Arquidiocese do Rio de Janeiro

36º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 13/12/2018

13 de Dezembro de 2018

Comunicar esperança e confiança

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23/05/2017 14:04 - Atualizado em 23/05/2017 14:12

Comunicar esperança e confiança 0

23/05/2017 14:04 - Atualizado em 23/05/2017 14:12

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é o único dia estabelecido no Concílio Ecumênico Vaticano II (Decreto Conciliar Inter Mirifica, 1963). É celebrado no domingo que antecede a Solenidade de Pentecostes, que no Brasil coincide com a Solenidade da Ascensão do Senhor, que é transferida para o Domingo. O texto da mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é tradicionalmente publicado por ocasião da festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro). O tema já é dado na festa dos Arcanjos, em setembro do ano anterior, eles que são os comunicadores de grandes notícias. Para celebrar o Dia Mundial, costuma-se preceder com uma semana ou dias dedicados à comunicação, seja envolvendo a Pastoral da Comunicação (Pascom), seja dando atenção maior para os comunicadores em geral, até mesmo com entrega de algum tipo de reconhecimento.

Profeticamente, o Concílio Vaticano II entregou um dos seus dois primeiros documentos demonstrando a necessidade de um trabalho eclesial nessa área. A Igreja sempre foi comunicação, pois tem a missão de comunicar a Boa Notícia, porém, nos novos tempos da segunda metade do século XX já se vislumbrava a importância que a comunicação viria a exercer na sociedade. O Documento do Concílio abre caminhos para outros documentos mais específicos e para o assunto tão importante, e nisso reside a originalidade desse pequeno documento, um dos dois primeiros publicados pelo grande Concílio Ecumênico.

Neste ano, a Igreja celebrará no dia 28 de maio o 51º Dia Mundial das Comunicações. O tema desenvolvido pelo Santo Padre na mensagem de exortação é: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43,5), acrescentando: “Comunicar esperança e confiança no nosso tempo”. O Papa Francisco quer exortar a todos uma comunicação construtiva, ou seja, comunicação que rejeita os preconceitos contra o outro, promovendo assim uma cultura do encontro, por meio da qual se possa aprender a olhar com confiança a realidade.

O Papa Francisco alerta para a questão daquelas notícias ruins transmitidas pelos meios de comunicação, que muitas vezes se tornam completamente sensacionalistas. “Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingênuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e, por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero”. (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

A mensagem está dividida em três tópicos: 1 – A boa notícia, 2 – A confiança na semente do Reino, 3 – Os horizontes do Espírito.

1 – A Boa Notícia – ao se falar de Boa Notícia temos que olhar para a realidade. A Boa Notícia por excelência, ou seja, o “Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1, 1). Mais do que uma informação sobre (a) Jesus, a notícia boa por excelência é o próprio Cristo Jesus. “Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do Seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo”. (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

2 – A confiança na semente do Reino – Aqui vemos que a mentalidade evangélica entrega-lhes os “óculos” adequados para aproximar do amor Divino. Amor este que morre e ressuscita. Nas muitas formas de falar, Jesus utilizava as parábolas. O Reino de Deus se faz presente no meio de nós. Como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. “Mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus; onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano; onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, “como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce” (Mc 4, 26-27). (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

3 – Os horizontes do Espírito – Os horizontes do Espírito nos faz olharmos para a festa da Ascenção. Na Ascensão, Jesus abre para nós as portas do céu e promete a Vinda do Paráclito. “Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador”. (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

Em tempos de tantas más notícias e diante da convicção de muitos que somente elas são de interesse, a mensagem do Papa quer recordar que a Igreja tem uma grande notícia a dar, e que é boa e que leva confiança e esperança nesse mundo cansado de guerras e violências.

Ao celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que possamos nós também comunicar a toda a humanidade as palavras e os sentimentos de amor, de paz e de misericórdia. Todas estas coisas emanam d’Aquele que é o caminho, a verdade e a vida.

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23/05/2017 14:04 - Atualizado em 23/05/2017 14:12

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é o único dia estabelecido no Concílio Ecumênico Vaticano II (Decreto Conciliar Inter Mirifica, 1963). É celebrado no domingo que antecede a Solenidade de Pentecostes, que no Brasil coincide com a Solenidade da Ascensão do Senhor, que é transferida para o Domingo. O texto da mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é tradicionalmente publicado por ocasião da festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro). O tema já é dado na festa dos Arcanjos, em setembro do ano anterior, eles que são os comunicadores de grandes notícias. Para celebrar o Dia Mundial, costuma-se preceder com uma semana ou dias dedicados à comunicação, seja envolvendo a Pastoral da Comunicação (Pascom), seja dando atenção maior para os comunicadores em geral, até mesmo com entrega de algum tipo de reconhecimento.

Profeticamente, o Concílio Vaticano II entregou um dos seus dois primeiros documentos demonstrando a necessidade de um trabalho eclesial nessa área. A Igreja sempre foi comunicação, pois tem a missão de comunicar a Boa Notícia, porém, nos novos tempos da segunda metade do século XX já se vislumbrava a importância que a comunicação viria a exercer na sociedade. O Documento do Concílio abre caminhos para outros documentos mais específicos e para o assunto tão importante, e nisso reside a originalidade desse pequeno documento, um dos dois primeiros publicados pelo grande Concílio Ecumênico.

Neste ano, a Igreja celebrará no dia 28 de maio o 51º Dia Mundial das Comunicações. O tema desenvolvido pelo Santo Padre na mensagem de exortação é: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43,5), acrescentando: “Comunicar esperança e confiança no nosso tempo”. O Papa Francisco quer exortar a todos uma comunicação construtiva, ou seja, comunicação que rejeita os preconceitos contra o outro, promovendo assim uma cultura do encontro, por meio da qual se possa aprender a olhar com confiança a realidade.

O Papa Francisco alerta para a questão daquelas notícias ruins transmitidas pelos meios de comunicação, que muitas vezes se tornam completamente sensacionalistas. “Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingênuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e, por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero”. (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

A mensagem está dividida em três tópicos: 1 – A boa notícia, 2 – A confiança na semente do Reino, 3 – Os horizontes do Espírito.

1 – A Boa Notícia – ao se falar de Boa Notícia temos que olhar para a realidade. A Boa Notícia por excelência, ou seja, o “Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1, 1). Mais do que uma informação sobre (a) Jesus, a notícia boa por excelência é o próprio Cristo Jesus. “Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do Seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo”. (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

2 – A confiança na semente do Reino – Aqui vemos que a mentalidade evangélica entrega-lhes os “óculos” adequados para aproximar do amor Divino. Amor este que morre e ressuscita. Nas muitas formas de falar, Jesus utilizava as parábolas. O Reino de Deus se faz presente no meio de nós. Como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. “Mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus; onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano; onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, “como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce” (Mc 4, 26-27). (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

3 – Os horizontes do Espírito – Os horizontes do Espírito nos faz olharmos para a festa da Ascenção. Na Ascensão, Jesus abre para nós as portas do céu e promete a Vinda do Paráclito. “Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador”. (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

Em tempos de tantas más notícias e diante da convicção de muitos que somente elas são de interesse, a mensagem do Papa quer recordar que a Igreja tem uma grande notícia a dar, e que é boa e que leva confiança e esperança nesse mundo cansado de guerras e violências.

Ao celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que possamos nós também comunicar a toda a humanidade as palavras e os sentimentos de amor, de paz e de misericórdia. Todas estas coisas emanam d’Aquele que é o caminho, a verdade e a vida.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro