Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 12/11/2019

12 de Novembro de 2019

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16/09/2016 00:00 - Atualizado em 21/09/2016 11:45

A quem quereis servir? 0

16/09/2016 00:00 - Atualizado em 21/09/2016 11:45

A liturgia deste XXV Domingo do Tempo Comum gira em torno da riqueza e do uso dos bens. Em Lucas 16, 1–13 o Senhor convida-nos a uma reflexão sobre o uso correto das riquezas: “Não podes servir a Deus e ao dinheiro”. O Senhor, nessa parábola, mostra que o administrador pôs-se a refletir sobre o que o esperava: “Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Já sei o que hei de fazer, para que alguém me receba em sua casa, quando eu for afastado da administração” (Lc 16, 3–4). Chamou os devedores do seu patrão e fez com eles um acordo que os favorecia.

Ao terminar a parábola, o Senhor recorda-nos: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 13). Temos apenas um Senhor, e devemos servi-Lo com todo o nosso coração, com os talentos que Ele mesmo nos deu, empregando nesse serviço todos os meios lícitos, a vida inteira. Temos de orientar para Deus, sem exceção, todos os atos de nossa vida: o trabalho, os negócios, o descanso…

A parábola do administrador infiel é uma imagem da vida do homem. Tudo o que temos é dom de Deus, e nós somos os seus administradores, que tarde ou cedo teremos de Lhe prestar contas. Trata-se, pois, de um chamamento ao esforço e à vigilância, tendo em vista o último dia, quando se haverá de dizer a cada um: “Presta contas da tua administração”! (Lc 16, 2). O uso do dinheiro exige uma grande honestidade, tanto nos negócios mais importantes, como nos mais insignificantes, porque “quem é fiel no pouco é também fiel no muito” (Lc 16, 10).

A constatação de Jesus é tristemente real: os pecadores são mais espertos e mais dispostos para o mal que os filhos da luz para o bem. Pecadores entusiasmados com o pecado, divulgadores do pecado... Muitas vezes encontramos uma contradição: cristãos sem entusiasmo pelo Evangelho, sem ânimo para a virtude, sem criatividade para crescer no caminho de Deus! Hoje, como ontem, a constatação de Jesus é verdadeira. Olhemo-nos, olhemos uns para os outros, olhemos para nossa Comunidade que, dominicalmente, se reúne para escutar a Palavra e nutrir-se do Corpo do Senhor. Que a Palavra ouvida e a Eucaristia participada nos tornem testemunhas entusiasmadas e convictas d’Aquele que escutamos e por quem somos alimentados no banquete Eucarístico!

Os bens deste mundo é pouco em relação com os bens eternos que o Senhor nos promete para sempre. Escutemos o que diz o nosso Salvador: “Quem é fiel nas pequenas coisas, também é fiel nas grandes. Se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?" Em outras palavras, para que ninguém tenha a desculpa de dizer que não compreendeu o que o Senhor quis dizer: Quem é fiel nas coisas pequenas deste mundo, será fiel nas coisas grandes que o Pai dará no céu. Se vós não sois fiéis no uso dos bens desta vida, como Deus vos confiará a vida eterna, que é o verdadeiro bem? E se não sois fiéis nos bens que não são vossos para sempre, como Deus vos confiará aquilo que é o verdadeiro bem, a vida eterna, que será vossa para sempre?

Sabemos que o nosso tesouro está onde está nosso coração! Onde anda o nosso coração, o nosso apego, a nossa preocupação? Aí saberemos qual é o tesouro da nossa vida! Tristes de nós quando o nosso tesouro não for unicamente Deus! Tristes de nós quando, por amor ao que passa, perdemos a Deus, o único Bem que não passa! Uma coisa é certa: a advertência duríssima de Jesus: Ninguém pode servir a dois senhores. Vós não podereis servir a Deus e ao dinheiro”.

 

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16/09/2016 00:00 - Atualizado em 21/09/2016 11:45

A liturgia deste XXV Domingo do Tempo Comum gira em torno da riqueza e do uso dos bens. Em Lucas 16, 1–13 o Senhor convida-nos a uma reflexão sobre o uso correto das riquezas: “Não podes servir a Deus e ao dinheiro”. O Senhor, nessa parábola, mostra que o administrador pôs-se a refletir sobre o que o esperava: “Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Já sei o que hei de fazer, para que alguém me receba em sua casa, quando eu for afastado da administração” (Lc 16, 3–4). Chamou os devedores do seu patrão e fez com eles um acordo que os favorecia.

Ao terminar a parábola, o Senhor recorda-nos: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 13). Temos apenas um Senhor, e devemos servi-Lo com todo o nosso coração, com os talentos que Ele mesmo nos deu, empregando nesse serviço todos os meios lícitos, a vida inteira. Temos de orientar para Deus, sem exceção, todos os atos de nossa vida: o trabalho, os negócios, o descanso…

A parábola do administrador infiel é uma imagem da vida do homem. Tudo o que temos é dom de Deus, e nós somos os seus administradores, que tarde ou cedo teremos de Lhe prestar contas. Trata-se, pois, de um chamamento ao esforço e à vigilância, tendo em vista o último dia, quando se haverá de dizer a cada um: “Presta contas da tua administração”! (Lc 16, 2). O uso do dinheiro exige uma grande honestidade, tanto nos negócios mais importantes, como nos mais insignificantes, porque “quem é fiel no pouco é também fiel no muito” (Lc 16, 10).

A constatação de Jesus é tristemente real: os pecadores são mais espertos e mais dispostos para o mal que os filhos da luz para o bem. Pecadores entusiasmados com o pecado, divulgadores do pecado... Muitas vezes encontramos uma contradição: cristãos sem entusiasmo pelo Evangelho, sem ânimo para a virtude, sem criatividade para crescer no caminho de Deus! Hoje, como ontem, a constatação de Jesus é verdadeira. Olhemo-nos, olhemos uns para os outros, olhemos para nossa Comunidade que, dominicalmente, se reúne para escutar a Palavra e nutrir-se do Corpo do Senhor. Que a Palavra ouvida e a Eucaristia participada nos tornem testemunhas entusiasmadas e convictas d’Aquele que escutamos e por quem somos alimentados no banquete Eucarístico!

Os bens deste mundo é pouco em relação com os bens eternos que o Senhor nos promete para sempre. Escutemos o que diz o nosso Salvador: “Quem é fiel nas pequenas coisas, também é fiel nas grandes. Se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?" Em outras palavras, para que ninguém tenha a desculpa de dizer que não compreendeu o que o Senhor quis dizer: Quem é fiel nas coisas pequenas deste mundo, será fiel nas coisas grandes que o Pai dará no céu. Se vós não sois fiéis no uso dos bens desta vida, como Deus vos confiará a vida eterna, que é o verdadeiro bem? E se não sois fiéis nos bens que não são vossos para sempre, como Deus vos confiará aquilo que é o verdadeiro bem, a vida eterna, que será vossa para sempre?

Sabemos que o nosso tesouro está onde está nosso coração! Onde anda o nosso coração, o nosso apego, a nossa preocupação? Aí saberemos qual é o tesouro da nossa vida! Tristes de nós quando o nosso tesouro não for unicamente Deus! Tristes de nós quando, por amor ao que passa, perdemos a Deus, o único Bem que não passa! Uma coisa é certa: a advertência duríssima de Jesus: Ninguém pode servir a dois senhores. Vós não podereis servir a Deus e ao dinheiro”.

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro