Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/10/2018

19 de Outubro de 2018

Papa Emérito Bento XVI

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28/02/2017 00:00 - Atualizado em 01/03/2017 13:10

Papa Emérito Bento XVI 0

28/02/2017 00:00 - Atualizado em 01/03/2017 13:10

Estávamos em plena ebulição preparando a JMJ do Rio de Janeiro, quando fomos surpreendidos, no dia 11 de fevereiro, com o anúncio da renúncia do Papa Bento XVI, que foi efetivada no dia 28 de fevereiro de 2013. Por isso, neste dia rezamos uma oração especial pelo Bispo Emérito de Roma, o Papa Emérito Bento XVI. Foi um gesto inédito nestes últimos tempos da Igreja, embora não único na História, porém é um sinal de uma enorme coragem ao renunciar ao trono de Pedro por questões de saúde e idade.

Eis alguns pontos do anúncio: “Queridíssimos irmãos, Convoquei-os a este Consistório não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar-vos uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino”. “Por isso, sendo muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao Ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos Cardeais em 19 de abril de 2005, de modo que, desde 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro ficará vaga e deverá ser convocado, por meio de quem tem competências, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice”. (Retirado do site: http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2013/february/documents/hf_ben-xvi_spe_20130211_declaratio.html . Acesso em: 27/2/2017).

Sabemos que a vida e o pontificado do Papa Emérito Bento XVI foram e são marcados por uma entrega a Deus. Ele nasceu em Marktl am Inn, Diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de abril de 1927 (chega aos 90 anos neste ano), e foi batizado no mesmo dia. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições econômicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de se casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis. O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazistas açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de junho de 1951. Um ano depois, começou a sua atividade de professor na Escola Superior de Freising. No ano de 1953, doutorou-se em teologia com a tese “Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”. Passados quatro anos, sob a direção do conhecido professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre “A teologia da história em São Boaventura”. Depois de desempenhar o cargo de professor de teologia dogmática e fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou a docência em Bonn, de 1959 a 1963; em Münster, de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a1969. A partir desse ano de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor da Universidade. De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como “perito”; viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia.

Em 25 de março de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de München e Freising. A 28 de maio seguinte, recebeu a sagração episcopal. Foi o primeiro sacerdote diocesano, depois de oitenta anos, que assumiu o governo pastoral da grande arquidiocese bávara. Escolheu como lema episcopal: “Colaborador da verdade”. O Beato Paulo VI criou-o Cardeal do título presbiteral de “Santa Maria da Consolação no Tiburtino”, no Consistório de 27 de junho desse mesmo ano.

São João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de novembro de 1981. No dia 15 de fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da Arquidiocese de München e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de abril de 1993. Foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo. A 6 de novembro de 1998, o Santo Padre aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; com este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia.

“Na Cúria Romana, foi Membro do Conselho da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados; das Congregações para as Igrejas Orientais, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos, para a Educação Católica, para o Clero, e para as Causas dos Santos; dos Conselhos Pontifícios para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e para a Cultura; do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica; e das Comissões Pontifícias para a América Latina, “Ecclesia Dei”, para a Interpretação Autêntica do Código de Direito Canónico, e para a revisão do Código de Direito Canónico Oriental” (Retirado do site: http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/biography/documents/hf_ben-xvi_bio_20050419_short-biography.html. Acesso em: 27/2/2017).

Aqui no Rio de Janeiro, o então Cardeal Ratzinger abriu o curso para os Bispos em julho de 1990 no Centro de Estudos e Formação do Sumaré, com o assunto “o ministério petrino em nosso tempo”. Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro “Introdução ao Cristianismo”, uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro “Dogma e Revelação” (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral. Recebeu numerosos doutoramentos «honoris causa»: pelo College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; pela Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; pela Universidade Católica de Lima, em 1986; pela Universidade Católica de Lublin, em 1988; pela Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; pela Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999; pela Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polónia) no ano 2000.

Desde que assumiu o Pontificado em 2005, escreveu três cartas encíclicas: Deus Caritas Est (25 de dezembro de 2005), Spe Salvi (30 de novembro de 2007) e Caritas in Veritate (29 de junho de 2009). Fez quatro exortações Apostólicas: Sacramentum Caritatis: Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja (22 de fevereiro de 2007), Verbum Domini (22 de fevereiro de 2007), Afracae munus (19 de novembro de 2011) e Ecclesia in médio oriente (14 de setembro de 2012). Escreveu vários “Motu próprio”, Cartas Apostólicas e Cartas.

Fez várias viagens Apostólicas, sendo que no Brasil veio por ocasião da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (celebrado entre os dias 9-14 de maio de 2007).

O Papa Emérito Bento XVI é conhecido como o Papa “Teólogo”, pois seus discursos, encíclicas, cartas e homilias são conhecidos pela grande profundidade e eloquência teológica. De seus escritos e homilias podemos, assim, tirar muito proveito para a nossa vida espiritual. São verdadeiros temas para retiros espirituais.

Desde a sua renúncia em 28 de fevereiro de 2013, vive de maneira simples e discreta em um Mosteiro na cidade do Vaticano. Encontrou-se algumas vezes com o Papa Francisco:“A primeira – histórica – foi o encontro em Castel Gandolfo, no dia 23 de março de 2013, quando Bento XVI e Francisco rezaram juntos por alguns momentos. Depois disso, em 5 de julho de 2013, Bento XVI apareceu novamente ao lado de Francisco durante a inauguração de um monumento a São Miguel, nos Jardins Vaticanos. Em 22 de fevereiro de 2014, durante o consistório para a criação de novos cardeais, a Basílica Vaticana teve pela primeira vez na História a presença de dois papas. Ratzinger voltaria a encontrar o público – e Bergoglio – em 27 de abril de 2014, quando da canonização de São João Paulo II e São João XXIII, na Praça São Pedro. Dois meses mais tarde, em 28 de setembro, a convite do Papa Francisco, Bento XVI voltou à Praça São Pedro, onde participou do encontro com a terceira idade. O Papa Emérito aparecera bem disposto, apesar de caminhar muito devagar e com a ajuda de uma bengala. Sempre a convite do Papa Francisco, Bento XVI esteve novamente na Praça São Pedro em 19 de outubro de 2014, quando concelebrou o rito de beatificação do Papa Paulo VI. Em 2015, Bento XVI voltou à Basílica de São Pedro, onde participou do consistório no qual Francisco criou 20 novos cardeais em 14 de fevereiro. No final de 2015, Bento XVI passou a Porta Santa da Misericórdia da Basílica de São Pedro, aberta pelo Papa Francisco para o Jubileu, em 8 de dezembro”. (Retirado do site: http://br.radiovaticana.va/news/2016/06/28/dois_papas_“bento_xvi_é_um_homem_reto_e_de_palavra”/1240550. Acesso em: 27/2/2017). Outros encontros privados no Mosteiro dentro da cidade do Vaticano ocorreram entre o Papa Francisco e o Papa Emérito Bento XVI.

Foi ele quem me nomeou para a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, e quem nos escolheu como sede da JMJRio 2013.

Rezemos em sua atenção e agradeçamos a Deus pela sua missão na Igreja. Que Deus possa lhe dar muita saúde, e que ele continue sendo um testemunho de suma importância para todos nós. Bento XVI, por amor à Igreja e por humildade, reconheceu sua fragilidade e assim, corajosamente, renunciou. Ele conta com detalhes as razões e suas experiências, em sua biografia nestes últimos tempos publicada. Aprendamos com ele o exemplo de sermos humilde e de “colaborador da verdade”.


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Papa Emérito Bento XVI

28/02/2017 00:00 - Atualizado em 01/03/2017 13:10

Estávamos em plena ebulição preparando a JMJ do Rio de Janeiro, quando fomos surpreendidos, no dia 11 de fevereiro, com o anúncio da renúncia do Papa Bento XVI, que foi efetivada no dia 28 de fevereiro de 2013. Por isso, neste dia rezamos uma oração especial pelo Bispo Emérito de Roma, o Papa Emérito Bento XVI. Foi um gesto inédito nestes últimos tempos da Igreja, embora não único na História, porém é um sinal de uma enorme coragem ao renunciar ao trono de Pedro por questões de saúde e idade.

Eis alguns pontos do anúncio: “Queridíssimos irmãos, Convoquei-os a este Consistório não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar-vos uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino”. “Por isso, sendo muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao Ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos Cardeais em 19 de abril de 2005, de modo que, desde 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro ficará vaga e deverá ser convocado, por meio de quem tem competências, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice”. (Retirado do site: http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2013/february/documents/hf_ben-xvi_spe_20130211_declaratio.html . Acesso em: 27/2/2017).

Sabemos que a vida e o pontificado do Papa Emérito Bento XVI foram e são marcados por uma entrega a Deus. Ele nasceu em Marktl am Inn, Diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de abril de 1927 (chega aos 90 anos neste ano), e foi batizado no mesmo dia. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições econômicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de se casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis. O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazistas açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de junho de 1951. Um ano depois, começou a sua atividade de professor na Escola Superior de Freising. No ano de 1953, doutorou-se em teologia com a tese “Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”. Passados quatro anos, sob a direção do conhecido professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre “A teologia da história em São Boaventura”. Depois de desempenhar o cargo de professor de teologia dogmática e fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou a docência em Bonn, de 1959 a 1963; em Münster, de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a1969. A partir desse ano de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor da Universidade. De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como “perito”; viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia.

Em 25 de março de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de München e Freising. A 28 de maio seguinte, recebeu a sagração episcopal. Foi o primeiro sacerdote diocesano, depois de oitenta anos, que assumiu o governo pastoral da grande arquidiocese bávara. Escolheu como lema episcopal: “Colaborador da verdade”. O Beato Paulo VI criou-o Cardeal do título presbiteral de “Santa Maria da Consolação no Tiburtino”, no Consistório de 27 de junho desse mesmo ano.

São João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de novembro de 1981. No dia 15 de fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da Arquidiocese de München e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de abril de 1993. Foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo. A 6 de novembro de 1998, o Santo Padre aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; com este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia.

“Na Cúria Romana, foi Membro do Conselho da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados; das Congregações para as Igrejas Orientais, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos, para a Educação Católica, para o Clero, e para as Causas dos Santos; dos Conselhos Pontifícios para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e para a Cultura; do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica; e das Comissões Pontifícias para a América Latina, “Ecclesia Dei”, para a Interpretação Autêntica do Código de Direito Canónico, e para a revisão do Código de Direito Canónico Oriental” (Retirado do site: http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/biography/documents/hf_ben-xvi_bio_20050419_short-biography.html. Acesso em: 27/2/2017).

Aqui no Rio de Janeiro, o então Cardeal Ratzinger abriu o curso para os Bispos em julho de 1990 no Centro de Estudos e Formação do Sumaré, com o assunto “o ministério petrino em nosso tempo”. Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro “Introdução ao Cristianismo”, uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro “Dogma e Revelação” (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral. Recebeu numerosos doutoramentos «honoris causa»: pelo College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; pela Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; pela Universidade Católica de Lima, em 1986; pela Universidade Católica de Lublin, em 1988; pela Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; pela Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999; pela Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polónia) no ano 2000.

Desde que assumiu o Pontificado em 2005, escreveu três cartas encíclicas: Deus Caritas Est (25 de dezembro de 2005), Spe Salvi (30 de novembro de 2007) e Caritas in Veritate (29 de junho de 2009). Fez quatro exortações Apostólicas: Sacramentum Caritatis: Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja (22 de fevereiro de 2007), Verbum Domini (22 de fevereiro de 2007), Afracae munus (19 de novembro de 2011) e Ecclesia in médio oriente (14 de setembro de 2012). Escreveu vários “Motu próprio”, Cartas Apostólicas e Cartas.

Fez várias viagens Apostólicas, sendo que no Brasil veio por ocasião da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (celebrado entre os dias 9-14 de maio de 2007).

O Papa Emérito Bento XVI é conhecido como o Papa “Teólogo”, pois seus discursos, encíclicas, cartas e homilias são conhecidos pela grande profundidade e eloquência teológica. De seus escritos e homilias podemos, assim, tirar muito proveito para a nossa vida espiritual. São verdadeiros temas para retiros espirituais.

Desde a sua renúncia em 28 de fevereiro de 2013, vive de maneira simples e discreta em um Mosteiro na cidade do Vaticano. Encontrou-se algumas vezes com o Papa Francisco:“A primeira – histórica – foi o encontro em Castel Gandolfo, no dia 23 de março de 2013, quando Bento XVI e Francisco rezaram juntos por alguns momentos. Depois disso, em 5 de julho de 2013, Bento XVI apareceu novamente ao lado de Francisco durante a inauguração de um monumento a São Miguel, nos Jardins Vaticanos. Em 22 de fevereiro de 2014, durante o consistório para a criação de novos cardeais, a Basílica Vaticana teve pela primeira vez na História a presença de dois papas. Ratzinger voltaria a encontrar o público – e Bergoglio – em 27 de abril de 2014, quando da canonização de São João Paulo II e São João XXIII, na Praça São Pedro. Dois meses mais tarde, em 28 de setembro, a convite do Papa Francisco, Bento XVI voltou à Praça São Pedro, onde participou do encontro com a terceira idade. O Papa Emérito aparecera bem disposto, apesar de caminhar muito devagar e com a ajuda de uma bengala. Sempre a convite do Papa Francisco, Bento XVI esteve novamente na Praça São Pedro em 19 de outubro de 2014, quando concelebrou o rito de beatificação do Papa Paulo VI. Em 2015, Bento XVI voltou à Basílica de São Pedro, onde participou do consistório no qual Francisco criou 20 novos cardeais em 14 de fevereiro. No final de 2015, Bento XVI passou a Porta Santa da Misericórdia da Basílica de São Pedro, aberta pelo Papa Francisco para o Jubileu, em 8 de dezembro”. (Retirado do site: http://br.radiovaticana.va/news/2016/06/28/dois_papas_“bento_xvi_é_um_homem_reto_e_de_palavra”/1240550. Acesso em: 27/2/2017). Outros encontros privados no Mosteiro dentro da cidade do Vaticano ocorreram entre o Papa Francisco e o Papa Emérito Bento XVI.

Foi ele quem me nomeou para a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, e quem nos escolheu como sede da JMJRio 2013.

Rezemos em sua atenção e agradeçamos a Deus pela sua missão na Igreja. Que Deus possa lhe dar muita saúde, e que ele continue sendo um testemunho de suma importância para todos nós. Bento XVI, por amor à Igreja e por humildade, reconheceu sua fragilidade e assim, corajosamente, renunciou. Ele conta com detalhes as razões e suas experiências, em sua biografia nestes últimos tempos publicada. Aprendamos com ele o exemplo de sermos humilde e de “colaborador da verdade”.


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro