Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/01/2017

19 de Janeiro de 2017

Outubro: mês missionário para os cristãos católicos

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21/10/2016 18:12 - Atualizado em 21/10/2016 18:12

Outubro: mês missionário para os cristãos católicos 0

21/10/2016 18:12 - Atualizado em 21/10/2016 18:12

Para a Igreja Católica, o mês de outubro é dedicado à missão, lembrando que a mesma nasce na recomendação do Senhor Jesus Cristo: “Ide pelo mundo e pregai o evangelho”. Ser missionário é abraçar uma causa maior, que dá sentido à vida presente e nos abre para o desejo transcendente da vida eterna; ser missionário é seguir os princípios do Evangelho, fazendo a experiência pessoal e comunitária da pessoa de Jesus Cristo; ser missionário é dar testemunho, com palavras e obras, dos valores da fé que vivenciamos em profundidade. Com o objetivo de oferecer subsídios concretos para a vida missionária, vivida em diferentes circunstâncias e variadas opções de vida, o calendário litúrgico da Igreja nos apresenta homens e mulheres que deram o testemunho vivo do significado do ser missionário.

A primeira figura humana a ser lembrada em duas datas, dias 7 e 12, é a da Virgem Maria que, como Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora do Rosário, é modelo de missionária, de quem ouviu a palavra de Deus e a colocou em prática. Outras figuras femininas são lembradas durante este mês, como duas doutoras da Igreja, Santa Teresinha de Lisieux e Santa Teresa D’Ávila. A primeira, proclamada padroeira das missões, viveu a mística de intimidade com Deus na simplicidade, cultivando os valores espirituais e dedicando-se a uma vida de oração. A segunda, por uma mística marcada pela profundidade da experiência com Deus, tendo-a como tema central, poeticamente, de maneira extraordinária. São lembradas também as figuras femininas de outras duas mulheres: Santa Edwiges, venerada como modelo de mãe e esposa leiga que, após viver o sofrimento da morte do esposo e dos cinco filhos, entregou-se à vida monástica, dedicada à oração; e Santa Margarida Maria de Alacoque, responsável por difundir a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

No horizonte masculino, muitas figuras são lembradas como missionários. Vejamos alguns exemplos que têm relação com diversos desafios dos dias atuais. Em um mundo onde a problemática do meio ambiente é cada vez mais candente, a memória de São Francisco de Assis deve ser fonte inspiradora da relação do ser humano com a natureza, e da sensibilidade que devemos ter com a obra da criação. Em uma sociedade como a nossa, em que a inclusão racial vem dando passos consideráveis, a figura de São Benedito, filho de escravo da Etiópia, é lembrada como a de alguém que esteve sempre ao lado dos pobres. Em uma Igreja que procura envolver os leigos nos ministérios, o exemplo de São Calixto não deixa de ser inspirador, pois foi ele quem conseguiu romper a proibição de conceder ordens sacras a candidatos casados. Em um mundo carente de testemunhos autênticos de Jesus Cristo, a memória dos apóstolos São Lucas, São Judas Tadeu e São Simão nos inspira na busca permanente da verdade, deixando de lado o sensacionalismo superficial das notícias, e procurando, na autenticidade dos fatos, expressar a entrega incondicional dos valores do reino de Deus. Em uma sociedade que procura valorizar o professor, a lembrança de Santo Antônio Maria de Claret nos mostra um exemplo de mestre que procurou escrever e anunciar os valores da vida cristã. No imaginário brasileiro, que reconhece a santidade daqueles sacerdotes que se dedicam em palavras e obras, em favor do povo de Deus, Santo Antônio Galvão é lembrado com carinho. Finalmente, o mês de outubro se encerra na simplicidade de um viúvo, Santo Afonso Rodrigues, que procurou viver sua vocação missionária na rotina de uma portaria de um colégio dos jesuítas, provando que é possível fazer o bem e testemunhar a simplicidade nas pequenas coisas.


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Outubro: mês missionário para os cristãos católicos

21/10/2016 18:12 - Atualizado em 21/10/2016 18:12

Para a Igreja Católica, o mês de outubro é dedicado à missão, lembrando que a mesma nasce na recomendação do Senhor Jesus Cristo: “Ide pelo mundo e pregai o evangelho”. Ser missionário é abraçar uma causa maior, que dá sentido à vida presente e nos abre para o desejo transcendente da vida eterna; ser missionário é seguir os princípios do Evangelho, fazendo a experiência pessoal e comunitária da pessoa de Jesus Cristo; ser missionário é dar testemunho, com palavras e obras, dos valores da fé que vivenciamos em profundidade. Com o objetivo de oferecer subsídios concretos para a vida missionária, vivida em diferentes circunstâncias e variadas opções de vida, o calendário litúrgico da Igreja nos apresenta homens e mulheres que deram o testemunho vivo do significado do ser missionário.

A primeira figura humana a ser lembrada em duas datas, dias 7 e 12, é a da Virgem Maria que, como Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora do Rosário, é modelo de missionária, de quem ouviu a palavra de Deus e a colocou em prática. Outras figuras femininas são lembradas durante este mês, como duas doutoras da Igreja, Santa Teresinha de Lisieux e Santa Teresa D’Ávila. A primeira, proclamada padroeira das missões, viveu a mística de intimidade com Deus na simplicidade, cultivando os valores espirituais e dedicando-se a uma vida de oração. A segunda, por uma mística marcada pela profundidade da experiência com Deus, tendo-a como tema central, poeticamente, de maneira extraordinária. São lembradas também as figuras femininas de outras duas mulheres: Santa Edwiges, venerada como modelo de mãe e esposa leiga que, após viver o sofrimento da morte do esposo e dos cinco filhos, entregou-se à vida monástica, dedicada à oração; e Santa Margarida Maria de Alacoque, responsável por difundir a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

No horizonte masculino, muitas figuras são lembradas como missionários. Vejamos alguns exemplos que têm relação com diversos desafios dos dias atuais. Em um mundo onde a problemática do meio ambiente é cada vez mais candente, a memória de São Francisco de Assis deve ser fonte inspiradora da relação do ser humano com a natureza, e da sensibilidade que devemos ter com a obra da criação. Em uma sociedade como a nossa, em que a inclusão racial vem dando passos consideráveis, a figura de São Benedito, filho de escravo da Etiópia, é lembrada como a de alguém que esteve sempre ao lado dos pobres. Em uma Igreja que procura envolver os leigos nos ministérios, o exemplo de São Calixto não deixa de ser inspirador, pois foi ele quem conseguiu romper a proibição de conceder ordens sacras a candidatos casados. Em um mundo carente de testemunhos autênticos de Jesus Cristo, a memória dos apóstolos São Lucas, São Judas Tadeu e São Simão nos inspira na busca permanente da verdade, deixando de lado o sensacionalismo superficial das notícias, e procurando, na autenticidade dos fatos, expressar a entrega incondicional dos valores do reino de Deus. Em uma sociedade que procura valorizar o professor, a lembrança de Santo Antônio Maria de Claret nos mostra um exemplo de mestre que procurou escrever e anunciar os valores da vida cristã. No imaginário brasileiro, que reconhece a santidade daqueles sacerdotes que se dedicam em palavras e obras, em favor do povo de Deus, Santo Antônio Galvão é lembrado com carinho. Finalmente, o mês de outubro se encerra na simplicidade de um viúvo, Santo Afonso Rodrigues, que procurou viver sua vocação missionária na rotina de uma portaria de um colégio dos jesuítas, provando que é possível fazer o bem e testemunhar a simplicidade nas pequenas coisas.


Pe. Josafá Carlos de Siqueira
Autor

Pe. Josafá Carlos de Siqueira

Reitor da PUC-Rio