Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/05/2019

24 de Maio de 2019

Missão Paz

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23/09/2016 00:00 - Atualizado em 26/09/2016 14:58

Missão Paz 0

23/09/2016 00:00 - Atualizado em 26/09/2016 14:58

Dentre os vários temas que sempre escrevemos e procuramos levar a todas as irmãs e irmãos que nos seguem a refletir conosco, o de hoje é muito caro ao Santo Padre Francisco, que é o da PAZ. Isso já demonstra desde o momento da escolha de seu nome. Como todos sabemos, a escolha do nome que o escolhido pelo Colégio de Cardeais adota não é uma mera formalidade de troca de nome, algo exterior e superficial. Mas sim algo de profundo sentido evangélico, que é a de mudança de vida e de costumes, assim como é feito até hoje na vida religiosa consagrada em diversas famílias religiosas.

Apesar de nunca ter conversado a respeito disso com o Papa Francisco, vejo claramente dois objetivos na escolha deste nome, objetivos que se co-substanciam em duas pessoas historicamente conhecidas: a) Francisco de Assis; e b) Francisco Xavier. Essa dúvida inicial quando da eleição do Papa Francisco, ele mesmo dirimiu quando disse que o seu nome se referia a Francisco de Assis, como vemos em seu comportamento e suas decisões. Porém, podemos aprofundar um pouco de sua missão nesse sentido. Devido à nossa convivência com religiosos de ambas famílias religiosas, franciscanos e jesuítas, a primeira mendicante e a segunda de vida apostólica, temos contato com essas figuras que, dentre várias outras, são ícones na formação da identidade cristã no Ocidente. Por isto, ousamos uma pequena reflexão de pontos instigantes da vida de ambos.

O primeiro dispensa apresentação, pois a sua personalidade em si mesma é seu cartão de visita. Francisco de Assis poucas vezes saiu de sua Itália, vindo a promover uma reforma interna na Igreja, a qual a marcaria pelos séculos posteriores. O segundo Francisco, o Xavier, entre nós menos conhecido, foi um dos primeiros companheiros de Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, da qual Jorge Mário Bergoglio era membro. Francisco Xavier foi um grande missionário em terras distantes, isto no século XVI, quando foi como missionário para a Índia e chegando a ingressar no Japão, vindo logo após a falecer.

Inspirado em Francisco de Assis, notamos que o Papa Francisco procura internamente renovar a Igreja, para que possa ser sinal sempre evidente da radicalidade do Evangelho e, ao mesmo tempo, motivado por Francisco Xavier procura levar para fora das fronteiras da Igreja a mensagem salvífica do Senhor Jesus Cristo. O encontro dessas duas personalidades num só nome mostra a missão do Papa Francisco. Embora no Conclave a escolha fosse por Francisco de Assis, devido à sua formação jesuítica ele também trazia em sua vida os traços de Francisco Xavier. Ambos os nomes inspiradores do Santo Padre foram pessoas que viveram em épocas diferentes, lugares diferentes e problemas diversos.

No entanto, os dois santos, o primeiro do século XIII e o segundo do século XVI, sempre tiveram como premissa e como fim levar o Evangelho a todos, em especial aos pobres em todos os aspectos, levar o Evangelho a todas as misérias existenciais humanas.

Sempre nesse caminho de busca da paz e da integração de toda a humanidade, pois Francisco de Assis e Francisco Xavier sempre buscaram fomentar a paz com o exemplo de suas vidas. Francisco de Assis assim proclamava: "Meu Deus e meu tudo". Por sua vez, Francisco Xavier, inspirado por Santo Inácio de Loyola, exclamava: "O que fiz? O que faço? O que farei por Cristo"? Só pode levar a Cristo quem tem o seu interior realmente convertido e afinado à escuta do Senhor, na Palavra, e a escuta do Senhor na "teografia" da vida das pessoas, das necessidades de cada um.

A necessidade de nos tornarmos outro Cristo, de até mesmo virmos a trazer as marcas de sua paixão, morte e ressurreição em nossa própria carne, se torna urgente em nossos dias.

Temos certo em nosso coração os valores que formam nosso jeito de ser cristão católico, nossa identidade. Pois temos certeza de que temos um encontro pessoal com Jesus Cristo e, com isto, temos desvelada a nossa própria identidade. Por termos encontrado com Cristo é que nós O encontramos nos irmãos, como bem gosta de recorda o Santo Padre.

Não obstante a isso, é que devemos ir ao encontro de outras pessoas que também proclamam suas verdades em busca da Paz. Lembrando que vivemos num mundo plural e que devemos saber dialogar com a realidade, para que a nossa mensagem não fique engessada em estruturas arcaicas e estéreis.

Neste caminho, num movimento para dentro e noutro para fora da Igreja, e com o desejo de mostrar para o mundo atual, obscurecido pelo subjetivismo, relativismo e hedonismo, que a Luz e solução para os conflitos só pode ser encontrada na pessoa de Jesus Cristo, é que o Santo Padre Francisco, após profunda oração e encontro pessoal com o Senhor, resolveu novamente este ano chamar a todos para o Encontro pela Paz. No encontro, ocorrido no dia 20 de setembro, participaram diversos grupos religiosos de diferentes lugares, experiências de fé, matizes religiosos e até pessoas não crentes em qualquer tipo de fé e pessoas que foram Nobel da Paz. Assim como nos noticia a Rádio Vaticano, Programa Brasileiro, do dia 14/06/16: "Seis Nobel da Paz com Francisco em Assis".[1] Foi para comemorar o encontro do Santo Papa João Paulo II nesse mesmo local e com as mesmas preocupações. O Papa também convocou toda a Igreja para viver a Jornada Mundial pela Paz.

Neste encontro, não vão todos os líderes religiosos rezar numa forma de sincretismo, e sim vai cada um, a seu tempo, fazer suas preces conforme sua tradição, pela PAZ. Enquanto os demais escutam.

Foi neste sentido que o Santo Padre assim pediu na oração do Ângelus no domingo anterior:[2]

"Convido as paróquias, as associações eclesiais e cada fiel de todo o mundo a viver este dia como um Dia de Oração pela Paz. Hoje, mais do que nunca, temos necessidade de paz nesta guerra que existe por tudo no mundo. Rezemos pela paz! A exemplo de São Francisco, homem de fraternidade e clemência, somos todos chamados a oferecer ao mundo um forte testemunho de nosso compromisso comum pela paz e a reconciliação entre os povos. Assim, terça-feira, todos unidos em oração: cada um tome um tempo, aquele que puder, para rezar pela Paz. Todo o mundo unido”.

Assim sendo, diferentemente de outras mensagens, não trazemos aqui um conceito do que seja Paz. Para isto já temos muitos teóricos da filosofia, teologia e ciências humanas ligadas a este meio. Mas seguimos o exemplo de Francisco de Assis e o de Francisco Xavier, que foram trilhando os caminhos, muitas vezes na escuridão tateando, pois só tinham a certeza de um coração puro e reto e de que o Espírito Santo os conduzia. O que ambos têm em comum é o acolhimento e a dignidade do ser humano, à luz do Evangelho. Devemos penhorar esta ideia de ambos, sem querer ser originais, mas sim sermos radicais no amor, até o amor que leva às últimas consequências.

A necessidade da escuta respeitosa, da acolhida positiva é tanta em nosso mundo hodierno que pensamos que as guerras são coisas do passado. Mas não. O mundo atual vive em constante conflito. Na maioria dos países temos sérios conflitos hoje. O pedido do Papa pela Paz jamais poderia ter sido mais pertinente e atual[3]. São guerras pelos mais diversos motivos, mas temos conosco que o fundamento é sempre único, a mesquinharia e pequenez da natureza humana. Por isto que somos todos juntos convocados a clamar pela Paz.

O Santo Padre fala firme com os que de qualquer forma promovem conflitos, e dos quais tiram proveito econômico. E devemos falar com caridade, afeto, carinho e acolhimento com todos que sofrem este tipo de agressão. Devemos ter misericórdia. Respeitosos, amorosos, mas firmes.

Lembrando o discurso do Santo Padre no curso para novos bispos em Roma, podemos dizer que o mundo está cansado de discursos vazios e exemplos vazios. Por isso que abrimos esta mensagem com o exemplo de vivência evangélica dos dois "Franciscos", o de Assis e o Xavier. Ambos, cada um a seu modo, são exemplos de oração e de vivência.

Passada essa experiência, precisamos continuar a trabalhar e rezar promovendo a Paz. Que cada um, na sua realidade, procure promover a Paz, seja dentro de sua casa, com seus amigos, com seus vizinhos, nos seus trabalhos e em todos os lugares a que somos chamados a ser um "Novo Cristo", pois é a partir disso que podemos libertar as pessoas de todas as suas amarras, de seus grilhões e promover a Paz, não como um conceito, mas como uma realidade que permeia a nossa existência.

E lembrando sempre que: Só a paz é santa!



[3] http://www.brasilpost.com.br/2014/08/15/paises-em-guerra-mundo_n_5683289.html, acessado pela última vez em 20 de setembro de 2016.


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23/09/2016 00:00 - Atualizado em 26/09/2016 14:58

Dentre os vários temas que sempre escrevemos e procuramos levar a todas as irmãs e irmãos que nos seguem a refletir conosco, o de hoje é muito caro ao Santo Padre Francisco, que é o da PAZ. Isso já demonstra desde o momento da escolha de seu nome. Como todos sabemos, a escolha do nome que o escolhido pelo Colégio de Cardeais adota não é uma mera formalidade de troca de nome, algo exterior e superficial. Mas sim algo de profundo sentido evangélico, que é a de mudança de vida e de costumes, assim como é feito até hoje na vida religiosa consagrada em diversas famílias religiosas.

Apesar de nunca ter conversado a respeito disso com o Papa Francisco, vejo claramente dois objetivos na escolha deste nome, objetivos que se co-substanciam em duas pessoas historicamente conhecidas: a) Francisco de Assis; e b) Francisco Xavier. Essa dúvida inicial quando da eleição do Papa Francisco, ele mesmo dirimiu quando disse que o seu nome se referia a Francisco de Assis, como vemos em seu comportamento e suas decisões. Porém, podemos aprofundar um pouco de sua missão nesse sentido. Devido à nossa convivência com religiosos de ambas famílias religiosas, franciscanos e jesuítas, a primeira mendicante e a segunda de vida apostólica, temos contato com essas figuras que, dentre várias outras, são ícones na formação da identidade cristã no Ocidente. Por isto, ousamos uma pequena reflexão de pontos instigantes da vida de ambos.

O primeiro dispensa apresentação, pois a sua personalidade em si mesma é seu cartão de visita. Francisco de Assis poucas vezes saiu de sua Itália, vindo a promover uma reforma interna na Igreja, a qual a marcaria pelos séculos posteriores. O segundo Francisco, o Xavier, entre nós menos conhecido, foi um dos primeiros companheiros de Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, da qual Jorge Mário Bergoglio era membro. Francisco Xavier foi um grande missionário em terras distantes, isto no século XVI, quando foi como missionário para a Índia e chegando a ingressar no Japão, vindo logo após a falecer.

Inspirado em Francisco de Assis, notamos que o Papa Francisco procura internamente renovar a Igreja, para que possa ser sinal sempre evidente da radicalidade do Evangelho e, ao mesmo tempo, motivado por Francisco Xavier procura levar para fora das fronteiras da Igreja a mensagem salvífica do Senhor Jesus Cristo. O encontro dessas duas personalidades num só nome mostra a missão do Papa Francisco. Embora no Conclave a escolha fosse por Francisco de Assis, devido à sua formação jesuítica ele também trazia em sua vida os traços de Francisco Xavier. Ambos os nomes inspiradores do Santo Padre foram pessoas que viveram em épocas diferentes, lugares diferentes e problemas diversos.

No entanto, os dois santos, o primeiro do século XIII e o segundo do século XVI, sempre tiveram como premissa e como fim levar o Evangelho a todos, em especial aos pobres em todos os aspectos, levar o Evangelho a todas as misérias existenciais humanas.

Sempre nesse caminho de busca da paz e da integração de toda a humanidade, pois Francisco de Assis e Francisco Xavier sempre buscaram fomentar a paz com o exemplo de suas vidas. Francisco de Assis assim proclamava: "Meu Deus e meu tudo". Por sua vez, Francisco Xavier, inspirado por Santo Inácio de Loyola, exclamava: "O que fiz? O que faço? O que farei por Cristo"? Só pode levar a Cristo quem tem o seu interior realmente convertido e afinado à escuta do Senhor, na Palavra, e a escuta do Senhor na "teografia" da vida das pessoas, das necessidades de cada um.

A necessidade de nos tornarmos outro Cristo, de até mesmo virmos a trazer as marcas de sua paixão, morte e ressurreição em nossa própria carne, se torna urgente em nossos dias.

Temos certo em nosso coração os valores que formam nosso jeito de ser cristão católico, nossa identidade. Pois temos certeza de que temos um encontro pessoal com Jesus Cristo e, com isto, temos desvelada a nossa própria identidade. Por termos encontrado com Cristo é que nós O encontramos nos irmãos, como bem gosta de recorda o Santo Padre.

Não obstante a isso, é que devemos ir ao encontro de outras pessoas que também proclamam suas verdades em busca da Paz. Lembrando que vivemos num mundo plural e que devemos saber dialogar com a realidade, para que a nossa mensagem não fique engessada em estruturas arcaicas e estéreis.

Neste caminho, num movimento para dentro e noutro para fora da Igreja, e com o desejo de mostrar para o mundo atual, obscurecido pelo subjetivismo, relativismo e hedonismo, que a Luz e solução para os conflitos só pode ser encontrada na pessoa de Jesus Cristo, é que o Santo Padre Francisco, após profunda oração e encontro pessoal com o Senhor, resolveu novamente este ano chamar a todos para o Encontro pela Paz. No encontro, ocorrido no dia 20 de setembro, participaram diversos grupos religiosos de diferentes lugares, experiências de fé, matizes religiosos e até pessoas não crentes em qualquer tipo de fé e pessoas que foram Nobel da Paz. Assim como nos noticia a Rádio Vaticano, Programa Brasileiro, do dia 14/06/16: "Seis Nobel da Paz com Francisco em Assis".[1] Foi para comemorar o encontro do Santo Papa João Paulo II nesse mesmo local e com as mesmas preocupações. O Papa também convocou toda a Igreja para viver a Jornada Mundial pela Paz.

Neste encontro, não vão todos os líderes religiosos rezar numa forma de sincretismo, e sim vai cada um, a seu tempo, fazer suas preces conforme sua tradição, pela PAZ. Enquanto os demais escutam.

Foi neste sentido que o Santo Padre assim pediu na oração do Ângelus no domingo anterior:[2]

"Convido as paróquias, as associações eclesiais e cada fiel de todo o mundo a viver este dia como um Dia de Oração pela Paz. Hoje, mais do que nunca, temos necessidade de paz nesta guerra que existe por tudo no mundo. Rezemos pela paz! A exemplo de São Francisco, homem de fraternidade e clemência, somos todos chamados a oferecer ao mundo um forte testemunho de nosso compromisso comum pela paz e a reconciliação entre os povos. Assim, terça-feira, todos unidos em oração: cada um tome um tempo, aquele que puder, para rezar pela Paz. Todo o mundo unido”.

Assim sendo, diferentemente de outras mensagens, não trazemos aqui um conceito do que seja Paz. Para isto já temos muitos teóricos da filosofia, teologia e ciências humanas ligadas a este meio. Mas seguimos o exemplo de Francisco de Assis e o de Francisco Xavier, que foram trilhando os caminhos, muitas vezes na escuridão tateando, pois só tinham a certeza de um coração puro e reto e de que o Espírito Santo os conduzia. O que ambos têm em comum é o acolhimento e a dignidade do ser humano, à luz do Evangelho. Devemos penhorar esta ideia de ambos, sem querer ser originais, mas sim sermos radicais no amor, até o amor que leva às últimas consequências.

A necessidade da escuta respeitosa, da acolhida positiva é tanta em nosso mundo hodierno que pensamos que as guerras são coisas do passado. Mas não. O mundo atual vive em constante conflito. Na maioria dos países temos sérios conflitos hoje. O pedido do Papa pela Paz jamais poderia ter sido mais pertinente e atual[3]. São guerras pelos mais diversos motivos, mas temos conosco que o fundamento é sempre único, a mesquinharia e pequenez da natureza humana. Por isto que somos todos juntos convocados a clamar pela Paz.

O Santo Padre fala firme com os que de qualquer forma promovem conflitos, e dos quais tiram proveito econômico. E devemos falar com caridade, afeto, carinho e acolhimento com todos que sofrem este tipo de agressão. Devemos ter misericórdia. Respeitosos, amorosos, mas firmes.

Lembrando o discurso do Santo Padre no curso para novos bispos em Roma, podemos dizer que o mundo está cansado de discursos vazios e exemplos vazios. Por isso que abrimos esta mensagem com o exemplo de vivência evangélica dos dois "Franciscos", o de Assis e o Xavier. Ambos, cada um a seu modo, são exemplos de oração e de vivência.

Passada essa experiência, precisamos continuar a trabalhar e rezar promovendo a Paz. Que cada um, na sua realidade, procure promover a Paz, seja dentro de sua casa, com seus amigos, com seus vizinhos, nos seus trabalhos e em todos os lugares a que somos chamados a ser um "Novo Cristo", pois é a partir disso que podemos libertar as pessoas de todas as suas amarras, de seus grilhões e promover a Paz, não como um conceito, mas como uma realidade que permeia a nossa existência.

E lembrando sempre que: Só a paz é santa!



[3] http://www.brasilpost.com.br/2014/08/15/paises-em-guerra-mundo_n_5683289.html, acessado pela última vez em 20 de setembro de 2016.


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro