Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/05/2019

22 de Maio de 2019

Vamos construir

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12/09/2013 15:01 - Atualizado em 13/09/2013 16:45

Vamos construir 0

12/09/2013 15:01 - Atualizado em 13/09/2013 16:45

Vamos construir / Arqrio
Foram vários momentos belos no final da semana passada: entre tantos eventos, tivemos a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré e uma celebração de 100 anos de uma Igreja junto com a Crisma de um grupo de jovens. Sinal da Igreja que se renova. As atividades múltiplas demonstraram o entusiasmo do povo de Deus nessa caminhada pós-Jornada. Por todos os dons que tenho percebido dou graças a Deus! Ao final da celebração da Crisma, em sintonia com o grande legado da JMJRio 2013, e, como é meu costume, lancei um desafio ao simpático grupo dos crismados: "Vocês que foram crismados conhecem muitos jovens e adolescentes da sua faixa etária que não foram crismados. Eu gostaria de pedir um trabalho missionário a cada um de vocês. Que vocês convidassem um amigo ou uma amiga, um conhecido ou um colega de trabalho ou de escola ou universidade que não tenha recebido o Sacramento da Confirmação para que se inscreva nesta paróquia para a próxima turma, que será preparada para a recepção deste sublime sacramento da Crisma". Fiquei emocionado com a recepção, pronta e imediata, por parte dos crismados que se comprometeram, como discípulos-missionários, a evangelizar aqueles que tendo recebido o Batismo e a primeira Eucaristia não chegam ao sacramento da maturidade cristã.

Creio que um dos grandes legados deixados pela JMJRio 2013 é este novo olhar evangelizador, principalmente sobre a nossa amada cidade e Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Nós fomos enviados em missão pelo Papa Francisco. Disse-nos o Pontífice: "Ide e fazei discípulos entre todas as nações". Com estas palavras, Jesus se dirige a cada um de vocês, dizendo: "Foi bom participar desta Jornada Mundial da Juventude, vivenciar a fé junto com jovens vindos dos quatro cantos da Terra, mas agora você deve ir e transmitir esta experiência aos demais". Jesus chama-o a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir" (Cf. Homilia na Missa de Envio, Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, 28 de julho de 2013).

Essa convocação do Papa Francisco deve ecoar não só nos corações dos nossos jovens crismandos ou crismados, mas em toda a Igreja Particular do Rio de Janeiro. Nós devemos descentralizar a nossa ação pastoral e ir ao encontro dos que não participam dela. Terça-feira passada tivemos um encontro importante com as lideranças de nossa Arquidiocese: a preparação das ações do próximo ano, o da caridade. É um dos pilares da evangelização. Nestes dias recebi notícias e fotos da participação dos jovens sírios dos eventos da Jornada: não puderam sair do país mas acompanharam de muitas formas esses momentos marcantes da história da presença do primeiro Papa latino americano da história a falar para os jovens do mundo.

A Igreja continua a semear o Evangelho de Jesus no grande campo de Deus. Os cristãos, inseridos nos mais variados contextos sociais, olham o mundo com os mesmos olhos com que Jesus contemplava a sociedade do seu tempo. O discípulo de Jesus Cristo, de fato, participa de seu interior, das alegrias e das esperanças, das tristezas e das angústias dos homens de hoje, olha para a história humana, participa dela não apenas com a razão, mas também com a fé. À luz desta, o mundo se mostra ao mesmo tempo criado e conservado pelo amor do Criador, reduzido à servidão do pecado, e libertado por Cristo crucificado e ressuscitado, com a derrota do Maligno.

A voz do Espírito que Jesus, por parte do Pai, enviou a Seus discípulos ressoa também nos acontecimentos da História.  Por detrás dos dados mutáveis da situação atual e nas profundas motivações dos desafios que se apresentam à evangelização, é necessário descobrir os múltiplos sinais da presença e do desígnio de Deus.  Trata-se de uma análise que se deve fazer à luz da fé, com uma atitude de compaixão. Valendo-se das ciências humanas, sempre necessárias, a Igreja busca descobrir o sentido da situação atual, no âmbito da história da salvação. Os seus juízos sobre a realidade são sempre diagnósticos para a missão.

Numa sociedade complexa como a nossa, em que as pessoas têm dificuldades de acolher o outro, de se relacionar, nós não devemos ter medo de conviver em comunidade, de partilhar a nossa fé católica, de acolher os que estão afastados ou que se afastaram por diversos motivos. Abramos nossos corações para Cristo e busquemos levar o frescor do Santo Evangelho a todos os batizados, fiéis à nossa vocação de batizados, para que Cristo, efetivamente, possa ser mais conhecido, amado, seguido e vivificado.

Se o Papa Francisco nos ensinou a evangelizar pela humildade e pela acolhida, não podemos perder tempo de acolher os que desejam “voltar para casa” ou, então, ir ao encontro dos que estão longe desejosos de viver em nossas comunidades.

Que os catequistas sintam-se cada vez mais encorajados em transmitir a fé Católica aos seus catequizandos, e que possamos formar autênticos discípulos-missionários para testemunhar Jesus Cristo Ressuscitado nesta cidade tão abençoada! Respondamos com entusiasmo ao chamado dizendo: "Quero ir e ser também um construtor da Igreja de Cristo, ou seja, um evangelizador!"


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12/09/2013 15:01 - Atualizado em 13/09/2013 16:45

Foram vários momentos belos no final da semana passada: entre tantos eventos, tivemos a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré e uma celebração de 100 anos de uma Igreja junto com a Crisma de um grupo de jovens. Sinal da Igreja que se renova. As atividades múltiplas demonstraram o entusiasmo do povo de Deus nessa caminhada pós-Jornada. Por todos os dons que tenho percebido dou graças a Deus! Ao final da celebração da Crisma, em sintonia com o grande legado da JMJRio 2013, e, como é meu costume, lancei um desafio ao simpático grupo dos crismados: "Vocês que foram crismados conhecem muitos jovens e adolescentes da sua faixa etária que não foram crismados. Eu gostaria de pedir um trabalho missionário a cada um de vocês. Que vocês convidassem um amigo ou uma amiga, um conhecido ou um colega de trabalho ou de escola ou universidade que não tenha recebido o Sacramento da Confirmação para que se inscreva nesta paróquia para a próxima turma, que será preparada para a recepção deste sublime sacramento da Crisma". Fiquei emocionado com a recepção, pronta e imediata, por parte dos crismados que se comprometeram, como discípulos-missionários, a evangelizar aqueles que tendo recebido o Batismo e a primeira Eucaristia não chegam ao sacramento da maturidade cristã.

Creio que um dos grandes legados deixados pela JMJRio 2013 é este novo olhar evangelizador, principalmente sobre a nossa amada cidade e Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Nós fomos enviados em missão pelo Papa Francisco. Disse-nos o Pontífice: "Ide e fazei discípulos entre todas as nações". Com estas palavras, Jesus se dirige a cada um de vocês, dizendo: "Foi bom participar desta Jornada Mundial da Juventude, vivenciar a fé junto com jovens vindos dos quatro cantos da Terra, mas agora você deve ir e transmitir esta experiência aos demais". Jesus chama-o a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir" (Cf. Homilia na Missa de Envio, Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, 28 de julho de 2013).

Essa convocação do Papa Francisco deve ecoar não só nos corações dos nossos jovens crismandos ou crismados, mas em toda a Igreja Particular do Rio de Janeiro. Nós devemos descentralizar a nossa ação pastoral e ir ao encontro dos que não participam dela. Terça-feira passada tivemos um encontro importante com as lideranças de nossa Arquidiocese: a preparação das ações do próximo ano, o da caridade. É um dos pilares da evangelização. Nestes dias recebi notícias e fotos da participação dos jovens sírios dos eventos da Jornada: não puderam sair do país mas acompanharam de muitas formas esses momentos marcantes da história da presença do primeiro Papa latino americano da história a falar para os jovens do mundo.

A Igreja continua a semear o Evangelho de Jesus no grande campo de Deus. Os cristãos, inseridos nos mais variados contextos sociais, olham o mundo com os mesmos olhos com que Jesus contemplava a sociedade do seu tempo. O discípulo de Jesus Cristo, de fato, participa de seu interior, das alegrias e das esperanças, das tristezas e das angústias dos homens de hoje, olha para a história humana, participa dela não apenas com a razão, mas também com a fé. À luz desta, o mundo se mostra ao mesmo tempo criado e conservado pelo amor do Criador, reduzido à servidão do pecado, e libertado por Cristo crucificado e ressuscitado, com a derrota do Maligno.

A voz do Espírito que Jesus, por parte do Pai, enviou a Seus discípulos ressoa também nos acontecimentos da História.  Por detrás dos dados mutáveis da situação atual e nas profundas motivações dos desafios que se apresentam à evangelização, é necessário descobrir os múltiplos sinais da presença e do desígnio de Deus.  Trata-se de uma análise que se deve fazer à luz da fé, com uma atitude de compaixão. Valendo-se das ciências humanas, sempre necessárias, a Igreja busca descobrir o sentido da situação atual, no âmbito da história da salvação. Os seus juízos sobre a realidade são sempre diagnósticos para a missão.

Numa sociedade complexa como a nossa, em que as pessoas têm dificuldades de acolher o outro, de se relacionar, nós não devemos ter medo de conviver em comunidade, de partilhar a nossa fé católica, de acolher os que estão afastados ou que se afastaram por diversos motivos. Abramos nossos corações para Cristo e busquemos levar o frescor do Santo Evangelho a todos os batizados, fiéis à nossa vocação de batizados, para que Cristo, efetivamente, possa ser mais conhecido, amado, seguido e vivificado.

Se o Papa Francisco nos ensinou a evangelizar pela humildade e pela acolhida, não podemos perder tempo de acolher os que desejam “voltar para casa” ou, então, ir ao encontro dos que estão longe desejosos de viver em nossas comunidades.

Que os catequistas sintam-se cada vez mais encorajados em transmitir a fé Católica aos seus catequizandos, e que possamos formar autênticos discípulos-missionários para testemunhar Jesus Cristo Ressuscitado nesta cidade tão abençoada! Respondamos com entusiasmo ao chamado dizendo: "Quero ir e ser também um construtor da Igreja de Cristo, ou seja, um evangelizador!"