Arquidiocese do Rio de Janeiro

25º 22º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 12/11/2019

12 de Novembro de 2019

Novos Cardeais

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09/10/2016 18:24 - Atualizado em 09/10/2016 18:24

Novos Cardeais 0

09/10/2016 18:24 - Atualizado em 09/10/2016 18:24

O Papa Francisco, neste domingo, dia 9 de outubro, anunciou, ao final do Ângelus, na Praça de São Pedro em Roma, ao encerrar a missa do Jubileu Mariano, a convocação de um novo consistório no dia 19 de novembro para nomear 13 novos cardeais de cinco continentes provenientes de 11 nações, aos quais acrescentou dois arcebispos, um bispo emérito e um presbítero, totalizando 17 nomeações. No dia 20 de novembro, domingo de Cristo Rei, conclusão do Ano Santo da Misericórdia, haverá a concelebração da Missa com os novos cardeais, com o Colégio Cardinalício, os arcebispos, bispos e presbíteros.

Este será o terceiro consistório do pontificado do Papa Francisco, tendo sido criados cardeais em 22 de fevereiro de 2014, e 14 de fevereiro de 2015. Desta vez temos um brasileiro entre os eleitos.

Alegro-me, sobremaneira, com a escolha do Eminentíssimo Senhor Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, para compor o Sacro Colégio Cardinalício. Ele será o 22º. Cardeal brasileiro. Nascidos em São Paulo somos agora, com Dom Sérgio, quatro cardeais paulistas. Em 1930 fora criado Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra para Cardeal de São Sebastião do Rio de Janeiro. Em 1965 fora criado Dom Agnelo Rossi para Cardeal de São Paulo. Em 2014, fomos escolhidos Cardeal, também, pelo Santo Padre, o Papa Francisco. Dos quatro Arcebispos de Brasília, o segundo, Dom José Freire, Cardeal Falcão foi criado Cardeal da Santa Igreja Romana em 1988. O Arcebispo Emérito de Brasília, que foi o seu terceiro Arcebispo Metropolitano, D. João Braz de Aviz foi criado Cardeal no Consistório de 2012 pelo Papa Bento XVI.

Dom Sérgio da Rocha nasceu em Dobrada, Diocese de Jaboticabal, São Paulo, aos 17/10/1959, filho de Rubens e Aparecida Veronezi da Rocha. Dom Sérgio estudou Filosofia no Seminário de São Carlos-SP e Teologia na PUC de Campinas-SP. Tendo feito seus estudos filosóficos e teológicos na Diocese de São Carlos, foi ordenado diácono na Igreja de Santa Cruz de Matão - SP, aos 18/8/1984, e presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão-SP, Diocese de São Carlos, aos 14/12/1984. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Lorena-SP. Fez Mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo, e obteve o Doutorado na Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, aos 21/01/1997.

Na Diocese de São Carlos-SP,trabalhou no Seminário Diocesano de Filosofia como diretor espiritual, professor de filosofia e reitor. No Seminário de Teologia de São Carlos, em Campinas, foi diretor espiritual e reitor; foi também professor e membro da Equipe de Formação dos Diáconos Permanentes da Diocese de São Carlos. Exerceu, ainda, na Diocese de São Carlos, as seguintes funções pastorais: assessor da Pastoral da Juventude, coordenador da Pastoral Vocacional, coordenador da Escola de Agentes de Pastoral, coordenador Diocesano de Pastoral, vigário paroquial das Paróquias Nossa Senhora de Fátima e Catedral, reitor da Igreja São Judas Tadeu, pároco de Água Vermelha e de Santa Eudóxia. Desempenhou, também, a função de professor de Teologia Moral na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1989-2001), colaborando como professor missionário em Porto Velho-RO, no Projeto Missionário Sul I / Norte I e na Escola de Teologia Pastoral de São Luiz de Montes Belos-GO, Igreja Irmã da Diocese de São Carlos.

O Papa São João Paulo II, em 13 de junho de 2001, o escolheu e o nomeou para Bispo Auxiliar em Fortaleza-CE, e Titular de Alba aos 13/06/2001. Recebeu a sagração episcopal aos 11 de agosto de 2001, na Catedral de São Carlos-SP, tendo como consagrante o Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, e como co-sagrantes os falecidos arcebispos Dom Joviano de Lima Júnior, então Bispo Diocesano de São Carlos, e Dom Bruno Gamberini, da Arquidiocese de Campinas – todos provenientes da Diocese de São Carlos. Aos 31 de janeiro de 2007, foi nomeado pelo Papa Bento XVI Arcebispo Coadjutor da Arquidiocese de Teresina-PI. Dom Sérgio da Rocha iniciou seu trabalho na Arquidiocese de Teresina como Arcebispo Coadjutor no dia 30/03/2007, e como Arcebispo Metropolitano em 03/09/2008. Aos 15 de junho de 2011 foi nomeado, pelo Papa Bento XVI, Arcebispo Metropolitano de Brasília, tendo sido acolhido na Catedral Metropolitana de Brasília aos 06 de agosto de 2011. Seu lema episcopal é: “Omnia in Caritate" (1Cor 16,14) – “Tudo na caridade”.

Na sua profícua missão episcopal foi Bispo Auxiliar de Fortaleza (2001-2007), Arcebispo Coadjutor de Teresina (2007-2008), Arcebispo Metropolitano de Teresina (2008-2011), membro da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB (2002-2007), membro da Comissão Episcopal do Mutirão de Superação da Miséria e da Fome da CNBB (2001-2004), Secretário do Regional Nordeste I (2002-2007), Bispo de referência da Pastoral da Juventude e da Pastoral Vocacional no Regional Nordeste I (2002-2007), Bispo de referência para o Ensino Religioso e para os Presbíteros, no Regional Nordeste IV (2007-2011), Presidente da Comissão Episcopal para o Seminário do Regional Nordeste IV (2007-2011), membro da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB (2007-2011), Presidente da Comissão Episcopal para Doutrina da Fé (2011-2015), Presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM (2007-2011) e representante da CNBB na XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização (2012) e na XIV Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a Família. Atualmente é Arcebispo Metropolitano de Brasília, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro do Conselho da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos (Vaticano).

Agora, como Cardeal da Santa Igreja Romana, além de representar o Brasil no Conselho Permanente do Sínodo dos Bispos, poderá ajudar o Papa Francisco na missão universal da Igreja de Cristo. Eu creio que dois pensamentos do Papa Francisco aos Núncios Apostólicos de todo o mundo, reunidos na Sala Clementina, em 17 de setembro passado, são pistas positivas do que o Papa Francisco espera não só dos Núncios, mas de todos os bispos, sacerdotes e lideranças e que fez com que o Papa buscasse nas qualidades de Dom Sérgio da Rocha para elevá-lo ao Cardinalato:

Disse o Santo Padre: “Não é suficiente apontar o dedo ou agredir quem não pensa como nós. Esta é uma tática mesquinha das atuais guerras políticas e culturais, mas não pode ser o método da Igreja. O nosso olhar deve ser alargado e profundo. A formação das consciências é o nosso dever primordial de caridade e isto requer delicadeza e perseverança na sua concretização”. Para mim, este pensamento se aplica perfeitamente no futuro Cardeal, que é querido de todos os bispos, sempre sorridente, homem sincero, que gosta de conviver com todos, respeita aqueles que pensam diferente de seu pensamento eclesial e encontra convergência nos mais diversos pensamentos para constituir um consenso de encontro e de colegialidade.

Em segundo lugar, o Papa Francisco alerta sobre o perfil dos pastores de hoje como se fosse um retrato do novo Cardeal: “Num discurso à Congregação para os Bispos há algum tempo, tracei o perfil dos Pastores que considero necessários para a Igreja de hoje: testemunhas do Ressuscitado e não portadores de currículos; Bispos orantes, familiarizados com as coisas do ‘alto’ e não esmagados pelo peso do ‘baixo’; Bispos capazes de encontrar com “paciência” na presença de Deus, de modo a possuir a liberdade de não atraiçoar o Querigma que lhes foi confiado; Bispos pastores e não príncipes e funcionários. Por favor!” Aqui está a motivação do Papa Francisco em escolher um bispo com “cheiro de ovelhas” para o Colégio dos Cardeais. O seu trabalho nas periferias de Brasília é assaz conhecido.

Na escolha de Dom Sérgio para Cardeal, o Papa homenageia a Igreja no Brasil, Igreja jubilar em festa, pelos trezentos anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba, e nos aponta que, sobretudo os Senhores Cardeais devem ser os primeiros a serem homens de oração, de ação pastoral, de compromisso com o povo santo de Deus e de testemunha credível do Evangelho, vivendo a simplicidade e a pobreza do Evangelho.

Meus votos de paz e alegria, caríssimo irmão Cardeal Sérgio da Rocha, continuando sua missão na Igreja de Brasília e do Brasil e agora alargando com a missão universal cardinalícia. Como é bom estar junto do povo de Deus e caminhar com ele anunciando a alegria contagiante do Evangelho da Vida, apontando o Cristo Redentor que nos acolhe a todos de braços abertos, prenhe de compaixão e de misericórdia.

 

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O Papa Francisco, neste domingo, dia 9 de outubro, anunciou, ao final do Ângelus, na Praça de São Pedro em Roma, ao encerrar a missa do Jubileu Mariano, a convocação de um novo consistório no dia 19 de novembro para nomear 13 novos cardeais de cinco continentes provenientes de 11 nações, aos quais acrescentou dois arcebispos, um bispo emérito e um presbítero, totalizando 17 nomeações. No dia 20 de novembro, domingo de Cristo Rei, conclusão do Ano Santo da Misericórdia, haverá a concelebração da Missa com os novos cardeais, com o Colégio Cardinalício, os arcebispos, bispos e presbíteros.

Este será o terceiro consistório do pontificado do Papa Francisco, tendo sido criados cardeais em 22 de fevereiro de 2014, e 14 de fevereiro de 2015. Desta vez temos um brasileiro entre os eleitos.

Alegro-me, sobremaneira, com a escolha do Eminentíssimo Senhor Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, para compor o Sacro Colégio Cardinalício. Ele será o 22º. Cardeal brasileiro. Nascidos em São Paulo somos agora, com Dom Sérgio, quatro cardeais paulistas. Em 1930 fora criado Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra para Cardeal de São Sebastião do Rio de Janeiro. Em 1965 fora criado Dom Agnelo Rossi para Cardeal de São Paulo. Em 2014, fomos escolhidos Cardeal, também, pelo Santo Padre, o Papa Francisco. Dos quatro Arcebispos de Brasília, o segundo, Dom José Freire, Cardeal Falcão foi criado Cardeal da Santa Igreja Romana em 1988. O Arcebispo Emérito de Brasília, que foi o seu terceiro Arcebispo Metropolitano, D. João Braz de Aviz foi criado Cardeal no Consistório de 2012 pelo Papa Bento XVI.

Dom Sérgio da Rocha nasceu em Dobrada, Diocese de Jaboticabal, São Paulo, aos 17/10/1959, filho de Rubens e Aparecida Veronezi da Rocha. Dom Sérgio estudou Filosofia no Seminário de São Carlos-SP e Teologia na PUC de Campinas-SP. Tendo feito seus estudos filosóficos e teológicos na Diocese de São Carlos, foi ordenado diácono na Igreja de Santa Cruz de Matão - SP, aos 18/8/1984, e presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão-SP, Diocese de São Carlos, aos 14/12/1984. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Lorena-SP. Fez Mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo, e obteve o Doutorado na Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, aos 21/01/1997.

Na Diocese de São Carlos-SP,trabalhou no Seminário Diocesano de Filosofia como diretor espiritual, professor de filosofia e reitor. No Seminário de Teologia de São Carlos, em Campinas, foi diretor espiritual e reitor; foi também professor e membro da Equipe de Formação dos Diáconos Permanentes da Diocese de São Carlos. Exerceu, ainda, na Diocese de São Carlos, as seguintes funções pastorais: assessor da Pastoral da Juventude, coordenador da Pastoral Vocacional, coordenador da Escola de Agentes de Pastoral, coordenador Diocesano de Pastoral, vigário paroquial das Paróquias Nossa Senhora de Fátima e Catedral, reitor da Igreja São Judas Tadeu, pároco de Água Vermelha e de Santa Eudóxia. Desempenhou, também, a função de professor de Teologia Moral na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1989-2001), colaborando como professor missionário em Porto Velho-RO, no Projeto Missionário Sul I / Norte I e na Escola de Teologia Pastoral de São Luiz de Montes Belos-GO, Igreja Irmã da Diocese de São Carlos.

O Papa São João Paulo II, em 13 de junho de 2001, o escolheu e o nomeou para Bispo Auxiliar em Fortaleza-CE, e Titular de Alba aos 13/06/2001. Recebeu a sagração episcopal aos 11 de agosto de 2001, na Catedral de São Carlos-SP, tendo como consagrante o Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, e como co-sagrantes os falecidos arcebispos Dom Joviano de Lima Júnior, então Bispo Diocesano de São Carlos, e Dom Bruno Gamberini, da Arquidiocese de Campinas – todos provenientes da Diocese de São Carlos. Aos 31 de janeiro de 2007, foi nomeado pelo Papa Bento XVI Arcebispo Coadjutor da Arquidiocese de Teresina-PI. Dom Sérgio da Rocha iniciou seu trabalho na Arquidiocese de Teresina como Arcebispo Coadjutor no dia 30/03/2007, e como Arcebispo Metropolitano em 03/09/2008. Aos 15 de junho de 2011 foi nomeado, pelo Papa Bento XVI, Arcebispo Metropolitano de Brasília, tendo sido acolhido na Catedral Metropolitana de Brasília aos 06 de agosto de 2011. Seu lema episcopal é: “Omnia in Caritate" (1Cor 16,14) – “Tudo na caridade”.

Na sua profícua missão episcopal foi Bispo Auxiliar de Fortaleza (2001-2007), Arcebispo Coadjutor de Teresina (2007-2008), Arcebispo Metropolitano de Teresina (2008-2011), membro da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB (2002-2007), membro da Comissão Episcopal do Mutirão de Superação da Miséria e da Fome da CNBB (2001-2004), Secretário do Regional Nordeste I (2002-2007), Bispo de referência da Pastoral da Juventude e da Pastoral Vocacional no Regional Nordeste I (2002-2007), Bispo de referência para o Ensino Religioso e para os Presbíteros, no Regional Nordeste IV (2007-2011), Presidente da Comissão Episcopal para o Seminário do Regional Nordeste IV (2007-2011), membro da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB (2007-2011), Presidente da Comissão Episcopal para Doutrina da Fé (2011-2015), Presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM (2007-2011) e representante da CNBB na XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização (2012) e na XIV Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a Família. Atualmente é Arcebispo Metropolitano de Brasília, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro do Conselho da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos (Vaticano).

Agora, como Cardeal da Santa Igreja Romana, além de representar o Brasil no Conselho Permanente do Sínodo dos Bispos, poderá ajudar o Papa Francisco na missão universal da Igreja de Cristo. Eu creio que dois pensamentos do Papa Francisco aos Núncios Apostólicos de todo o mundo, reunidos na Sala Clementina, em 17 de setembro passado, são pistas positivas do que o Papa Francisco espera não só dos Núncios, mas de todos os bispos, sacerdotes e lideranças e que fez com que o Papa buscasse nas qualidades de Dom Sérgio da Rocha para elevá-lo ao Cardinalato:

Disse o Santo Padre: “Não é suficiente apontar o dedo ou agredir quem não pensa como nós. Esta é uma tática mesquinha das atuais guerras políticas e culturais, mas não pode ser o método da Igreja. O nosso olhar deve ser alargado e profundo. A formação das consciências é o nosso dever primordial de caridade e isto requer delicadeza e perseverança na sua concretização”. Para mim, este pensamento se aplica perfeitamente no futuro Cardeal, que é querido de todos os bispos, sempre sorridente, homem sincero, que gosta de conviver com todos, respeita aqueles que pensam diferente de seu pensamento eclesial e encontra convergência nos mais diversos pensamentos para constituir um consenso de encontro e de colegialidade.

Em segundo lugar, o Papa Francisco alerta sobre o perfil dos pastores de hoje como se fosse um retrato do novo Cardeal: “Num discurso à Congregação para os Bispos há algum tempo, tracei o perfil dos Pastores que considero necessários para a Igreja de hoje: testemunhas do Ressuscitado e não portadores de currículos; Bispos orantes, familiarizados com as coisas do ‘alto’ e não esmagados pelo peso do ‘baixo’; Bispos capazes de encontrar com “paciência” na presença de Deus, de modo a possuir a liberdade de não atraiçoar o Querigma que lhes foi confiado; Bispos pastores e não príncipes e funcionários. Por favor!” Aqui está a motivação do Papa Francisco em escolher um bispo com “cheiro de ovelhas” para o Colégio dos Cardeais. O seu trabalho nas periferias de Brasília é assaz conhecido.

Na escolha de Dom Sérgio para Cardeal, o Papa homenageia a Igreja no Brasil, Igreja jubilar em festa, pelos trezentos anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba, e nos aponta que, sobretudo os Senhores Cardeais devem ser os primeiros a serem homens de oração, de ação pastoral, de compromisso com o povo santo de Deus e de testemunha credível do Evangelho, vivendo a simplicidade e a pobreza do Evangelho.

Meus votos de paz e alegria, caríssimo irmão Cardeal Sérgio da Rocha, continuando sua missão na Igreja de Brasília e do Brasil e agora alargando com a missão universal cardinalícia. Como é bom estar junto do povo de Deus e caminhar com ele anunciando a alegria contagiante do Evangelho da Vida, apontando o Cristo Redentor que nos acolhe a todos de braços abertos, prenhe de compaixão e de misericórdia.

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro