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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 30/05/2017

30 de Maio de 2017

Ideologia de gênero

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Ideologia de gênero

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18/11/2016 18:04 - Atualizado em 18/11/2016 18:05

Ideologia de gênero 0

18/11/2016 18:04 - Atualizado em 18/11/2016 18:05

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No cinema, chamado sétima arte, multiplicam-se filmes que abordam a diversidade sexual e a ideologia de gênero. Nas escolas e nas universidades organizam-se simpósios, concursos e debates sobre os direitos sexuais e os novos arranjos familiares. As cartilhas para o ensino fundamental e médio proliferam-se e são publicadas por muitas editoras, tratando de gênero e de relacionamentos amorosos entre crianças do mesmo sexo. Sem mencionar ainda outras inúmeras atividades, organizadas por órgãos ligados ao mundo jurídico, ao segmento formativo de professores e ao espaço da mídia nacional, percebe-se como essa ideologia adquiriu nesse início do século XXI um caráter onipresente e onisciente.

Presente em todas as partes e denominando-se a si mesmo como um progresso cultural, pedagógico e jurídico, a Ideologia de Gênero não permite nenhuma outra visão diferente da sexualidade humana.

Utilizando-se de estratégias bem planejadas e aplicadas nos três grandes campos de formação da opinião pública – educação, mídia e entretenimento, os ideólogos de gênero querem desconstruir a identidade do homem e da mulher, com um objetivo bem determinado: a formação de uma sociedade sem casamentos, sem família natural, sem distinção de idades, sem respeito à natureza humana, sem educação para a maturidade sexual e, finalmente, a criação de um mundo polimórfico no sexo.

O polimorfismo sexual é o alvo principal da Ideologia de Gênero. Para os seus pensadores e defensores não há mais homem nem mulher desde a sua concepção, mas sim indivíduos humanos, que prescindindo de sua natureza biológica e física, têm a liberdade de escolherem a sua identidade sexual, a que quiserem, de darem a orientação sexual que viverão, de combinarem, sem restrições éticas, as formas de relacionamentos sexuais que mais lhe apetecerem.

E o mais perigoso nessa escolha autônoma é que todas essas “novas formas” de ser pessoa, com a diversidade sexual querida, têm o mesmo valor antropológico e ético, e devem ser reconhecidas públicas e legalmente numa “sociedade evoluída”.

O que realmente está acontecendo por meio da Ideologia de Gênero, com seu caráter onipresente e onisciente?Uma revolução sexual? Não! Ela já aconteceu há algumas décadas atrás, nos anos 1960-1970.

Uma revolta contra o machismo dominador das mulheres? Não! Essa revolta já aconteceu no princípio do século XX com os feminismos de 1ª e 2ª geração, legítimos nos seus objetivos e métodos, dando à mulher o seu papel insubstituível na família e na sociedade.

O que está acontecendo é só libertinagem no campo da sexualidade humana? Também não! Sempre houve épocas históricas e grupos sociais que pautaram sua conduta pelo permissivismo ético na área sexual.

A Ideologia de Gênero pretende ser, e dá todas as provas demonstrativas dessa sua pretensão, o que todas as ideologias desconstrutivas querem ser: ditadora, tirânica, dominadora do pensamento e da liberdade humana.

Os seus ideólogos cederam diante da tentação mais presente na história da humanidade: a tentação de serem os árbitros do bem do mal.

Daí a periculosidade e a virulência dessa ideologia, quando ela penetra nas salas de aula das escolas brasileiras. Daí a sua nocividade quando ela atua nos espaços legislativos e judiciários. Daí a sua presença explosiva na área da mídia.

A Ideologia de Gênero não só destrói a família, não só desrespeita a dignidade do homem e da mulher, mas não dá espaço para a consciência humana julgar, com imparcialidade, o que é o bem e o mal em matéria da sexualidade humana.

O caminho para esclarecer e imunizar as inteligências das crianças e dos jovens, da classe política e dos professores, do povo e dos formadores da opinião pública começa pelo empenho constante dos pais e das pessoas de boa vontade em favor da formação extensa e profunda no conceito de natureza do homem e da mulher, do valor da paternidade e da maternidade, da grandeza e do papel social do casamento e da família, da necessidade de uma sociedade realmente humanizada e humanizadora.

Esse empenho formativo é o caminho mais eficaz para que a Ideologia de Gênero perca essa sua arbitrariedade orgulhosa, que a faz “dona” de uma visão progressiva do sexo nunca antes presente na história do mundo. Sem essa formação antropológica e humanitária, é muito fácil cair nas falácias dessa ditatorial ideologia.

“Deus os criou homem e mulher...”. Essa afirmação bíblica é o ponto de partida para se viver, com sabedoria e liberdade, a identidade sexuada e a orientação que dela se origina, e dar a luz que esclarecerá a inteligência das pessoas, que buscam conhecer quem são e quais suas dimensões mais valiosas.


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18/11/2016 18:04 - Atualizado em 18/11/2016 18:05

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No cinema, chamado sétima arte, multiplicam-se filmes que abordam a diversidade sexual e a ideologia de gênero. Nas escolas e nas universidades organizam-se simpósios, concursos e debates sobre os direitos sexuais e os novos arranjos familiares. As cartilhas para o ensino fundamental e médio proliferam-se e são publicadas por muitas editoras, tratando de gênero e de relacionamentos amorosos entre crianças do mesmo sexo. Sem mencionar ainda outras inúmeras atividades, organizadas por órgãos ligados ao mundo jurídico, ao segmento formativo de professores e ao espaço da mídia nacional, percebe-se como essa ideologia adquiriu nesse início do século XXI um caráter onipresente e onisciente.

Presente em todas as partes e denominando-se a si mesmo como um progresso cultural, pedagógico e jurídico, a Ideologia de Gênero não permite nenhuma outra visão diferente da sexualidade humana.

Utilizando-se de estratégias bem planejadas e aplicadas nos três grandes campos de formação da opinião pública – educação, mídia e entretenimento, os ideólogos de gênero querem desconstruir a identidade do homem e da mulher, com um objetivo bem determinado: a formação de uma sociedade sem casamentos, sem família natural, sem distinção de idades, sem respeito à natureza humana, sem educação para a maturidade sexual e, finalmente, a criação de um mundo polimórfico no sexo.

O polimorfismo sexual é o alvo principal da Ideologia de Gênero. Para os seus pensadores e defensores não há mais homem nem mulher desde a sua concepção, mas sim indivíduos humanos, que prescindindo de sua natureza biológica e física, têm a liberdade de escolherem a sua identidade sexual, a que quiserem, de darem a orientação sexual que viverão, de combinarem, sem restrições éticas, as formas de relacionamentos sexuais que mais lhe apetecerem.

E o mais perigoso nessa escolha autônoma é que todas essas “novas formas” de ser pessoa, com a diversidade sexual querida, têm o mesmo valor antropológico e ético, e devem ser reconhecidas públicas e legalmente numa “sociedade evoluída”.

O que realmente está acontecendo por meio da Ideologia de Gênero, com seu caráter onipresente e onisciente?Uma revolução sexual? Não! Ela já aconteceu há algumas décadas atrás, nos anos 1960-1970.

Uma revolta contra o machismo dominador das mulheres? Não! Essa revolta já aconteceu no princípio do século XX com os feminismos de 1ª e 2ª geração, legítimos nos seus objetivos e métodos, dando à mulher o seu papel insubstituível na família e na sociedade.

O que está acontecendo é só libertinagem no campo da sexualidade humana? Também não! Sempre houve épocas históricas e grupos sociais que pautaram sua conduta pelo permissivismo ético na área sexual.

A Ideologia de Gênero pretende ser, e dá todas as provas demonstrativas dessa sua pretensão, o que todas as ideologias desconstrutivas querem ser: ditadora, tirânica, dominadora do pensamento e da liberdade humana.

Os seus ideólogos cederam diante da tentação mais presente na história da humanidade: a tentação de serem os árbitros do bem do mal.

Daí a periculosidade e a virulência dessa ideologia, quando ela penetra nas salas de aula das escolas brasileiras. Daí a sua nocividade quando ela atua nos espaços legislativos e judiciários. Daí a sua presença explosiva na área da mídia.

A Ideologia de Gênero não só destrói a família, não só desrespeita a dignidade do homem e da mulher, mas não dá espaço para a consciência humana julgar, com imparcialidade, o que é o bem e o mal em matéria da sexualidade humana.

O caminho para esclarecer e imunizar as inteligências das crianças e dos jovens, da classe política e dos professores, do povo e dos formadores da opinião pública começa pelo empenho constante dos pais e das pessoas de boa vontade em favor da formação extensa e profunda no conceito de natureza do homem e da mulher, do valor da paternidade e da maternidade, da grandeza e do papel social do casamento e da família, da necessidade de uma sociedade realmente humanizada e humanizadora.

Esse empenho formativo é o caminho mais eficaz para que a Ideologia de Gênero perca essa sua arbitrariedade orgulhosa, que a faz “dona” de uma visão progressiva do sexo nunca antes presente na história do mundo. Sem essa formação antropológica e humanitária, é muito fácil cair nas falácias dessa ditatorial ideologia.

“Deus os criou homem e mulher...”. Essa afirmação bíblica é o ponto de partida para se viver, com sabedoria e liberdade, a identidade sexuada e a orientação que dela se origina, e dar a luz que esclarecerá a inteligência das pessoas, que buscam conhecer quem são e quais suas dimensões mais valiosas.


Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Autor

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro