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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 27/04/2017

27 de Abril de 2017

Palavra de Deus: Fonte de Esperança e Renovação

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Palavra de Deus: Fonte de Esperança e Renovação

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08/09/2016 17:25 - Atualizado em 08/09/2016 17:45

Palavra de Deus: Fonte de Esperança e Renovação 0

08/09/2016 17:25 - Atualizado em 08/09/2016 17:45

Todos os anos, sempre no mês de setembro, a Igreja é convidada a aprofundar o estudo acerca de um livro bíblico.

A prática surgiu no ano de 1971 e o mês escolhido decorre da memória de São Jerônimo (340-420 d.C), celebrada no dia 30 de setembro.  Todavia, é importante lembrar que o Dia da Bíblia é comemorado pela Igreja no último domingo deste mês, há 69 anos.

São Jerônimo foi quem traduziu o texto bíblico original, escrito em hebraico e grego, para o latim: a chamada Vulgata; foi ele quem deu o primeiro passo para que a Palavra de Deus, hoje traduzida em língua vernácula para praticamente todo o mundo, se tornasse o livro mais adquirido, distribuído e impresso em toda a história.

Assim, não é um exagero afirmar que a Bíblia além de tratar da história de um povo e da sua relação com Deus, é também, um instrumento de evangelização, fonte de alegria, entusiasmo, aprofundamento da fé, discernimento, cura e libertação de tantas pessoas, povos e nações; por isso, são louváveis todas as iniciativas que promovem seu estudo, de forma que, cada vez mais, o povo de Deus acolha e responda ao projeto de Amor, revelado em sua plenitude, na pessoa de Jesus Cristo.

Este ano, somos chamados a conhecer mais o Livro de Miqueias, um dos profetas menores, nascido no século VIII a.C, no reino de Judá, cujo teor gira em torno de denúncias e mensagens de esperança.

Curiosamente, a mensagem dirigida ao povo de Israel, através do Profeta, se encaixa perfeitamente no contexto histórico atual, como se retratasse, exatamente, naquela época, as mazelas que trazem hoje tanto sofrimento à humanidade. Por isso, o lema para o Mês da Bíblia 2016 (Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus – Mq 6, 8), é ao mesmo tempo, instigante e desafiador.

O que o Senhor espera do seu povo, senão uma vida nova, onde, no limite da Justiça, se encontra a misericórdia e a união com Deus? Essa é a pergunta e, a resposta, a qual somos chamados a refletir...

Responder ao chamado para uma nova perspectiva da existência humana, nos leva a colocar Jesus ao centro da história da humanidade. De acordo com a Profecia (5, 1-5), e conforme reconhecimento da Igreja, a partir do Evangelho de Mateus (2, 5-6),  é nEle que se realiza a grande promessa; a vinda do Messias é a resposta de Deus ao drama da humanidade que busca a verdadeira paz.

Essa paz não está alheia à justiça, e requer uma profunda afeição à prática da misericórdia, encontrada genuinamente em Deus.

Para viver a experiência da misericórdia, necessariamente é preciso entrar em oração, expressão de fé que nos une a Deus, como um só corpo.

Mas a oração não deve ser um ato isolado, para não corrermos o risco de não permitirmos realizar de forma eficaz o desígnio de Deus para nós. A ação caritativa deve caminhar lado a lado com ela. 

Oração e ação, portanto, estão intrinsicamente relacionadas e contém, em si, elementos de justiça e de misericórdia.  Quando nos aproximamos de Deus e dos nossos semelhantes, concomitantemente, nos desinstalamos do nosso egoísmo e individualismo, e nos tornamos capazes de transformar o mundo e a história.

Outro viés desse entendimento, pode ser observado quando compreendemos que se a Oração e Palavra nos aproxima de Deus, é no nosso agir, em Cristo, que se realiza a plena comunhão com o  Senhor, pois é a partir dEle, que a Justiça e a Misericórdia se manifestam, dia-a-dia, entre nós.

A Palavra de Deus, especialmente sugerida para este Mês da Bíblia, nos dá esperança e nos propõe a renovação: sanar as feridas da injustiça, respeitar a dignidade das pessoas, promover a inclusão social e a tolerância, cessar as guerras, respeitar as normas de convívio social e a lei natural.

Que o bom Deus derrame sobre nós a sabedoria necessária, para construirmos um mundo onde a esperança nos leve às boas ações.

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Palavra de Deus: Fonte de Esperança e Renovação

08/09/2016 17:25 - Atualizado em 08/09/2016 17:45

Todos os anos, sempre no mês de setembro, a Igreja é convidada a aprofundar o estudo acerca de um livro bíblico.

A prática surgiu no ano de 1971 e o mês escolhido decorre da memória de São Jerônimo (340-420 d.C), celebrada no dia 30 de setembro.  Todavia, é importante lembrar que o Dia da Bíblia é comemorado pela Igreja no último domingo deste mês, há 69 anos.

São Jerônimo foi quem traduziu o texto bíblico original, escrito em hebraico e grego, para o latim: a chamada Vulgata; foi ele quem deu o primeiro passo para que a Palavra de Deus, hoje traduzida em língua vernácula para praticamente todo o mundo, se tornasse o livro mais adquirido, distribuído e impresso em toda a história.

Assim, não é um exagero afirmar que a Bíblia além de tratar da história de um povo e da sua relação com Deus, é também, um instrumento de evangelização, fonte de alegria, entusiasmo, aprofundamento da fé, discernimento, cura e libertação de tantas pessoas, povos e nações; por isso, são louváveis todas as iniciativas que promovem seu estudo, de forma que, cada vez mais, o povo de Deus acolha e responda ao projeto de Amor, revelado em sua plenitude, na pessoa de Jesus Cristo.

Este ano, somos chamados a conhecer mais o Livro de Miqueias, um dos profetas menores, nascido no século VIII a.C, no reino de Judá, cujo teor gira em torno de denúncias e mensagens de esperança.

Curiosamente, a mensagem dirigida ao povo de Israel, através do Profeta, se encaixa perfeitamente no contexto histórico atual, como se retratasse, exatamente, naquela época, as mazelas que trazem hoje tanto sofrimento à humanidade. Por isso, o lema para o Mês da Bíblia 2016 (Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus – Mq 6, 8), é ao mesmo tempo, instigante e desafiador.

O que o Senhor espera do seu povo, senão uma vida nova, onde, no limite da Justiça, se encontra a misericórdia e a união com Deus? Essa é a pergunta e, a resposta, a qual somos chamados a refletir...

Responder ao chamado para uma nova perspectiva da existência humana, nos leva a colocar Jesus ao centro da história da humanidade. De acordo com a Profecia (5, 1-5), e conforme reconhecimento da Igreja, a partir do Evangelho de Mateus (2, 5-6),  é nEle que se realiza a grande promessa; a vinda do Messias é a resposta de Deus ao drama da humanidade que busca a verdadeira paz.

Essa paz não está alheia à justiça, e requer uma profunda afeição à prática da misericórdia, encontrada genuinamente em Deus.

Para viver a experiência da misericórdia, necessariamente é preciso entrar em oração, expressão de fé que nos une a Deus, como um só corpo.

Mas a oração não deve ser um ato isolado, para não corrermos o risco de não permitirmos realizar de forma eficaz o desígnio de Deus para nós. A ação caritativa deve caminhar lado a lado com ela. 

Oração e ação, portanto, estão intrinsicamente relacionadas e contém, em si, elementos de justiça e de misericórdia.  Quando nos aproximamos de Deus e dos nossos semelhantes, concomitantemente, nos desinstalamos do nosso egoísmo e individualismo, e nos tornamos capazes de transformar o mundo e a história.

Outro viés desse entendimento, pode ser observado quando compreendemos que se a Oração e Palavra nos aproxima de Deus, é no nosso agir, em Cristo, que se realiza a plena comunhão com o  Senhor, pois é a partir dEle, que a Justiça e a Misericórdia se manifestam, dia-a-dia, entre nós.

A Palavra de Deus, especialmente sugerida para este Mês da Bíblia, nos dá esperança e nos propõe a renovação: sanar as feridas da injustiça, respeitar a dignidade das pessoas, promover a inclusão social e a tolerância, cessar as guerras, respeitar as normas de convívio social e a lei natural.

Que o bom Deus derrame sobre nós a sabedoria necessária, para construirmos um mundo onde a esperança nos leve às boas ações.

Michelle Figueiredo Neves
Autor

Michelle Figueiredo Neves

Ministra do Acolhimento