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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 07/12/2019

07 de Dezembro de 2019

“O Sacramento da Unção dos Enfermos”

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07 de Dezembro de 2019

“O Sacramento da Unção dos Enfermos”

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20/09/2013 15:40 - Atualizado em 23/09/2013 16:01

“O Sacramento da Unção dos Enfermos” 0

20/09/2013 15:40 - Atualizado em 23/09/2013 16:01

A graça de Cristo continua nos alcançando pelas ações sacramentais da Igreja. Tais ações visam santificar os homens fazendo-os participar da vida divina. Dentre estas, duas são chamadas de Sacramentos de Cura porque visam à continuação da obra de cura e salvação iniciadas por Jesus. O sacramento da Penitência está ligado ao perdão dos pecados e a cura da alma. O sacramento da Unção dos Enfermos fortalece aqueles membros do Corpo de Cristo sujeitos ao sofrimento, à doença e a morte. Vejamos a riqueza deste último.

 

A doença, o sofrimento e a morte na Sagrada Escritura

Já desde o Antigo Testamento notou-se que a doença, o sofrimento e a morte não foram planejados por Deus para o homem. Estas realidades foram introduzidas após o pecado de Adão (Gn3). Os profetas de Israel vislumbraram um tempo em que Deus perdoaria o pecado dos homens e os libertaria de suas consequências (Is 33,24; 53,11).

Esta esperança se concretizou com a vinda de Jesus. Ele se mostrou compassivo com os enfermos e os sofredores, curando uns e libertando os outros (Mt 4,23-24). O próprio Senhor experimentou em sua Paixão e Morte as consequências do pecado da humanidade que Ele carregava sobre si (Mt 8,17). Em seu mandato missionário, pediu que os apóstolos impusessem as mãos e rezassem pelos moribundos (Mc 16,17-18). A Igreja, obediente as palavras de seu Mestre, continuou rezando pelos enfermos pedindo a Deus a sua cura (Tg 5,14-15)

 

A Páscoa de Cristo e a Unção dos enfermos

Quando Jesus ressuscita, Ele vence o pecado e as suas consequências (a morte e o sofrimento físico e espiritual). Esta vitória, que já é plena no Céu, pode já ser antecipada aos membros sofredores de seu Corpo. Através do Sacramento da Unção dos Enfermos o doente está unido em seu sofrimento ao Cristo com quatro razões: receber a força do Espírito Santo que o fortalece em sua fé; se unir à Paixão de Jesus, participando de sua obra salvífica; interceder pela santificação dos outros membros da Igreja através de seus sofrimentos; e, se for o caso, se preparar para a entrada definitiva e plena na vitória Pascal de Cristo.

 

Quem pode receber este Sacramento

Antes do Concílio Vaticano II, o Sacramento da Unção era ministrado apenas aos enfermos em vias de falecer. Por isso, este Sacramento já se chamou Extrema Unção.Agora, na ocasião de uma doença grave, de uma debilidade física ou da velhice, todo fiel que, tendo alcançado o uso da razão, pode pedir ao sacerdote a Sagrada Unção.

 

A Estrutura do Sacramento

Em sua celebração a Unção dos Enfermos apresenta leituras da Bíblia que podem iluminar a relação do doente, dos familiares e dos cuidadores com Deus. O rito sacramental mesmo se compõe de dois momentos: a imposição das mãos e a unção com o óleo. Quando o ministro (padre ou bispo) impõe as mãos sobre o doente está realizando um gesto epiclético, ou seja, está invocando sobre o doente a força do Espírito Santo. Durante a imposição todos devem guardar silêncio.

O óleo que unge a fronte e as mãos do doente é consagrado na quinta-feira da Semana Santa. Isto revela a íntima relação entre o Cristo Ungido para enfrentar a Paixão e a Morte e o doente ungido para enfrentar a enfermidade. No momento da referida unção o ministro diz: “Por esta santa unção e pela sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos”.

 

O Viático

No nosso Batismo somos ungidos com o óleo dos catecúmenos e da crisma para nos configurarmos a Cristo. No Crisma, a unção nos reveste com os dons do Espírito Santo e nos prepara para a missão e o testemunho. No fim da nossa vida recebemos a unção com o óleo dos enfermos para nos preparar para nossa Páscoa. Esta preparação se faz, sobretudo, recebendo o Corpo do Senhor – a Eucaristia, pois este sacramento faz o fiel passar da morte para a vida eterna. O viático é a Eucaristia recebida por aqueles que estão para deixar este mundo. Mas, pode se dizer, em última instância, que o viático é a celebração dos sacramentos da Penitencia, da Unção dos Enfermos e da Eucaristia que preparam a pessoa para morrer em Cristo.

 

Para aprofundar...

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, nos 1499 até 1532; o Compêndio do Catecismo, da pergunta 313 à 320; e, o Youcat, da pergunta 240 até a 247.

 

 

Pe. Vitor Gino Finelon

Vice-Diretor das Escolas de Fé e Catequese

MaterEcclesiae e Luz e Vida

 

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“O Sacramento da Unção dos Enfermos”

20/09/2013 15:40 - Atualizado em 23/09/2013 16:01

A graça de Cristo continua nos alcançando pelas ações sacramentais da Igreja. Tais ações visam santificar os homens fazendo-os participar da vida divina. Dentre estas, duas são chamadas de Sacramentos de Cura porque visam à continuação da obra de cura e salvação iniciadas por Jesus. O sacramento da Penitência está ligado ao perdão dos pecados e a cura da alma. O sacramento da Unção dos Enfermos fortalece aqueles membros do Corpo de Cristo sujeitos ao sofrimento, à doença e a morte. Vejamos a riqueza deste último.

 

A doença, o sofrimento e a morte na Sagrada Escritura

Já desde o Antigo Testamento notou-se que a doença, o sofrimento e a morte não foram planejados por Deus para o homem. Estas realidades foram introduzidas após o pecado de Adão (Gn3). Os profetas de Israel vislumbraram um tempo em que Deus perdoaria o pecado dos homens e os libertaria de suas consequências (Is 33,24; 53,11).

Esta esperança se concretizou com a vinda de Jesus. Ele se mostrou compassivo com os enfermos e os sofredores, curando uns e libertando os outros (Mt 4,23-24). O próprio Senhor experimentou em sua Paixão e Morte as consequências do pecado da humanidade que Ele carregava sobre si (Mt 8,17). Em seu mandato missionário, pediu que os apóstolos impusessem as mãos e rezassem pelos moribundos (Mc 16,17-18). A Igreja, obediente as palavras de seu Mestre, continuou rezando pelos enfermos pedindo a Deus a sua cura (Tg 5,14-15)

 

A Páscoa de Cristo e a Unção dos enfermos

Quando Jesus ressuscita, Ele vence o pecado e as suas consequências (a morte e o sofrimento físico e espiritual). Esta vitória, que já é plena no Céu, pode já ser antecipada aos membros sofredores de seu Corpo. Através do Sacramento da Unção dos Enfermos o doente está unido em seu sofrimento ao Cristo com quatro razões: receber a força do Espírito Santo que o fortalece em sua fé; se unir à Paixão de Jesus, participando de sua obra salvífica; interceder pela santificação dos outros membros da Igreja através de seus sofrimentos; e, se for o caso, se preparar para a entrada definitiva e plena na vitória Pascal de Cristo.

 

Quem pode receber este Sacramento

Antes do Concílio Vaticano II, o Sacramento da Unção era ministrado apenas aos enfermos em vias de falecer. Por isso, este Sacramento já se chamou Extrema Unção.Agora, na ocasião de uma doença grave, de uma debilidade física ou da velhice, todo fiel que, tendo alcançado o uso da razão, pode pedir ao sacerdote a Sagrada Unção.

 

A Estrutura do Sacramento

Em sua celebração a Unção dos Enfermos apresenta leituras da Bíblia que podem iluminar a relação do doente, dos familiares e dos cuidadores com Deus. O rito sacramental mesmo se compõe de dois momentos: a imposição das mãos e a unção com o óleo. Quando o ministro (padre ou bispo) impõe as mãos sobre o doente está realizando um gesto epiclético, ou seja, está invocando sobre o doente a força do Espírito Santo. Durante a imposição todos devem guardar silêncio.

O óleo que unge a fronte e as mãos do doente é consagrado na quinta-feira da Semana Santa. Isto revela a íntima relação entre o Cristo Ungido para enfrentar a Paixão e a Morte e o doente ungido para enfrentar a enfermidade. No momento da referida unção o ministro diz: “Por esta santa unção e pela sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos”.

 

O Viático

No nosso Batismo somos ungidos com o óleo dos catecúmenos e da crisma para nos configurarmos a Cristo. No Crisma, a unção nos reveste com os dons do Espírito Santo e nos prepara para a missão e o testemunho. No fim da nossa vida recebemos a unção com o óleo dos enfermos para nos preparar para nossa Páscoa. Esta preparação se faz, sobretudo, recebendo o Corpo do Senhor – a Eucaristia, pois este sacramento faz o fiel passar da morte para a vida eterna. O viático é a Eucaristia recebida por aqueles que estão para deixar este mundo. Mas, pode se dizer, em última instância, que o viático é a celebração dos sacramentos da Penitencia, da Unção dos Enfermos e da Eucaristia que preparam a pessoa para morrer em Cristo.

 

Para aprofundar...

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, nos 1499 até 1532; o Compêndio do Catecismo, da pergunta 313 à 320; e, o Youcat, da pergunta 240 até a 247.

 

 

Pe. Vitor Gino Finelon

Vice-Diretor das Escolas de Fé e Catequese

MaterEcclesiae e Luz e Vida

 

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida