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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 07/12/2019

07 de Dezembro de 2019

“O Sacramento da Penitência”

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“O Sacramento da Penitência”

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20/09/2013 15:39 - Atualizado em 23/09/2013 16:01

“O Sacramento da Penitência” 0

20/09/2013 15:39 - Atualizado em 23/09/2013 16:01

A Igreja possui sete sacramentos, ou seja, sinais sagrados visíveis e eficazes da graça divina. Destes sete, dois, de forma especial, estão ligados mais estritamente ao perdão dos pecados: o Batismo e a Penitência. Através deles, o Senhor Ressuscitado continua perdoando e santificando os homens, os admitindo a sua comunhão. Segundo o Compêndio do Catecismo, na pergunta 297, “Cristo instituiu o sacramento da Penitência para a conversão dos batizados que se afastaram dele pelo pecado”. Assim, os batizados, precisam conhecer e celebrar este sacramento para voltarem a viver próximos de Jesus após o pecado.

 

Os diversos nomes deste sacramento

Este sacramento possui muitos nomes em virtude da riqueza de experiências vividas nele. Quando ele é chamado “da Penitência”, se coloca a ênfase na prática da contrição, do arrependimento pelas atitudes pecaminosas e das práticas de satisfação. Pode se chamar “da Conversão” mostrando a vontade de afastar-se do caminho do pecado e de retornar ao caminho de Deus. É nomeado, ainda, como “da Confissão” porque em sua celebração o penitente confessa diante do sacerdote seus pecados. Outro nome dado a ele é “do Perdão” porque pela absolvição sacramental se consegue a paz e a absolvição das faltas. Também é conhecido como “da Reconciliação”, pois enfatiza a relação de amizade retomada com Deus.

 

O Sacramento da Penitência na Sagrada Escritura

Olhando a missão de Jesus, nos Evangelhos, podemos ver que Ele veio para anunciar a conversão (Mc 1,15), para perdoar os pecados (Mt 9,6) e para chamar os pecadores ao discipulado (Mc 2,17). A entrega da sua vida na cruz foi entendida como o grande sacrifício de amor para a remissão dos pecados (Mt 26,27-28). Esta mesma missão de perdoar os pecados, o Senhor confiou a sua Igreja por intermédio de seus apóstolos (Jo 20,23). Assim, podemos ver na Igreja apostólica o exercício deste ministério quando os apóstolos anunciam a conversão, o discipulado e efetuam, pelo poder de Cristo, o perdão dos pecados (At 3,19.26; 10,43; 13,38). A prática de confessar os pecados e rezar pelos penitentes também aparece no texto de Tg 5,16.

 

O Sacramento da Penitência na História

Os estudiosos nos mostram que nestes vinte séculos de exercício do ministério do perdão, a Igreja se utilizou de quatro formas para melhor conduzir o pecador ao arrependimento, a conversão e a reconciliação com Deus. A penitência canônica (do séc. II ao VI) era celebrada em três momentos: confissão dos pecados ao Bispo, a prática de obras penitenciais e a reconciliação. A penitência tarifada (do século VII ao XII) constava de três momentos: a confissão, a reconciliação e a obra penitencial aplicada pelo confessor. É nesta segunda fase que se multiplicou a possibilidade de se confessar, antes só se podia celebrar a Penitência uma única vez após o Batismo. A penitência de confissão (do séc. XIII ao CVII) fez recair a ênfase na acusação da consciência, atrita ou contrita, diante do confessor.

 

O Sacramento da Penitência

A quarta fase é a atual. O CIC nos apresenta as fases do sacramento: a contrição ou a atrição; a confissão dos pecados diante do ministro; e, a satisfação. Para celebrar o sacramento da reconciliação é necessário ter sido batizado e ter cometido pecado. O exame de consciência auxilia o cristão a averiguar quais pensamentos, palavras, atos e omissões o levaram a pecar. É diante desta consciência que nasce a contrição (uma dor da alma e detestação do pecado cometido, com uma resolução de não mais pecar) ou a atrição (se dá pela consciência de ter cometido uma falta contra Deus, com o propósito de emenda).

A segunda parte do sacramento é a confissão destes pecados ao sacerdote. A consciência do pecador, devidamente examinada, oferece a matéria para o perdão. Na celebração se recomenda a leitura da Sagrada Escritura para iluminar a ação salvadora de Deus sobre o penitente. Após a acusação de si, o ministro vai impor uma penitência. Esta deve visar sempre à reparação dos atos cometidos e o restabelecimento da ordem ferida pelo pecado. Assim, a terceira parte é o cumprimento da penitência posta pelo confessor. O sacramento é devidamente celebrado quando estas três etapas (arrependimento, confissão e prática penitencial) são vividas.

 

Para aprofundar...

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, nos 1422 até 1498; o Compêndio do Catecismo, da pergunta 296 à 312; e, o Youcat, da pergunta 224 até a 239.

 

 

Pe. Vitor Gino Finelon

Vice-Diretor das Escolas de Fé e Catequese

 Mater Ecclesiae e Luz e Vida

 

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“O Sacramento da Penitência”

20/09/2013 15:39 - Atualizado em 23/09/2013 16:01

A Igreja possui sete sacramentos, ou seja, sinais sagrados visíveis e eficazes da graça divina. Destes sete, dois, de forma especial, estão ligados mais estritamente ao perdão dos pecados: o Batismo e a Penitência. Através deles, o Senhor Ressuscitado continua perdoando e santificando os homens, os admitindo a sua comunhão. Segundo o Compêndio do Catecismo, na pergunta 297, “Cristo instituiu o sacramento da Penitência para a conversão dos batizados que se afastaram dele pelo pecado”. Assim, os batizados, precisam conhecer e celebrar este sacramento para voltarem a viver próximos de Jesus após o pecado.

 

Os diversos nomes deste sacramento

Este sacramento possui muitos nomes em virtude da riqueza de experiências vividas nele. Quando ele é chamado “da Penitência”, se coloca a ênfase na prática da contrição, do arrependimento pelas atitudes pecaminosas e das práticas de satisfação. Pode se chamar “da Conversão” mostrando a vontade de afastar-se do caminho do pecado e de retornar ao caminho de Deus. É nomeado, ainda, como “da Confissão” porque em sua celebração o penitente confessa diante do sacerdote seus pecados. Outro nome dado a ele é “do Perdão” porque pela absolvição sacramental se consegue a paz e a absolvição das faltas. Também é conhecido como “da Reconciliação”, pois enfatiza a relação de amizade retomada com Deus.

 

O Sacramento da Penitência na Sagrada Escritura

Olhando a missão de Jesus, nos Evangelhos, podemos ver que Ele veio para anunciar a conversão (Mc 1,15), para perdoar os pecados (Mt 9,6) e para chamar os pecadores ao discipulado (Mc 2,17). A entrega da sua vida na cruz foi entendida como o grande sacrifício de amor para a remissão dos pecados (Mt 26,27-28). Esta mesma missão de perdoar os pecados, o Senhor confiou a sua Igreja por intermédio de seus apóstolos (Jo 20,23). Assim, podemos ver na Igreja apostólica o exercício deste ministério quando os apóstolos anunciam a conversão, o discipulado e efetuam, pelo poder de Cristo, o perdão dos pecados (At 3,19.26; 10,43; 13,38). A prática de confessar os pecados e rezar pelos penitentes também aparece no texto de Tg 5,16.

 

O Sacramento da Penitência na História

Os estudiosos nos mostram que nestes vinte séculos de exercício do ministério do perdão, a Igreja se utilizou de quatro formas para melhor conduzir o pecador ao arrependimento, a conversão e a reconciliação com Deus. A penitência canônica (do séc. II ao VI) era celebrada em três momentos: confissão dos pecados ao Bispo, a prática de obras penitenciais e a reconciliação. A penitência tarifada (do século VII ao XII) constava de três momentos: a confissão, a reconciliação e a obra penitencial aplicada pelo confessor. É nesta segunda fase que se multiplicou a possibilidade de se confessar, antes só se podia celebrar a Penitência uma única vez após o Batismo. A penitência de confissão (do séc. XIII ao CVII) fez recair a ênfase na acusação da consciência, atrita ou contrita, diante do confessor.

 

O Sacramento da Penitência

A quarta fase é a atual. O CIC nos apresenta as fases do sacramento: a contrição ou a atrição; a confissão dos pecados diante do ministro; e, a satisfação. Para celebrar o sacramento da reconciliação é necessário ter sido batizado e ter cometido pecado. O exame de consciência auxilia o cristão a averiguar quais pensamentos, palavras, atos e omissões o levaram a pecar. É diante desta consciência que nasce a contrição (uma dor da alma e detestação do pecado cometido, com uma resolução de não mais pecar) ou a atrição (se dá pela consciência de ter cometido uma falta contra Deus, com o propósito de emenda).

A segunda parte do sacramento é a confissão destes pecados ao sacerdote. A consciência do pecador, devidamente examinada, oferece a matéria para o perdão. Na celebração se recomenda a leitura da Sagrada Escritura para iluminar a ação salvadora de Deus sobre o penitente. Após a acusação de si, o ministro vai impor uma penitência. Esta deve visar sempre à reparação dos atos cometidos e o restabelecimento da ordem ferida pelo pecado. Assim, a terceira parte é o cumprimento da penitência posta pelo confessor. O sacramento é devidamente celebrado quando estas três etapas (arrependimento, confissão e prática penitencial) são vividas.

 

Para aprofundar...

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, nos 1422 até 1498; o Compêndio do Catecismo, da pergunta 296 à 312; e, o Youcat, da pergunta 224 até a 239.

 

 

Pe. Vitor Gino Finelon

Vice-Diretor das Escolas de Fé e Catequese

 Mater Ecclesiae e Luz e Vida

 

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida