Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/10/2018

19 de Outubro de 2018

São José Operário e Dia do Trabalhador

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30/04/2017 00:00 - Atualizado em 01/05/2017 16:05

São José Operário e Dia do Trabalhador 0

30/04/2017 00:00 - Atualizado em 01/05/2017 16:05

A Igreja celebra no dia 1° de maio o dia de São José Operário. A figura de São José adquire em nossos dias uma grande popularidade. Pio IX o declarou patrono universal da Igreja; Pio XII instituiu a festa de São José Operário; São João XXIII pede sua proteção especial para o Concílio Ecumênico Vaticano II e acrescenta seu nome ao cânon romano da Missa, e Papa Francisco estende esse acréscimo às outras orações eucarísticas. É ainda patrono dos pais de família, dos tesoureiros, dos procuradores, dos trabalhadores em geral. Servidor fiel e prudente, a serviço da Sagrada Família, continua sendo servidor da família cristã, modelo das virtudes do lar.

O Justo José é o modelo ideal de operário e de homem que viveu a caridade. Ele sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos; cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade; ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, desta maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a Humanidade.

Proclamando São José como protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família. José lutou pelos direitos da vida do ser humano e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo por meio dos membros da Igreja, que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.

A Igreja, ao apresentar-nos São José como modelo, não se limita a louvar uma forma de trabalho, mas a dignidade e o valor de todo o trabalho humano honrado. Na Primeira Leitura da Missa, lemos a narração do Gênesis, em que o homem surge como participante da Criação. A Sagrada Escritura também nos diz que Deus colocou o homem no Jardim do Éden para que o cultivasse e guardasse.

Nestes tempos de tantos desempregados e tantos questionamentos com relação ao trabalho, seus relacionamentos e direitos, celebrar esse dia é o nosso compromisso de estar ao lado dos que sofrem, para que tenham a perspectiva de uma vida digna para si e para os seus com um trabalho digno.

O trabalho foi, desde o princípio, um preceito para o homem, uma exigência da sua condição de criatura e expressão da sua dignidade. E a forma como colabora com a Providência Divina sobre o mundo. Com o pecado original, a forma dessa colaboração, o como, sofreu uma alteração: “A terra será maldita por tua causa –, lemos também no Gênesis –; com fadiga te alimentarás dela todos os dias da tua vida... Comerás o pão com o suor de teu rosto”. (Gn 3, 17-19)

Durante muito tempo, houve uma ênfase no tema da propriedade, o que levou os setores capitalistas dominantes a uma defesa total da propriedade privada. Com a publicação da “Laborem Exercens” (1981), São João Paulo II acentua o trabalho em seu significado material e objetivo, e espiritual; há uma inflexão de orientação em sua importância para a vida social.

“O trabalho é um desses aspectos, perene e fundamental e sempre com atualidade, de tal sorte que exige constantemente renovada atenção e decidido testemunho. Com efeito, surgem sempre novas interrogaçõese novos problemas; nascem novas esperanças, como também motivos de temor e ameaças ligados com esta dimensão fundamental da existência humana, pela qual é construída cada dia a vida do homem, da qual esta recebe a própria dignidade específica, mas onde está contido, ao mesmo tempo, o parâmetro constante dos esforços humanos, do sofrimento, bem como dos danos e das injustiças que podem impregnar profundamente a vida social no interior de cada uma das nações e no plano internacional. Se é verdade que o homem se sustenta com o pão granjeado pelo trabalho das suas mãos – e isto equivale a dizer, não apenas com aquele pão quotidiano mediante o qual se mantém vivo o seu corpo, mas também com o pão da ciência e do progresso, da civilização e da cultura – então é igualmente verdade que ele se alimenta deste pão com osuor do rosto,  isto é, não só com os esforços e canseiras pessoais, mas também no meio de muitas tensões, conflitos e crises que, em relação com a realidade do trabalho, perturbam a vida de cada uma das sociedades e mesmo da inteira humanidade”. (Retirado do site: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_14091981_laborem-exercens.html. Laborem Exercens, n.1/ Último acesso: 26/04/2017).

Peçamos a intercessão de São José para realizar bem o ofício que nos ocupa tantas horas: as tarefas domésticas, profissionais, o laboratório, o arado ou o computador, o trabalho de carregar pacotes ou de cuidar da portaria de um edifício. A categoria de um trabalho reside na sua capacidade de nos aperfeiçoar humana e, sobrenaturalmente, nas possibilidades que nos oferece, de levar adiante a família e de colaborar nas obras em favor dos homens, na ajuda que através dele prestamos à sociedade.

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30/04/2017 00:00 - Atualizado em 01/05/2017 16:05

A Igreja celebra no dia 1° de maio o dia de São José Operário. A figura de São José adquire em nossos dias uma grande popularidade. Pio IX o declarou patrono universal da Igreja; Pio XII instituiu a festa de São José Operário; São João XXIII pede sua proteção especial para o Concílio Ecumênico Vaticano II e acrescenta seu nome ao cânon romano da Missa, e Papa Francisco estende esse acréscimo às outras orações eucarísticas. É ainda patrono dos pais de família, dos tesoureiros, dos procuradores, dos trabalhadores em geral. Servidor fiel e prudente, a serviço da Sagrada Família, continua sendo servidor da família cristã, modelo das virtudes do lar.

O Justo José é o modelo ideal de operário e de homem que viveu a caridade. Ele sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos; cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade; ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, desta maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a Humanidade.

Proclamando São José como protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família. José lutou pelos direitos da vida do ser humano e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo por meio dos membros da Igreja, que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.

A Igreja, ao apresentar-nos São José como modelo, não se limita a louvar uma forma de trabalho, mas a dignidade e o valor de todo o trabalho humano honrado. Na Primeira Leitura da Missa, lemos a narração do Gênesis, em que o homem surge como participante da Criação. A Sagrada Escritura também nos diz que Deus colocou o homem no Jardim do Éden para que o cultivasse e guardasse.

Nestes tempos de tantos desempregados e tantos questionamentos com relação ao trabalho, seus relacionamentos e direitos, celebrar esse dia é o nosso compromisso de estar ao lado dos que sofrem, para que tenham a perspectiva de uma vida digna para si e para os seus com um trabalho digno.

O trabalho foi, desde o princípio, um preceito para o homem, uma exigência da sua condição de criatura e expressão da sua dignidade. E a forma como colabora com a Providência Divina sobre o mundo. Com o pecado original, a forma dessa colaboração, o como, sofreu uma alteração: “A terra será maldita por tua causa –, lemos também no Gênesis –; com fadiga te alimentarás dela todos os dias da tua vida... Comerás o pão com o suor de teu rosto”. (Gn 3, 17-19)

Durante muito tempo, houve uma ênfase no tema da propriedade, o que levou os setores capitalistas dominantes a uma defesa total da propriedade privada. Com a publicação da “Laborem Exercens” (1981), São João Paulo II acentua o trabalho em seu significado material e objetivo, e espiritual; há uma inflexão de orientação em sua importância para a vida social.

“O trabalho é um desses aspectos, perene e fundamental e sempre com atualidade, de tal sorte que exige constantemente renovada atenção e decidido testemunho. Com efeito, surgem sempre novas interrogaçõese novos problemas; nascem novas esperanças, como também motivos de temor e ameaças ligados com esta dimensão fundamental da existência humana, pela qual é construída cada dia a vida do homem, da qual esta recebe a própria dignidade específica, mas onde está contido, ao mesmo tempo, o parâmetro constante dos esforços humanos, do sofrimento, bem como dos danos e das injustiças que podem impregnar profundamente a vida social no interior de cada uma das nações e no plano internacional. Se é verdade que o homem se sustenta com o pão granjeado pelo trabalho das suas mãos – e isto equivale a dizer, não apenas com aquele pão quotidiano mediante o qual se mantém vivo o seu corpo, mas também com o pão da ciência e do progresso, da civilização e da cultura – então é igualmente verdade que ele se alimenta deste pão com osuor do rosto,  isto é, não só com os esforços e canseiras pessoais, mas também no meio de muitas tensões, conflitos e crises que, em relação com a realidade do trabalho, perturbam a vida de cada uma das sociedades e mesmo da inteira humanidade”. (Retirado do site: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_14091981_laborem-exercens.html. Laborem Exercens, n.1/ Último acesso: 26/04/2017).

Peçamos a intercessão de São José para realizar bem o ofício que nos ocupa tantas horas: as tarefas domésticas, profissionais, o laboratório, o arado ou o computador, o trabalho de carregar pacotes ou de cuidar da portaria de um edifício. A categoria de um trabalho reside na sua capacidade de nos aperfeiçoar humana e, sobrenaturalmente, nas possibilidades que nos oferece, de levar adiante a família e de colaborar nas obras em favor dos homens, na ajuda que através dele prestamos à sociedade.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro