Arquidiocese do Rio de Janeiro

33º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/05/2019

23 de Maio de 2019

Novos Diáconos Permanentes

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

23 de Maio de 2019

Novos Diáconos Permanentes

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

10/12/2016 00:00 - Atualizado em 12/12/2016 11:16

Novos Diáconos Permanentes 0

10/12/2016 00:00 - Atualizado em 12/12/2016 11:16

A Igreja Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro acolheu no seu clero oito novos diáconos permanentes na manhã deste sábado que antecede ao Domingo Gaudete do Advento. Eles foram por mim ordenados. Demos graças a Deus por este grande benefício em favor da ação evangelizadora da Arquidiocese. 

Quero publicamente manifestar meu agradecimento ao maravilhoso da Escola Diaconal Santo Efrem. Na pessoa do seu diretor, o Revmo. Pe. Jorge André Pimentel quero agradecer toda a formação que a Escola Diaconal desenvolveu na formação dos futuros diáconos. Oriundos das mais diversas paróquias estes oito novos diáconos constituíram famílias, dando edificante exemplo de família alicerçadas nos valores do Evangelho, reafirmando a convicção da Igreja que no casamento sacramental está o tesouro da Igreja. Agradecidos a Deus pela formação da Escola Diaconal Santo Efrem que na acurada e dedica formação acadêmica, pastoral e humana, com a importante convivência nas paróquias em que trabalharam pastoralmente estes diáconos são doravante aqueles que vão desenvolver o seu ofício próprio de servidores do Evangelho. Eles vão exercer o diaconato permanente tendo a graça de cuidar das famílias, sendo bons pais, excelentes esposos, que se preocupem com a família caminhe na fé. Como diáconos eles irão servir, como disse Jesus: eu estou no meio de vocês como Aquele que serve.

Louvamos a Deus por estes grandes dons que o Senhor nos concede em meio tantas dificuldades do mundo de hoje, mas que,  a cada instante no meio do caos em que estamos mergulhados com tantas pessoas insatisfeitas e em muitas crises, mesmo assim, temos boas notícias que mostram a ação de Deus na história, na vida das pessoas, da disponibilidade das pessoas que se colocam, como estes diáconos, ao serviço dos irmãos e das irmãs por causa da grande Boa Notícia que é o Evangelho do Senhor.

Como diáconos permanentes eles estarão disponíveis e vocacionados para o serviço do altar, da Palavra e da Caridade.

Sabemos que a missão do diácono permanente, na liturgia, é de assistir ao Bispo e aos presbíteros na celebração dos divinos mistérios, especialmente na Eucaristia, como ministro ordinário da Comunhão Eucarística. O diácono assiste e abençoa os matrimônios. Proclama o Evangelho. Assiste as exéquias e funerais. O diácono permanente batiza, celebra a Liturgia da Palavra, prega, evangeliza e catequisa. Poprém não preside a Eucaristia e nem ouve confissões.

Dentro da missão da Igreja ordenar oito novos diáconos são sinais que nos devem encher o coração de alegria para louvar o Senhor. No mundo que privilegia as más notícias, e com tanta maldade e perversidade destrói vidas, temos muitas vezes na Igreja o contrário: o espaço para a Boa Notícia por excelência, que é Jesus Cristo, e aqueles que buscam a Cristo e experimentam e vivem a Sua luz.

Em tempos de caminhos tortuosos, de violência urbana e de violência cibernética, precisamos preparar a nossa vida, abaixando as montanhas de nosso orgulho, consertando as estradas e tapando os buracos de nossas omissões somos chamados a aprofundar este encontro com o Senhor. Enquanto aguardamos a vinda de Jesus no final dos tempos, temos a urgência da evangelização (evangeli já), na alegria de servir e de anunciar que Ele está no meio de nós. Cônscios dessa grande notícia, para dizer ao mundo, nas nossas famílias, nas paróquias, em nossa cidade, em nossa Arquidiocese e no mundo, que Ele é a luz que os homens procuram e que veio para iluminar a todo homem que  está nesse mundo proporcionando uma nova vida, em que a luz de Cristo brilha ardentemente.

Os diáconos são ordenados para o serviço e desde os primórdios da Igreja, servem aos pobres, tem o serviço da caridade, mas também estão disponíveis para o serviço litúrgico. Foi o Concilio Vaticano II que restaurou o diaconato permanente. Isso tem sido uma bênção para o serviço do povo de Deus, pois é sinal de toda Igreja que é chamada a ser servidora. Homens casados, com a sua profissão e a sua família, recordam, como diáconos permanentes, a todos nós a missão servidora da Igreja que anuncia ao mundo, pelo testemunho, pela palavra e pela missão o kerigma da salvação.

O Papa Francisco, no Jubileu dos diáconos permanentes, disse que: “Por outras palavras, se evangelizar é a missão dada a cada cristão no Batismo, servir é o estilo segundo o qual viver a missão, o único modo de ser discípulo de Jesus. É sua testemunha quem faz como Ele: quem serve os irmãos e as irmãs, sem se cansar de Cristo humilde, sem se cansar da vida cristã que é vida de serviço. ” “Quem serve não é escravo de quanto estabelece a agenda, mas, dócil de coração, está disponível para o não-programado: pronto para o irmão e aberto ao imprevisto, que nunca falta sendo muitas vezes a surpresa diária de Deus. ” O servidor “está aberto à surpresa, às surpresas diárias de Deus”, acrescentou. “O servidor não dá importância aos horários. Fico com o coração doído quando vejo horário – nas paróquias – de tal hora a tal hora. E depois desse horário? Não tem porta aberta, não tem sacerdote, não tem diácono, não tem leigo que receba as pessoas... isso faz mal. É preciso não dar importância aos horários: ter essa coragem de deixar os horários de lado. ” “Manso e humilde são também os traços do serviço cristão, que é imitar Deus servindo os outros: acolhendo-os com amor paciente, sem nos cansarmos de os compreender, fazendo com que se sintam bem-vindos a casa, à comunidade eclesial, onde o maior não é quem manda, mas quem serve (Lc 22, 26). ” E jamais gritar com os outros: jamais, acrescentou. “Assim na mansidão, queridos diáconos, amadurecerá a vossa vocação de ministros da caridade”, ressaltou. ( http://br.radiovaticana.va/news/2016/05/29/papa_encontrar_e_acariciar_a_carne_do_senhor_nos_pobres/1233320, acessado pela última vez em 10 de dezembro de 2016).

Agradecendo a Deus pelos oito novos diáconos permanentes para a nossa Arquidiocese (completando assim 120 atualmente) gostaria de pedir orações de toda a Igreja em favor do ministério deles e daqueles que se preparam na Escola Diaconal Santo Efrem (70 participantes). O diácono se encontrou com Jesus Cristo e se coloca como servidor da missão evangelizadora. Para que saibamos, em meio do caos da sociedade, ser sinais do Senhor Jesus, pelo testemunho, pela palavra e pela caridade quando um novo mundo é testemunhado quando o alicerçamos em Cristo Senhor, contagiando o mundo com o belo, com o santo, que o coração do homem possa ser bom e fazer o bem aos irmãos e irmãs.

 

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

Novos Diáconos Permanentes

10/12/2016 00:00 - Atualizado em 12/12/2016 11:16

A Igreja Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro acolheu no seu clero oito novos diáconos permanentes na manhã deste sábado que antecede ao Domingo Gaudete do Advento. Eles foram por mim ordenados. Demos graças a Deus por este grande benefício em favor da ação evangelizadora da Arquidiocese. 

Quero publicamente manifestar meu agradecimento ao maravilhoso da Escola Diaconal Santo Efrem. Na pessoa do seu diretor, o Revmo. Pe. Jorge André Pimentel quero agradecer toda a formação que a Escola Diaconal desenvolveu na formação dos futuros diáconos. Oriundos das mais diversas paróquias estes oito novos diáconos constituíram famílias, dando edificante exemplo de família alicerçadas nos valores do Evangelho, reafirmando a convicção da Igreja que no casamento sacramental está o tesouro da Igreja. Agradecidos a Deus pela formação da Escola Diaconal Santo Efrem que na acurada e dedica formação acadêmica, pastoral e humana, com a importante convivência nas paróquias em que trabalharam pastoralmente estes diáconos são doravante aqueles que vão desenvolver o seu ofício próprio de servidores do Evangelho. Eles vão exercer o diaconato permanente tendo a graça de cuidar das famílias, sendo bons pais, excelentes esposos, que se preocupem com a família caminhe na fé. Como diáconos eles irão servir, como disse Jesus: eu estou no meio de vocês como Aquele que serve.

Louvamos a Deus por estes grandes dons que o Senhor nos concede em meio tantas dificuldades do mundo de hoje, mas que,  a cada instante no meio do caos em que estamos mergulhados com tantas pessoas insatisfeitas e em muitas crises, mesmo assim, temos boas notícias que mostram a ação de Deus na história, na vida das pessoas, da disponibilidade das pessoas que se colocam, como estes diáconos, ao serviço dos irmãos e das irmãs por causa da grande Boa Notícia que é o Evangelho do Senhor.

Como diáconos permanentes eles estarão disponíveis e vocacionados para o serviço do altar, da Palavra e da Caridade.

Sabemos que a missão do diácono permanente, na liturgia, é de assistir ao Bispo e aos presbíteros na celebração dos divinos mistérios, especialmente na Eucaristia, como ministro ordinário da Comunhão Eucarística. O diácono assiste e abençoa os matrimônios. Proclama o Evangelho. Assiste as exéquias e funerais. O diácono permanente batiza, celebra a Liturgia da Palavra, prega, evangeliza e catequisa. Poprém não preside a Eucaristia e nem ouve confissões.

Dentro da missão da Igreja ordenar oito novos diáconos são sinais que nos devem encher o coração de alegria para louvar o Senhor. No mundo que privilegia as más notícias, e com tanta maldade e perversidade destrói vidas, temos muitas vezes na Igreja o contrário: o espaço para a Boa Notícia por excelência, que é Jesus Cristo, e aqueles que buscam a Cristo e experimentam e vivem a Sua luz.

Em tempos de caminhos tortuosos, de violência urbana e de violência cibernética, precisamos preparar a nossa vida, abaixando as montanhas de nosso orgulho, consertando as estradas e tapando os buracos de nossas omissões somos chamados a aprofundar este encontro com o Senhor. Enquanto aguardamos a vinda de Jesus no final dos tempos, temos a urgência da evangelização (evangeli já), na alegria de servir e de anunciar que Ele está no meio de nós. Cônscios dessa grande notícia, para dizer ao mundo, nas nossas famílias, nas paróquias, em nossa cidade, em nossa Arquidiocese e no mundo, que Ele é a luz que os homens procuram e que veio para iluminar a todo homem que  está nesse mundo proporcionando uma nova vida, em que a luz de Cristo brilha ardentemente.

Os diáconos são ordenados para o serviço e desde os primórdios da Igreja, servem aos pobres, tem o serviço da caridade, mas também estão disponíveis para o serviço litúrgico. Foi o Concilio Vaticano II que restaurou o diaconato permanente. Isso tem sido uma bênção para o serviço do povo de Deus, pois é sinal de toda Igreja que é chamada a ser servidora. Homens casados, com a sua profissão e a sua família, recordam, como diáconos permanentes, a todos nós a missão servidora da Igreja que anuncia ao mundo, pelo testemunho, pela palavra e pela missão o kerigma da salvação.

O Papa Francisco, no Jubileu dos diáconos permanentes, disse que: “Por outras palavras, se evangelizar é a missão dada a cada cristão no Batismo, servir é o estilo segundo o qual viver a missão, o único modo de ser discípulo de Jesus. É sua testemunha quem faz como Ele: quem serve os irmãos e as irmãs, sem se cansar de Cristo humilde, sem se cansar da vida cristã que é vida de serviço. ” “Quem serve não é escravo de quanto estabelece a agenda, mas, dócil de coração, está disponível para o não-programado: pronto para o irmão e aberto ao imprevisto, que nunca falta sendo muitas vezes a surpresa diária de Deus. ” O servidor “está aberto à surpresa, às surpresas diárias de Deus”, acrescentou. “O servidor não dá importância aos horários. Fico com o coração doído quando vejo horário – nas paróquias – de tal hora a tal hora. E depois desse horário? Não tem porta aberta, não tem sacerdote, não tem diácono, não tem leigo que receba as pessoas... isso faz mal. É preciso não dar importância aos horários: ter essa coragem de deixar os horários de lado. ” “Manso e humilde são também os traços do serviço cristão, que é imitar Deus servindo os outros: acolhendo-os com amor paciente, sem nos cansarmos de os compreender, fazendo com que se sintam bem-vindos a casa, à comunidade eclesial, onde o maior não é quem manda, mas quem serve (Lc 22, 26). ” E jamais gritar com os outros: jamais, acrescentou. “Assim na mansidão, queridos diáconos, amadurecerá a vossa vocação de ministros da caridade”, ressaltou. ( http://br.radiovaticana.va/news/2016/05/29/papa_encontrar_e_acariciar_a_carne_do_senhor_nos_pobres/1233320, acessado pela última vez em 10 de dezembro de 2016).

Agradecendo a Deus pelos oito novos diáconos permanentes para a nossa Arquidiocese (completando assim 120 atualmente) gostaria de pedir orações de toda a Igreja em favor do ministério deles e daqueles que se preparam na Escola Diaconal Santo Efrem (70 participantes). O diácono se encontrou com Jesus Cristo e se coloca como servidor da missão evangelizadora. Para que saibamos, em meio do caos da sociedade, ser sinais do Senhor Jesus, pelo testemunho, pela palavra e pela caridade quando um novo mundo é testemunhado quando o alicerçamos em Cristo Senhor, contagiando o mundo com o belo, com o santo, que o coração do homem possa ser bom e fazer o bem aos irmãos e irmãs.

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro