Arquidiocese do Rio de Janeiro

37º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 16/12/2018

16 de Dezembro de 2018

24 horas para o Senhor

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

16 de Dezembro de 2018

24 horas para o Senhor

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

23/03/2017 00:00 - Atualizado em 24/03/2017 14:04

24 horas para o Senhor 0

23/03/2017 00:00 - Atualizado em 24/03/2017 14:04

temp_titleDom_Orani_com_Jesus_Eucarstico_24052016124508

A evangelização exprime a identidade, a vocação própria da Igreja, sua missão essencial: "Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade". (Paulo VI "Evangelii nuntiandi", 14).

Quando falamos da atividade missionária da comunidade eclesial, precisamos passar da missão à missionariedade, do objeto (o que fazer) ao sujeito (quem vai fazer) do mandato missionário. Não é suficiente perceber a necessidade da missão, mas é fundamental tomar consciência de que toda a Igreja, e nela cada batizado ou batizada, é o sujeito da missão. Fica, pois, muito claro que toda a Igreja é por sua natureza missionária.

Os cristãos não podem permanecer passivos, reduzindo, muitas vezes, sua pertença eclesial a momentos rituais. É preciso colocar toda a Igreja em "estado permanente de missão". A Igreja é toda missionária em seus membros, que agem de diversos modos de acordo com a multiplicidade e a variedade dos carismas e dons. É em cada um de seus membros que a comunidade cristã coloca-se a serviço da evangelização e é enviada para pregar o Evangelho a toda criatura.

A grande missão da Igreja concretiza-se na preocupação com a pessoa humana em sua totalidade. Não é preocupação com uma salvação abstraia, mas compromisso de fé com o ser humano, com seu crescimento no seguimento de Jesus e com sua plena realização em todos os sentidos, porque entre evangelização e promoção humana — como sabiamente afirmou o Papa Paulo VI — existem de fato laços profundos.

Na iniciativa de sempre ser missionária, o Papa Francisco, através do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, lançou o momento forte de oração e de reconciliação com o Senhor, chamado 24 horas para o Senhor.  Nesta bela celebração, a Igreja abre suas portas durante esse tempo para a reflexão, oração, adoração, celebração, louvor e para a administração do Sacramento da Penitência.

Neste ano, o Papa presidiu a liturgia penitencial na Basílica de São Pedro no dia 17 de março, antecipando de uma semana a data em que todas as Igrejas colocarão o Sacramento da Reconciliação no centro do caminho da nova evangelização em toda a Igreja. O tema deste ano é: “Eu quero misericórdia”, extraído do Evangelho de Mateus (Mt 9,13). O Papa disse na homilia: “Que eu veja de novo” (Mc 10, 51): este é o pedido que queremos fazer hoje ao Senhor. Ver de novo, depois de os nossos pecados nos terem feito perder de vista o bem e desviar da beleza da nossa vocação, levando-nos a vagar longe da meta. Este trecho do Evangelho possui um grande valor simbólico, por que cada um de nós se encontra na situação de Bartimeu. A sua cegueira levara-o à pobreza e a viver na periferia da cidade, dependendo em tudo dos outros. Também o pecado tem este efeito: empobrece-nos e isola-nos. É uma cegueira do espírito, que impede de ver o essencial, fixar o olhar no amor que dá a vida; e, aos poucos, leva a deter-se no que é superficial até deixar insensíveis aos outros e ao bem. Quantas tentações têm a força de anuviar a vista do coração e torná-lo míope! Como é fácil e errado crer que a vida dependa do que se possui, do sucesso ou do aplauso que se recebe; que a economia seja feita apenas de lucro e consumo; que as pretensões próprias devam prevalecer sobre a responsabilidade social! “Olhando apenas para o nosso eu, tornamo-nos cegos, amortecidos e fechados em nós mesmos, sem alegria e sem liberdade”. (Retirado do site: http://www.acidigital.com/noticias/texto-homilia-do-papa-na-celebracao-penitencial-24-horas-para-o-senhor-89847/ Último acesso em: 19/03/2017)

Em nossa Arquidiocese celebraremos nesses dias 24 e 25 de março, em todos os vicariatos.

São muitos eventos! Como aqui nós já temos os “mutirões de confissões” durante a Quaresma, quando os padres de uma região se unem para atender as confissões dos fiéis de uma paróquia, as 24 horas para o Senhor tem outro dinamismo: saímos, em geral, às ruas e às praças.

Caso queira ver a nossa programação, veja a notícia em nosso site: noticias/detalhes/5517/24-horas-para-o-senhor. Nesse site temos por completo a nossa programação.

Portanto, meus irmãos e irmãs, ao celebramos este momento tão rico de oração e de acolhimento, quero, como pastor desta Igreja Particular, pedir a todos que vivam intensamente esta graça em nossas paróquias e vicariatos.

Lembramos que todos os padres em nossa Arquidiocese estarão atendendo confissões em suas paróquias, nas ruas e praças, nos dias 24 e 25, conforme a programação própria de cada comunidade paroquial, forania ou vicariato. Vamos aproveitar este momento propício para uma boa confissão!

O Papa Francisco ilustrou bem a questão central do Sacramento da Confissão ou da Reconciliação: “O primeiro passo para “penetrar neste mistério”, a grande “obra de misericórdia de Deus”, é envergonhar-se dos próprios pecados, uma graça que não podemos obter sozinhos. O povo de Deus, triste e humilhado por suas culpas, é capaz de senti-la, enquanto o protagonista do Evangelho do dia não consegue fazê-lo. É o servo que o patrão perdoa apesar de suas grandes dívidas, mas que por sua vez, é incapaz de perdoar seus devedores. “Ele não entendeu o mistério do perdão”, destacou Francisco, falando da realidade de hoje: “Se eu pergunto: ‘Vocês são todos pecadores?’ – ‘Sim, padre, todos’ – ‘E para receber o perdão dos pecados?’ – ‘Nos confessamos’ – ‘E como você se confessa?’ – ‘Vou, digo meus pecados, o padre me perdoa, me dá três Ave-Marias para rezar e vou embora em paz’. “Você não entendeu! Fazendo assim, você foi ao confessionário fazer uma operação bancária ou um processo burocrático. Não foi lá envergonhado pelo que fez. Viu algumas manchas em sua consciência e errou, porque pensou que o confessionário fosse uma lavanderia para limpar as manchas”.

“Você foi incapaz de envergonhar-se por seus pecados”. (cf. http://br.radiovaticana.va/news/2017/03/21/papa__confession%C3%A1rio_n%C3%A3o_%C3%A9_lavandaria_onde_tirar_manchas/1300043, acessado pela última vez em 21 de março de 2017).

Ao fazer uma boa confissão e ao rezar, nestas 24 horas para o Senhor, que possamos olhar para a figura de Cristo e ver n’Ele o ápice de toda a nossa vida e de nossa espiritualidade. Dessa forma celebraremos com alegria o domingo “laetare” da Quaresma.

Que Deus abençoe a todos!

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

24 horas para o Senhor

23/03/2017 00:00 - Atualizado em 24/03/2017 14:04

temp_titleDom_Orani_com_Jesus_Eucarstico_24052016124508

A evangelização exprime a identidade, a vocação própria da Igreja, sua missão essencial: "Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade". (Paulo VI "Evangelii nuntiandi", 14).

Quando falamos da atividade missionária da comunidade eclesial, precisamos passar da missão à missionariedade, do objeto (o que fazer) ao sujeito (quem vai fazer) do mandato missionário. Não é suficiente perceber a necessidade da missão, mas é fundamental tomar consciência de que toda a Igreja, e nela cada batizado ou batizada, é o sujeito da missão. Fica, pois, muito claro que toda a Igreja é por sua natureza missionária.

Os cristãos não podem permanecer passivos, reduzindo, muitas vezes, sua pertença eclesial a momentos rituais. É preciso colocar toda a Igreja em "estado permanente de missão". A Igreja é toda missionária em seus membros, que agem de diversos modos de acordo com a multiplicidade e a variedade dos carismas e dons. É em cada um de seus membros que a comunidade cristã coloca-se a serviço da evangelização e é enviada para pregar o Evangelho a toda criatura.

A grande missão da Igreja concretiza-se na preocupação com a pessoa humana em sua totalidade. Não é preocupação com uma salvação abstraia, mas compromisso de fé com o ser humano, com seu crescimento no seguimento de Jesus e com sua plena realização em todos os sentidos, porque entre evangelização e promoção humana — como sabiamente afirmou o Papa Paulo VI — existem de fato laços profundos.

Na iniciativa de sempre ser missionária, o Papa Francisco, através do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, lançou o momento forte de oração e de reconciliação com o Senhor, chamado 24 horas para o Senhor.  Nesta bela celebração, a Igreja abre suas portas durante esse tempo para a reflexão, oração, adoração, celebração, louvor e para a administração do Sacramento da Penitência.

Neste ano, o Papa presidiu a liturgia penitencial na Basílica de São Pedro no dia 17 de março, antecipando de uma semana a data em que todas as Igrejas colocarão o Sacramento da Reconciliação no centro do caminho da nova evangelização em toda a Igreja. O tema deste ano é: “Eu quero misericórdia”, extraído do Evangelho de Mateus (Mt 9,13). O Papa disse na homilia: “Que eu veja de novo” (Mc 10, 51): este é o pedido que queremos fazer hoje ao Senhor. Ver de novo, depois de os nossos pecados nos terem feito perder de vista o bem e desviar da beleza da nossa vocação, levando-nos a vagar longe da meta. Este trecho do Evangelho possui um grande valor simbólico, por que cada um de nós se encontra na situação de Bartimeu. A sua cegueira levara-o à pobreza e a viver na periferia da cidade, dependendo em tudo dos outros. Também o pecado tem este efeito: empobrece-nos e isola-nos. É uma cegueira do espírito, que impede de ver o essencial, fixar o olhar no amor que dá a vida; e, aos poucos, leva a deter-se no que é superficial até deixar insensíveis aos outros e ao bem. Quantas tentações têm a força de anuviar a vista do coração e torná-lo míope! Como é fácil e errado crer que a vida dependa do que se possui, do sucesso ou do aplauso que se recebe; que a economia seja feita apenas de lucro e consumo; que as pretensões próprias devam prevalecer sobre a responsabilidade social! “Olhando apenas para o nosso eu, tornamo-nos cegos, amortecidos e fechados em nós mesmos, sem alegria e sem liberdade”. (Retirado do site: http://www.acidigital.com/noticias/texto-homilia-do-papa-na-celebracao-penitencial-24-horas-para-o-senhor-89847/ Último acesso em: 19/03/2017)

Em nossa Arquidiocese celebraremos nesses dias 24 e 25 de março, em todos os vicariatos.

São muitos eventos! Como aqui nós já temos os “mutirões de confissões” durante a Quaresma, quando os padres de uma região se unem para atender as confissões dos fiéis de uma paróquia, as 24 horas para o Senhor tem outro dinamismo: saímos, em geral, às ruas e às praças.

Caso queira ver a nossa programação, veja a notícia em nosso site: noticias/detalhes/5517/24-horas-para-o-senhor. Nesse site temos por completo a nossa programação.

Portanto, meus irmãos e irmãs, ao celebramos este momento tão rico de oração e de acolhimento, quero, como pastor desta Igreja Particular, pedir a todos que vivam intensamente esta graça em nossas paróquias e vicariatos.

Lembramos que todos os padres em nossa Arquidiocese estarão atendendo confissões em suas paróquias, nas ruas e praças, nos dias 24 e 25, conforme a programação própria de cada comunidade paroquial, forania ou vicariato. Vamos aproveitar este momento propício para uma boa confissão!

O Papa Francisco ilustrou bem a questão central do Sacramento da Confissão ou da Reconciliação: “O primeiro passo para “penetrar neste mistério”, a grande “obra de misericórdia de Deus”, é envergonhar-se dos próprios pecados, uma graça que não podemos obter sozinhos. O povo de Deus, triste e humilhado por suas culpas, é capaz de senti-la, enquanto o protagonista do Evangelho do dia não consegue fazê-lo. É o servo que o patrão perdoa apesar de suas grandes dívidas, mas que por sua vez, é incapaz de perdoar seus devedores. “Ele não entendeu o mistério do perdão”, destacou Francisco, falando da realidade de hoje: “Se eu pergunto: ‘Vocês são todos pecadores?’ – ‘Sim, padre, todos’ – ‘E para receber o perdão dos pecados?’ – ‘Nos confessamos’ – ‘E como você se confessa?’ – ‘Vou, digo meus pecados, o padre me perdoa, me dá três Ave-Marias para rezar e vou embora em paz’. “Você não entendeu! Fazendo assim, você foi ao confessionário fazer uma operação bancária ou um processo burocrático. Não foi lá envergonhado pelo que fez. Viu algumas manchas em sua consciência e errou, porque pensou que o confessionário fosse uma lavanderia para limpar as manchas”.

“Você foi incapaz de envergonhar-se por seus pecados”. (cf. http://br.radiovaticana.va/news/2017/03/21/papa__confession%C3%A1rio_n%C3%A3o_%C3%A9_lavandaria_onde_tirar_manchas/1300043, acessado pela última vez em 21 de março de 2017).

Ao fazer uma boa confissão e ao rezar, nestas 24 horas para o Senhor, que possamos olhar para a figura de Cristo e ver n’Ele o ápice de toda a nossa vida e de nossa espiritualidade. Dessa forma celebraremos com alegria o domingo “laetare” da Quaresma.

Que Deus abençoe a todos!

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro