Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/03/2017

25 de Março de 2017

Patrono Universal da Igreja

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18/03/2017 00:00

Patrono Universal da Igreja 0

18/03/2017 00:00

No dia 19 de março celebramos a solenidade de São José, Esposo de Maria e Patrono Universal da Igreja. Como em 2017 este dia cai no domingo, quando celebramos o III Domingo da Quaresma, a solenidade é transferida para a segunda-feira, dia 20.

São José, a vós nosso amor! Ele merece todo o nosso reconhecimento e a nossa devoção, pois soube proteger a Virgem Santa e o Filho de Deus, Jesus. O ser guardião da Sagrada Familia é a característica de José, é a sua grande missão: ser protetor, patrono da igreja. É assim que ele expressa o seu amor à sua esposa e ao seu Filho adotivo.

São José é chamado de Padroeiro Universal da Igreja Católica, presente no mundo inteiro. Por que razão São José se tornou um santo querido e com muita veneração popular? Porque ele foi escolhido pelo Pai Eterno para ser o guarda fiel e providente dos Seus maiores tesouros: o filho de Deus e a Virgem Maria. Esta missão ele a cumpriu com muita dedicação e fidelidade.

A primeira lição que São José nos dá é a proximidade com o menino Jesus. José carregou Jesus, Filho de Deus, nos braços! Ele teve proximidade e intimidade com Jesus, do qual é Pai adotivo, pois era um “homem justo”. Estar com Jesus é contagiar-se com a santidade, pois Deus é santo. A segunda lição que podemos aprender com São José é a do silêncio. José é chamado o santo do silêncio. O Evangelho não registra nenhuma palavra dita por ele. Viveu a santidade na simplicidade, na humildade e no silêncio de Nazaré. Aprendamos a cultivar a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito. Somos, hoje, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos da vida moderna barulhenta e estressante. Necessitamos escutar o Senhor no silêncio de nosso coração.

O silêncio de Nazaré ensina-nos o sentido do recolhimento, da interioridade e da disposição para escutar a Deus e aos irmãos.   Assim como nos capacitamos para falar bem, devemos, também, nos capacitar para escutar bem as pessoas. É o que nós chamamos de escuta empática: sentir o que o outro sente.  São José, o homem do silêncio! O Evangelho só nos diz isto dele: Era um homem justo. Sendo sóbrio em palavras, o Evangelho é ainda mais sóbrio do que de costume ao falar de São José. Dir-se-ia que este homem, envolto em silêncio, inspira silêncio. O silêncio de São José produz silêncio ao redor de São José.

A terceira lição é a vida familiar. Notamos em José uma presença atenta, carinhosa e permanente junto a Maria e ao Menino Jesus. Era sua missão: proteger e guardar com fidelidade a Sagrada família. Foi admirável a coragem de José em deixar tudo e seguir para o Egito a fim de proteger o Menino Jesus

São José é o protetor da Igreja que peregrina em todo o orbe. Confiemos aos seus cuidados a unidade da Igreja, as ordens e os movimentos religiosos, as famílias. E ele as guardará. Confiemos ao pai adotivo de Jesus ainda muitos outros, como os jovens e as crianças, para que não sejam arrastados pela maldade do mundo, mas caminhem segundo os planos de Deus.

Na História da salvação coube a São José dar a Jesus um nome, fazendo-O descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas divinas. O Anjo disse-lhe: “Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados”. (Mt 1,21)

São José, tal como a Virgem Maria, com o seu “sim” a Deus, no meio da noite preparou a chegada do Salvador. Deus Pai contou com ele e não foi decepcionado. Ele foi fiel! Que o Altíssimo possa contar também conosco. Cada um de nós tem uma missão a cumprir no plano divino. E o mais importante é dizer “sim” a Deus, como São José. “Despertando, José fez como o Anjo do Senhor lhe havia mandado” (Mt 1,24).

Ele é ainda conhecido como São José operário, pois uma das identidades de José foi o trabalho. Por isso, é também patrono dos Artesãos e daqueles que ganham o pão com o suor do rosto. Este apelido de José nos lembra que o trabalho é parte da identidade humana.

O trabalho dignifica o homem e aperfeiçoa a obra criadora de Deus. O amor ao trabalho ajuda moldar o caráter das pessoas. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança e o colocou no mundo para ser o senhor da criação e administrá-la com seu trabalho. Nesse sentido, o trabalho é instrumento de santificação do homem, transformação do mundo e glorificação de Deus. Lembrai-vos de nós, São José! Intercedei com orações junto de vosso Filho adotivo para que não faltem postos de trabalho e vida para todos!

Portanto, celebrar a festa de São José é celebrar a santidade, a espiritualidade, o silêncio profundo e fértil. O pai adotivo de Jesus entrou mudo e nos deixou o Salvador pronto para começar a Sua missão.

São José, “sede nosso bom protetor, aumentai o nosso fervor”.

 

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Patrono Universal da Igreja

18/03/2017 00:00

No dia 19 de março celebramos a solenidade de São José, Esposo de Maria e Patrono Universal da Igreja. Como em 2017 este dia cai no domingo, quando celebramos o III Domingo da Quaresma, a solenidade é transferida para a segunda-feira, dia 20.

São José, a vós nosso amor! Ele merece todo o nosso reconhecimento e a nossa devoção, pois soube proteger a Virgem Santa e o Filho de Deus, Jesus. O ser guardião da Sagrada Familia é a característica de José, é a sua grande missão: ser protetor, patrono da igreja. É assim que ele expressa o seu amor à sua esposa e ao seu Filho adotivo.

São José é chamado de Padroeiro Universal da Igreja Católica, presente no mundo inteiro. Por que razão São José se tornou um santo querido e com muita veneração popular? Porque ele foi escolhido pelo Pai Eterno para ser o guarda fiel e providente dos Seus maiores tesouros: o filho de Deus e a Virgem Maria. Esta missão ele a cumpriu com muita dedicação e fidelidade.

A primeira lição que São José nos dá é a proximidade com o menino Jesus. José carregou Jesus, Filho de Deus, nos braços! Ele teve proximidade e intimidade com Jesus, do qual é Pai adotivo, pois era um “homem justo”. Estar com Jesus é contagiar-se com a santidade, pois Deus é santo. A segunda lição que podemos aprender com São José é a do silêncio. José é chamado o santo do silêncio. O Evangelho não registra nenhuma palavra dita por ele. Viveu a santidade na simplicidade, na humildade e no silêncio de Nazaré. Aprendamos a cultivar a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito. Somos, hoje, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos da vida moderna barulhenta e estressante. Necessitamos escutar o Senhor no silêncio de nosso coração.

O silêncio de Nazaré ensina-nos o sentido do recolhimento, da interioridade e da disposição para escutar a Deus e aos irmãos.   Assim como nos capacitamos para falar bem, devemos, também, nos capacitar para escutar bem as pessoas. É o que nós chamamos de escuta empática: sentir o que o outro sente.  São José, o homem do silêncio! O Evangelho só nos diz isto dele: Era um homem justo. Sendo sóbrio em palavras, o Evangelho é ainda mais sóbrio do que de costume ao falar de São José. Dir-se-ia que este homem, envolto em silêncio, inspira silêncio. O silêncio de São José produz silêncio ao redor de São José.

A terceira lição é a vida familiar. Notamos em José uma presença atenta, carinhosa e permanente junto a Maria e ao Menino Jesus. Era sua missão: proteger e guardar com fidelidade a Sagrada família. Foi admirável a coragem de José em deixar tudo e seguir para o Egito a fim de proteger o Menino Jesus

São José é o protetor da Igreja que peregrina em todo o orbe. Confiemos aos seus cuidados a unidade da Igreja, as ordens e os movimentos religiosos, as famílias. E ele as guardará. Confiemos ao pai adotivo de Jesus ainda muitos outros, como os jovens e as crianças, para que não sejam arrastados pela maldade do mundo, mas caminhem segundo os planos de Deus.

Na História da salvação coube a São José dar a Jesus um nome, fazendo-O descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas divinas. O Anjo disse-lhe: “Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados”. (Mt 1,21)

São José, tal como a Virgem Maria, com o seu “sim” a Deus, no meio da noite preparou a chegada do Salvador. Deus Pai contou com ele e não foi decepcionado. Ele foi fiel! Que o Altíssimo possa contar também conosco. Cada um de nós tem uma missão a cumprir no plano divino. E o mais importante é dizer “sim” a Deus, como São José. “Despertando, José fez como o Anjo do Senhor lhe havia mandado” (Mt 1,24).

Ele é ainda conhecido como São José operário, pois uma das identidades de José foi o trabalho. Por isso, é também patrono dos Artesãos e daqueles que ganham o pão com o suor do rosto. Este apelido de José nos lembra que o trabalho é parte da identidade humana.

O trabalho dignifica o homem e aperfeiçoa a obra criadora de Deus. O amor ao trabalho ajuda moldar o caráter das pessoas. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança e o colocou no mundo para ser o senhor da criação e administrá-la com seu trabalho. Nesse sentido, o trabalho é instrumento de santificação do homem, transformação do mundo e glorificação de Deus. Lembrai-vos de nós, São José! Intercedei com orações junto de vosso Filho adotivo para que não faltem postos de trabalho e vida para todos!

Portanto, celebrar a festa de São José é celebrar a santidade, a espiritualidade, o silêncio profundo e fértil. O pai adotivo de Jesus entrou mudo e nos deixou o Salvador pronto para começar a Sua missão.

São José, “sede nosso bom protetor, aumentai o nosso fervor”.

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro