Arquidiocese do Rio de Janeiro

25º 17º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 30/04/2017

30 de Abril de 2017

Missa da Ceia do Senhor

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30 de Abril de 2017

Missa da Ceia do Senhor

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13/04/2017 00:00 - Atualizado em 17/04/2017 14:11

Missa da Ceia do Senhor 0

13/04/2017 00:00 - Atualizado em 17/04/2017 14:11

A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no mistério da Paixão de Cristo, já que quem deseja segui-Lo deve sentar-se à Sua mesa e, com o máximo recolhimento, ser espectador de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-Lo.

“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. (Cf. Jo 13,1)

Esta é a tarde que faz memória da Ceia Pascal de Jesus. Aquilo que o Senhor realizou durante toda a vida e consumou na cruz – isto é, Sua entrega de amor total ao Pai, por nós –, Ele quis nos deixar nos gestos, nas palavras e nos símbolos da Ceia que celebrou com os Seus. Naquela Mesa Santa do Cenáculo, estava já presente, em símbolos e gestos, a entrega amorosa do Calvário. É isto que celebramos neste momento sagrado, momento de saudade, de aconchego e de despedida. Era em família que os judeus celebravam o Banquete Pascal... Jesus celebrou com seus discípulos, conosco, sua família: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1), até o extremo de entregar a vida, pois “não há maior prova de amor que entregar a vida pelos amigos” (Jo 15,13).

São Paulo fala, lembrando a todas as comunidades cristãs, o que ele mesmo recebeu: que naquela memorável noite, a entrega de Cristo chegou a fazer-se sacramento permanente em um pão e em um vinho que convertem em alimento seu Corpo e seu Sangue para todos os que queiram recordá-Lo e esperar Sua vinda no final dos tempos, ficando assim instituída a Eucaristia. (Cf. 1Cor 11,23-26, segunda leitura).

A Eucaristia é o sacramento que sintetiza e resume todos os mistérios da vida de Jesus Cristo, máxime o seu Mistério Pascal (Paixão, Morte e Glorificação). Este sacramento permanece para que nós possamos entrar em contato com quem realmente nos salvou com Seu poder e com Suas obras poderosas: Jesus.

A Santa Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, o próprio Cristo, o Pão Vivo. Através da Eucaristia, entramos em comunhão com Deus, com a Igreja e com nossos irmãos. A Eucaristia é o sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para que fosse celebrado até o fim dos tempos. Na Eucaristia se explicita o sacrifício de Cristo na Cruz, onde o Senhor se oferece por nossos pecados. Cada vez que se celebra uma Eucaristia é como se abrisse uma janela no tempo e se repetisse aquele ato de entrega de Cristo na Cruz.

A Santa Missa é, então, a celebração da Ceia do Senhor na qual Jesus, num dia como hoje, na véspera da sua paixão, "enquanto ceava com seus discípulos tomou o pão..." (Mt 26, 26). Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e se recordassem dEle abençoando o pão e o vinho: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).

Antes de ser entregue, Cristo se entrega como alimento. Entretanto, nesta Ceia, o Senhor Jesus celebra Sua morte: o que fez, o fez como anúncio profético e oferecimento antecipado e real da Sua morte antes da Sua Paixão. Por isso "quando comemos deste pão e bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que Ele volte" (1Cor 11, 26).

Assim, podemos afirmar que a Eucaristia é o memorial não tanto da Última Ceia, e sim da Morte de Cristo, que é Senhor, e "Senhor da Morte", isto é, o Ressuscitado cujo regresso esperamos de acordo com a promessa que Ele mesmo fez ao despedir-Se: "Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis" (Jo 16, 16).

Portanto, nesta celebração vimos o que o Senhor fez pelos Seus, e o que Ele fez pode resumir-se nessas breves palavras de São João: “amou-os até o fim” (Jo 13, 1).

Hoje é um dia especialmente apropriado para meditarmos nesse amor de Jesus por cada um de nós e no modo como estamos correspondendo. De uma maneira especial, rezemos por todos os padres que atualizam os mistérios da paixão, morte e ressurreição em cada missa celebrada. Vamos valorizar, no início deste Tríduo Pascal, a nossa devota participação nos mistérios da Semana Santa. Cada Santa Missa que piedosamente participamos é o momento excelso de nosso seguimento cristão. E, a adoração Eucarística, quando o cibório é depositado em um tabernáculo que não seja no presbitério de nossas Igrejas, ao final da Missa da Ceia do Senhor, nos ilumine para que  Tão Sublime Sacramento Eucarístico nos leve à adoração ao Deus Uno e Trino, mistério de amor, que se dá a cada um de nós!

Graças e louvores se deem a cada momento, ao Santíssimo e Divisíssimo Sacramento!

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Missa da Ceia do Senhor

13/04/2017 00:00 - Atualizado em 17/04/2017 14:11

A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no mistério da Paixão de Cristo, já que quem deseja segui-Lo deve sentar-se à Sua mesa e, com o máximo recolhimento, ser espectador de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-Lo.

“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. (Cf. Jo 13,1)

Esta é a tarde que faz memória da Ceia Pascal de Jesus. Aquilo que o Senhor realizou durante toda a vida e consumou na cruz – isto é, Sua entrega de amor total ao Pai, por nós –, Ele quis nos deixar nos gestos, nas palavras e nos símbolos da Ceia que celebrou com os Seus. Naquela Mesa Santa do Cenáculo, estava já presente, em símbolos e gestos, a entrega amorosa do Calvário. É isto que celebramos neste momento sagrado, momento de saudade, de aconchego e de despedida. Era em família que os judeus celebravam o Banquete Pascal... Jesus celebrou com seus discípulos, conosco, sua família: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1), até o extremo de entregar a vida, pois “não há maior prova de amor que entregar a vida pelos amigos” (Jo 15,13).

São Paulo fala, lembrando a todas as comunidades cristãs, o que ele mesmo recebeu: que naquela memorável noite, a entrega de Cristo chegou a fazer-se sacramento permanente em um pão e em um vinho que convertem em alimento seu Corpo e seu Sangue para todos os que queiram recordá-Lo e esperar Sua vinda no final dos tempos, ficando assim instituída a Eucaristia. (Cf. 1Cor 11,23-26, segunda leitura).

A Eucaristia é o sacramento que sintetiza e resume todos os mistérios da vida de Jesus Cristo, máxime o seu Mistério Pascal (Paixão, Morte e Glorificação). Este sacramento permanece para que nós possamos entrar em contato com quem realmente nos salvou com Seu poder e com Suas obras poderosas: Jesus.

A Santa Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, o próprio Cristo, o Pão Vivo. Através da Eucaristia, entramos em comunhão com Deus, com a Igreja e com nossos irmãos. A Eucaristia é o sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para que fosse celebrado até o fim dos tempos. Na Eucaristia se explicita o sacrifício de Cristo na Cruz, onde o Senhor se oferece por nossos pecados. Cada vez que se celebra uma Eucaristia é como se abrisse uma janela no tempo e se repetisse aquele ato de entrega de Cristo na Cruz.

A Santa Missa é, então, a celebração da Ceia do Senhor na qual Jesus, num dia como hoje, na véspera da sua paixão, "enquanto ceava com seus discípulos tomou o pão..." (Mt 26, 26). Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e se recordassem dEle abençoando o pão e o vinho: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).

Antes de ser entregue, Cristo se entrega como alimento. Entretanto, nesta Ceia, o Senhor Jesus celebra Sua morte: o que fez, o fez como anúncio profético e oferecimento antecipado e real da Sua morte antes da Sua Paixão. Por isso "quando comemos deste pão e bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que Ele volte" (1Cor 11, 26).

Assim, podemos afirmar que a Eucaristia é o memorial não tanto da Última Ceia, e sim da Morte de Cristo, que é Senhor, e "Senhor da Morte", isto é, o Ressuscitado cujo regresso esperamos de acordo com a promessa que Ele mesmo fez ao despedir-Se: "Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis" (Jo 16, 16).

Portanto, nesta celebração vimos o que o Senhor fez pelos Seus, e o que Ele fez pode resumir-se nessas breves palavras de São João: “amou-os até o fim” (Jo 13, 1).

Hoje é um dia especialmente apropriado para meditarmos nesse amor de Jesus por cada um de nós e no modo como estamos correspondendo. De uma maneira especial, rezemos por todos os padres que atualizam os mistérios da paixão, morte e ressurreição em cada missa celebrada. Vamos valorizar, no início deste Tríduo Pascal, a nossa devota participação nos mistérios da Semana Santa. Cada Santa Missa que piedosamente participamos é o momento excelso de nosso seguimento cristão. E, a adoração Eucarística, quando o cibório é depositado em um tabernáculo que não seja no presbitério de nossas Igrejas, ao final da Missa da Ceia do Senhor, nos ilumine para que  Tão Sublime Sacramento Eucarístico nos leve à adoração ao Deus Uno e Trino, mistério de amor, que se dá a cada um de nós!

Graças e louvores se deem a cada momento, ao Santíssimo e Divisíssimo Sacramento!

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro