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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/05/2019

21 de Maio de 2019

Infância Missionária

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Infância Missionária

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21/10/2016 12:07 - Atualizado em 21/10/2016 12:07

Infância Missionária 0

21/10/2016 12:07 - Atualizado em 21/10/2016 12:07

Neste mês das missões, junto com o Dia Mundial das Missões comemoramos também o Dia da Obra Pontifícia da Infância Missionária. Evento a ser aprofundado neste tempo de tantas necessidades.

O motivo primordial da missão é e sempre será o mandato missionário que Jesus Cristo deu aos apóstolos e aos discípulos no termo de sua existência terrena. É um ato de obediência fundamental que a Igreja deve prestar, até o fim da História, à vontade de seu autor. Por isso, a Igreja procurou sempre tomar consciência de sua natureza evangelizadora.

A grande missão da Igreja concretiza-se na preocupação com a criatura humana em sua totalidade. Não é preocupação com uma salvação abstrata, mas compromisso de fé com o ser humano, com seu crescimento no seguimento de Jesus e com sua plena realização em todos os sentidos, porque entre evangelização e promoção humana — como sabiamente afirmou o Papa Paulo VI — existem de fato laços profundos.

A Igreja missionária a serviço do Evangelho faz dela uma de suas características fundamentais. Optar pelo pobre "é condição necessária e irrenunciável do caráter evangélico da ação da Igreja". (CNBB Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora, 194). É claro que assumir, sem meios termos, a causa dos excluídos e excluídas exige uma verdadeira reviravolta na própria vida. É preciso entrar naquele processo de "metanoia" (mudança de mentalidade), do qual fala o Evangelho.

A evangelização exprime a identidade, a vocação própria da Igreja, sua missão essencial: "Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade". (Paulo VI "Evangelii nuntiandi", 14).

A Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM) foi fundada por Dom Carlos Forbin-Janson, Bispo de Nancy, França, em 19 de maio de 1843. Carlos Forbin Janson sempre se interessou muito pela realidade e evangelização dos povos. Já na adolescência, manteve estreita ligação com os missionários da China. Seu desejo era ir à China e ser missionário com os missionários.

Embora tenha nascido para socorrer a triste situação das crianças chinesas, logo abriu seus horizontes para o mundo inteiro. O resgate, o batismo, o sustento e a educação das crianças dos povos que não conhecem Jesus Cristo foram, desde o início, os objetivos da Infância e Adolescência Missionária. Um plano ambicioso: prestar todos os socorros materiais, morais, intelectuais e religiosos de que necessitam as crianças de todos os lugares, culturas, raças e crenças.

Dom Carlos tinha em mente visitar uma após a outra as nações da Europa, pregando esta nova cruzada de batismo, educação e resgate das crianças chinesas, e, uma vez garantida a Obra, embarcar ele próprio para aquele país, onde esperava que Deus lhe desse a graça de misturar seu sangue ao sangue dos outros mártires. Mas, esgotado com tanta atividade, sua saúde não resistiu, enquanto sua Obra ia se difundindo. No dia de sua morte repentina, em 11 de julho de 1844, a Obra da Santa Infância estava estabelecida em 65 dioceses. Hoje, a IAM está presente em todos os continentes, em mais de 130 países.

Em 2003, por ocasião dos 160 anos da fundação da Obra Pontifícia da Infância Missionária, Sua Santidade, o Papa São João Paulo II, enviou às crianças do mundo inteiro uma mensagem. Nela, entre outras coisas, recordava: “Na primeira metade do século 19, a Europa viveu uma grande expansão missionária, e a Igreja, consciente do potencial missionário da infância, começou a pedir a elas que se tornassem protagonistas no anúncio do Evangelho às outras crianças. (...) Em pouco tempo, esta iniciativa missionária de apoio material e espiritual ultrapassou as fronteiras da França e espalhou-se por outros países”.

A Infância Missionária tem por finalidade levar à frente e suscitar nas crianças o espírito missionário. “Crianças ajudam e evangelizam crian­ças”. “São crianças em favor de outras crianças”. Os grandes exemplos das missões são Santa Teresinha do Menino Jesus e São Francisco Xavier, ambos padroeiros das missões. Os objetivos da Infância Missionária são: 1- salvar as crianças da miséria e da morte; 2- batizá-las e educá-las como cristãs; 3- prepará-las para serem apóstolas de outras crianças, orientando-as na vocação e profissão.

Bendito a Deus por todos aqueles que fazem parte desta bonita iniciativa missionária, pois, levar a Palavra de Deus ao próximo e dar a dignidade ao outro é a nossa missão. Agradeço a tantas crianças e jovens que ouviram o clamor do Apostolo Paulo: “Ai de mim, se eu não Evangelizar” (1Cor 9,16).

            
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Infância Missionária

21/10/2016 12:07 - Atualizado em 21/10/2016 12:07

Neste mês das missões, junto com o Dia Mundial das Missões comemoramos também o Dia da Obra Pontifícia da Infância Missionária. Evento a ser aprofundado neste tempo de tantas necessidades.

O motivo primordial da missão é e sempre será o mandato missionário que Jesus Cristo deu aos apóstolos e aos discípulos no termo de sua existência terrena. É um ato de obediência fundamental que a Igreja deve prestar, até o fim da História, à vontade de seu autor. Por isso, a Igreja procurou sempre tomar consciência de sua natureza evangelizadora.

A grande missão da Igreja concretiza-se na preocupação com a criatura humana em sua totalidade. Não é preocupação com uma salvação abstrata, mas compromisso de fé com o ser humano, com seu crescimento no seguimento de Jesus e com sua plena realização em todos os sentidos, porque entre evangelização e promoção humana — como sabiamente afirmou o Papa Paulo VI — existem de fato laços profundos.

A Igreja missionária a serviço do Evangelho faz dela uma de suas características fundamentais. Optar pelo pobre "é condição necessária e irrenunciável do caráter evangélico da ação da Igreja". (CNBB Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora, 194). É claro que assumir, sem meios termos, a causa dos excluídos e excluídas exige uma verdadeira reviravolta na própria vida. É preciso entrar naquele processo de "metanoia" (mudança de mentalidade), do qual fala o Evangelho.

A evangelização exprime a identidade, a vocação própria da Igreja, sua missão essencial: "Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade". (Paulo VI "Evangelii nuntiandi", 14).

A Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM) foi fundada por Dom Carlos Forbin-Janson, Bispo de Nancy, França, em 19 de maio de 1843. Carlos Forbin Janson sempre se interessou muito pela realidade e evangelização dos povos. Já na adolescência, manteve estreita ligação com os missionários da China. Seu desejo era ir à China e ser missionário com os missionários.

Embora tenha nascido para socorrer a triste situação das crianças chinesas, logo abriu seus horizontes para o mundo inteiro. O resgate, o batismo, o sustento e a educação das crianças dos povos que não conhecem Jesus Cristo foram, desde o início, os objetivos da Infância e Adolescência Missionária. Um plano ambicioso: prestar todos os socorros materiais, morais, intelectuais e religiosos de que necessitam as crianças de todos os lugares, culturas, raças e crenças.

Dom Carlos tinha em mente visitar uma após a outra as nações da Europa, pregando esta nova cruzada de batismo, educação e resgate das crianças chinesas, e, uma vez garantida a Obra, embarcar ele próprio para aquele país, onde esperava que Deus lhe desse a graça de misturar seu sangue ao sangue dos outros mártires. Mas, esgotado com tanta atividade, sua saúde não resistiu, enquanto sua Obra ia se difundindo. No dia de sua morte repentina, em 11 de julho de 1844, a Obra da Santa Infância estava estabelecida em 65 dioceses. Hoje, a IAM está presente em todos os continentes, em mais de 130 países.

Em 2003, por ocasião dos 160 anos da fundação da Obra Pontifícia da Infância Missionária, Sua Santidade, o Papa São João Paulo II, enviou às crianças do mundo inteiro uma mensagem. Nela, entre outras coisas, recordava: “Na primeira metade do século 19, a Europa viveu uma grande expansão missionária, e a Igreja, consciente do potencial missionário da infância, começou a pedir a elas que se tornassem protagonistas no anúncio do Evangelho às outras crianças. (...) Em pouco tempo, esta iniciativa missionária de apoio material e espiritual ultrapassou as fronteiras da França e espalhou-se por outros países”.

A Infância Missionária tem por finalidade levar à frente e suscitar nas crianças o espírito missionário. “Crianças ajudam e evangelizam crian­ças”. “São crianças em favor de outras crianças”. Os grandes exemplos das missões são Santa Teresinha do Menino Jesus e São Francisco Xavier, ambos padroeiros das missões. Os objetivos da Infância Missionária são: 1- salvar as crianças da miséria e da morte; 2- batizá-las e educá-las como cristãs; 3- prepará-las para serem apóstolas de outras crianças, orientando-as na vocação e profissão.

Bendito a Deus por todos aqueles que fazem parte desta bonita iniciativa missionária, pois, levar a Palavra de Deus ao próximo e dar a dignidade ao outro é a nossa missão. Agradeço a tantas crianças e jovens que ouviram o clamor do Apostolo Paulo: “Ai de mim, se eu não Evangelizar” (1Cor 9,16).

            
Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro