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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/11/2019

14 de Novembro de 2019

Jubileu dos Educadores

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16/10/2016 01:00 - Atualizado em 21/10/2016 11:47

Jubileu dos Educadores 0

16/10/2016 01:00 - Atualizado em 21/10/2016 11:47

Celebramos no dia 15 de outubro, sábado passado, o Dia dos Professores e, neste contexto, a celebração litúrgica de Santa Teresa de Ávila ou de Jesus. Pude celebrar as várias missas nessa intenção, de maneira especial neste sério momento em que vivemos.

Gostaria aqui de relembrar algumas ideias expressadas pelo Papa Francisco no discurso aos professores Italianos, e na plenária do encontro da Educação Católica. O Papa Francisco disse: “Ensinar é um compromisso muito sério, que somente uma personalidade madura e equilibrada pode assumir. Um compromisso deste tipo pode incutir temor, mas é necessário recordar que um professor nunca está sozinho: compartilha sempre o seu próprio trabalho com os demais colegas e com toda a comunidade educacional à qual pertence”. (Discurso à União Católica Italiana de Professores, Dirigentes, Educadores e Formadores, 14.03.15, http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2015/march/documents/papa-francesco_20150314_uciim.html, acessado pela última vez no dia 15 de outubro de 2016).

“Educar é um gesto de amor, é dar vida. E o amor é exigente, requer que utilizemos os melhores recursos, que despertemos a paixão e que nos coloquemos a caminho com paciência, juntamente com os jovens. Nas escolas católicas, o educador deve ser, antes de tudo, muito competente, qualificado e, ao mesmo tempo, rico de humanidade, capaz de permanecer no meio dos jovens com um estilo pedagógico, para promover o seu crescimento humano e espiritual”. (Discurso aos participantes da plenária da Congregação para a Educação Católica, 13.02.14, http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2014/february/documents/papa-francesco_20140213_congregazione-educazione-cattolica.html, acessado pela última vez no dia 15 de outubro de 2016).

“Os professores são os primeiros que devem permanecer abertos à realidade, com a mente sempre aberta para aprender! Pois, se um professor não está aberto para aprender, não é um bom professor, e nem sequer é interessante; os jovens compreendem, “farejam” e são atraídos pelos professores que têm um pensamento aberto, “incompleto”, que procuram “um mais”, e assim contagiam os estudantes com esta atitude”. (Discurso aos estudantes e professores das Escolas Italianas, 10.05.14, http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2014/may/documents/papa-francesco_20140510_mondo-della-scuola.html, acessado pela última vez no dia 15 de outubro de 2016).

“... o próprio educador tem necessidade de uma formação permanente. [...] Tomo a liberdade de sugerir a necessidade de retiros e exercícios espirituais para os educadores. É preciso promover cursos sobre esta temática, mas também é necessário fazer cursos de exercícios espirituais e retiros para rezar, pois a coerência é um esforço, mas principalmente uma dádiva e uma graça. E devemos pedi-la!”. (Discurso aos participantes da plenária da Congregação para a Educação Católica, 13.02.14,http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2014/february/documents/papa-francesco_20140213_congregazione-educazione-cattolica.html, acessado pela última vez no dia 15 de outubro de 2016).

O mestre, grande artífice da construção da sociedade, vivendo na fé a sua vocação secular dentro da estrutura comunitária da escola, com a melhor qualificação profissional possível e com um projeto apostólico inspirado na fé, deve estar profundamente convencido de que participa da missão santificadora e educadora da Igreja, e não pode julgar-se separado do complexo eclesial. O professor deve viver uma vocação específica em um contexto também específico, que deve ser vivida com grande empenho e amor. O esforço na correspondência de tão grande responsabilidade é fundamental para a construção de nossa sociedade e requer um programa de formação permanente. O professor, com o seu magistério, tem o grave dever, como batizado, de ensinar os valores da vida e de fermentar o Evangelho. Diante das ameaças aos verdadeiros valores humanos, que hoje correm em tantas ideologias que querem manipular nossas escolas, o papel do professor é fundamental.

Tivemos na Igreja muitos santos e santas educadores. Faríamos uma grande listagem aqui. Muitos deles e delas deixaram uma comunidade religiosa que até hoje continua seus carismas. Sei que nestes tempos muitas congregações passam por dificuldades, mas gostaria de animar a todas com o impulso para que continuem firmes nessa bela e importante missão, e isso, mesmo com os problemas que passamos como herança de ideologias impostas na educação de nosso país.

Parafraseando o Papa Francisco, lembro: “Não desanimeis diante das dificuldades apresentadas pelo desafio educativo! Educar não é uma profissão, mas uma atitude, um modo de ser; para educar é preciso sair de si mesmo e permanecer no meio dos jovens, acompanhá-los nas etapas de seu crescimento, pondo-se ao seu lado. Dai-lhes esperança, otimismo para o seu caminho no mundo”. (Respostas às perguntas dos representantes das escolas dos Jesuítas na Itália e na Albânia, 07.06.13,http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2013/june/documents/papa-francesco_20130607_scuole-gesuiti.html, acessado pela última vez em 15 de outubro de 2016).

Ao cumprimentar todos os professores, particularmente os que estão comprometidos com os valores do Reino de Deus e do anúncio da justiça e da cultura do encontro, quero encorajá-los a testemunhar a sua fé e a educar nossas gerações em consonância com as tradições que recebemos, e que devemos ser os transmissores em nome de Cristo. Que Santa Teresa de Ávila abençoe todos os nossos educadores!

 

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16/10/2016 01:00 - Atualizado em 21/10/2016 11:47

Celebramos no dia 15 de outubro, sábado passado, o Dia dos Professores e, neste contexto, a celebração litúrgica de Santa Teresa de Ávila ou de Jesus. Pude celebrar as várias missas nessa intenção, de maneira especial neste sério momento em que vivemos.

Gostaria aqui de relembrar algumas ideias expressadas pelo Papa Francisco no discurso aos professores Italianos, e na plenária do encontro da Educação Católica. O Papa Francisco disse: “Ensinar é um compromisso muito sério, que somente uma personalidade madura e equilibrada pode assumir. Um compromisso deste tipo pode incutir temor, mas é necessário recordar que um professor nunca está sozinho: compartilha sempre o seu próprio trabalho com os demais colegas e com toda a comunidade educacional à qual pertence”. (Discurso à União Católica Italiana de Professores, Dirigentes, Educadores e Formadores, 14.03.15, http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2015/march/documents/papa-francesco_20150314_uciim.html, acessado pela última vez no dia 15 de outubro de 2016).

“Educar é um gesto de amor, é dar vida. E o amor é exigente, requer que utilizemos os melhores recursos, que despertemos a paixão e que nos coloquemos a caminho com paciência, juntamente com os jovens. Nas escolas católicas, o educador deve ser, antes de tudo, muito competente, qualificado e, ao mesmo tempo, rico de humanidade, capaz de permanecer no meio dos jovens com um estilo pedagógico, para promover o seu crescimento humano e espiritual”. (Discurso aos participantes da plenária da Congregação para a Educação Católica, 13.02.14, http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2014/february/documents/papa-francesco_20140213_congregazione-educazione-cattolica.html, acessado pela última vez no dia 15 de outubro de 2016).

“Os professores são os primeiros que devem permanecer abertos à realidade, com a mente sempre aberta para aprender! Pois, se um professor não está aberto para aprender, não é um bom professor, e nem sequer é interessante; os jovens compreendem, “farejam” e são atraídos pelos professores que têm um pensamento aberto, “incompleto”, que procuram “um mais”, e assim contagiam os estudantes com esta atitude”. (Discurso aos estudantes e professores das Escolas Italianas, 10.05.14, http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2014/may/documents/papa-francesco_20140510_mondo-della-scuola.html, acessado pela última vez no dia 15 de outubro de 2016).

“... o próprio educador tem necessidade de uma formação permanente. [...] Tomo a liberdade de sugerir a necessidade de retiros e exercícios espirituais para os educadores. É preciso promover cursos sobre esta temática, mas também é necessário fazer cursos de exercícios espirituais e retiros para rezar, pois a coerência é um esforço, mas principalmente uma dádiva e uma graça. E devemos pedi-la!”. (Discurso aos participantes da plenária da Congregação para a Educação Católica, 13.02.14,http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2014/february/documents/papa-francesco_20140213_congregazione-educazione-cattolica.html, acessado pela última vez no dia 15 de outubro de 2016).

O mestre, grande artífice da construção da sociedade, vivendo na fé a sua vocação secular dentro da estrutura comunitária da escola, com a melhor qualificação profissional possível e com um projeto apostólico inspirado na fé, deve estar profundamente convencido de que participa da missão santificadora e educadora da Igreja, e não pode julgar-se separado do complexo eclesial. O professor deve viver uma vocação específica em um contexto também específico, que deve ser vivida com grande empenho e amor. O esforço na correspondência de tão grande responsabilidade é fundamental para a construção de nossa sociedade e requer um programa de formação permanente. O professor, com o seu magistério, tem o grave dever, como batizado, de ensinar os valores da vida e de fermentar o Evangelho. Diante das ameaças aos verdadeiros valores humanos, que hoje correm em tantas ideologias que querem manipular nossas escolas, o papel do professor é fundamental.

Tivemos na Igreja muitos santos e santas educadores. Faríamos uma grande listagem aqui. Muitos deles e delas deixaram uma comunidade religiosa que até hoje continua seus carismas. Sei que nestes tempos muitas congregações passam por dificuldades, mas gostaria de animar a todas com o impulso para que continuem firmes nessa bela e importante missão, e isso, mesmo com os problemas que passamos como herança de ideologias impostas na educação de nosso país.

Parafraseando o Papa Francisco, lembro: “Não desanimeis diante das dificuldades apresentadas pelo desafio educativo! Educar não é uma profissão, mas uma atitude, um modo de ser; para educar é preciso sair de si mesmo e permanecer no meio dos jovens, acompanhá-los nas etapas de seu crescimento, pondo-se ao seu lado. Dai-lhes esperança, otimismo para o seu caminho no mundo”. (Respostas às perguntas dos representantes das escolas dos Jesuítas na Itália e na Albânia, 07.06.13,http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2013/june/documents/papa-francesco_20130607_scuole-gesuiti.html, acessado pela última vez em 15 de outubro de 2016).

Ao cumprimentar todos os professores, particularmente os que estão comprometidos com os valores do Reino de Deus e do anúncio da justiça e da cultura do encontro, quero encorajá-los a testemunhar a sua fé e a educar nossas gerações em consonância com as tradições que recebemos, e que devemos ser os transmissores em nome de Cristo. Que Santa Teresa de Ávila abençoe todos os nossos educadores!

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro