Arquidiocese do Rio de Janeiro

31º 20º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/05/2019

21 de Maio de 2019

O Senhor é a minha força!

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

21 de Maio de 2019

O Senhor é a minha força!

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

14/12/2016 00:00 - Atualizado em 15/12/2016 15:06

O Senhor é a minha força! 0

14/12/2016 00:00 - Atualizado em 15/12/2016 15:06

Alegra-se o coração do Arcebispo comemorar os cinco lustros da ordenação presbiteral de nosso dileto colaborador, o Exmo. D. Luiz Henrique da Silva Brito, que pela imposição das mãos do então Bispo de Campos, que foi meu antigo professor de Direito Canônico, o saudoso Dom João Corso, SDB. Ele subiu o altar da sua juventude na Catedral Diocesana do Santíssimo Salvador, em Campos dos Goytacazes. A celebração da comemoração arquidiocesana aconteceu neste dia 14 de dezembro, memória de São João da Cruz, na Igreja da Irmandade São Pedro, no Rio Comprido com ampla participação de bispos, padres, diáconos, seminaristas e povo de Deus. Estivemos unidos para junto com o nosso irmão agradecer a Deus por tão grandes dádivas.

Nascido em São Gonçalo, RJ, em 19 de maio de 1967, filho do piedoso casal Dona Narly da Silva Brito e Senhor João de Brito, cursou filosofia no Seminário Paulo VI, em Nova Iguaçu, RJ, e em nosso Seminário Arquidiocesano São José. A Teologia foi concluída no mesmo Seminário.

Dom Luiz depois de ter frequentado nosso Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico, concluiu, com louvor, em 2005, o seu mestrado em Roma, em teologia moral, na Pontifícia Universidade de Santa Cruz, da Prelazia da Santa Cruz do Opus Dei.

Como presbítero foi prefeito de disciplina no Seminário Arquidiocesano São José, no Rio de Janeiro, em 1990; Administrador Paroquial da Paróquia São Sebastião de Campos, em 1992; Coordenador da Pastoral Vocacional Diocesana de 1996 a 1998; Coordenador Diocesano de Pastoral, Regional Noroeste; Juiz Auditor da Câmara Eclesiástica de Campos; Pároco de Santo Antônio de Pádua de 1993 a 2003; Pároco de Santa Helena de 2006 a 2010; Chanceler do Bispado de Campos de 2007 a 2012; membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores de 2007 a 2012; Professor de Ética na Faculdade Eclesiástica de Filosofia de Campos de 2006 a 2012; Professor de Teologia Moral no Seminário Arquidiocesano São José, em Niterói, RJ, de 2008 a 2012; Defensor do Vínculo do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói, RJ; Diretor Espiritual no Seminário Diocesano Maria Imaculada, em Campos, RJ; Moderador da Cúria de Campos em 2011 e Pároco de São Benedito de 2010 a 2012.

Eleito Bispo Titular de Zallatta e nosso Auxiliar, em 29 de fevereiro de 2012, por mim foi consagrado Bispo, na Sé Catedral de São Sebastião em 12 de maio de 2012, escolhendo como lema: “Dominus fortitudo mea”, ou seja, “O Senhor é a minha força!”.

Faço público o meu agradecimento pela unidade e fraternidade entre nós compartilhada diuturnamente em nossas vidas, encontros e reuniões. D. Luiz Henrique assumiu a sua missão em nossa arquidiocese com dedicação e generosidade. Ao completar 25 anos de sacerdócio, o nosso abraço e os votos de muitas alegrias para os próximos decênios.

Nesta ocasião recordo a conferência do meu venerável irmão, o Eminentíssimo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado de Sua Santidade, em sua aula magna, proferida no cinquentenário da Universidade Católica Portuguesa, no dia 12 de outubro próximo passado, em que o Purpurado indica três lugares símbolos para a nossa Igreja: “Diaconia, comunhão e Palavra”.

  1. 1.      Igreja Diaconal

 Ensina o Cardeal Parolin: “Igreja diaconal significa uma Igreja que defende o próprio anúncio querigmático no seu caráter libertador, logo também caritativo, terapêutico, pastoral. Trata-se de uma figura que se funda no próprio modo como Jesus proclamou o anúncio do Reino. Ele anunciou a salvação seja opondo-se aos ídolos, seja colocando-se no meio de nós ‘como aquele que serve’(Lc 22,27). Mesmo possuindo uma natureza de Deus despojou-se a si próprio, não concebeu a natureza divina como algo a que se agarrar (cf. Fl 2,6-11). Não podemos, por isso, nem nos isolar, nem isolar, mas devemo-nos tornar caridade para os outros”(Cf. L’Osservatore Romano, número 42, quinta-feira, 20 de outubro de 2016, página 11).

  1. 2.      Igreja Comunhão.

É um belo testemunho ver o Bispo Auxiliar em unidade afetiva e efetiva com o Bispo Diocesano. O Bispo Auxiliar é colaborador do múnus próprio, imediato e ordinário do serviço do Bispo Diocesano auxiliando-o na tarefa mais urgente de criar comunhão eclesial. Em tempos difíceis, de tantas contestações de toda ordem, o Cardeal Parolin leciona que “temos necessidade de uma transmissão da fé que passe de boca em boca”. A missão da Igreja deve testemunhar a comunhão “participada, na qual possam reflorir e tornar-se publicamente disponíveis as melhores energias”, em que a “consciência e partilha de necessidades do nosso tempo... como verificação da comunhão que existe entre nós” (Cf. L’ Osservatore Romano, número 42, quinta-feira, 20 de outubro de 2016, página 11).

  1. 3.      Igreja que vive da Palavra de Deus.

Relembrando a Constituição Apostólica Dei Verbum, no seu capítulo VI, o Cardeal Parolin lembra que: “É necessário que cada pessoa tenha acesso à Sagrada Escritura, que a leia frequentemente, que aprenda a rezar com ela para conhecer autenticamente Jesus. Na Palavra, Deus educa o seu povo. Numa sociedade fragmentada, numa vida fragmentada, temos necessidade de cristãos que alcancem uma familiaridade orante e competente com a Palavra se quisermos abrir o futuro a uma história cultural cristã. Na Palavra reencontramos os nossos valores. Na Palavra podemos refundar uma cultura dialogante, respeitosa, politicamente responsável, consciente de si”(Cf. L’ Osservatore Romano, número 42, quinta-feira, 20 de outubro de 2016, página 12).

Portanto não só para os fiéis, mas principalmente para o Padre e para o Bispo: somos chamados a viver permanentemente servindo, como diáconos da caridade; em comunhão com Deus e com a Igreja em íntima sintonia com a Palavra de Deus, que é luz para nossos passos e lâmpada para os nossos pés.

Servidores da Igreja

Ao celebrarmos os vinte e cinco anos de ministério sacerdotal de D. Luiz Henrique lembramos que todos nós somos servidores de Deus em favor do Seu povo santo. Não podemos nos esquecer que fomos ordenados e configurados em Cristo para servir e não para sermos servidos.

Sempre atual é aquela famosa catequese do Papa Francisco que lembra que o Bispo é o primeiro que serve, da qual selecionamos alguns trechos: “Na presença e no ministério dos Bispos, dos presbíteros e dos diáconos podemos reconhecer o rosto autêntico da Igreja: é a Santa Mãe Igreja Hierárquica. E verdadeiramente, através destes irmãos escolhidos pelo Senhor e consagrados com o sacramento da Ordem, a Igreja exerce a sua maternidade: gera-nos no Batismo como cristãos, levando-nos a renascer em Cristo; vela sobre o nosso crescimento na fé; acompanha-nos rumo aos braços do Pai para receber o seu perdão; prepara-nos a mesa eucarística, onde nos nutre com a Palavra de Deus, com o Corpo e o Sangue de Jesus; invoca sobre nós a Bênção de Deus e a força do seu Espírito, sustentando-nos durante todo o percurso da nossa vida e afagando-nos com a sua ternura e carinho, sobretudo nos momentos mais delicados da provação, do sofrimento e da morte. Esta maternidade da Igreja exprime-se em especial na pessoa do Bispo e no seu ministério. Com efeito, assim como Jesus escolheu os Apóstolos e os enviou para anunciar o Evangelho e apascentar a grei, também os Bispos, seus sucessores, são postos à frente das comunidades cristãs como garantes da sua fé e sinal vivo da presença do Senhor no meio delas. Portanto, entendemos que não se trata de uma posição de prestígio, nem de um cargo honorífico”. O episcopado é um serviço. “A mentalidade mundana diz: «Este homem fez a carreira eclesiástica, tornou-se bispo!». Não, não, na Igreja não deve haver lugar para esta mentalidade. O episcopado é um serviço, não uma honorificência para se vangloriar. Ser Bispo quer dizer ter sempre diante dos olhos o exemplo de Jesus que, como Bom Pastor, veio não para ser servido, mas para servir (cf. Mt 20, 28; Mc 10, 45) e dar a vida pelas suas ovelhas (cf. Jo 10, 11). Os santos Bispos — na história da Igreja há muitos santos Bispos! — mostram-nos que este ministério não se procura, não se pede nem se compra, mas acolhe-se em obediência, não para se elevar, mas para se abaixar, como Jesus que «se humilhou a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz» (Fl 2, 8)...

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2014/documents/papa-francesco_20141105_udienza-generale.html, acessado pela última vez em 14 de dezembro de 2016).

Deus é a minha força!

Caríssimo irmão D. Luiz Henrique, agradecendo a Deus o seu ministério presbiteral e a sua preciosa colaboração como Bispo Auxiliar e, além de tantos outros serviços, também como Moderador da Cúria Metropolitana, que nesta comum oração da Igreja, que nos une, que nos coloca na escuta da Palavra de Deus e na constância do Espírito Santo, que buscamos as forças divinas para fazer sempre, como Vossa Excelência fez nestes vinte e cinco anos, o primordial na vida do presbítero: levar às pessoas a encontrar o Sagrado Coração do Cristo e experimentar a Sua compaixão e a misericórdia.

Continue, pela sua palavra, pelo seu exemplo e pelo seu testemunho, particularmente de amar as pessoas mais pobres, privilegiando as pessoas e no diálogo e na presença, estar nas periferias existenciais, não tendo medo de colocar os pés na poeira ou de amassar o barro de seus sapatos, para assim, de maneira crível, anunciar corajosamente o Evangelho.

Não há alegria maior para um padre do que doar a sua vida e dedicar, generosamente, o seu ministério presbiteral, que não é nosso, mas é de Cristo e da Igreja, em favor dos mais humildes, dos pecadores, dos que vivem privados da liberdade ou marcados por todas as violências.

Até aqui o Senhor, Sumo e eterno Sacerdote, princípio e fim de nosso serviço ministerial ajudou nosso caríssimo D. Luiz Henrique. E isso porque nosso jubilar, ciente que Deus é a força do seu ministério, colocou-se, integralmente, à escuta do Senhor e do Espírito, e assim, graças a Deus, nestes cinco lustros, pode, na alegria do serviço generoso, prestar profunda atenção ao homem e aos sinais dos tempos (cf. Const. Gaudium et spes, 4). Essa é a sua alegria, porque Deus é a sua força!

 

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

O Senhor é a minha força!

14/12/2016 00:00 - Atualizado em 15/12/2016 15:06

Alegra-se o coração do Arcebispo comemorar os cinco lustros da ordenação presbiteral de nosso dileto colaborador, o Exmo. D. Luiz Henrique da Silva Brito, que pela imposição das mãos do então Bispo de Campos, que foi meu antigo professor de Direito Canônico, o saudoso Dom João Corso, SDB. Ele subiu o altar da sua juventude na Catedral Diocesana do Santíssimo Salvador, em Campos dos Goytacazes. A celebração da comemoração arquidiocesana aconteceu neste dia 14 de dezembro, memória de São João da Cruz, na Igreja da Irmandade São Pedro, no Rio Comprido com ampla participação de bispos, padres, diáconos, seminaristas e povo de Deus. Estivemos unidos para junto com o nosso irmão agradecer a Deus por tão grandes dádivas.

Nascido em São Gonçalo, RJ, em 19 de maio de 1967, filho do piedoso casal Dona Narly da Silva Brito e Senhor João de Brito, cursou filosofia no Seminário Paulo VI, em Nova Iguaçu, RJ, e em nosso Seminário Arquidiocesano São José. A Teologia foi concluída no mesmo Seminário.

Dom Luiz depois de ter frequentado nosso Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico, concluiu, com louvor, em 2005, o seu mestrado em Roma, em teologia moral, na Pontifícia Universidade de Santa Cruz, da Prelazia da Santa Cruz do Opus Dei.

Como presbítero foi prefeito de disciplina no Seminário Arquidiocesano São José, no Rio de Janeiro, em 1990; Administrador Paroquial da Paróquia São Sebastião de Campos, em 1992; Coordenador da Pastoral Vocacional Diocesana de 1996 a 1998; Coordenador Diocesano de Pastoral, Regional Noroeste; Juiz Auditor da Câmara Eclesiástica de Campos; Pároco de Santo Antônio de Pádua de 1993 a 2003; Pároco de Santa Helena de 2006 a 2010; Chanceler do Bispado de Campos de 2007 a 2012; membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores de 2007 a 2012; Professor de Ética na Faculdade Eclesiástica de Filosofia de Campos de 2006 a 2012; Professor de Teologia Moral no Seminário Arquidiocesano São José, em Niterói, RJ, de 2008 a 2012; Defensor do Vínculo do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói, RJ; Diretor Espiritual no Seminário Diocesano Maria Imaculada, em Campos, RJ; Moderador da Cúria de Campos em 2011 e Pároco de São Benedito de 2010 a 2012.

Eleito Bispo Titular de Zallatta e nosso Auxiliar, em 29 de fevereiro de 2012, por mim foi consagrado Bispo, na Sé Catedral de São Sebastião em 12 de maio de 2012, escolhendo como lema: “Dominus fortitudo mea”, ou seja, “O Senhor é a minha força!”.

Faço público o meu agradecimento pela unidade e fraternidade entre nós compartilhada diuturnamente em nossas vidas, encontros e reuniões. D. Luiz Henrique assumiu a sua missão em nossa arquidiocese com dedicação e generosidade. Ao completar 25 anos de sacerdócio, o nosso abraço e os votos de muitas alegrias para os próximos decênios.

Nesta ocasião recordo a conferência do meu venerável irmão, o Eminentíssimo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado de Sua Santidade, em sua aula magna, proferida no cinquentenário da Universidade Católica Portuguesa, no dia 12 de outubro próximo passado, em que o Purpurado indica três lugares símbolos para a nossa Igreja: “Diaconia, comunhão e Palavra”.

  1. 1.      Igreja Diaconal

 Ensina o Cardeal Parolin: “Igreja diaconal significa uma Igreja que defende o próprio anúncio querigmático no seu caráter libertador, logo também caritativo, terapêutico, pastoral. Trata-se de uma figura que se funda no próprio modo como Jesus proclamou o anúncio do Reino. Ele anunciou a salvação seja opondo-se aos ídolos, seja colocando-se no meio de nós ‘como aquele que serve’(Lc 22,27). Mesmo possuindo uma natureza de Deus despojou-se a si próprio, não concebeu a natureza divina como algo a que se agarrar (cf. Fl 2,6-11). Não podemos, por isso, nem nos isolar, nem isolar, mas devemo-nos tornar caridade para os outros”(Cf. L’Osservatore Romano, número 42, quinta-feira, 20 de outubro de 2016, página 11).

  1. 2.      Igreja Comunhão.

É um belo testemunho ver o Bispo Auxiliar em unidade afetiva e efetiva com o Bispo Diocesano. O Bispo Auxiliar é colaborador do múnus próprio, imediato e ordinário do serviço do Bispo Diocesano auxiliando-o na tarefa mais urgente de criar comunhão eclesial. Em tempos difíceis, de tantas contestações de toda ordem, o Cardeal Parolin leciona que “temos necessidade de uma transmissão da fé que passe de boca em boca”. A missão da Igreja deve testemunhar a comunhão “participada, na qual possam reflorir e tornar-se publicamente disponíveis as melhores energias”, em que a “consciência e partilha de necessidades do nosso tempo... como verificação da comunhão que existe entre nós” (Cf. L’ Osservatore Romano, número 42, quinta-feira, 20 de outubro de 2016, página 11).

  1. 3.      Igreja que vive da Palavra de Deus.

Relembrando a Constituição Apostólica Dei Verbum, no seu capítulo VI, o Cardeal Parolin lembra que: “É necessário que cada pessoa tenha acesso à Sagrada Escritura, que a leia frequentemente, que aprenda a rezar com ela para conhecer autenticamente Jesus. Na Palavra, Deus educa o seu povo. Numa sociedade fragmentada, numa vida fragmentada, temos necessidade de cristãos que alcancem uma familiaridade orante e competente com a Palavra se quisermos abrir o futuro a uma história cultural cristã. Na Palavra reencontramos os nossos valores. Na Palavra podemos refundar uma cultura dialogante, respeitosa, politicamente responsável, consciente de si”(Cf. L’ Osservatore Romano, número 42, quinta-feira, 20 de outubro de 2016, página 12).

Portanto não só para os fiéis, mas principalmente para o Padre e para o Bispo: somos chamados a viver permanentemente servindo, como diáconos da caridade; em comunhão com Deus e com a Igreja em íntima sintonia com a Palavra de Deus, que é luz para nossos passos e lâmpada para os nossos pés.

Servidores da Igreja

Ao celebrarmos os vinte e cinco anos de ministério sacerdotal de D. Luiz Henrique lembramos que todos nós somos servidores de Deus em favor do Seu povo santo. Não podemos nos esquecer que fomos ordenados e configurados em Cristo para servir e não para sermos servidos.

Sempre atual é aquela famosa catequese do Papa Francisco que lembra que o Bispo é o primeiro que serve, da qual selecionamos alguns trechos: “Na presença e no ministério dos Bispos, dos presbíteros e dos diáconos podemos reconhecer o rosto autêntico da Igreja: é a Santa Mãe Igreja Hierárquica. E verdadeiramente, através destes irmãos escolhidos pelo Senhor e consagrados com o sacramento da Ordem, a Igreja exerce a sua maternidade: gera-nos no Batismo como cristãos, levando-nos a renascer em Cristo; vela sobre o nosso crescimento na fé; acompanha-nos rumo aos braços do Pai para receber o seu perdão; prepara-nos a mesa eucarística, onde nos nutre com a Palavra de Deus, com o Corpo e o Sangue de Jesus; invoca sobre nós a Bênção de Deus e a força do seu Espírito, sustentando-nos durante todo o percurso da nossa vida e afagando-nos com a sua ternura e carinho, sobretudo nos momentos mais delicados da provação, do sofrimento e da morte. Esta maternidade da Igreja exprime-se em especial na pessoa do Bispo e no seu ministério. Com efeito, assim como Jesus escolheu os Apóstolos e os enviou para anunciar o Evangelho e apascentar a grei, também os Bispos, seus sucessores, são postos à frente das comunidades cristãs como garantes da sua fé e sinal vivo da presença do Senhor no meio delas. Portanto, entendemos que não se trata de uma posição de prestígio, nem de um cargo honorífico”. O episcopado é um serviço. “A mentalidade mundana diz: «Este homem fez a carreira eclesiástica, tornou-se bispo!». Não, não, na Igreja não deve haver lugar para esta mentalidade. O episcopado é um serviço, não uma honorificência para se vangloriar. Ser Bispo quer dizer ter sempre diante dos olhos o exemplo de Jesus que, como Bom Pastor, veio não para ser servido, mas para servir (cf. Mt 20, 28; Mc 10, 45) e dar a vida pelas suas ovelhas (cf. Jo 10, 11). Os santos Bispos — na história da Igreja há muitos santos Bispos! — mostram-nos que este ministério não se procura, não se pede nem se compra, mas acolhe-se em obediência, não para se elevar, mas para se abaixar, como Jesus que «se humilhou a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz» (Fl 2, 8)...

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2014/documents/papa-francesco_20141105_udienza-generale.html, acessado pela última vez em 14 de dezembro de 2016).

Deus é a minha força!

Caríssimo irmão D. Luiz Henrique, agradecendo a Deus o seu ministério presbiteral e a sua preciosa colaboração como Bispo Auxiliar e, além de tantos outros serviços, também como Moderador da Cúria Metropolitana, que nesta comum oração da Igreja, que nos une, que nos coloca na escuta da Palavra de Deus e na constância do Espírito Santo, que buscamos as forças divinas para fazer sempre, como Vossa Excelência fez nestes vinte e cinco anos, o primordial na vida do presbítero: levar às pessoas a encontrar o Sagrado Coração do Cristo e experimentar a Sua compaixão e a misericórdia.

Continue, pela sua palavra, pelo seu exemplo e pelo seu testemunho, particularmente de amar as pessoas mais pobres, privilegiando as pessoas e no diálogo e na presença, estar nas periferias existenciais, não tendo medo de colocar os pés na poeira ou de amassar o barro de seus sapatos, para assim, de maneira crível, anunciar corajosamente o Evangelho.

Não há alegria maior para um padre do que doar a sua vida e dedicar, generosamente, o seu ministério presbiteral, que não é nosso, mas é de Cristo e da Igreja, em favor dos mais humildes, dos pecadores, dos que vivem privados da liberdade ou marcados por todas as violências.

Até aqui o Senhor, Sumo e eterno Sacerdote, princípio e fim de nosso serviço ministerial ajudou nosso caríssimo D. Luiz Henrique. E isso porque nosso jubilar, ciente que Deus é a força do seu ministério, colocou-se, integralmente, à escuta do Senhor e do Espírito, e assim, graças a Deus, nestes cinco lustros, pode, na alegria do serviço generoso, prestar profunda atenção ao homem e aos sinais dos tempos (cf. Const. Gaudium et spes, 4). Essa é a sua alegria, porque Deus é a sua força!

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro