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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 12/12/2019

12 de Dezembro de 2019

“A Igreja e a Trindade”

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12 de Dezembro de 2019

“A Igreja e a Trindade”

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20/09/2013 15:34 - Atualizado em 23/09/2013 15:56

“A Igreja e a Trindade” 0

20/09/2013 15:34 - Atualizado em 23/09/2013 15:56

Em nossa Profissão de Fé afirmamos que cremos na Igreja Católica. Com isto, quer se afirmar que ela encontra sua origem, sua permanência e seu fim na vontade salvífica de Deus. Segundo os Santos Padres, ela é comparável à lua, cuja luz toda é refletida do sol, de Deus. A fé na Trindade nos leva a professar nossa adesão a Igreja, pois esta é completamente dependente daquela.

 

Os discípulos de Jesus

O Novo Testamento nos oferece uma série de testemunhos da consciência dos primeiros discípulos de Jesus de se encararem como Igreja. Esta palavra, no grego, significa assembleia. Assim, os primeiros cristãos, que cunharam este termo para nós, se enxergavam como uma assembleia reunida e presidida pelo próprio Cristo Ressuscitado. Pertencer a Igreja significa ser convocado pelo Senhor para viver na comunhão da sua Palavra e do seu Corpo.

 

A vinda do Espírito Santo

Se procurarmos o momento no qual a Igreja se manifesta pela primeira vez, segundo o Novo Testamento, chegamos ao dia de Pentecostes. A Igreja necessita do Espírito Santo para cumprir sua missão, pois é Ele quem a dota dos dons necessários e a conduz, mediante os dons hierárquicos e carismáticos, para continuar a obra salvífica de Jesus. É naquele dia luminoso que aparece claramente o sentido da existência dela: os discípulos, em assembleia, recebem a força do Espírito e se tornam anunciadores da salvação conquistada por Cristo, efetivada naqueles que, pela fé e pela conversão, entram na vida sacramental. A partir deste dia, a Igreja passa a observar os preceitos da caridade, humildade e abnegação; e, empenha-se na missão de anunciar o Reino de Deus e de estabelecê-lo em todos os povos.

 

Cristo institui a Igreja

Quando o Espírito de Deus manifestou a Igreja em Pentecostes, ela já tinha sido instituída pelo próprio Senhor Jesus. Aliás, foi Ele quem convocou a assembleia de Pentecostes a fim de que se cumprisse a sua promessa da vinda do Paráclito.Se lermos os Evangelhos, vamos perceber que Ele foi estruturando sua Igreja: escolheu Doze discípulos, para enviá-los; destes Doze, escolheu Pedro como pastor e chefe; escolheu setenta e dois discípulos e envios como missionários; acolheu a fé de homens, mulheres e crianças. Além disto, Jesus ensinou aos discípulos os mistérios de Deus e do seu Reino.

Contudo, a Igreja nasce, verdadeiramente, do sacrifício do Senhor na Cruz. É de lá que nos vem toda a redenção e é para lá que somos chamados a contemplar o mistério da salvação. Santo Ambrósio nos diz que como a mulher foi tirada do lado de Adão adormecido; assim, a Igreja foi tirada do lado de Cristo morto. Na cruz se encontra todo o conteúdo da mensagem cristã, toda vida sacramental simbolizada no sangue e na água vertidos do coração de Jesus e toda a moral cristã baseada na entrega oferente da vida por amor. O que o Espírito Santo vai manifestar, a partir de Pentecoste, é aquilo que Jesus viveu e anunciou através dos crentes.

 

Jesus realiza o projeto do Pai

Tudo aquilo que Cristo realizou em seu ministério está em concordância com a vontade de seu Pai. Por isso, a Igreja de Jesus é a expressão da vontade do Pai para os homens. De fato, se procurarmos as intervenções de Deus na história, preparando a vinda do Senhor, vamos ver que a Igreja já estava sendo gestada desde o princípio. O homem foi criado por Deus como ser comunitário, social e religioso. Esta característica humana mostra o chamado divino para se viver em uma comunidade religiosa. Mais claro isto vai ficar quando Ele promete a Abraão ser pai de um grande povo abençoado. É desta maneira que, com o Povo de Israel, se sela uma aliança de pertença e fidelidade. Os profetas revelam o sentido profundo desta primeira aliança quando, em nome de Deus, afirmam uma nova, eterna e universal aliança. Desta maneira, Jesus vem cumprir plenamente a esperança profética e convocar os homens a entrarem no novo Povo de Deus.

 

A Igreja se dirige para a glória

Deus possui uma meta para a Igreja. Esta é o encontro com o Cristo Rei que vem, com poder e glória. Assim, a meta final da Igreja é conduzir seus filhos a entrada na plenitude eterna. Durante este caminho até a sua consumação na glória, o testemunho dado por ela acontecerá no meio de muitas provações e dificuldades. A exemplo do seu Senhor, ela enfrentará momentos de grandes tribulações. Contudo, o próprio Evangelho nos garante a vitória da Igreja sobre todo o Mal e sua realização plena em Deus.

 

Para aprofundar...

 

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, nos 758 até 769; no Compêndio do Catecismo, pergunta 149; no Youcat, pergunta 121; Lumen Gentium, do parágrafo 2 ao 5.

 

 

Pe. Vitor Gino Finelon

Vice-Diretor das Escolas de Fé e Catequese

 Mater Ecclesiae e Luz e Vida

 

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“A Igreja e a Trindade”

20/09/2013 15:34 - Atualizado em 23/09/2013 15:56

Em nossa Profissão de Fé afirmamos que cremos na Igreja Católica. Com isto, quer se afirmar que ela encontra sua origem, sua permanência e seu fim na vontade salvífica de Deus. Segundo os Santos Padres, ela é comparável à lua, cuja luz toda é refletida do sol, de Deus. A fé na Trindade nos leva a professar nossa adesão a Igreja, pois esta é completamente dependente daquela.

 

Os discípulos de Jesus

O Novo Testamento nos oferece uma série de testemunhos da consciência dos primeiros discípulos de Jesus de se encararem como Igreja. Esta palavra, no grego, significa assembleia. Assim, os primeiros cristãos, que cunharam este termo para nós, se enxergavam como uma assembleia reunida e presidida pelo próprio Cristo Ressuscitado. Pertencer a Igreja significa ser convocado pelo Senhor para viver na comunhão da sua Palavra e do seu Corpo.

 

A vinda do Espírito Santo

Se procurarmos o momento no qual a Igreja se manifesta pela primeira vez, segundo o Novo Testamento, chegamos ao dia de Pentecostes. A Igreja necessita do Espírito Santo para cumprir sua missão, pois é Ele quem a dota dos dons necessários e a conduz, mediante os dons hierárquicos e carismáticos, para continuar a obra salvífica de Jesus. É naquele dia luminoso que aparece claramente o sentido da existência dela: os discípulos, em assembleia, recebem a força do Espírito e se tornam anunciadores da salvação conquistada por Cristo, efetivada naqueles que, pela fé e pela conversão, entram na vida sacramental. A partir deste dia, a Igreja passa a observar os preceitos da caridade, humildade e abnegação; e, empenha-se na missão de anunciar o Reino de Deus e de estabelecê-lo em todos os povos.

 

Cristo institui a Igreja

Quando o Espírito de Deus manifestou a Igreja em Pentecostes, ela já tinha sido instituída pelo próprio Senhor Jesus. Aliás, foi Ele quem convocou a assembleia de Pentecostes a fim de que se cumprisse a sua promessa da vinda do Paráclito.Se lermos os Evangelhos, vamos perceber que Ele foi estruturando sua Igreja: escolheu Doze discípulos, para enviá-los; destes Doze, escolheu Pedro como pastor e chefe; escolheu setenta e dois discípulos e envios como missionários; acolheu a fé de homens, mulheres e crianças. Além disto, Jesus ensinou aos discípulos os mistérios de Deus e do seu Reino.

Contudo, a Igreja nasce, verdadeiramente, do sacrifício do Senhor na Cruz. É de lá que nos vem toda a redenção e é para lá que somos chamados a contemplar o mistério da salvação. Santo Ambrósio nos diz que como a mulher foi tirada do lado de Adão adormecido; assim, a Igreja foi tirada do lado de Cristo morto. Na cruz se encontra todo o conteúdo da mensagem cristã, toda vida sacramental simbolizada no sangue e na água vertidos do coração de Jesus e toda a moral cristã baseada na entrega oferente da vida por amor. O que o Espírito Santo vai manifestar, a partir de Pentecoste, é aquilo que Jesus viveu e anunciou através dos crentes.

 

Jesus realiza o projeto do Pai

Tudo aquilo que Cristo realizou em seu ministério está em concordância com a vontade de seu Pai. Por isso, a Igreja de Jesus é a expressão da vontade do Pai para os homens. De fato, se procurarmos as intervenções de Deus na história, preparando a vinda do Senhor, vamos ver que a Igreja já estava sendo gestada desde o princípio. O homem foi criado por Deus como ser comunitário, social e religioso. Esta característica humana mostra o chamado divino para se viver em uma comunidade religiosa. Mais claro isto vai ficar quando Ele promete a Abraão ser pai de um grande povo abençoado. É desta maneira que, com o Povo de Israel, se sela uma aliança de pertença e fidelidade. Os profetas revelam o sentido profundo desta primeira aliança quando, em nome de Deus, afirmam uma nova, eterna e universal aliança. Desta maneira, Jesus vem cumprir plenamente a esperança profética e convocar os homens a entrarem no novo Povo de Deus.

 

A Igreja se dirige para a glória

Deus possui uma meta para a Igreja. Esta é o encontro com o Cristo Rei que vem, com poder e glória. Assim, a meta final da Igreja é conduzir seus filhos a entrada na plenitude eterna. Durante este caminho até a sua consumação na glória, o testemunho dado por ela acontecerá no meio de muitas provações e dificuldades. A exemplo do seu Senhor, ela enfrentará momentos de grandes tribulações. Contudo, o próprio Evangelho nos garante a vitória da Igreja sobre todo o Mal e sua realização plena em Deus.

 

Para aprofundar...

 

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, nos 758 até 769; no Compêndio do Catecismo, pergunta 149; no Youcat, pergunta 121; Lumen Gentium, do parágrafo 2 ao 5.

 

 

Pe. Vitor Gino Finelon

Vice-Diretor das Escolas de Fé e Catequese

 Mater Ecclesiae e Luz e Vida

 

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida