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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 27/02/2017

27 de Fevereiro de 2017

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25/11/2016 00:00

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25/11/2016 00:00

O Ano Litúrgico começa com a celebração do primeiro domingo do Advento. Celebrando a memória do mistério pascal de Jesus Cristo, no arco anual, entramos em comunhão com os eventos da história salvífica, desde a esperança da vinda do Senhor até a consumação escatológica do Reino de Deus. A temática central desenvolvida na liturgia da palavra da celebração eucarística é a expectativa da Parusia e, a consequente, atenção e preparação requerida dos discípulos para receber “aquele que vem”. Assim, vivendo neste mundo o mandamento do amor, os cristãos aguardam a vitória final e a plenitude da vida.

De acordo com os evangelhos sinóticos, Jesus, no final de seu ministério, fez um grande discurso escatológico (cf. Mt 24; Mc 13; Lc 21). O texto evangélico apresentado neste domingo é uma parte desse discurso na narrativa de Mateus: Mt 24,37-44. Ele está estruturado em dois momentos: uma analogia entre o tempo do dilúvio e o dia da vinda do Filho do Homem (cf. Mt 24,37-41) e a imagem da entrada de um ladrão na casa de um homem (cf. Mt 24,42-44). O primeiro ponto trata da necessidade de levar a sério o anúncio do retorno do Senhor e o segundo, o fato do desconhecimento do dia certo da sua chegada.

O dia da vinda do Filho do homem será como foram os dias de Noé. Nesses dias, as pessoas davam mais atenção às suas necessidades físicas (comer e beber) e emocionais (casar-se) do que a sua dimensão espiritual (anúncio da purificação da humanidade através das águas do dilúvio). Eles reduziram a vida humana apenas ao nutrir-se e ao reproduzir-se, descurando da mensagem divina de conversão. Por isso, a sentença tão dura de Jesus: “E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos” (Mt 24,39). A mesma coisa, todavia, pode voltar a acontecer por ocasião da vinda escatológica do Senhor. Nas vicissitudes da vida, acaba por ocorrer uma desvirtuação das dimensões humanas na qual a vida se limita aos bens básicos e onde, ainda, se negligencia a espiritualidade.

Num segundo momento, Jesus anuncia o desconhecimento do momento exato da Parusia. Através da imagem de um ladrão que invade uma casa sem o proprietário saber – “Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada” (Mt 24,43) –, o texto trabalha a questão da necessidade da vigilância constante e de estar sempre preparado para o momento da chegada de Jesus. Por conseguinte, sem saber quando se dará o retorno de Cristo, os cristãos são convocados para valorizar cada momento da história, testemunhando a sua fé, a esperança e a caridade.

Por duas vezes aparece, então, advertências de Jesus aos seus ouvintes: “Portanto, ficai atentos! Porque não sabeis em que dia virá o Senhor”, (Mt 24,42) e “por isso, também vós ficais preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá” (Mt 24,44). Atentos e preparados caracterizam o estilo de vida dos discípulos diante da imprevisibilidade do momento da Parusia. Em meio a um ambiente e uma cultura caracterizados por uma busca exclusiva por bens materiais em detrimento dos valores espirituais, os discípulos são alertados para nunca esquecerem das promessas de vida plena e verdadeira feitas por Jesus.

Começando neste domingo o novo Ano Litúrgico, com o tempo do Advento, a Igreja é chamada a estar preparada e atenta para a chegada, em poder e glória, de Jesus Cristo. Na vivência perseverante do amor e do serviço a Deus e aos homens, a caminhada cristã vai ao encontro daquele que vem. “A última vinda do Senhor será semelhante à primeira, pois, do mesmo modo que os justos e os profetas o desejavam, crendo que ele apareceria na sua época, assim cada um dos atuais fiéis deseja recebê-lo na sua” – nos posiciona Santo Efrém. Que o desejo pelo encontro definitivo com o Senhor plasme a nossa vida em justiça e santidade.

 

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25/11/2016 00:00

O Ano Litúrgico começa com a celebração do primeiro domingo do Advento. Celebrando a memória do mistério pascal de Jesus Cristo, no arco anual, entramos em comunhão com os eventos da história salvífica, desde a esperança da vinda do Senhor até a consumação escatológica do Reino de Deus. A temática central desenvolvida na liturgia da palavra da celebração eucarística é a expectativa da Parusia e, a consequente, atenção e preparação requerida dos discípulos para receber “aquele que vem”. Assim, vivendo neste mundo o mandamento do amor, os cristãos aguardam a vitória final e a plenitude da vida.

De acordo com os evangelhos sinóticos, Jesus, no final de seu ministério, fez um grande discurso escatológico (cf. Mt 24; Mc 13; Lc 21). O texto evangélico apresentado neste domingo é uma parte desse discurso na narrativa de Mateus: Mt 24,37-44. Ele está estruturado em dois momentos: uma analogia entre o tempo do dilúvio e o dia da vinda do Filho do Homem (cf. Mt 24,37-41) e a imagem da entrada de um ladrão na casa de um homem (cf. Mt 24,42-44). O primeiro ponto trata da necessidade de levar a sério o anúncio do retorno do Senhor e o segundo, o fato do desconhecimento do dia certo da sua chegada.

O dia da vinda do Filho do homem será como foram os dias de Noé. Nesses dias, as pessoas davam mais atenção às suas necessidades físicas (comer e beber) e emocionais (casar-se) do que a sua dimensão espiritual (anúncio da purificação da humanidade através das águas do dilúvio). Eles reduziram a vida humana apenas ao nutrir-se e ao reproduzir-se, descurando da mensagem divina de conversão. Por isso, a sentença tão dura de Jesus: “E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos” (Mt 24,39). A mesma coisa, todavia, pode voltar a acontecer por ocasião da vinda escatológica do Senhor. Nas vicissitudes da vida, acaba por ocorrer uma desvirtuação das dimensões humanas na qual a vida se limita aos bens básicos e onde, ainda, se negligencia a espiritualidade.

Num segundo momento, Jesus anuncia o desconhecimento do momento exato da Parusia. Através da imagem de um ladrão que invade uma casa sem o proprietário saber – “Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada” (Mt 24,43) –, o texto trabalha a questão da necessidade da vigilância constante e de estar sempre preparado para o momento da chegada de Jesus. Por conseguinte, sem saber quando se dará o retorno de Cristo, os cristãos são convocados para valorizar cada momento da história, testemunhando a sua fé, a esperança e a caridade.

Por duas vezes aparece, então, advertências de Jesus aos seus ouvintes: “Portanto, ficai atentos! Porque não sabeis em que dia virá o Senhor”, (Mt 24,42) e “por isso, também vós ficais preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá” (Mt 24,44). Atentos e preparados caracterizam o estilo de vida dos discípulos diante da imprevisibilidade do momento da Parusia. Em meio a um ambiente e uma cultura caracterizados por uma busca exclusiva por bens materiais em detrimento dos valores espirituais, os discípulos são alertados para nunca esquecerem das promessas de vida plena e verdadeira feitas por Jesus.

Começando neste domingo o novo Ano Litúrgico, com o tempo do Advento, a Igreja é chamada a estar preparada e atenta para a chegada, em poder e glória, de Jesus Cristo. Na vivência perseverante do amor e do serviço a Deus e aos homens, a caminhada cristã vai ao encontro daquele que vem. “A última vinda do Senhor será semelhante à primeira, pois, do mesmo modo que os justos e os profetas o desejavam, crendo que ele apareceria na sua época, assim cada um dos atuais fiéis deseja recebê-lo na sua” – nos posiciona Santo Efrém. Que o desejo pelo encontro definitivo com o Senhor plasme a nossa vida em justiça e santidade.

 

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida