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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 30/04/2017

30 de Abril de 2017

Escolas educadoras

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Escolas educadoras

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14/11/2016 16:14 - Atualizado em 14/11/2016 16:14

Escolas educadoras 0

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temp_titleescolas_educadoras_14112016161258

Nesse tempo da história do Brasil, marcado por uma profunda mudança cultural e social, a educação tornou-se alvo de inúmeros e diversos olhares.

As escolas, públicas e privadas, têm sobre si os olhares dos educadores especializados nos seus diversos ramos do saber, mas também de gestores e administradores de escolas, de psicólogos, médicos, políticos, policiais e, mais recentemente, olham para os estudantes as diversas ideologias.

Os ideólogos trazem para o mundo da educação, e para dentro das escolas, aquilo que “julgam” ser a nova ciência. Os alunos dos níveis médio, fundamental e universitário devem aprender, para serem conscientes e críticos dos tempos atuais em que vivem, as principais ideologias, que se autodenominam-se construtoras de um admirável mundo novo.

Segundo esses ideólogos, as escolas no Brasil deveriam ser o palco principal das ideias que estão presentes nos âmbitos sociais, econômicos, culturais e políticos.

Mas será que esse olhar dos ideólogos visa o mesmo objetivo dos educadores, sobretudo, do principal educador, que é a família brasileira? 

A resposta a esta questão pode ser questionada por muita gente, mas ela é, ou pelo menos deveria ser, mais considerada pelos pais, que confiam às escolas seus filhos, a fim de que eles saibam ser os futuros responsáveis pelo Brasil. A resposta é, simplesmente, não!

Os ideólogos não querem que as escolas sejam centros educativos, mas querem que as crianças e os jovens estudem num “campo de doutrinação”. As ideias próprias desses grupos de ideológos disfarçam e distorcem o que está acontecendo dentro dessa mudança de época, e querem criar uma doutrina certa e irrefutável, que ensinada nesses “campos”, asfixiam as inteligências humanas, que acabam morrendo precocemente.

À ideologia marxista, sustentada e divulgada por partidos de esquerda, junta-se a ideologia de gênero, pautada pelo polimorfismo sexual e pela destruição da família, acrescenta-se a ideologia neomalthusianista, que difunde a cultura da morte, grande promotora mundial do aborto diretamente procurado, soma-se a ideologia do capitalismo selvagem, que incute na mente da juventude que só o dinheiro e o poder econômico resolvem os problemas sociais e, finalmente, vem completar o quadro, a ideologia desconstrutora da realidade, para a qual não existem mais pessoas, mas apenas a linguagem que produz os objetos à medida que lhes atribui um nome, os classifica e os caracteriza.

Marxismo cultural + feminismo radical + neomalthusianismo + capitalismo materialista + desconstrutivismo social = ditadura do relativismo ético. Esta é a equação visualizada e bem disfarçada em cada quadro-negro pelos ideólogos.

Eles são atualmente os mais perigosos invasores das escolas e das universidades, e de um recinto onde se deve cultivar a sabedoria humana nasce o “campo de doutrinação de ideias”. Dentro dele as mentes infantis e dos jovens não mais raciocinam, não mais buscam as verdades e os valores, mas saem bem relativistas. Para as ideologias não existe o absoluto! Ninguém pode ensinar a verdade, o bem, nem a fé religiosa, já que o mundo escolar só pode ser um palco de debates, e não mais um areópago do saber humano.

Pais, educadores, governantes, todos que têm bons olhos voltados para as escolas no Brasil, reajam contra essa “invasão” ideológica! Seus filhos, seus alunos, seus cidadãos clamam e reclamam, nessa hora tão difícil do país, uma educação mais formadora e mais reveladora do ser humano, que há dentro deles.

Cada vez mais no campo da educação se sente a urgência de ensinar, com abundância de luz e de verdade, que o desenvolvimento pessoal e social das crianças e dos jovens só pode existir quando as escolas dão continuidade ao círculo primário da educação, que é a família.

Cada vez mais se deve olhar para as escolas e para as universidades brasileiras com uma visão, por um lado, purificada dessas ideologias manipuladoras da inteligência humana e, por outro lado, com olhos bem abertos, para favorecer assim o crescimento e o desenvolvimento intelectual, afetivo, estético, ético e social das crianças e dos jovens.

Cada vez mais a educação e a presença dos alunos nas escolas pedem dos educadores uma ardente paixão: ensinar aos alunos a grande matéria da vida, que é ser gente, ser pessoa íntegra e aberta à procura do bem e da verdade, ser cidadão comprometido com a construção de uma sociedade mais justa e respeitadora da dignidade humana.

A educação nas escolas só deve ser feita com ideais nobres e elevados pelos quais vale a pena estudar!

Quantas ideias enganadoras e manipuladoras invadem hoje as escolas, e levam os estudantes a perderem a vontade de estudar, e o que é muito perigoso, acaba criando neles o desejo de lutar contra tudo que vale a pena saber e vale a pena viver!

O Brasil e as famílias dessa imensa nação devem muito aos grandes educadores do passado! Valorizar corretamente e economicamente aos professores da rede pública e das escolas particulares, dar-lhes oportunidade de se atualizarem nos seus conhecimentos e metodologias, defendê-los dessas invasões ideológicas serão medidas que irão “ressuscitar” os grandes educadores de hoje, dos quais o futuro desse país irá depender.

Escolas educadoras são o arquétipo da pátria educadora!


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14/11/2016 16:14 - Atualizado em 14/11/2016 16:14

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Nesse tempo da história do Brasil, marcado por uma profunda mudança cultural e social, a educação tornou-se alvo de inúmeros e diversos olhares.

As escolas, públicas e privadas, têm sobre si os olhares dos educadores especializados nos seus diversos ramos do saber, mas também de gestores e administradores de escolas, de psicólogos, médicos, políticos, policiais e, mais recentemente, olham para os estudantes as diversas ideologias.

Os ideólogos trazem para o mundo da educação, e para dentro das escolas, aquilo que “julgam” ser a nova ciência. Os alunos dos níveis médio, fundamental e universitário devem aprender, para serem conscientes e críticos dos tempos atuais em que vivem, as principais ideologias, que se autodenominam-se construtoras de um admirável mundo novo.

Segundo esses ideólogos, as escolas no Brasil deveriam ser o palco principal das ideias que estão presentes nos âmbitos sociais, econômicos, culturais e políticos.

Mas será que esse olhar dos ideólogos visa o mesmo objetivo dos educadores, sobretudo, do principal educador, que é a família brasileira? 

A resposta a esta questão pode ser questionada por muita gente, mas ela é, ou pelo menos deveria ser, mais considerada pelos pais, que confiam às escolas seus filhos, a fim de que eles saibam ser os futuros responsáveis pelo Brasil. A resposta é, simplesmente, não!

Os ideólogos não querem que as escolas sejam centros educativos, mas querem que as crianças e os jovens estudem num “campo de doutrinação”. As ideias próprias desses grupos de ideológos disfarçam e distorcem o que está acontecendo dentro dessa mudança de época, e querem criar uma doutrina certa e irrefutável, que ensinada nesses “campos”, asfixiam as inteligências humanas, que acabam morrendo precocemente.

À ideologia marxista, sustentada e divulgada por partidos de esquerda, junta-se a ideologia de gênero, pautada pelo polimorfismo sexual e pela destruição da família, acrescenta-se a ideologia neomalthusianista, que difunde a cultura da morte, grande promotora mundial do aborto diretamente procurado, soma-se a ideologia do capitalismo selvagem, que incute na mente da juventude que só o dinheiro e o poder econômico resolvem os problemas sociais e, finalmente, vem completar o quadro, a ideologia desconstrutora da realidade, para a qual não existem mais pessoas, mas apenas a linguagem que produz os objetos à medida que lhes atribui um nome, os classifica e os caracteriza.

Marxismo cultural + feminismo radical + neomalthusianismo + capitalismo materialista + desconstrutivismo social = ditadura do relativismo ético. Esta é a equação visualizada e bem disfarçada em cada quadro-negro pelos ideólogos.

Eles são atualmente os mais perigosos invasores das escolas e das universidades, e de um recinto onde se deve cultivar a sabedoria humana nasce o “campo de doutrinação de ideias”. Dentro dele as mentes infantis e dos jovens não mais raciocinam, não mais buscam as verdades e os valores, mas saem bem relativistas. Para as ideologias não existe o absoluto! Ninguém pode ensinar a verdade, o bem, nem a fé religiosa, já que o mundo escolar só pode ser um palco de debates, e não mais um areópago do saber humano.

Pais, educadores, governantes, todos que têm bons olhos voltados para as escolas no Brasil, reajam contra essa “invasão” ideológica! Seus filhos, seus alunos, seus cidadãos clamam e reclamam, nessa hora tão difícil do país, uma educação mais formadora e mais reveladora do ser humano, que há dentro deles.

Cada vez mais no campo da educação se sente a urgência de ensinar, com abundância de luz e de verdade, que o desenvolvimento pessoal e social das crianças e dos jovens só pode existir quando as escolas dão continuidade ao círculo primário da educação, que é a família.

Cada vez mais se deve olhar para as escolas e para as universidades brasileiras com uma visão, por um lado, purificada dessas ideologias manipuladoras da inteligência humana e, por outro lado, com olhos bem abertos, para favorecer assim o crescimento e o desenvolvimento intelectual, afetivo, estético, ético e social das crianças e dos jovens.

Cada vez mais a educação e a presença dos alunos nas escolas pedem dos educadores uma ardente paixão: ensinar aos alunos a grande matéria da vida, que é ser gente, ser pessoa íntegra e aberta à procura do bem e da verdade, ser cidadão comprometido com a construção de uma sociedade mais justa e respeitadora da dignidade humana.

A educação nas escolas só deve ser feita com ideais nobres e elevados pelos quais vale a pena estudar!

Quantas ideias enganadoras e manipuladoras invadem hoje as escolas, e levam os estudantes a perderem a vontade de estudar, e o que é muito perigoso, acaba criando neles o desejo de lutar contra tudo que vale a pena saber e vale a pena viver!

O Brasil e as famílias dessa imensa nação devem muito aos grandes educadores do passado! Valorizar corretamente e economicamente aos professores da rede pública e das escolas particulares, dar-lhes oportunidade de se atualizarem nos seus conhecimentos e metodologias, defendê-los dessas invasões ideológicas serão medidas que irão “ressuscitar” os grandes educadores de hoje, dos quais o futuro desse país irá depender.

Escolas educadoras são o arquétipo da pátria educadora!


Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Autor

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro