os confins da terra, com o testemunho da própria vida! Cantai cristãos, Cristo Jesus Ressuscitou, por isso um novo mundo é possível, não com as ideologias que os homens inventaram e inventam a cada momento, e nos digladiamos, brigamos e nos matamos, mas que é possível um novo mundo com a vida do Ressuscitado, por isso somos chamados a anunciar o Senhor Ressuscitado e a nova vida no mundo de hoje.

Por causa desse grande anúncio é que nós vamos ver a história da salvação e na história de Jesus, está Maria, que disse sim ao plano de Deus, está a mãe de Maria, a Senhora Santana, que celebramos, como co-padroeira de nossa Arquidiocese. Por causa de Cristo nós olhamos toda a história com o novo olhar. Celebrar a Senhora Santana, junto de São Joaquim, comemorar o dia dos avós, é ver a nossa história de anunciadores, de quem se encontrou com o Cristo Ressuscitado, como foi a vida de Maria Madalena. Que Maria Madalena interceda por nós para que neste caos do mundo de hoje, sejamos testemunha da ressurreição, de quem encontrou o Senhor e, consequentemente, encontra toda a história da salvação. Que a Senhora Santana nos ajude a ser testemunhas do Evangelho, a construir uma cidade pautada pela solidariedade, pela convivência fraterna e pela paz!

 

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Vi o Senhor Ressuscitado

23/07/2017 00:00 - Atualizado em 24/07/2017 14:39

Ao celebrar o sexto dia da novena em preparação à festa de Santana, em sua Paróquia em Campo Grande, a data coincidiu com a Festa de Santa Maria Madalena, a testemunha da Ressurreição. Creio que celebrar a co-padroeira de nossa arquidiocese é nos comprometermos com o grande e belo anúncio da nova vida em Cristo Ressuscitado. Rezamos por toda a cidade, para que todos os avós, a exemplo de Santana e de São Joaquim, possam fazer a diferença em que os avós passem aos filhos e netos a fé, os valores do Evangelho, o bem, a fraternidade,  a paz.

Agradecemos pelos encontros arquidiocesanos, nacionais e internacionais que no passado e no presente ocorreram neste mês em nossa cidade. Porém, é negável que por aqui, vivemos tempos difíceis, onde a violência, a insegurança estão em todos os cantos do país, do estado e da cidade. Vivemos, também, tempos de controvérsias, onde nós nos digladiamos em relação às aparências, as ideologias, nos dividimos em grupos antagônicos, até mesmo dentro da Igreja criticando-nos mutuamente. A Palavra de Deus da Festa de Santa Maria Madalena nos fala do que é essencial em nossa vida: na figura dessa santa cuja festa hoje celebramos, que somos chamados a ter um encontro com o Senhor e a ser suas testemunhas.

O Papa Bento XVI, quando estava no seu pontificado, durante a sua missão de Papa, disse que a vida cristã não é um encontro com uma doutrina, com um formalismo externo ou com uma ideologia, mais é o encontro com uma pessoa, a pessoa de Jesus Cristo. E ele nos disse que é com o encontro com Jesus Cristo que nos entusiasma quando O encontramos. Encontrar Jesus Cristo é encontrar o centro, o norte de nossa vida.

Maria Madalena, nos mostra isso, ela tinha sido discipula de Jesus, conhecera o Senhor, e sofrendo ao pé da Cruz, quando da morte do mestre aquele que é o Deus conosco, que morreu na Cruz e foi sepultado. E o sepultamento foi às pressas, porque já era véspera de grande sábado, por isso não deu tempo de todas as abluções costumeiras. Assim que passa o grande sábado, logo na madrugada do primeiro dia da semana, no Domingo, ela vai ao túmulo preocupada em como tirar a pedra da porta do Sepulcro. Ao chegar, ela encontra a pedra removida e o sepulcro vazio. Corre ao encontro dos discípulos para avisá-los que tiraram o Senhor do túmulo e sabiam aonde poderiam ter colocado (isso seria impossível, porque sábado evidentemente os judeus não podiam fazer nenhum trabalho desse tipo). Ao mesmo tempo, ali ela vê os anjos anunciarem que o Senhor tinha Ressuscitado e se encontra com o Senhor, quando é chamada pelo nome: Maria! E ela reconhece o Mestre. Como consequência, ela corre a anunciar aos seus discípulos que o Senhor tinha ressuscitado. Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi ao Senhor” e contou o que o Jesus tinha dito. Por isso Maria é a discípula que primeiro testemunhou a ressurreição.

Ela vai com aquela dimensão de quem encontrou com o Cristo Ressuscitado, que na liturgia de hoje, no livro dos Cânticos dos Cânticos, numa linguagem poética muito interessante e bonita, expressa como a busca do amado de nossa alma que se procura na noite escura e que se acaba encontrando pelas estradas da vida, quando se busca, interroga. A nossa vida, de tantas controvérsias e dificuldades, de tantos formalismos que vemos aos nosso redor, com as ideologias ano nosso redor, que nos dividem de tantas formas e nos sufocam, esse anúncio é alegria de uma libertação, de quem encontrou a razão de sua vida, de quem encontrou o Senhor. É nele que colocamos toda a alegria e direção de nossa vida, o Verbo que se fez carne na plenitude dos tempos, que nasceu de Maria, cujos os pais, Joaquim e Santana, estamos celebrando aqui a novena. Ele viveu, nos ensinou, deu a vida por todos nós ao morrer na Cruz foi sepultado, ressuscitou e está vivo entre nós.

Não só recordamos a palavra de Maria Madalena, que foi contar aos discípulos que Jesus tinha ressuscitado, que encontrou o amado de sua alma, mais também fazemos memória atualizando para nós hoje, em meio de tantas dificuldades, em meio de tantas dores, de tantos machucados e ferimentos de nosso tempo, com problemas de desemprego, de falta de salário, violência, intolerâncias, falta de liberdade de ir e de vir, tantas decepções, de muitas divisões internas entre nós e críticas de tantos lados! Nós encontramos o Senhor, nós temos encontrado com Aquele por quem temos entusiasmo, nós encontramos o Senhor Jesus Cristo, vivo, ressuscitado, nosso Salvador, que nos dá a vida a salvação. A consequência é ter a mesma disposição de Maria Madalena: ir contar aos outros, que o Senhor Ressuscitou, que está vivo e que somos suas  testemunhas.

Os discípulos de Jesus correm ao túmulo, vão encontrar o túmulo vazio, mais não só isso, eles se encontram com Jesus Ressuscitado várias vezes. Por isso, irão proclamar ao mundo inteiro que o Senhor Ressuscitou, que as antigas promessas se cumpriram, que Jesus, o Verbo Eterno, é o Senhor e Salvador, é o Messias esperado, que veio para toda a humanidade, para que as pessoas tenham vida e a tenham em abundância. Em meio a tantos interesses, divisões, guerras, brigas, violências, nós temos a luz que ilumina nossos caminhos e que o faz o homem de coração novo, uma nova vida, com a nova compreensão da história, Jesus Cristo, nosso Senhor Ressuscitado, que ilumina essa nova vida.

Ao celebrarmos Santa Maria Madalena, como testemunha da Ressurreição, (essa é a ênfase da Igreja na festa de hoje), nos convida a todos nós, com as dificuldades de hoje, com tantas situações concretas  e em meio de tantas decepções, o Senhor nos convida a ser uma Igreja viva e alegre no Senhor, pois nós O contemplamos, Vivo e Ressuscitado, pois nós encontramos aquele a quem anunciamos: a verdadeira vida em Jesus Cristo.

Sejamos entusiasmados e alegres por ver o Senhor. E quanto mais o encontramos mais o queremos encontrar, porque Ele é infinito, é o Deus conosco, para contagiar as pessoas ao nosso redor, como fez Maria Madalena ao levar os discípulos, e que, como consequência, também eles o fizeram ao levar aos outros a grande notícia até os confins da terra, com o testemunho da própria vida! Cantai cristãos, Cristo Jesus Ressuscitou, por isso um novo mundo é possível, não com as ideologias que os homens inventaram e inventam a cada momento, e nos digladiamos, brigamos e nos matamos, mas que é possível um novo mundo com a vida do Ressuscitado, por isso somos chamados a anunciar o Senhor Ressuscitado e a nova vida no mundo de hoje.

Por causa desse grande anúncio é que nós vamos ver a história da salvação e na história de Jesus, está Maria, que disse sim ao plano de Deus, está a mãe de Maria, a Senhora Santana, que celebramos, como co-padroeira de nossa Arquidiocese. Por causa de Cristo nós olhamos toda a história com o novo olhar. Celebrar a Senhora Santana, junto de São Joaquim, comemorar o dia dos avós, é ver a nossa história de anunciadores, de quem se encontrou com o Cristo Ressuscitado, como foi a vida de Maria Madalena. Que Maria Madalena interceda por nós para que neste caos do mundo de hoje, sejamos testemunha da ressurreição, de quem encontrou o Senhor e, consequentemente, encontra toda a história da salvação. Que a Senhora Santana nos ajude a ser testemunhas do Evangelho, a construir uma cidade pautada pela solidariedade, pela convivência fraterna e pela paz!

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro