Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/03/2017

24 de Março de 2017

Celebrar o Natal

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Celebrar o Natal 0

23/12/2016 00:00

Este ano a comemoração do Natal do Senhor Jesus coincide com a celebração do domingo. De fato, tal dia permite que a comunidade eclesial recorde o nascimento do Menino Jesus de sua mãe, a Virgem Maria, em Belém. Tal nascituro, na verdade, manifesta o tamanho do amor de Deus pelos homens – “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e nós vimos sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14) – e o alcance da salvação gratuita dispensada a eles – “Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus, aos que creem em seu nome” (Jo 1,12). Sim, no sentido mais pleno, a solenidade celebrada abre a Igreja para o mistério de Deus Filho e do projeto divino da adoção filial das pessoas.

Para chegar às alegrias natalinas, durante as últimas quatro semanas, a Igreja celebrou o tempo do Advento. Com isto, ela fez memória, na potência do Espírito Divino, dos eventos da história da salvação que precederam a primeira vinda do Filho de Deus. Desta forma, os seus fiéis foram alertados da necessidade de ficarem atentos e vigilantes na oração (1º domingo do Advento); exortados a produzirem frutos de conversão (2º domingo do Advento); incentivados a serem maiores do que João Batista pregando a misericórdia de Deus (3º domingo do Advento) e impulsionados a reorientar suas decisões a partir de Cristo (4º domingo do Advento). Agora, enfim, os discípulos mergulham propriamente na memória dos eventos do nascimento e da infância do Senhor.

O Natal do Senhor possui quatro formulários eucológicos para a celebração da eucaristia: a missa da vigília, a da noite, a da aurora e a do dia. Em relação à liturgia da Palavra, também se encontra uma abundância de textos bíblicos referentes às diversas celebrações. Na missa da vigília, se proclama as seguintes leituras: Is 62,1-5; At 13,16-17.22-25; Mt 1,1-25. Na da noite, temos: Is 9,1-3.5-6; Tt 2,11-14; Lc 2,1-14. Na da aurora: Is 62,11-12; Tt 3,4-7; Lc 2,15-20. Por fim, na celebração do dia: Is 52,7-10; Hb 1,1-6; Jo 1,1-18. Toda essa riqueza da liturgia da Igreja revela o cuidado e o amor que os cristãos têm na celebração do mistério do nascimento do salvador.

Os quatro textos dos evangelhos escolhidos apresentam o tema do nascimento de Jesus. Na narrativa de São Mateus, na eucaristia da vigília, encontramos a ligação da vinda do Filho de Deus com a promessa da descendência messiânica-real davídica; “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (Mt 1,20). Juntando as missas da noite e a da aurora, temos o complexo de Lc 2,1-20 no qual lemos o relato propriamente do nascimento de Senhor. Nele, se plasma o quadro belíssimo da família de Nazaré, dos anjos jubilosos e dos maravilhados pastores: “Depois que os anjos foram embora, os pastores foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura” (cf. Lc 2,15-16). No texto proposto para missa do dia, a Igreja escuta o prólogo do Evangelho de João no qual se aprofunda teologicamente aqueles eventos apresentados nos sinóticos. Aquele nascimento é, verdadeiramente, a encarnação do Verbo de Deus, cuja missão é comunicar aos homens a graça e a vida divina: “O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem” (Jo 1,9).

Celebrar o Natal de nosso Senhor Jesus Cristo é fazer memória de seu nascimento e contemplar o seu valor soteriológico. Aquele menino nos braços de Maria, amparado por José, causa de louvor dos anjos e adorado pelos pastores é o “Jesus” (Deus salva), o “Emanuel” (o Deus conosco), o “Santo” (o Consagrado), o “Senhor” (o Unigênito de Deus), o “Cristo” (o Ungido) e o “Verbo de Deus” (a Palavra recriadora divina). Todos estes nomes – títulos cristológicos – revelam a identidade e a missão daquele recém-nascido. Possamos nós acolher a solenidade do Natal como o despontar do sol nascente de salvação que veio nos visitar.


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23/12/2016 00:00

Este ano a comemoração do Natal do Senhor Jesus coincide com a celebração do domingo. De fato, tal dia permite que a comunidade eclesial recorde o nascimento do Menino Jesus de sua mãe, a Virgem Maria, em Belém. Tal nascituro, na verdade, manifesta o tamanho do amor de Deus pelos homens – “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e nós vimos sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14) – e o alcance da salvação gratuita dispensada a eles – “Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus, aos que creem em seu nome” (Jo 1,12). Sim, no sentido mais pleno, a solenidade celebrada abre a Igreja para o mistério de Deus Filho e do projeto divino da adoção filial das pessoas.

Para chegar às alegrias natalinas, durante as últimas quatro semanas, a Igreja celebrou o tempo do Advento. Com isto, ela fez memória, na potência do Espírito Divino, dos eventos da história da salvação que precederam a primeira vinda do Filho de Deus. Desta forma, os seus fiéis foram alertados da necessidade de ficarem atentos e vigilantes na oração (1º domingo do Advento); exortados a produzirem frutos de conversão (2º domingo do Advento); incentivados a serem maiores do que João Batista pregando a misericórdia de Deus (3º domingo do Advento) e impulsionados a reorientar suas decisões a partir de Cristo (4º domingo do Advento). Agora, enfim, os discípulos mergulham propriamente na memória dos eventos do nascimento e da infância do Senhor.

O Natal do Senhor possui quatro formulários eucológicos para a celebração da eucaristia: a missa da vigília, a da noite, a da aurora e a do dia. Em relação à liturgia da Palavra, também se encontra uma abundância de textos bíblicos referentes às diversas celebrações. Na missa da vigília, se proclama as seguintes leituras: Is 62,1-5; At 13,16-17.22-25; Mt 1,1-25. Na da noite, temos: Is 9,1-3.5-6; Tt 2,11-14; Lc 2,1-14. Na da aurora: Is 62,11-12; Tt 3,4-7; Lc 2,15-20. Por fim, na celebração do dia: Is 52,7-10; Hb 1,1-6; Jo 1,1-18. Toda essa riqueza da liturgia da Igreja revela o cuidado e o amor que os cristãos têm na celebração do mistério do nascimento do salvador.

Os quatro textos dos evangelhos escolhidos apresentam o tema do nascimento de Jesus. Na narrativa de São Mateus, na eucaristia da vigília, encontramos a ligação da vinda do Filho de Deus com a promessa da descendência messiânica-real davídica; “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (Mt 1,20). Juntando as missas da noite e a da aurora, temos o complexo de Lc 2,1-20 no qual lemos o relato propriamente do nascimento de Senhor. Nele, se plasma o quadro belíssimo da família de Nazaré, dos anjos jubilosos e dos maravilhados pastores: “Depois que os anjos foram embora, os pastores foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura” (cf. Lc 2,15-16). No texto proposto para missa do dia, a Igreja escuta o prólogo do Evangelho de João no qual se aprofunda teologicamente aqueles eventos apresentados nos sinóticos. Aquele nascimento é, verdadeiramente, a encarnação do Verbo de Deus, cuja missão é comunicar aos homens a graça e a vida divina: “O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem” (Jo 1,9).

Celebrar o Natal de nosso Senhor Jesus Cristo é fazer memória de seu nascimento e contemplar o seu valor soteriológico. Aquele menino nos braços de Maria, amparado por José, causa de louvor dos anjos e adorado pelos pastores é o “Jesus” (Deus salva), o “Emanuel” (o Deus conosco), o “Santo” (o Consagrado), o “Senhor” (o Unigênito de Deus), o “Cristo” (o Ungido) e o “Verbo de Deus” (a Palavra recriadora divina). Todos estes nomes – títulos cristológicos – revelam a identidade e a missão daquele recém-nascido. Possamos nós acolher a solenidade do Natal como o despontar do sol nascente de salvação que veio nos visitar.


Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida