Arquidiocese do Rio de Janeiro

33º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/05/2019

24 de Maio de 2019

Reconciliai-vos com Deus!

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Reconciliai-vos com Deus!

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13/12/2016 00:00 - Atualizado em 14/12/2016 12:59

Reconciliai-vos com Deus! 0

13/12/2016 00:00 - Atualizado em 14/12/2016 12:59

Estamos no Advento: tempo de esperança e que nos recomenda uma séria preparação com as confissões. O Ano Mariano, com a concessão das indulgências, também supõe uma boa confissão. O Papa Francisco, no documento de encerramento do Ano Jubilar da Misericórdia, recomenda vivamente a prática da confissão sacramental.

A penitência são as atitudes e gestos que revelam a mudança interior, a conversão do coração. O Catecismo da Igreja Católica explica que “a conversão interior impele à expressão exterior com gestos e sinais visíveis, gestos e sinais de penitência”. (nº 1430). E o Catecismo completa, de modo muito preciso: “A penitência interior é uma radical reorientação de toda a vida, um retorno, uma conversão a Deus com todo o coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal, juntamente com a reprovação das más ações que cometemos”. (nº 1421). Observe-se bem: antes de falar diretamente no sacramento da Penitência, estamos falando numa profunda atitude de penitência. É que não tem sentido o sacramento sem a atitude interior; de nada adianta confessar-se sem o sincero sentido do pecado e o firme propósito de conversão. Desde já vai aparecendo claro que o Sacramento da Penitência insere-se numa atitude mais ampla de volta a Deus e no profundo sentido existencial que somos pecadores. Como diz o Salmista: “Um coração despedaçado e triturado, ó Deus, não rejeitarás! Cria em mim um coração puro, ó Deus; enraíza em mim um espírito novo”. (Sl 51,19. 12).

Pecado é uma ofensa a Deus; somente Ele pode perdoá-lo! Jesus, que é Deus bendito, tem o poder de perdoar os pecados: “O Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados sobre a Terra”. (Mc 2,10). Este poder, Ele concedeu à Igreja, para que o exerça em Seu nome: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,18); “O que ligares na Terra será ligado no céu, e o que desligares na Terra será desligado nos céus” (Mt 16,19); “Em verdade vos digo: tudo quanto ligardes na Terra será ligado no céu e tudo quanto desligardes na Terra será desligado no céu” (Mt 18,18). As passagens são claras: o Cristo, único que pode perdoar os pecados, deu à sua Igreja o poder de perdoar os pecados em Seu nome. Ligar e desligar significa, na linguagem rabínica do tempo de Jesus, excluir da comunhão com Deus e com a comunidade e acolher novamente na comunhão com Deus e a Igreja.

No caso do Sacramento da Penitência (Confissão), podemos citar alguns textos que mencionam e fundamentam este Sacramento. São os seguintes textos: “E eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e as portas do inferno nunca levarão vantagem sobre ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo que ligares na Terra será ligado nos céus, e tudo que desligares na Terra será desligado nos céus” (Mt 16,18s); “Após essas palavras, soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo! A quem perdoardes os pecados serão perdoados. A quem não perdoardes os pecados não serão perdoados” (Jo 20,22s). Assim, Cristo fez dos Apóstolos (e de seus sucessores) participantes do Seu próprio poder de perdoar os pecados, reconciliando os pecadores com Ele mesmo e com a sua Igreja.

Sabemos que o Tempo do Advento é tempo de preparação para o Natal do Senhor. Quantas pessoas, neste período, começam em suas casas a fazer uma reforma, uma pintura e uma faxina. Assim, também espiritualmente falando, somos convidados neste tempo do Advento, através do Sacramento da Penitência, a nos aproximar da reconciliação com Deus e com o nosso próximo. Mas estamos também no Ano Mariano, que supõe a prática da Confissão para acolher a indulgência plenária. Lembramos da recomendação do Papa Francisco, ao concluir o Ano Santo da Misericórdia, para que se intensificasse a prática da Confissão sacramental. Confessar-se é muito importante, pois é necessário limpar o nosso coração dos pecados e mágoas. É tempo de olharmos para dentro da casa do nosso coração e fazer a faxina geral. Em especial no Tempo do Advento é tempo de parar e refletir: o que fiz este ano? O que posso melhorar para o próximo ano? E, sem dúvida, é momento de agradecer a Deus.

Agradeço, desde já, aos caríssimos presbíteros de nossa Arquidiocese que, neste tempo de preparação do Natal, em mutirões de confissão ou individualmente, estão dedicando a atenção pastoral para o atendimento das confissões auriculares. Deus recompense a sua misericórdia pastoral! Exorto a todos os párocos de igrejas dedicadas a Nossa Senhora Aparecida para intensificarem a missão de reconciliação. Em geral, essa missão de confissão sacramental deverá ser ainda mais difundida em toda a Arquidiocese, por recomendação do Papa Francisco.

Que todos nós nos aproximemos do Sacramento da Reconciliação e, consequentemente, da misericórdia de Deus. Ele nos ama, e na figura do Pai da parábola do “Filho Pródigo”, Deus sempre nos acolhe. Informe-se da data que em sua paróquia ou nos arredores haverá os mutirões de confissões. Aproveitemos cada instante desses momentos propícios, e vivamos com alegria uma vida cristã em contínua conversão.

 

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Reconciliai-vos com Deus!

13/12/2016 00:00 - Atualizado em 14/12/2016 12:59

Estamos no Advento: tempo de esperança e que nos recomenda uma séria preparação com as confissões. O Ano Mariano, com a concessão das indulgências, também supõe uma boa confissão. O Papa Francisco, no documento de encerramento do Ano Jubilar da Misericórdia, recomenda vivamente a prática da confissão sacramental.

A penitência são as atitudes e gestos que revelam a mudança interior, a conversão do coração. O Catecismo da Igreja Católica explica que “a conversão interior impele à expressão exterior com gestos e sinais visíveis, gestos e sinais de penitência”. (nº 1430). E o Catecismo completa, de modo muito preciso: “A penitência interior é uma radical reorientação de toda a vida, um retorno, uma conversão a Deus com todo o coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal, juntamente com a reprovação das más ações que cometemos”. (nº 1421). Observe-se bem: antes de falar diretamente no sacramento da Penitência, estamos falando numa profunda atitude de penitência. É que não tem sentido o sacramento sem a atitude interior; de nada adianta confessar-se sem o sincero sentido do pecado e o firme propósito de conversão. Desde já vai aparecendo claro que o Sacramento da Penitência insere-se numa atitude mais ampla de volta a Deus e no profundo sentido existencial que somos pecadores. Como diz o Salmista: “Um coração despedaçado e triturado, ó Deus, não rejeitarás! Cria em mim um coração puro, ó Deus; enraíza em mim um espírito novo”. (Sl 51,19. 12).

Pecado é uma ofensa a Deus; somente Ele pode perdoá-lo! Jesus, que é Deus bendito, tem o poder de perdoar os pecados: “O Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados sobre a Terra”. (Mc 2,10). Este poder, Ele concedeu à Igreja, para que o exerça em Seu nome: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,18); “O que ligares na Terra será ligado no céu, e o que desligares na Terra será desligado nos céus” (Mt 16,19); “Em verdade vos digo: tudo quanto ligardes na Terra será ligado no céu e tudo quanto desligardes na Terra será desligado no céu” (Mt 18,18). As passagens são claras: o Cristo, único que pode perdoar os pecados, deu à sua Igreja o poder de perdoar os pecados em Seu nome. Ligar e desligar significa, na linguagem rabínica do tempo de Jesus, excluir da comunhão com Deus e com a comunidade e acolher novamente na comunhão com Deus e a Igreja.

No caso do Sacramento da Penitência (Confissão), podemos citar alguns textos que mencionam e fundamentam este Sacramento. São os seguintes textos: “E eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e as portas do inferno nunca levarão vantagem sobre ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo que ligares na Terra será ligado nos céus, e tudo que desligares na Terra será desligado nos céus” (Mt 16,18s); “Após essas palavras, soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo! A quem perdoardes os pecados serão perdoados. A quem não perdoardes os pecados não serão perdoados” (Jo 20,22s). Assim, Cristo fez dos Apóstolos (e de seus sucessores) participantes do Seu próprio poder de perdoar os pecados, reconciliando os pecadores com Ele mesmo e com a sua Igreja.

Sabemos que o Tempo do Advento é tempo de preparação para o Natal do Senhor. Quantas pessoas, neste período, começam em suas casas a fazer uma reforma, uma pintura e uma faxina. Assim, também espiritualmente falando, somos convidados neste tempo do Advento, através do Sacramento da Penitência, a nos aproximar da reconciliação com Deus e com o nosso próximo. Mas estamos também no Ano Mariano, que supõe a prática da Confissão para acolher a indulgência plenária. Lembramos da recomendação do Papa Francisco, ao concluir o Ano Santo da Misericórdia, para que se intensificasse a prática da Confissão sacramental. Confessar-se é muito importante, pois é necessário limpar o nosso coração dos pecados e mágoas. É tempo de olharmos para dentro da casa do nosso coração e fazer a faxina geral. Em especial no Tempo do Advento é tempo de parar e refletir: o que fiz este ano? O que posso melhorar para o próximo ano? E, sem dúvida, é momento de agradecer a Deus.

Agradeço, desde já, aos caríssimos presbíteros de nossa Arquidiocese que, neste tempo de preparação do Natal, em mutirões de confissão ou individualmente, estão dedicando a atenção pastoral para o atendimento das confissões auriculares. Deus recompense a sua misericórdia pastoral! Exorto a todos os párocos de igrejas dedicadas a Nossa Senhora Aparecida para intensificarem a missão de reconciliação. Em geral, essa missão de confissão sacramental deverá ser ainda mais difundida em toda a Arquidiocese, por recomendação do Papa Francisco.

Que todos nós nos aproximemos do Sacramento da Reconciliação e, consequentemente, da misericórdia de Deus. Ele nos ama, e na figura do Pai da parábola do “Filho Pródigo”, Deus sempre nos acolhe. Informe-se da data que em sua paróquia ou nos arredores haverá os mutirões de confissões. Aproveitemos cada instante desses momentos propícios, e vivamos com alegria uma vida cristã em contínua conversão.

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro