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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 08/12/2019

08 de Dezembro de 2019

“A Igreja é Santa”

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“A Igreja é Santa”

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20/09/2013 15:30 - Atualizado em 23/09/2013 15:53

“A Igreja é Santa” 0

20/09/2013 15:30 - Atualizado em 23/09/2013 15:53

A Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II Lumen Gentium afirma, no nº 39, que “a Igreja é indefectivelmente santa”. Como podemos entender a santidade da Igreja? O Compêndio do Catecismo nos oferece, na pergunta 165, uma síntese das razões pelas quais a Igreja pode ser chamada de santa, a saber, por causa de sua relação com a Trindade; porque foi dotada da plenitude dos meios de santificação;e, em virtude do chamado à santidade de seus membros.

 

A Igreja e a Trindade

A Igreja tem como origem a Trindade Santa. O próprio Deus quis e se envolveu na história para constituí-la. O Pai, para realizar a sua vontade de conduzir os homens à plenitude, chamou-os, desde o início, para selar com eles uma aliança de amor e santidade. O Filho, cumprindo a vontade de seu Pai, entregou sua própria vida na cruz para que esta aliança, entre Deus e os homens, se tornasse efetiva e eterna. O Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho, faz com que os homens participem da aliança e da santidade de Deus, manifestando assim a Igreja. Os membros da Igreja são aquelas pessoas que foram dotadas com o dom da santidade para viverem a nova e eterna aliança em Cristo.

 

A Igreja santifica os homens

A Igreja é santa porque suas atividades e suas finalidades são santas. Dotada com o auxílio do Espírito, ela possui o poder de fazer os homens entrarem em comunhão com Deus através dos sacramentos. Estes são sinais eficazes da graça de Cristo que nos configuram ao plano do Pai, nos libertando dos pecados e nos colocando em posse da vida nova no Espírito. Assim, os cristãos, recebendo as graças sacramentais, são impelidos a viver a caridade de Cristo, pois ela “é a alma da santidade à qual todos são chamados”(CIC nº826). Deus oferece a Igreja sua graça pelos sacramentos e os cristãos, cheios da graça dEle, vivem no mundo a caridade.

 

A santidade dos fieis

Para entendermos a santidade, devemos fazer uma importante distinção entre a santidade ontológica e a santidade moral. Os sacramentos do Batismo, da Crisma e da Ordem santificam as pessoas na ordem do ser e, só a partir desta, é que podem santificar na ordem do agir. Assim, por estarmos unidos a Cristo, pela força própria do sacramento, somos santos. Contudo, precisamos cooperar com esta santidade ontológica, agindo moralmente em concordância com ela. Logo, todos os que receberam os sacramentos que imprimem caráter indelével são santos na ordem do Ser, podendoser ou não na ordem do agir – moral.

 

Os pecados dos seus filhos

A Igreja sabe que, em seu meio, os homens estão em via de santificação. Esta pode gerar uma sombra que muitas vezes é projetada sobre ela mesma. Todavia, como mãe, a Igreja possui os remédios necessários para conduzir os homens pecadores, novamente, a viverem de acordo com a vontade de Deus. Assim, como Cristo, ela carrega os pecados de seus filhos, mesmo estes atos não sendo seus. Apenas no fim dos tempos, a santidade da Igreja vai ser plenamente manifestada. Neste momento, seus filhos vão ser libertados de todas as culpas e pecados e vão resplandecer com a glória divina. Haverá uma total correspondência entre aquilo que a Igreja é e a vivência de seus membros.

 

A Igreja Santa pode pecar?

A Igreja não pode ser sujeito de pecado algum. Toda vez que um membro seu age na santidade, ele age pela Igreja. Contudo, quando um membro seu comete pecado, alí não pode se manifestar a Igreja. Os homens possuem elementos que estão de acordo com a vontade de Deus (estes pertencem a Igreja) e elementos que não estão (estes não podem pertencer a Igreja). A Igreja possui só elementos em concordância com Deus. Sendo assim, nenhum ato em dissonância com a vontade de Deus pode ser praticado pela Igreja. Tais atos são praticados por membros ou grupos que se distanciaram dos elementos essenciais da Igreja.

 

Os santos de Deus

Alguns fiéis viveram de tal maneira em correspondência com a graça de Deus que são canonizados. Por canonização, a Igreja entende, segundo o CIC nº 828, “proclamar solenemente que estes fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus”. Os Santos canonizados são propostos como intercessores e modelos, pois revelam aquilo que Deus quer de cada um de nós. No meio dos vícios de muitos, eles se tornam luzeiros de esperança para aqueles que, realmente, buscam viver na virtude e na graça. Em especial, a santidade de Maria se torna um ícone da santidade da própria Igreja.

 

Para aprofundar...

Indicamos a leitura do CIC, nos nos823-829; do Compêndio do Catecismo, pergunta 165; do YouCat, perguntas 132; e, da Lumen Gentium, capítulos 1, 5 e 7.

 

Pe.Vitor Gino Finelon

Vice-Diretor das Escolas de Fé e Catequese

MaterEcclesiae e Luz e Vida

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“A Igreja é Santa”

20/09/2013 15:30 - Atualizado em 23/09/2013 15:53

A Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II Lumen Gentium afirma, no nº 39, que “a Igreja é indefectivelmente santa”. Como podemos entender a santidade da Igreja? O Compêndio do Catecismo nos oferece, na pergunta 165, uma síntese das razões pelas quais a Igreja pode ser chamada de santa, a saber, por causa de sua relação com a Trindade; porque foi dotada da plenitude dos meios de santificação;e, em virtude do chamado à santidade de seus membros.

 

A Igreja e a Trindade

A Igreja tem como origem a Trindade Santa. O próprio Deus quis e se envolveu na história para constituí-la. O Pai, para realizar a sua vontade de conduzir os homens à plenitude, chamou-os, desde o início, para selar com eles uma aliança de amor e santidade. O Filho, cumprindo a vontade de seu Pai, entregou sua própria vida na cruz para que esta aliança, entre Deus e os homens, se tornasse efetiva e eterna. O Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho, faz com que os homens participem da aliança e da santidade de Deus, manifestando assim a Igreja. Os membros da Igreja são aquelas pessoas que foram dotadas com o dom da santidade para viverem a nova e eterna aliança em Cristo.

 

A Igreja santifica os homens

A Igreja é santa porque suas atividades e suas finalidades são santas. Dotada com o auxílio do Espírito, ela possui o poder de fazer os homens entrarem em comunhão com Deus através dos sacramentos. Estes são sinais eficazes da graça de Cristo que nos configuram ao plano do Pai, nos libertando dos pecados e nos colocando em posse da vida nova no Espírito. Assim, os cristãos, recebendo as graças sacramentais, são impelidos a viver a caridade de Cristo, pois ela “é a alma da santidade à qual todos são chamados”(CIC nº826). Deus oferece a Igreja sua graça pelos sacramentos e os cristãos, cheios da graça dEle, vivem no mundo a caridade.

 

A santidade dos fieis

Para entendermos a santidade, devemos fazer uma importante distinção entre a santidade ontológica e a santidade moral. Os sacramentos do Batismo, da Crisma e da Ordem santificam as pessoas na ordem do ser e, só a partir desta, é que podem santificar na ordem do agir. Assim, por estarmos unidos a Cristo, pela força própria do sacramento, somos santos. Contudo, precisamos cooperar com esta santidade ontológica, agindo moralmente em concordância com ela. Logo, todos os que receberam os sacramentos que imprimem caráter indelével são santos na ordem do Ser, podendoser ou não na ordem do agir – moral.

 

Os pecados dos seus filhos

A Igreja sabe que, em seu meio, os homens estão em via de santificação. Esta pode gerar uma sombra que muitas vezes é projetada sobre ela mesma. Todavia, como mãe, a Igreja possui os remédios necessários para conduzir os homens pecadores, novamente, a viverem de acordo com a vontade de Deus. Assim, como Cristo, ela carrega os pecados de seus filhos, mesmo estes atos não sendo seus. Apenas no fim dos tempos, a santidade da Igreja vai ser plenamente manifestada. Neste momento, seus filhos vão ser libertados de todas as culpas e pecados e vão resplandecer com a glória divina. Haverá uma total correspondência entre aquilo que a Igreja é e a vivência de seus membros.

 

A Igreja Santa pode pecar?

A Igreja não pode ser sujeito de pecado algum. Toda vez que um membro seu age na santidade, ele age pela Igreja. Contudo, quando um membro seu comete pecado, alí não pode se manifestar a Igreja. Os homens possuem elementos que estão de acordo com a vontade de Deus (estes pertencem a Igreja) e elementos que não estão (estes não podem pertencer a Igreja). A Igreja possui só elementos em concordância com Deus. Sendo assim, nenhum ato em dissonância com a vontade de Deus pode ser praticado pela Igreja. Tais atos são praticados por membros ou grupos que se distanciaram dos elementos essenciais da Igreja.

 

Os santos de Deus

Alguns fiéis viveram de tal maneira em correspondência com a graça de Deus que são canonizados. Por canonização, a Igreja entende, segundo o CIC nº 828, “proclamar solenemente que estes fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus”. Os Santos canonizados são propostos como intercessores e modelos, pois revelam aquilo que Deus quer de cada um de nós. No meio dos vícios de muitos, eles se tornam luzeiros de esperança para aqueles que, realmente, buscam viver na virtude e na graça. Em especial, a santidade de Maria se torna um ícone da santidade da própria Igreja.

 

Para aprofundar...

Indicamos a leitura do CIC, nos nos823-829; do Compêndio do Catecismo, pergunta 165; do YouCat, perguntas 132; e, da Lumen Gentium, capítulos 1, 5 e 7.

 

Pe.Vitor Gino Finelon

Vice-Diretor das Escolas de Fé e Catequese

MaterEcclesiae e Luz e Vida

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida