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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 13/12/2019

13 de Dezembro de 2019

“Creio no Espírito Santo”

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13 de Dezembro de 2019

“Creio no Espírito Santo”

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20/09/2013 15:55 - Atualizado em 23/09/2013 16:11

“Creio no Espírito Santo” 0

20/09/2013 15:55 - Atualizado em 23/09/2013 16:11

No Símbolo da Fé professamos “creio no Espírito Santo”. Segundo o CIC, no nº 685, e o Compêndio do Catecismo, pergunta 136, crer no Espírito Santo significa acreditar que Ele é uma das pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho e que, procedendo de ambos, foi enviado aos nossos corações a fim de recebermos a nova vida de filhos de Deus. Vejamos abaixo o conteúdo da nossa doutrina sobre o Espírito.

 

A missão conjunta do Filho e do Espírito

Quando o Pai envia seu Filho, Ele envia conjuntamente o Espírito Santo. O próprio nome “Jesus Cristo” nos revela isto, pois “Cristo” significa “ungido”. Esta unção de Jesus é o Espírito Divino. Assim, se acompanharmos, nos Evangelhos, a vida do Senhor podemos ver que Jesus sempre age na força do Espírito. O YouCat, pergunta 114, nos diz que “foi o Espírito Santo que chamou Jesus à vida terrena no ventre de Maria (Mt 1,18); que o atestou como Filho Amado (Lc 3,22); que o conduziu (Mc 1,12); e,que o vivificou até o fim (Jo 22,20)”.

 

O nome da Terceira Pessoa da Trindade

O nome próprio da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade é Espírito Santo. É bem verdade que as três Pessoas da Trindade são “espírito” e são “santas”. Todavia, quando se unem os dois termos “espírito” e “santo”, a Igreja se refere a Pessoa do Espírito. É Jesus quem nos revela o Espírito Santo, o chamando de Paráclito – advogado, consolador (Jo14,16.26) e de Espírito da Verdade (Jo 16,13). O Novo Testamento ainda apresenta outros nomes: Espírito da Promessa (Gl 3,14); Espírito de adoção (Rm 8,15); Espírito de Cristo (Rm 8,11); Espírito do Senhor (2Cor 3,17); Espírito de Deus (1Cor 6,11); e, o Espírito da Glória (1Pd 4,14). Cada um destes nomes bíblicos apresenta e revela uma característica do Espírito Santo.

 

Os símbolos do Espírito Santo

O CIC apresenta nove símbolos bíblicos para sinalizar a manifestação do Espírito Santo: a água, a unção, o fogo, a nuvem, a luz, o selo, a mão, o dedo e a pomba. O Espírito é “a água viva que corre do coração de Cristo crucificado como de sua fonte e que em nós jorra em Vida Eterna” (Jo 4,10-14); é o óleo que unge a humanidade de Jesus, tornando-o o “Cristo-Ungido” (Lc 4,18-19); é o fogo que Jesus veio atear sobre a terra (Lc 12,49); é a nuvem que cobre Jesus e os três discípulos, colocando-os debaixo de sua sombra, na Transfiguração (Lc 9,34-35); é o selo com o qual os homens são marcados, à semelhança de Cristo (Jo 6,27); é comunicado pela imposição das mãos (At 8,17-19); é o dedo de Deus que expulsa os demônios (Lc 11,20) e que escreve suas leis em nossos corações (2Cor 3,3); e, a pomba que desce sobre Jesus no dia de seu batismo (Mt 3,16). Todos estes símbolos passaram de algum modo para a nossa liturgia nos revelando a presença e atuação do Espírito de Cristo em nós.

 

O Espírito na História da Salvação

O fato de só conhecermos a ação do Espírito Santo após a revelação que Jesus fez dele, não indica que Ele não estivesse agindo antes. Na realidade, Ele preparou na Antiga Aliança a vinda e a obra salvífica de Cristo. O Espírito Santo atuou na criação vivificando tudo o que foi feito pela Palavra divina (Gn 2,7). Nas manifestações de Deus que ocorreram na história do Povo de Israel, o Espírito era quem as possibilitava (Ex 31,18). Os profetas anunciaram a nova efusão do Espírito de Deus para todo o povo (Ez 36,26) e o Messias, o ungido, no qual Espirito de Deus o dotaria com seus dons (Is 11,1-2).

Cheio do Espírito Santo, Jesus é o cumprimento dos oráculos proféticos. É Ele quem vai pouco a pouco revelando a Pessoa do Espírito e quem vai prometer, que após a sua Morte e Ressurreição, pedir ao Pai que O envie sobre os discípulos. Segundo Jesus, o Paráclito nos faz recordar tudo o que o Ele nos ensinou; nos conduz a verdade plena; dá testemunho dEle em nós; glorifica a Ele e ao seu Pai em nós. Em fim, com a recepção do Espírito Santo, os discípulos participam da mesma missão de Jesus.

De fato, no dia de Pentecostes, Cristo derrama em profusão o dom do seu Espírito sobre seus discípulos, manifestando a Igreja. O nº738 do CIC resume bem a relação entre Cristo-Espírito-Igreja: “a missão da Igreja é o sacramento da missão de Cristo e do Espírito: por todo o seu ser e em todos os seus membros, a Igreja é enviada a anunciar, testemunhar, atualizar e difundir o mistério da comunhão da Santíssima Trindade”. Nesta realidade, o Espírito é quem dota a Igreja de dons e de carismas para que ela possa se edificar, se animar, se santificar e se tornar instrumento de salvação para todos os homens.

 

Para aprofundar...

Para saber mais sobre o assunto, conferir do parágrafo 683 até o 747 do CIC; o Compêndio do Catecismo, da pergunta 136 até a 146; e, o Youcat, da pergunta 113 até a 120.

 

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“Creio no Espírito Santo”

20/09/2013 15:55 - Atualizado em 23/09/2013 16:11

No Símbolo da Fé professamos “creio no Espírito Santo”. Segundo o CIC, no nº 685, e o Compêndio do Catecismo, pergunta 136, crer no Espírito Santo significa acreditar que Ele é uma das pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho e que, procedendo de ambos, foi enviado aos nossos corações a fim de recebermos a nova vida de filhos de Deus. Vejamos abaixo o conteúdo da nossa doutrina sobre o Espírito.

 

A missão conjunta do Filho e do Espírito

Quando o Pai envia seu Filho, Ele envia conjuntamente o Espírito Santo. O próprio nome “Jesus Cristo” nos revela isto, pois “Cristo” significa “ungido”. Esta unção de Jesus é o Espírito Divino. Assim, se acompanharmos, nos Evangelhos, a vida do Senhor podemos ver que Jesus sempre age na força do Espírito. O YouCat, pergunta 114, nos diz que “foi o Espírito Santo que chamou Jesus à vida terrena no ventre de Maria (Mt 1,18); que o atestou como Filho Amado (Lc 3,22); que o conduziu (Mc 1,12); e,que o vivificou até o fim (Jo 22,20)”.

 

O nome da Terceira Pessoa da Trindade

O nome próprio da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade é Espírito Santo. É bem verdade que as três Pessoas da Trindade são “espírito” e são “santas”. Todavia, quando se unem os dois termos “espírito” e “santo”, a Igreja se refere a Pessoa do Espírito. É Jesus quem nos revela o Espírito Santo, o chamando de Paráclito – advogado, consolador (Jo14,16.26) e de Espírito da Verdade (Jo 16,13). O Novo Testamento ainda apresenta outros nomes: Espírito da Promessa (Gl 3,14); Espírito de adoção (Rm 8,15); Espírito de Cristo (Rm 8,11); Espírito do Senhor (2Cor 3,17); Espírito de Deus (1Cor 6,11); e, o Espírito da Glória (1Pd 4,14). Cada um destes nomes bíblicos apresenta e revela uma característica do Espírito Santo.

 

Os símbolos do Espírito Santo

O CIC apresenta nove símbolos bíblicos para sinalizar a manifestação do Espírito Santo: a água, a unção, o fogo, a nuvem, a luz, o selo, a mão, o dedo e a pomba. O Espírito é “a água viva que corre do coração de Cristo crucificado como de sua fonte e que em nós jorra em Vida Eterna” (Jo 4,10-14); é o óleo que unge a humanidade de Jesus, tornando-o o “Cristo-Ungido” (Lc 4,18-19); é o fogo que Jesus veio atear sobre a terra (Lc 12,49); é a nuvem que cobre Jesus e os três discípulos, colocando-os debaixo de sua sombra, na Transfiguração (Lc 9,34-35); é o selo com o qual os homens são marcados, à semelhança de Cristo (Jo 6,27); é comunicado pela imposição das mãos (At 8,17-19); é o dedo de Deus que expulsa os demônios (Lc 11,20) e que escreve suas leis em nossos corações (2Cor 3,3); e, a pomba que desce sobre Jesus no dia de seu batismo (Mt 3,16). Todos estes símbolos passaram de algum modo para a nossa liturgia nos revelando a presença e atuação do Espírito de Cristo em nós.

 

O Espírito na História da Salvação

O fato de só conhecermos a ação do Espírito Santo após a revelação que Jesus fez dele, não indica que Ele não estivesse agindo antes. Na realidade, Ele preparou na Antiga Aliança a vinda e a obra salvífica de Cristo. O Espírito Santo atuou na criação vivificando tudo o que foi feito pela Palavra divina (Gn 2,7). Nas manifestações de Deus que ocorreram na história do Povo de Israel, o Espírito era quem as possibilitava (Ex 31,18). Os profetas anunciaram a nova efusão do Espírito de Deus para todo o povo (Ez 36,26) e o Messias, o ungido, no qual Espirito de Deus o dotaria com seus dons (Is 11,1-2).

Cheio do Espírito Santo, Jesus é o cumprimento dos oráculos proféticos. É Ele quem vai pouco a pouco revelando a Pessoa do Espírito e quem vai prometer, que após a sua Morte e Ressurreição, pedir ao Pai que O envie sobre os discípulos. Segundo Jesus, o Paráclito nos faz recordar tudo o que o Ele nos ensinou; nos conduz a verdade plena; dá testemunho dEle em nós; glorifica a Ele e ao seu Pai em nós. Em fim, com a recepção do Espírito Santo, os discípulos participam da mesma missão de Jesus.

De fato, no dia de Pentecostes, Cristo derrama em profusão o dom do seu Espírito sobre seus discípulos, manifestando a Igreja. O nº738 do CIC resume bem a relação entre Cristo-Espírito-Igreja: “a missão da Igreja é o sacramento da missão de Cristo e do Espírito: por todo o seu ser e em todos os seus membros, a Igreja é enviada a anunciar, testemunhar, atualizar e difundir o mistério da comunhão da Santíssima Trindade”. Nesta realidade, o Espírito é quem dota a Igreja de dons e de carismas para que ela possa se edificar, se animar, se santificar e se tornar instrumento de salvação para todos os homens.

 

Para aprofundar...

Para saber mais sobre o assunto, conferir do parágrafo 683 até o 747 do CIC; o Compêndio do Catecismo, da pergunta 136 até a 146; e, o Youcat, da pergunta 113 até a 120.

 

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida