Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/10/2018

22 de Outubro de 2018

Cantar com alegria a misericórdia de Deus!

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22 de Outubro de 2018

Cantar com alegria a misericórdia de Deus!

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23/07/2017 00:00 - Atualizado em 24/07/2017 14:32

Cantar com alegria a misericórdia de Deus! 0

23/07/2017 00:00 - Atualizado em 24/07/2017 14:32

A nossa cidade do Rio de Janeiro acolheu, entre 18 e 23 de julho últimos, o 41º Congresso Internacional Pueri Cantores, promovido pela Federação Internacional Pueri Cantores, com o apoio da na nossa Arquidiocese. Etimologicamente “Pueri” vem do latim e significa ‘meninos’. É a primeira vez que a cidade recebe esse congresso internacional, que desta vez tem como tema: “Quodcumque dixerit vobis, facite”, em português, “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Acolhemos este Congresso, comemorativo aos 50 anos da Federação Nacional dos Meninos Cantores do Brasil. Este Congresso insere-se dentro do Jubileu dos 300 anos do encontro da imagem da Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba do Sul.

Por isso, com grande alegria, eu presidi a acolhida e a Missa de encerramento, no dia 23 de julho, na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Agradeço ao assistente internacional do “Pueri Cantores”, assim como toda a equipe nacional. Em especial ao nosso bispo auxiliar, Dom Joel Portella Amado, e a sua equipe, fizeram todos os contatos, providências, acolhida, divulgação e execução deste 41º. Congresso que tantos benefícios trouxe para o crescimento espiritual da beleza da música sacra em nossa cidade, nestes momentos de grandes sombras que pairam sobre a nossa cidade.

A presença destes corais em nossa cidade, justamente no dia em que comemoramos os 4 anos de chegada do Papa Francisco para a abertura da JMJ Rio 2013, data que foi decretado pelo município como “dia do Papa”, nos faz contemplar e cantar a alegria da misericórdia de Deus que sempre vem nos visitar, como o Sucessor do Apóstolo Pedro, que fazendo a primeira viagem intercontinental de seu Pontificado, veio trazer a palavra do Salvador do gênero humano para a juventude do mundo, no Rio de Janeiro, e veio testemunhar que com Cristo é possível construir um mundo novo. Portanto, por providência de Deus, nesta ocasião o congresso internacional dos “pueri cantores” nos ajudam a dar graças a Deus por tantos benefícios que o Papa Francisco deixou no Rio de Janeiro com a sua luminosa presença, daquele que veio em nome do Senhor, em nossa Arquidiocese, cidade, estado e país.

Na missa de encerramento, tivemos a graça de ver executada solenemente por quase mil vozes infantis a Missa em mi bemol do Padre José Maurício Nunes Garcia. Isso valoriza, e  muito, o talento local ao redescobrir a beleza da música do Padre José Maurício Nunes Garcia, nascido no Rio de Janeiro, em  22 de setembro de 1767 – e falecido nesta mesma cidade em 18 de abril de 1830, foi um sacerdote de nossa Arquidiocese, professor de música, maestro, multi-instrumentista e compositor brasileiro sacro muito festejado. Foi mestre de Capela da Capela Real por dez anos e sobrevivem mais de 240 composições catalogadas, praticamente todas no gênero sacro e vocal, entre missas, matinas, vésperas, motetos, antífonas e outras voltadas para o culto católico, que muito nos alegra.

Neste mês de julho temos muitos eventos a agradecer, do passado longínquo (Congresso 1955), passado recente (visita de São João Paulo II em 1980) e do presente que desde da alegria da JMJ estamos podendo hospedar. Já tivemos o Encontro Internacional de Educação e nestes mesmos dias o Encontro Internacional de Música Sacra Católica dos dois últimos séculos na Escola de Música da Universidade Federal. Agradeço aos diocesanos que acolheram em suas casas mais este evento demonstrando a confiança em estreitar relacionamentos e evangelizar. Este foi mais um dom que foi oferecido à nossa Arquidiocese, de poder comemorar este tempo do mês de julho, que celebramos tantos acontecimentos internacionais, nacionais (encontro dos secretários executivos dos regionais da CNBB) e arquidiocesanos (56º Encontro de Canto Pastoral), sublinhando este 41º. Encontro Internacional dos Corais infantis, “Pueri Cantores”. Peço a Deus que estes momentos sejam de fecundidade e evangelização para todos.

São três pensamentos litúrgicos, da missa deste 16º. Domingo do Tempo Comum, focando no Evangelho (cf. Mt 13,24-43), que gostaria de compartilhar com os “pueri cantores”:

1. Uma das parábolas de hoje é da joio e do trigo (cf. Mt 13,24-30). Nesta cidade e no mundo de hoje foi semeado muito joio. Tenho certeza de que a presença dos “pueri cantores” no Rio de Janeiro aumentou o número de trigo plantado, de coisas boas e belas. Que, com a graça de Deus, produzam muitos frutos nesta cidade e no país através da semeadura que foi feita com a presença de vocês. Que aumente, ainda muito mais, esta beleza da plantação das coisas boas.

2. A outra parábola é da semente de mostarda (cf. Mt 13,31-32). A grande imprensa nem sempre se preocupa com estas belezas e belas notícias, mas como uma pequena semente que será uma grande árvores no futuro, esse evento, tenho certeza está nos conduzindo. Nós semeamos a boa semente e esperamos que, esse “grão de mostarda”, pequeno que é, sirva de entusiasmo no crescimento dos corais infantis em nosso país. Pedimos que com esta realização deste 41º. Congresso Internacional de “Pueri Cantores” aumente ainda mais a presença evangelizadora dos corais, a confirmação nos países onde já é uma tradição, para que se confirme esta bela tradição e revigore a Igreja. Mesmo sendo poucos com relação à tantas necessidades, seja como este grão de mostarda que cresce, seja com as crianças crescendo em sabedoria, idade e graça, como, também, este trabalho de evangelizar com o canto, anime e alegre cada vez mais nossas cidades e os anime a serem mais cristãos.

3. A terceira parábola é a do fermento no meio da massa (cf. Mt 13,33). A mulher mistura fermento e toda a massa leveda, cresce. Também tenho certeza de que este trabalho, neste dia para nós que é a chegada, há quatro anos do Papa Francisco para a JMJ Rio 2013, faz parte deste fermento do Evangelho cantado pela beleza da arte, para que, também, toda a população do Rio de Janeiro e para que todas as populações que vocês encontram, cresçam cada vez mais no caminho do Senhor. No meio de tantas incertezas e caos, de violências e problemas, nasça uma nova humanidade.

Ao valorizar o Padre José Maurício, no canto da missa hoje, vemos que em todos os lugares tem coisas boas. Que aqui fecunde cada vez mais uma nova vida, que em cada país, em cada canto que os corais infantis exercem a sua missão evangelizadora, floresça esta alegria de ver o horizonte de Cristo presente pela ação do Espírito Santo fazer nova todas as coisas.

Muito obrigado a todos, que o Senhor abençoe e guarde a todos e que os “pueri cantores” possam continuar cantando a alegria da misericórdia de Deus, para que o mundo revalorize o sagrado, o belo, o canto, a arte que nos aproxima da Trindade Santa!

 

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Cantar com alegria a misericórdia de Deus!

23/07/2017 00:00 - Atualizado em 24/07/2017 14:32

A nossa cidade do Rio de Janeiro acolheu, entre 18 e 23 de julho últimos, o 41º Congresso Internacional Pueri Cantores, promovido pela Federação Internacional Pueri Cantores, com o apoio da na nossa Arquidiocese. Etimologicamente “Pueri” vem do latim e significa ‘meninos’. É a primeira vez que a cidade recebe esse congresso internacional, que desta vez tem como tema: “Quodcumque dixerit vobis, facite”, em português, “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Acolhemos este Congresso, comemorativo aos 50 anos da Federação Nacional dos Meninos Cantores do Brasil. Este Congresso insere-se dentro do Jubileu dos 300 anos do encontro da imagem da Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba do Sul.

Por isso, com grande alegria, eu presidi a acolhida e a Missa de encerramento, no dia 23 de julho, na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Agradeço ao assistente internacional do “Pueri Cantores”, assim como toda a equipe nacional. Em especial ao nosso bispo auxiliar, Dom Joel Portella Amado, e a sua equipe, fizeram todos os contatos, providências, acolhida, divulgação e execução deste 41º. Congresso que tantos benefícios trouxe para o crescimento espiritual da beleza da música sacra em nossa cidade, nestes momentos de grandes sombras que pairam sobre a nossa cidade.

A presença destes corais em nossa cidade, justamente no dia em que comemoramos os 4 anos de chegada do Papa Francisco para a abertura da JMJ Rio 2013, data que foi decretado pelo município como “dia do Papa”, nos faz contemplar e cantar a alegria da misericórdia de Deus que sempre vem nos visitar, como o Sucessor do Apóstolo Pedro, que fazendo a primeira viagem intercontinental de seu Pontificado, veio trazer a palavra do Salvador do gênero humano para a juventude do mundo, no Rio de Janeiro, e veio testemunhar que com Cristo é possível construir um mundo novo. Portanto, por providência de Deus, nesta ocasião o congresso internacional dos “pueri cantores” nos ajudam a dar graças a Deus por tantos benefícios que o Papa Francisco deixou no Rio de Janeiro com a sua luminosa presença, daquele que veio em nome do Senhor, em nossa Arquidiocese, cidade, estado e país.

Na missa de encerramento, tivemos a graça de ver executada solenemente por quase mil vozes infantis a Missa em mi bemol do Padre José Maurício Nunes Garcia. Isso valoriza, e  muito, o talento local ao redescobrir a beleza da música do Padre José Maurício Nunes Garcia, nascido no Rio de Janeiro, em  22 de setembro de 1767 – e falecido nesta mesma cidade em 18 de abril de 1830, foi um sacerdote de nossa Arquidiocese, professor de música, maestro, multi-instrumentista e compositor brasileiro sacro muito festejado. Foi mestre de Capela da Capela Real por dez anos e sobrevivem mais de 240 composições catalogadas, praticamente todas no gênero sacro e vocal, entre missas, matinas, vésperas, motetos, antífonas e outras voltadas para o culto católico, que muito nos alegra.

Neste mês de julho temos muitos eventos a agradecer, do passado longínquo (Congresso 1955), passado recente (visita de São João Paulo II em 1980) e do presente que desde da alegria da JMJ estamos podendo hospedar. Já tivemos o Encontro Internacional de Educação e nestes mesmos dias o Encontro Internacional de Música Sacra Católica dos dois últimos séculos na Escola de Música da Universidade Federal. Agradeço aos diocesanos que acolheram em suas casas mais este evento demonstrando a confiança em estreitar relacionamentos e evangelizar. Este foi mais um dom que foi oferecido à nossa Arquidiocese, de poder comemorar este tempo do mês de julho, que celebramos tantos acontecimentos internacionais, nacionais (encontro dos secretários executivos dos regionais da CNBB) e arquidiocesanos (56º Encontro de Canto Pastoral), sublinhando este 41º. Encontro Internacional dos Corais infantis, “Pueri Cantores”. Peço a Deus que estes momentos sejam de fecundidade e evangelização para todos.

São três pensamentos litúrgicos, da missa deste 16º. Domingo do Tempo Comum, focando no Evangelho (cf. Mt 13,24-43), que gostaria de compartilhar com os “pueri cantores”:

1. Uma das parábolas de hoje é da joio e do trigo (cf. Mt 13,24-30). Nesta cidade e no mundo de hoje foi semeado muito joio. Tenho certeza de que a presença dos “pueri cantores” no Rio de Janeiro aumentou o número de trigo plantado, de coisas boas e belas. Que, com a graça de Deus, produzam muitos frutos nesta cidade e no país através da semeadura que foi feita com a presença de vocês. Que aumente, ainda muito mais, esta beleza da plantação das coisas boas.

2. A outra parábola é da semente de mostarda (cf. Mt 13,31-32). A grande imprensa nem sempre se preocupa com estas belezas e belas notícias, mas como uma pequena semente que será uma grande árvores no futuro, esse evento, tenho certeza está nos conduzindo. Nós semeamos a boa semente e esperamos que, esse “grão de mostarda”, pequeno que é, sirva de entusiasmo no crescimento dos corais infantis em nosso país. Pedimos que com esta realização deste 41º. Congresso Internacional de “Pueri Cantores” aumente ainda mais a presença evangelizadora dos corais, a confirmação nos países onde já é uma tradição, para que se confirme esta bela tradição e revigore a Igreja. Mesmo sendo poucos com relação à tantas necessidades, seja como este grão de mostarda que cresce, seja com as crianças crescendo em sabedoria, idade e graça, como, também, este trabalho de evangelizar com o canto, anime e alegre cada vez mais nossas cidades e os anime a serem mais cristãos.

3. A terceira parábola é a do fermento no meio da massa (cf. Mt 13,33). A mulher mistura fermento e toda a massa leveda, cresce. Também tenho certeza de que este trabalho, neste dia para nós que é a chegada, há quatro anos do Papa Francisco para a JMJ Rio 2013, faz parte deste fermento do Evangelho cantado pela beleza da arte, para que, também, toda a população do Rio de Janeiro e para que todas as populações que vocês encontram, cresçam cada vez mais no caminho do Senhor. No meio de tantas incertezas e caos, de violências e problemas, nasça uma nova humanidade.

Ao valorizar o Padre José Maurício, no canto da missa hoje, vemos que em todos os lugares tem coisas boas. Que aqui fecunde cada vez mais uma nova vida, que em cada país, em cada canto que os corais infantis exercem a sua missão evangelizadora, floresça esta alegria de ver o horizonte de Cristo presente pela ação do Espírito Santo fazer nova todas as coisas.

Muito obrigado a todos, que o Senhor abençoe e guarde a todos e que os “pueri cantores” possam continuar cantando a alegria da misericórdia de Deus, para que o mundo revalorize o sagrado, o belo, o canto, a arte que nos aproxima da Trindade Santa!

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro