Arquidiocese do Rio de Janeiro

25º 20º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/10/2018

22 de Outubro de 2018

Novos Bispos para o Rio

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Novos Bispos para o Rio

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30/01/2017 16:54 - Atualizado em 30/01/2017 16:54

Novos Bispos para o Rio 0

30/01/2017 16:54 - Atualizado em 30/01/2017 16:54

Sábado, dia 28 de janeiro, memória de Santo Tomás de Aquino, tive a graça de ordenar dois novos bispos auxiliares para a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro: D. Joel Amado Portela e D. Paulo Alves Romão, que se juntarão aos demais bispos auxiliares para nos ajudarem a pastorear o povo santo de Deus nesta nossa grande, bela e complexa cidade.

A Igreja tem a missão de anunciar e propagar o Reino de Deus até os extremos confins da Terra, a fim de que todos os homens creiam em Cristo e assim tenham a vida eterna. A Igreja é, portanto, anunciadora da misericórdia. É dessa missão que brotam as tarefas, a luz e as forças que podem contribuir para construir e consolidar a comunidade dos homens segundo a Lei divina.

O Bispo é o princípio visível de unidade na sua Igreja; é chamado a edificar incessantemente a Igreja particular na comunhão de todos os seus membros e, destes, com a Igreja universal, vigiando a fim de que os diversos dons e ministérios contribuam para a comum edificação dos crentes e com a difusão do Evangelho.

Como mestre da fé, santificador e guia espiritual, o Bispo sabe que pode contar com uma especial graça divina, conferida na ordem episcopal. Tal graça o sustenta no seu consumir-se pelo Reino de Deus, pela salvação eterna dos homens e também no seu empenho para construir a história com força do Evangelho, dando sentido ao caminho do homem no tempo.

O Bispo, diante de si mesmo e dos seus deveres, tem presente como centro que delineia a sua identidade e a sua missão o mistério de Cristo e as características que o Senhor Jesus quer para a sua Igreja, “povo reunido na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (LG, 4). É, de fato, à luz do mistério de Cristo, Pastor e Bispo das almas (cf. 1Pd 2,25), que o Bispo compreende sempre mais profundamente o mistério da Igreja, na qual a graça da ordenação episcopal o colocou como mestre, sacerdote e pastor para guiá-la com a sua mesma autoridade.

Uma das mais belas figuras do bispo é a do Bom Pastor, pois ela ilustra o conjunto do ministério episcopal enquanto manifesta o seu significado, a sua finalidade, o seu estilo e o seu dinamismo evangelizador e missionário. Cristo Bom Pastor indica ao Bispo a fidelidade cotidiana à própria missão, a plena e serena consagração à Igreja, a alegria de conduzir para o Senhor o Povo de Deus que lhe é confiado e a felicidade em acolher na unidade da comunhão eclesial todos os filhos de Deus dispersos (cf. Mt 15, 24; 10,6).

O Bom Pastor ofereceu a vida pelo rebanho (cf. 10,11) e veio para servir e não para ser servido (cf. Mt 20,28). Além disso, aí se encontra a fonte do ministério pastoral pelo qual as três funções: de ensinar, santificar e governar devem ser exercitadas com os traços característicos do Bom Pastor. Para desenvolver o ministério episcopal fecundo, o Bispo é chamado a conformar-se com Cristo de maneira toda especial na sua vida pessoal e no exercício do ministério apostólico, de tal forma que o “pensamento de Cristo” (1Cor 2,16) penetre totalmente as suas ideias, os seus sentimentos e os seus comportamentos, e a luz que provém do rosto de Cristo ilumine “o governo das almas, que é a arte das artes”. (“Regula Pastoralis” de São Gregório Magno, 1).

Quando o Papa Francisco esteve no Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, ele fez um discurso aos Bispos do Brasil no dia 27/07/2013. Na ocasião, o Papa Francisco retomou o que tinha dito antes, em Roma, aos Núncios Apostólicos, sobre os critérios a seguir ao preparar as listas dos candidatos ao serviço do episcopado. Segundo o Papa Francisco: “Os Bispos devem ser Pastores, próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão: pacientes e misericordiosos. Homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior como liberdade diante do Senhor, quer a pobreza exterior como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham “psicologia de príncipes”. (Retirado do site: http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/desdobramentos/393-discurso-do-papa-ao-episcopado-brasileiro-coragem-para-mudar-estruturas. Último acesso: 26/01/2017).

“Homens capazes de vigiar sobre o rebanho que lhes foi confiado e cuidando de tudo aquilo que o mantém unido: vigiar sobre o seu povo, atento a eventuais perigos que o ameacem, mas, sobretudo, para fazer crescer a esperança (o Bispo tem que cuidar da esperança do seu povo): que haja sol e luz nos corações. Homens capazes de sustentar com amor e paciência os passos de Deus em seu povo. E o lugar do Bispo para estar com o seu povo é triplo: ou à frente para indicar o caminho, ou no meio para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas, ou então atrás para evitar que alguém se atrase, mas também e fundamentalmente, porque o próprio rebanho tem o seu faro para encontrar novos caminhos”. (Retirado do site: http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/desdobramentos/393-discurso-do-papa-ao-episcopado-brasileiro-coragem-para-mudar-estruturas. Último acesso: 26/01/2017).

Como tive ocasião de dizer na homilia da Missa de Consagração: D. Joel Portela Amado e D. Paulo Alves Romão, como bispos se abrem à universalidade, embora provenham de situações bem concretas, porém agora não mais pertencem a um movimento, espiritualidade, grupo pastoral ou a uma paróquia, mas sim à Igreja em sua universalidade concretizada na Arquidiocese. São chamados a ser sinais da unidade da Igreja em comunhão perfeita e íntima com o seu Arcebispo, com os demais bispos da arquidiocese, com o regional e toda a Igreja do Brasil – consequentemente unido ao sucessor de Pedro e a toda a catolicidade da igreja. Serão homens da Igreja em favor do povo de Deus, procurando servir aos que mais sofrem e que vivem nas “periferias existenciais”.

D. Joel Portela Amado escolheu como lema: “Omnibus omnia propter Evangelium”, “Tudo para todos pelo Evangelho”. (1Cor 9,22) e D. Paulo Alves Romão escolheu como lema: “Vivere Christus est”, “Viver é Cristo”. (Fl 1,21). Aí está o resumo da caminhada episcopal: viver para Cristo e consumir-se pelo rebanho!

Que o Senhor nos conceda transmitir e ser para o povo a figura do Bom Pastor, acolhendo, servindo, indo ao encontro das ovelhas, em especial da desgarradas e colocando todos no caminho de Cristo Jesus.

 

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Novos Bispos para o Rio

30/01/2017 16:54 - Atualizado em 30/01/2017 16:54

Sábado, dia 28 de janeiro, memória de Santo Tomás de Aquino, tive a graça de ordenar dois novos bispos auxiliares para a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro: D. Joel Amado Portela e D. Paulo Alves Romão, que se juntarão aos demais bispos auxiliares para nos ajudarem a pastorear o povo santo de Deus nesta nossa grande, bela e complexa cidade.

A Igreja tem a missão de anunciar e propagar o Reino de Deus até os extremos confins da Terra, a fim de que todos os homens creiam em Cristo e assim tenham a vida eterna. A Igreja é, portanto, anunciadora da misericórdia. É dessa missão que brotam as tarefas, a luz e as forças que podem contribuir para construir e consolidar a comunidade dos homens segundo a Lei divina.

O Bispo é o princípio visível de unidade na sua Igreja; é chamado a edificar incessantemente a Igreja particular na comunhão de todos os seus membros e, destes, com a Igreja universal, vigiando a fim de que os diversos dons e ministérios contribuam para a comum edificação dos crentes e com a difusão do Evangelho.

Como mestre da fé, santificador e guia espiritual, o Bispo sabe que pode contar com uma especial graça divina, conferida na ordem episcopal. Tal graça o sustenta no seu consumir-se pelo Reino de Deus, pela salvação eterna dos homens e também no seu empenho para construir a história com força do Evangelho, dando sentido ao caminho do homem no tempo.

O Bispo, diante de si mesmo e dos seus deveres, tem presente como centro que delineia a sua identidade e a sua missão o mistério de Cristo e as características que o Senhor Jesus quer para a sua Igreja, “povo reunido na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (LG, 4). É, de fato, à luz do mistério de Cristo, Pastor e Bispo das almas (cf. 1Pd 2,25), que o Bispo compreende sempre mais profundamente o mistério da Igreja, na qual a graça da ordenação episcopal o colocou como mestre, sacerdote e pastor para guiá-la com a sua mesma autoridade.

Uma das mais belas figuras do bispo é a do Bom Pastor, pois ela ilustra o conjunto do ministério episcopal enquanto manifesta o seu significado, a sua finalidade, o seu estilo e o seu dinamismo evangelizador e missionário. Cristo Bom Pastor indica ao Bispo a fidelidade cotidiana à própria missão, a plena e serena consagração à Igreja, a alegria de conduzir para o Senhor o Povo de Deus que lhe é confiado e a felicidade em acolher na unidade da comunhão eclesial todos os filhos de Deus dispersos (cf. Mt 15, 24; 10,6).

O Bom Pastor ofereceu a vida pelo rebanho (cf. 10,11) e veio para servir e não para ser servido (cf. Mt 20,28). Além disso, aí se encontra a fonte do ministério pastoral pelo qual as três funções: de ensinar, santificar e governar devem ser exercitadas com os traços característicos do Bom Pastor. Para desenvolver o ministério episcopal fecundo, o Bispo é chamado a conformar-se com Cristo de maneira toda especial na sua vida pessoal e no exercício do ministério apostólico, de tal forma que o “pensamento de Cristo” (1Cor 2,16) penetre totalmente as suas ideias, os seus sentimentos e os seus comportamentos, e a luz que provém do rosto de Cristo ilumine “o governo das almas, que é a arte das artes”. (“Regula Pastoralis” de São Gregório Magno, 1).

Quando o Papa Francisco esteve no Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, ele fez um discurso aos Bispos do Brasil no dia 27/07/2013. Na ocasião, o Papa Francisco retomou o que tinha dito antes, em Roma, aos Núncios Apostólicos, sobre os critérios a seguir ao preparar as listas dos candidatos ao serviço do episcopado. Segundo o Papa Francisco: “Os Bispos devem ser Pastores, próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão: pacientes e misericordiosos. Homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior como liberdade diante do Senhor, quer a pobreza exterior como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham “psicologia de príncipes”. (Retirado do site: http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/desdobramentos/393-discurso-do-papa-ao-episcopado-brasileiro-coragem-para-mudar-estruturas. Último acesso: 26/01/2017).

“Homens capazes de vigiar sobre o rebanho que lhes foi confiado e cuidando de tudo aquilo que o mantém unido: vigiar sobre o seu povo, atento a eventuais perigos que o ameacem, mas, sobretudo, para fazer crescer a esperança (o Bispo tem que cuidar da esperança do seu povo): que haja sol e luz nos corações. Homens capazes de sustentar com amor e paciência os passos de Deus em seu povo. E o lugar do Bispo para estar com o seu povo é triplo: ou à frente para indicar o caminho, ou no meio para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas, ou então atrás para evitar que alguém se atrase, mas também e fundamentalmente, porque o próprio rebanho tem o seu faro para encontrar novos caminhos”. (Retirado do site: http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/desdobramentos/393-discurso-do-papa-ao-episcopado-brasileiro-coragem-para-mudar-estruturas. Último acesso: 26/01/2017).

Como tive ocasião de dizer na homilia da Missa de Consagração: D. Joel Portela Amado e D. Paulo Alves Romão, como bispos se abrem à universalidade, embora provenham de situações bem concretas, porém agora não mais pertencem a um movimento, espiritualidade, grupo pastoral ou a uma paróquia, mas sim à Igreja em sua universalidade concretizada na Arquidiocese. São chamados a ser sinais da unidade da Igreja em comunhão perfeita e íntima com o seu Arcebispo, com os demais bispos da arquidiocese, com o regional e toda a Igreja do Brasil – consequentemente unido ao sucessor de Pedro e a toda a catolicidade da igreja. Serão homens da Igreja em favor do povo de Deus, procurando servir aos que mais sofrem e que vivem nas “periferias existenciais”.

D. Joel Portela Amado escolheu como lema: “Omnibus omnia propter Evangelium”, “Tudo para todos pelo Evangelho”. (1Cor 9,22) e D. Paulo Alves Romão escolheu como lema: “Vivere Christus est”, “Viver é Cristo”. (Fl 1,21). Aí está o resumo da caminhada episcopal: viver para Cristo e consumir-se pelo rebanho!

Que o Senhor nos conceda transmitir e ser para o povo a figura do Bom Pastor, acolhendo, servindo, indo ao encontro das ovelhas, em especial da desgarradas e colocando todos no caminho de Cristo Jesus.

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro