Arquidiocese do Rio de Janeiro

25º 20º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/10/2018

22 de Outubro de 2018

Otimismo Cristão

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

22 de Outubro de 2018

Otimismo Cristão

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

06/09/2013 18:14

Otimismo Cristão 0

06/09/2013 18:14

Otimismo Cristão / Arqrio

Encontrar em Cristo as respostas para as mais altas e comuns aspirações humanas e poder saciar a fome de verdade e de amor autêntico foi a tônica das palavras e dos gestos do Papa Francisco nos dias da JMJ Rio 2013 e agora no Pós-Jornada, é o momento especial para tornar realidade essas respostas divinas.

Ao exortar a todos os jovens e adultos, a todos os padres e bispos, na promoção da cultura do encontro e do diálogo com o outro, o Santo Padre abriu um horizonte inimaginável para as gerações que vivem nesse mundo da pós-modernidade.

A geração passada, a de nossos pais e avós, a geração atual, a dos adolescentes e jovens, a geração futura, a das crianças e bebês, têm diante de si um mundo em contínuas e rápidas transformações que lhes questiona de forma bem enigmática.

Esse questionamento misterioso pode ser respondido com certeza, como nos apontou o Papa no Rio de Janeiro, por uma só pessoa, Cristo Redentor. Não há enigmas na vida para quem cultiva dentro de si o encontro freqüente com esse Homem – “Eis o homem”, disse Pilatos diante de uma multidão –, que sem deixar de ser Deus, ficou entre os homens e as mulheres de todas as gerações para dar as respostas certas para as questões mais enigmáticas feitas pela inteligência e pelo coração humano.

Tudo o que foi na vida e tudo o que será ainda necessitam ser confrontados com Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre!

Não cultivar a fé em Cristo, não crer bastante n’Ele, é gerar no encontro com as pessoas e com as instituições uma dúvida cruel. Vale a pena viver nesse mundo tão individualista, tão violento e tão corrupto? Vale a pena ser bom nesse mundo onde os “promotores do mal” levam vantagem e raramente são punidos? Vale a pena ainda evangelizar, anunciar a Boa Nova da Verdade, da Beleza e do Bem, para um mundo manipulado por meios visuais e impressos que invadem lares e consciências, levando confusão às mentes sobre o que realmente é valioso na vida?

Uma multidão entusiasmada próxima de 3,5 milhões de pessoas, que estava na Praia de Copacabana ouviu o Papa Francisco dizer: “Ide, sem medo, para servir. Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, experimentarão que, quem evangeliza, é evangelizado, quem transmitir a alegria da fé, recebe mais alegria.

Queridos jovens, quando retornarem para suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo”.

Há 2.000 anos atrás diante dos olhos de Jesus havia multidões entusiasmadas pelo que Ele dizia e fazia, mas também Ele se encontrou com uma multidão que, manipulada pelas autoridades religiosas da época, só sabia gritar: Crucifica-O, crucifica-O!, pedindo a sua morte.

Mas a resposta de Jesus de Nazaré foi uma só, tanto para as pessoas entusiasmadas, quanto para as multidões manipuladas: “Quando Eu for levantado sobre a terra, atrairei todos a Mim”. Havia um grito de triunfo por trás dessas palavras, e Ele pronunciou frases que ainda ecoam no mundo que periodicamente questiona a nós, católicos: “Tudo está consumado!” e “Eu venci o mundo”.

Jesus vê – e nós com Ele – com otimismo a vida da humanidade e de cada geração que a constrói.

É preciso olhar para o mundo atual constituído por diversas gerações e enxergar com o otimismo da fé que nele não reina só o mal. Se o mal está presente e parece avançar, o bem também progride, e quem cultiva o encontro pessoal com Jesus Cristo é sempre um vitorioso, é sempre um cristão que sabe consumar o seu trabalho missionário. Ser otimista da fé é saber e faz saber que o Bem jamais será destruído, que o Caminho jamais será apagado, que a Vida jamais será arrasada da face da terra.

O período pós JMJ Rio 2013 tem esse forte vetor, pessoal e social: a vitória da Fé, a alegria da esperança, a força medicinal do Amor.

O otimismo, a alegria e a força da intimidade com Cristo Redentor devem levar pais e avós, adolescentes e jovens, crianças, a deixarem bem abertos seus olhos, e verem as realidades da sociedade tal como são, mas tê-los bem mais abertos e elevados para verem tanto bem feito e que ainda deve ser realizado pela Igreja Católica junto com outras igrejas, religiões e pessoas de boa vontade.

Devemos ser pessoas que renovando o mundo com os ensinamentos do Evangelho e do Papa Francisco, demonstram que o otimismo humano e cristão, de todos juntos, adultos, jovens e crianças, é necessário para enfrentar os desafios de cada época e dar a cada um deles respostas semelhantes às de Jesus Cristo, conscientes daquele seu compromisso assumido com seus discípulos-missionários: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.

Com Cristo, por Cristo e em Cristo podemos ser os portadores da única chama capaz de iluminar um mundo em trevas que anseia ser um mundo iluminado pela fé, pela esperança e pela caridade que Cristo trouxe como a Boa Nova para todas gerações.


Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.
Otimismo Cristão / Arqrio

Otimismo Cristão

06/09/2013 18:14

Encontrar em Cristo as respostas para as mais altas e comuns aspirações humanas e poder saciar a fome de verdade e de amor autêntico foi a tônica das palavras e dos gestos do Papa Francisco nos dias da JMJ Rio 2013 e agora no Pós-Jornada, é o momento especial para tornar realidade essas respostas divinas.

Ao exortar a todos os jovens e adultos, a todos os padres e bispos, na promoção da cultura do encontro e do diálogo com o outro, o Santo Padre abriu um horizonte inimaginável para as gerações que vivem nesse mundo da pós-modernidade.

A geração passada, a de nossos pais e avós, a geração atual, a dos adolescentes e jovens, a geração futura, a das crianças e bebês, têm diante de si um mundo em contínuas e rápidas transformações que lhes questiona de forma bem enigmática.

Esse questionamento misterioso pode ser respondido com certeza, como nos apontou o Papa no Rio de Janeiro, por uma só pessoa, Cristo Redentor. Não há enigmas na vida para quem cultiva dentro de si o encontro freqüente com esse Homem – “Eis o homem”, disse Pilatos diante de uma multidão –, que sem deixar de ser Deus, ficou entre os homens e as mulheres de todas as gerações para dar as respostas certas para as questões mais enigmáticas feitas pela inteligência e pelo coração humano.

Tudo o que foi na vida e tudo o que será ainda necessitam ser confrontados com Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre!

Não cultivar a fé em Cristo, não crer bastante n’Ele, é gerar no encontro com as pessoas e com as instituições uma dúvida cruel. Vale a pena viver nesse mundo tão individualista, tão violento e tão corrupto? Vale a pena ser bom nesse mundo onde os “promotores do mal” levam vantagem e raramente são punidos? Vale a pena ainda evangelizar, anunciar a Boa Nova da Verdade, da Beleza e do Bem, para um mundo manipulado por meios visuais e impressos que invadem lares e consciências, levando confusão às mentes sobre o que realmente é valioso na vida?

Uma multidão entusiasmada próxima de 3,5 milhões de pessoas, que estava na Praia de Copacabana ouviu o Papa Francisco dizer: “Ide, sem medo, para servir. Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, experimentarão que, quem evangeliza, é evangelizado, quem transmitir a alegria da fé, recebe mais alegria.

Queridos jovens, quando retornarem para suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo”.

Há 2.000 anos atrás diante dos olhos de Jesus havia multidões entusiasmadas pelo que Ele dizia e fazia, mas também Ele se encontrou com uma multidão que, manipulada pelas autoridades religiosas da época, só sabia gritar: Crucifica-O, crucifica-O!, pedindo a sua morte.

Mas a resposta de Jesus de Nazaré foi uma só, tanto para as pessoas entusiasmadas, quanto para as multidões manipuladas: “Quando Eu for levantado sobre a terra, atrairei todos a Mim”. Havia um grito de triunfo por trás dessas palavras, e Ele pronunciou frases que ainda ecoam no mundo que periodicamente questiona a nós, católicos: “Tudo está consumado!” e “Eu venci o mundo”.

Jesus vê – e nós com Ele – com otimismo a vida da humanidade e de cada geração que a constrói.

É preciso olhar para o mundo atual constituído por diversas gerações e enxergar com o otimismo da fé que nele não reina só o mal. Se o mal está presente e parece avançar, o bem também progride, e quem cultiva o encontro pessoal com Jesus Cristo é sempre um vitorioso, é sempre um cristão que sabe consumar o seu trabalho missionário. Ser otimista da fé é saber e faz saber que o Bem jamais será destruído, que o Caminho jamais será apagado, que a Vida jamais será arrasada da face da terra.

O período pós JMJ Rio 2013 tem esse forte vetor, pessoal e social: a vitória da Fé, a alegria da esperança, a força medicinal do Amor.

O otimismo, a alegria e a força da intimidade com Cristo Redentor devem levar pais e avós, adolescentes e jovens, crianças, a deixarem bem abertos seus olhos, e verem as realidades da sociedade tal como são, mas tê-los bem mais abertos e elevados para verem tanto bem feito e que ainda deve ser realizado pela Igreja Católica junto com outras igrejas, religiões e pessoas de boa vontade.

Devemos ser pessoas que renovando o mundo com os ensinamentos do Evangelho e do Papa Francisco, demonstram que o otimismo humano e cristão, de todos juntos, adultos, jovens e crianças, é necessário para enfrentar os desafios de cada época e dar a cada um deles respostas semelhantes às de Jesus Cristo, conscientes daquele seu compromisso assumido com seus discípulos-missionários: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.

Com Cristo, por Cristo e em Cristo podemos ser os portadores da única chama capaz de iluminar um mundo em trevas que anseia ser um mundo iluminado pela fé, pela esperança e pela caridade que Cristo trouxe como a Boa Nova para todas gerações.


Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Autor

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro