Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/12/2018

19 de Dezembro de 2018

Por intercessão de São Brás!

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Por intercessão de São Brás!

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03/02/2017 00:00 - Atualizado em 06/02/2017 10:11

Por intercessão de São Brás! 0

03/02/2017 00:00 - Atualizado em 06/02/2017 10:11

“Sede, pois, perfeitos como vosso pai celestial é perfeito” (Mt 5, 48). Jesus dirige estas palavras não somente aos Apóstolos, mas a todos os que de verdade queiram ser seus discípulos. O Evangelho menciona expressamente que quando Jesus terminou estes discursos, a multidão ficou impressionada com a Sua doutrina. Essa multidão que O escutava devia estar formada por mães de família, pescadores, artesãos, doutores da lei, jovens... Todos O entendem e ficam impressionados, porque o Senhor se dirige a todos.

O Mestre chama todos à santidade sem distinção de idade, profissão, raça ou condição social. Não há seguidores de Cristo sem vocação cristã, sem uma chamada pessoal à santidade. Deus nos escolheu para sermos santos e imaculados na Sua presença, dirá São Paulo aos primeiros cristãos de Éfeso.

A Igreja tem a graça de celebrar neste dia 03 de fevereiro o dia de São Brás. O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião; sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.

Foi também sucessor dos apóstolos. Muito fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho. São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro desse contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que este grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.

São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado. No dia em que comemoramos São Brás há o costume de abençoar as gargantas, sendo usadas duas velas, recordando as duas naturezas do Senhor, a divina e a humana, pois a bênção aí se insere. Essa bênção recorda o fato da mãe do menino curado por intercessão de São Brás. Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Brás, e ele é muito venerado na França e Espanha. Suas relíquias estão em Brusswick, Mainz, Lubeck, Trier e Cologne, na Alemanha. Na França, em Paray-le-Monial. Em Dubrovnik, na antiga Iugoslávia, e em Roma, Taranto e Milão, na Itália. Na iconografia, em geral São Brás é mostrado com velas nas mãos e, em frente a ele, uma mãe carregando uma criança com a mão na garganta, como pedindo para ele curá-la.

Ao pedirmos a bênção para a garganta estamos pedindo pelas pessoas, para que curadas de seus males, evangelizem tanto pela voz como por todas as suas atividades, testemunhando a alegria cristã no dia a dia de nossa sociedade. Esse antigo costume que hoje é vivido nos ajude a ser melhores cristãos e, como São Brás, bispo e mártir, verdadeiras testemunhas de Cristo hoje.

Ao olharmos o exemplo de São Brás, somos impelidos a buscar a Santidade. O mundo necessita de Deus tanto mais quanto mais afirma que não necessita d’Ele. Nós, cristãos, esforçando-nos por seguir a Cristo seriamente, temos por missão dá-Lo a conhecer. Santificar o trabalho. Santificar-se no trabalho. Santificar os outros com o trabalho. O cristão, com ajuda de Deus, procurará tornar nobre e valioso o que é corrente, esforçar-se-á por converter tudo o que toca em graça e glória. A Igreja recorda-nos a necessidade urgente de estarmos presentes no meio do mundo, para reconduzir a Deus todas as realidades terrenas. Isto só será possível se nos mantivermos unidos a Deus mediante a oração e os sacramentos. Como os ramos estão unidos à videira, assim devemos nós estar unidos ao Senhor em todos os instantes.

Portanto, o cristão deve ser “outro Cristo”. Esta é a grande força do testemunho cristão. De Jesus se dizia, como resumo da Sua vida, que passou pela Terra fazendo o bem, e isso deveria ser dito de cada um de nós, se de verdade queremos imitá-Lo. O Senhor Jesus, mestre e modelo divino de toda a perfeição, pregou a todos e a cada um dos discípulos, de qualquer condição, a santidade de vida qual Ele mesmo é o autor e o consumador: Sede, pois, perfeitos [...]. É assim evidente que todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou condição de vida, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade.

 

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Por intercessão de São Brás!

03/02/2017 00:00 - Atualizado em 06/02/2017 10:11

“Sede, pois, perfeitos como vosso pai celestial é perfeito” (Mt 5, 48). Jesus dirige estas palavras não somente aos Apóstolos, mas a todos os que de verdade queiram ser seus discípulos. O Evangelho menciona expressamente que quando Jesus terminou estes discursos, a multidão ficou impressionada com a Sua doutrina. Essa multidão que O escutava devia estar formada por mães de família, pescadores, artesãos, doutores da lei, jovens... Todos O entendem e ficam impressionados, porque o Senhor se dirige a todos.

O Mestre chama todos à santidade sem distinção de idade, profissão, raça ou condição social. Não há seguidores de Cristo sem vocação cristã, sem uma chamada pessoal à santidade. Deus nos escolheu para sermos santos e imaculados na Sua presença, dirá São Paulo aos primeiros cristãos de Éfeso.

A Igreja tem a graça de celebrar neste dia 03 de fevereiro o dia de São Brás. O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião; sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.

Foi também sucessor dos apóstolos. Muito fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho. São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro desse contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que este grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.

São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado. No dia em que comemoramos São Brás há o costume de abençoar as gargantas, sendo usadas duas velas, recordando as duas naturezas do Senhor, a divina e a humana, pois a bênção aí se insere. Essa bênção recorda o fato da mãe do menino curado por intercessão de São Brás. Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Brás, e ele é muito venerado na França e Espanha. Suas relíquias estão em Brusswick, Mainz, Lubeck, Trier e Cologne, na Alemanha. Na França, em Paray-le-Monial. Em Dubrovnik, na antiga Iugoslávia, e em Roma, Taranto e Milão, na Itália. Na iconografia, em geral São Brás é mostrado com velas nas mãos e, em frente a ele, uma mãe carregando uma criança com a mão na garganta, como pedindo para ele curá-la.

Ao pedirmos a bênção para a garganta estamos pedindo pelas pessoas, para que curadas de seus males, evangelizem tanto pela voz como por todas as suas atividades, testemunhando a alegria cristã no dia a dia de nossa sociedade. Esse antigo costume que hoje é vivido nos ajude a ser melhores cristãos e, como São Brás, bispo e mártir, verdadeiras testemunhas de Cristo hoje.

Ao olharmos o exemplo de São Brás, somos impelidos a buscar a Santidade. O mundo necessita de Deus tanto mais quanto mais afirma que não necessita d’Ele. Nós, cristãos, esforçando-nos por seguir a Cristo seriamente, temos por missão dá-Lo a conhecer. Santificar o trabalho. Santificar-se no trabalho. Santificar os outros com o trabalho. O cristão, com ajuda de Deus, procurará tornar nobre e valioso o que é corrente, esforçar-se-á por converter tudo o que toca em graça e glória. A Igreja recorda-nos a necessidade urgente de estarmos presentes no meio do mundo, para reconduzir a Deus todas as realidades terrenas. Isto só será possível se nos mantivermos unidos a Deus mediante a oração e os sacramentos. Como os ramos estão unidos à videira, assim devemos nós estar unidos ao Senhor em todos os instantes.

Portanto, o cristão deve ser “outro Cristo”. Esta é a grande força do testemunho cristão. De Jesus se dizia, como resumo da Sua vida, que passou pela Terra fazendo o bem, e isso deveria ser dito de cada um de nós, se de verdade queremos imitá-Lo. O Senhor Jesus, mestre e modelo divino de toda a perfeição, pregou a todos e a cada um dos discípulos, de qualquer condição, a santidade de vida qual Ele mesmo é o autor e o consumador: Sede, pois, perfeitos [...]. É assim evidente que todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou condição de vida, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade.

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro