Arquidiocese do Rio de Janeiro

25º 13º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/07/2019

19 de Julho de 2019

“Turismo para todos: promover a acessibilidade universal”

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28/09/2016 00:00 - Atualizado em 29/09/2016 19:12

“Turismo para todos: promover a acessibilidade universal” 0

28/09/2016 00:00 - Atualizado em 29/09/2016 19:12

A Organização Mundial do Turismo – OMT – celebra, anualmente, em 27 de setembro, o Dia Mundial do Turismo, que tem como lema em 2016: “Turismo para todos: promover a acessibilidade universal”. O Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, ciente do contributo que a evangelização oferece ao turismo, particularmente de férias e de negócios, quando a Igreja quer manifestar a sua proximidade e a sua presença para aqueles 1.184.000.000 de chegadas internacionais em 2015, ou seja, de turistas que se locomovem por todo o mundo. Devemos nos conscientizar de que o turismo é importante em vários âmbitos da vida humana, com suas qualidades e virtudes, potencialidades de negócios, de repouso, descanso, conhecimento de nações, de pessoas, cultura do encontro e instrumento do desenvolvimento humano, além de promotor da paz e do diálogo entre as culturas diferentes, sobretudo pelo crescimento espiritual.

A Organização Mundial do Turismo afirma que o turismo “constitui um direito aberto do mesmo modo a todos os habitantes do mundo [...], e nenhum obstáculo deve ser interposto no seu caminho”. (Organização Mundial do Turismo, Código Mundial de Ética do Turismo, 1° de outubro de 1999, art. 7 § 1.).O próprio Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes fala de “direito ao turismo”, que é, certamente, concretização do direito “ao repouso e ao lazer, compreendendo nisto uma razoável limitação das horas de trabalho e férias periódicas retribuídas”, reconhecido pelo artigo 24 da  Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 1948.

A nível eclesial, os documentos emanados pelo Magistério Pontifício, ressalte-se como principais: Diretório Geral “Peregrinans in Terra” para a Pastoral do Turismo (1969) e a carta Igreja e Mobilidade Humana (1978), “Orientações para a Pastoral do Turismo” (29.06.2001). A partir deles, urge perceber como será possível a Igreja e a Pastoral do Turismo, (das peregrinações e dos santuários) conciliar e caminhar lado a lado nestes novos areópagos de evangelização. Podemos dizer que há três pilares que devem embasar o turismo religioso: o anúncio da Palavra (kerigma), a celebração do mistério da salvação (liturgia) e o ministério à vida humana (diaconia) –, onde a comunidade eclesial assenta. Tentaremos destacar a importância de uma pastoral (dos santuários, peregrinações e do turismo religioso) capaz de acolher, “gerando e cuidando” o peregrino e o turista com criatividade, humanidade, sensibilidade e fraternidade, respeitando os limites culturais, religiosos e sociais de cada um.

Devemos ter presente alguns tipos de turismo: em primeiro plano o turismo de lazer; em segundo, mas não menos importante do que o primeiro, o turismo religioso. No turismo religioso, em nossa Arquidiocese se sobressaem as visitas ao Cristo Redentor e ao seu Santuário Arquidiocesano, passando pela Porta Santa da Misericórdia. As Igrejas históricas de nossa cidade, junto com a Catedral, são pontos admiráveis nessa área do turismo religioso. Cabe a nós iluminarmos a realidade humana do turismo com a Palavra de Deus, que é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos. Em seguida, devemos promover o respeito pela dignidade da pessoa humana e a procura do bem comum, em consonância com a Doutrina Social da Igreja. Os cristãos, particularmente, são promotores do turismo religioso, com as suas peregrinações aos Santuários de todo o mundo. No Brasil sobressai o turismo religioso e as peregrinações de todos os quantos ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil.

O turismo religioso tem por finalidade a dimensão da fé, mas também a promoção do caráter religioso dos patrimônios materiais e imateriais da Igreja no Brasil. Por isso urge a implementação de roteiros religiosos, como os caminhos da fé, desenvolvendo atividades que englobem não só as pessoas adultas, mas os jovens, as crianças e, particularmente os adultos, lembrando o que ensina a Santa Sé: “O turismo é uma dimensão que a pastoral diocesana deve considerar como sua componente quotidiana e, como tal, figurar entre os setores que são objeto de atenção regular da parte do Ordinário do lugar e dos seus Conselhos Consultivos”. (Cf. Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes – Orientações para a Pastoral do Turismo, Vaticano, 29 de Junho de 2001, número 34). O Documento de Aparecida destaca: “Na cultura atual surgem novos campos missionários e pastorais que se abrem. Um deles é, sem dúvida, a Pastoral do Turismo (DAp 493).

Neste ano, a OMT fala em “turismo para todos”, que é a permissão de todos os cidadãos a terem acesso de conhecer todo o orbe. Se fala de “turismo acessível”, “turismo sustentável” e “turismo social”. Diz a Mensagem do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes que: Por “turismo acessível”, compreende-se o esforço por garantir que as destinações e os serviços turísticos sejam acessíveis a todos, independentemente do perfil cultural, dos limites permanentes ou temporários (físicos, mentais ou sensoriais) ou das necessidades particulares, como as que requerem, por exemplo, as crianças e os anciãos. O conceito de “turismo sustentável” inclui o compromisso por obter que esta atividade humana seja a mais respeitosa possível da diversidade cultural e ambiental do lugar que acolhe, levando em consideração as repercussões presentes e futuras. A encíclica Laudato si, do Papa Francisco, pode ser de grande ajuda na boa gestão da criação que Deus confiou ao ser humano. O “turismo social”, por sua vez, pretende que não sejam excluídos aqueles que têm uma cultura diferente, menos recursos econômicos ou que vivem em regiões mais desfavorecidas. Entre os grupos destinatários das intervenções deste setor encontram-se os jovens, as famílias numerosas, as pessoas com desabilidade e os anciãos, como nos lembra o Código Mundial de Ética do Turismo. (Cf. Organização Mundial do Turismo, Código Mundial de Ética do Turismo, art. 7 § 4.).

Nesse sentido, é prudente ressaltar a importância da Pastoral do Turismo – Pastur. “A Pastoral do Turismo é a ação da Igreja que visa a evangelizar, com novos métodos, as pessoas envolvidas na prática do turismo, tanto aquelas que se deslocam pelos mais variados motivos como as que estão envolvidas em todo processo”. A missão da Igreja nesse âmbito consiste, justamente, em dar um rosto humano ao turismo. Falar de turismo significa referir-se à realidade da mobilidade humana, que tem em seu centro o ser humano. “O propósito central da Pastoral do Turismo é o de suscitar aquelas condições excelentes que ajudam o cristão a viver a realidade do turismo como momento de graça e de salvação”. “O turismo pode ser considerado, sem dúvida, como um daqueles novos areópagos de evangelização, um daqueles grandes campos de civilização contemporânea e da cultura, da política e da economia, nos quais o cristão é chamado a viver sua própria fé e sua vocação missionária”. (Pontifício Conselho para os Migrantes – Orientações para a Pastoral do Turismo, 18).

“O turismo põe em contato com as outras formas de viver, com outras religiões, com outras formas de ver o mundo e a sua história. Isto leva o homem a descobrir-se a si mesmo e aos outros, como indivíduos e como coletividade, imersos na vasta história da humanidade, herdeiros e solidários de um universo familiar e ao mesmo tempo desconhecido. Surge uma nova visão dos outros, que liberta do risco de permanecer fechados em si próprios”. (Mensagem para o Dia Mundial do Turismo, 2001, núm. 3).

O Santo Padre, o Papa Francisco, nos convida a nos aproximarmos da natureza com “a abertura para a admiração e o encanto”, falando “a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo” (Laudato si’, n. 11). Eis a justa abordagem a adotar em relação aos lugares e aos povos visitados, num turismo para todos. É esta a estrada para aproveitar que as nossas cidades, as nossas comunidades são convidadas ao acolhimento dos turistas, de acessibilidade universal. Gerar renda e promover o patrimônio específico permite despertar aquele sentido de orgulho e de autoestima úteis a fortalecer a dignidade das comunidades hospedeiras, estando, no entanto, sempre atentos a não trair territórios, tradições e identidades em favor dos turistas. Todos devem ter direito de serem recebidos, ressaltando, acima de tudo, a identidade de quem recebe. Ensina o Papa Francisco que é nas comunidades locais que “é possível gerar uma maior responsabilidade, um forte sentido de comunidade, uma especial capacidade de solicitude e uma criatividade mais generosa, um amor apaixonado pela própria terra, tal como se pensa naquilo que se deixa aos filhos e netos”. (Laudato si’, n. 179).

Promovendo um turismo acessível, sustentável e social para todos, em que se respeite o outro e se respeite as culturas locais, estaremos acolhendo o mundo e dando testemunho, num mundo conturbado de intolerância, violência e ódios, da cultura do encontro e da troca de experiências para que se valorize a especificidade de cada cultura própria em favor do primado da paz e da relação entre os povos. 


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“Turismo para todos: promover a acessibilidade universal”

28/09/2016 00:00 - Atualizado em 29/09/2016 19:12

A Organização Mundial do Turismo – OMT – celebra, anualmente, em 27 de setembro, o Dia Mundial do Turismo, que tem como lema em 2016: “Turismo para todos: promover a acessibilidade universal”. O Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, ciente do contributo que a evangelização oferece ao turismo, particularmente de férias e de negócios, quando a Igreja quer manifestar a sua proximidade e a sua presença para aqueles 1.184.000.000 de chegadas internacionais em 2015, ou seja, de turistas que se locomovem por todo o mundo. Devemos nos conscientizar de que o turismo é importante em vários âmbitos da vida humana, com suas qualidades e virtudes, potencialidades de negócios, de repouso, descanso, conhecimento de nações, de pessoas, cultura do encontro e instrumento do desenvolvimento humano, além de promotor da paz e do diálogo entre as culturas diferentes, sobretudo pelo crescimento espiritual.

A Organização Mundial do Turismo afirma que o turismo “constitui um direito aberto do mesmo modo a todos os habitantes do mundo [...], e nenhum obstáculo deve ser interposto no seu caminho”. (Organização Mundial do Turismo, Código Mundial de Ética do Turismo, 1° de outubro de 1999, art. 7 § 1.).O próprio Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes fala de “direito ao turismo”, que é, certamente, concretização do direito “ao repouso e ao lazer, compreendendo nisto uma razoável limitação das horas de trabalho e férias periódicas retribuídas”, reconhecido pelo artigo 24 da  Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 1948.

A nível eclesial, os documentos emanados pelo Magistério Pontifício, ressalte-se como principais: Diretório Geral “Peregrinans in Terra” para a Pastoral do Turismo (1969) e a carta Igreja e Mobilidade Humana (1978), “Orientações para a Pastoral do Turismo” (29.06.2001). A partir deles, urge perceber como será possível a Igreja e a Pastoral do Turismo, (das peregrinações e dos santuários) conciliar e caminhar lado a lado nestes novos areópagos de evangelização. Podemos dizer que há três pilares que devem embasar o turismo religioso: o anúncio da Palavra (kerigma), a celebração do mistério da salvação (liturgia) e o ministério à vida humana (diaconia) –, onde a comunidade eclesial assenta. Tentaremos destacar a importância de uma pastoral (dos santuários, peregrinações e do turismo religioso) capaz de acolher, “gerando e cuidando” o peregrino e o turista com criatividade, humanidade, sensibilidade e fraternidade, respeitando os limites culturais, religiosos e sociais de cada um.

Devemos ter presente alguns tipos de turismo: em primeiro plano o turismo de lazer; em segundo, mas não menos importante do que o primeiro, o turismo religioso. No turismo religioso, em nossa Arquidiocese se sobressaem as visitas ao Cristo Redentor e ao seu Santuário Arquidiocesano, passando pela Porta Santa da Misericórdia. As Igrejas históricas de nossa cidade, junto com a Catedral, são pontos admiráveis nessa área do turismo religioso. Cabe a nós iluminarmos a realidade humana do turismo com a Palavra de Deus, que é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos. Em seguida, devemos promover o respeito pela dignidade da pessoa humana e a procura do bem comum, em consonância com a Doutrina Social da Igreja. Os cristãos, particularmente, são promotores do turismo religioso, com as suas peregrinações aos Santuários de todo o mundo. No Brasil sobressai o turismo religioso e as peregrinações de todos os quantos ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil.

O turismo religioso tem por finalidade a dimensão da fé, mas também a promoção do caráter religioso dos patrimônios materiais e imateriais da Igreja no Brasil. Por isso urge a implementação de roteiros religiosos, como os caminhos da fé, desenvolvendo atividades que englobem não só as pessoas adultas, mas os jovens, as crianças e, particularmente os adultos, lembrando o que ensina a Santa Sé: “O turismo é uma dimensão que a pastoral diocesana deve considerar como sua componente quotidiana e, como tal, figurar entre os setores que são objeto de atenção regular da parte do Ordinário do lugar e dos seus Conselhos Consultivos”. (Cf. Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes – Orientações para a Pastoral do Turismo, Vaticano, 29 de Junho de 2001, número 34). O Documento de Aparecida destaca: “Na cultura atual surgem novos campos missionários e pastorais que se abrem. Um deles é, sem dúvida, a Pastoral do Turismo (DAp 493).

Neste ano, a OMT fala em “turismo para todos”, que é a permissão de todos os cidadãos a terem acesso de conhecer todo o orbe. Se fala de “turismo acessível”, “turismo sustentável” e “turismo social”. Diz a Mensagem do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes que: Por “turismo acessível”, compreende-se o esforço por garantir que as destinações e os serviços turísticos sejam acessíveis a todos, independentemente do perfil cultural, dos limites permanentes ou temporários (físicos, mentais ou sensoriais) ou das necessidades particulares, como as que requerem, por exemplo, as crianças e os anciãos. O conceito de “turismo sustentável” inclui o compromisso por obter que esta atividade humana seja a mais respeitosa possível da diversidade cultural e ambiental do lugar que acolhe, levando em consideração as repercussões presentes e futuras. A encíclica Laudato si, do Papa Francisco, pode ser de grande ajuda na boa gestão da criação que Deus confiou ao ser humano. O “turismo social”, por sua vez, pretende que não sejam excluídos aqueles que têm uma cultura diferente, menos recursos econômicos ou que vivem em regiões mais desfavorecidas. Entre os grupos destinatários das intervenções deste setor encontram-se os jovens, as famílias numerosas, as pessoas com desabilidade e os anciãos, como nos lembra o Código Mundial de Ética do Turismo. (Cf. Organização Mundial do Turismo, Código Mundial de Ética do Turismo, art. 7 § 4.).

Nesse sentido, é prudente ressaltar a importância da Pastoral do Turismo – Pastur. “A Pastoral do Turismo é a ação da Igreja que visa a evangelizar, com novos métodos, as pessoas envolvidas na prática do turismo, tanto aquelas que se deslocam pelos mais variados motivos como as que estão envolvidas em todo processo”. A missão da Igreja nesse âmbito consiste, justamente, em dar um rosto humano ao turismo. Falar de turismo significa referir-se à realidade da mobilidade humana, que tem em seu centro o ser humano. “O propósito central da Pastoral do Turismo é o de suscitar aquelas condições excelentes que ajudam o cristão a viver a realidade do turismo como momento de graça e de salvação”. “O turismo pode ser considerado, sem dúvida, como um daqueles novos areópagos de evangelização, um daqueles grandes campos de civilização contemporânea e da cultura, da política e da economia, nos quais o cristão é chamado a viver sua própria fé e sua vocação missionária”. (Pontifício Conselho para os Migrantes – Orientações para a Pastoral do Turismo, 18).

“O turismo põe em contato com as outras formas de viver, com outras religiões, com outras formas de ver o mundo e a sua história. Isto leva o homem a descobrir-se a si mesmo e aos outros, como indivíduos e como coletividade, imersos na vasta história da humanidade, herdeiros e solidários de um universo familiar e ao mesmo tempo desconhecido. Surge uma nova visão dos outros, que liberta do risco de permanecer fechados em si próprios”. (Mensagem para o Dia Mundial do Turismo, 2001, núm. 3).

O Santo Padre, o Papa Francisco, nos convida a nos aproximarmos da natureza com “a abertura para a admiração e o encanto”, falando “a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo” (Laudato si’, n. 11). Eis a justa abordagem a adotar em relação aos lugares e aos povos visitados, num turismo para todos. É esta a estrada para aproveitar que as nossas cidades, as nossas comunidades são convidadas ao acolhimento dos turistas, de acessibilidade universal. Gerar renda e promover o patrimônio específico permite despertar aquele sentido de orgulho e de autoestima úteis a fortalecer a dignidade das comunidades hospedeiras, estando, no entanto, sempre atentos a não trair territórios, tradições e identidades em favor dos turistas. Todos devem ter direito de serem recebidos, ressaltando, acima de tudo, a identidade de quem recebe. Ensina o Papa Francisco que é nas comunidades locais que “é possível gerar uma maior responsabilidade, um forte sentido de comunidade, uma especial capacidade de solicitude e uma criatividade mais generosa, um amor apaixonado pela própria terra, tal como se pensa naquilo que se deixa aos filhos e netos”. (Laudato si’, n. 179).

Promovendo um turismo acessível, sustentável e social para todos, em que se respeite o outro e se respeite as culturas locais, estaremos acolhendo o mundo e dando testemunho, num mundo conturbado de intolerância, violência e ódios, da cultura do encontro e da troca de experiências para que se valorize a especificidade de cada cultura própria em favor do primado da paz e da relação entre os povos. 


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro