Arquidiocese do Rio de Janeiro

33º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/03/2019

19 de Março de 2019

A Virgem de Nazaré e o Ano da Misericórdia

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19 de Março de 2019

A Virgem de Nazaré e o Ano da Misericórdia

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02/09/2016 12:25 - Atualizado em 02/09/2016 12:25

A Virgem de Nazaré e o Ano da Misericórdia 0

02/09/2016 12:25 - Atualizado em 02/09/2016 12:25

Nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, uma vez mais, sente-se agraciada com a chegada da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. Dentro do Ano Santo Extraordinária da Misericórdia celebramos o Círio de Nazaré, no Rio de Janeiro, entre os dias 02 e 04 de setembro.

Pelo oitavo ano consecutivo, a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro recebe a padroeira da Amazônia, Nossa Senhora de Nazaré, que em Belém sempre tem a sua festa principal celebrada, na maior manifestação pública católica do mundo, no segundo domingo de outubro, e que neste ano terá como tema: “Salve Rainha, Mãe de Misericórdia”.

Aqui no Rio de Janeiro a tradição do Círio de Nazaré é antiga. Temos nas Paróquias dos Barnabitas em Copacabana, em Acari, Anchieta e São Sebastião da Tijuca a tradição de celebrar anualmente a festa. Este momento a mais que temos, decorre de uma proposta que a diretoria do círio de Belém nos fez para uma visita da imagem peregrina, e que depois houve a reinvindicação para que continuasse, o que agora ocorre anualmente.

Em nossa Arquidiocese, na sexta-feira, vinda da Arquidiocese de Niterói, a imagem vai peregrinar na Ilha de Paquetá. Já no sábado, pela manhã, na Igreja de São José, da Lagoa, quando irá abençoar os doentes com a Missa pela Saúde e pelos enfermos; na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, com a Missa do Rio Celebra, em ação de graças pela abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016; visita e Ângelus na Capela Nossa Senhora de Nazaré – Rua São Marcelo, 15, no Camorim; visita à Casa Nossa Senhora de Belém, das Imãs de Belém – Rua Edgar Werneck, 217, na Freguesia, em Jacarepaguá; missa no Colégio Santo Antônio para as religiosas da região – Rua Edgard Werneck, 431, na Freguesia; visita à Igreja Jesus de Nazaré – Rua Ivanildo Alves, 83, no Complexo da Maré, em Bonsucesso; missa e vigília na Igreja Nossa Senhora de Nazaré – Praça Nossa Senhora de Nazaré, 18, em Anchieta. No dia 04 de setembro, domingo, iniciaremos o dia com missa na Igreja São Paulo Apóstolo – Rua Barão de Ipanema, 85, em Copacabana; missa no Santuário Basílica de São Sebastião (Igreja dos Capuchinhos) – Rua Haddock Lobo, 266, na Tijuca; visita ao Centro de Tradições Nordestinas – Campo de São Cristóvão, s/n, em São Cristóvão; visita à Paróquia São Cristóvão – Praça Padre Séve, 10, em São Cristóvão. O grande encerramento, já tradicional, será às 17h de domingo, com mini-círio seguido de missa na Paróquia Santos Mártires Ugandenses e Nossa Senhora de Nazaré – Rua Guaiuba, 130, em Acari.

Neste Ano Jubilar da Misericórdia, todos somos chamados a ir ao encontro de Maria, lembrando que “Ad Iesum per Mariae”. A Jesus por Maria! Essa devoção quer nos conduzir a Jesus: “Iesu, in te confido”! (Jesus, confio em ti!). A obra que o Senhor confia a cada um de nós, com confiança na Misericórdia divina, naquele silêncio orante de Maria aos pés da Cruz, quando contemplou o sofrimento redentor de seu Filho Jesus, é confiar absolutamente em Nosso Senhor Jesus Cristo, o Redentor da criatura humana.

No coração, recebemos a misericórdia de Jesus que se doa a cada um de nós. Jesus perdoa nossos pecados pela ação sacramental da Igreja. Todo pecado confessado, devidamente arrependido, é perdoado, e não devemos cansar de proclamar esta verdade de nossa fé. Do coração perdoado e com a compaixão de Jesus, inicia-se o caminho rumo às mãos, isto é, para as obras de misericórdia, tão importantes no contexto desta Romaria de Nossa Senhora de Nazaré dentro do Ano Santo extraordinário. Não só rezar, mas transformar em gestos concretos nossa oração com as obras de misericórdia. Lembremos que o Papa Francisco acrescentou no dia 1º de setembro a oitava obra de misericórdia temporal e espiritual ligada à contemplação do criado e a trabalhar para cuidar da criação.

A Virgem Maria está no coração de todo o povo brasileiro. E não é diferente em terras cariocas e fluminenses. Não há um penhasco no Rio de Janeiro que não é iluminado pela luz de Cristo e a proteção materna da Virgem Maria. Seja Ela invocada sob mil títulos ou ocasiões, de Aparecida à Nazaré, da Penha ou da Pena, é a mesma Mãe de Jesus que intercede ao seu Filho Jesus pelas necessidades de cada um de nós. Por isso, é significativo que no Coração da Mãe Maria estão todos os anseios de cada um dos filhos de Deus que, recorrendo a Ela, querem tocar no Sagrado Coração de Jesus. E do Coração do Cristo queremos tocar nas mãos de cada um de nós para que sejamos transmissores, como Nossa Senhora de Nazaré, da misericórdia divina. Corações misericordiosos se transformam em mãos misericordiosas e irradiadoras da graça, da misericórdia, da compaixão e do perdão.

O mundo precisa de uma grande reconciliação. E a Igreja é portadora da misericórdia de Deus mediante o dom dos sacramentos. Com o Sacramento da Reconciliação, a Mãe Igreja apresenta ao mundo a beleza e a profundidade do amor misericordioso do Senhor, anunciando e testemunhando a infinita caridade de Deus, Pai que perdoa e acolhe além de nossos merecimentos, como ensinou o Papa Francisco: “desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai e a sua força difusiva” (Evangelii gaudium, 24).

Quando nossos pecados são perdoados e quando nós transmitimos a alegria de uma vida nova, somos transformados e chamados a ser homens e mulheres novos que doam a sua vida em favor do irmão e da irmã. A santidade é atingível e palpável nas pequenas obras de misericórdia e de amor. Abandonando o pecado, vamos iniciar um itinerário virtuoso de caridade, um encontro de amor e de misericórdia com Deus e com a comunidade, no irmão e na irmã.

Nossa Senhora de Nazaré, ao vir de Belém ao Rio de Janeiro nos visitar, quer pedir que na singeleza de sua pequena imagem nós nos rebaixemos diante do grande mistério divino: Nossa Senhora nos convida a caminhar com o Cristo em gestos concretos de misericórdia, de reconciliação, de compaixão, de construção da paz e de pontes de caridade. Nossa Senhora foi uma mulher paciente e orante, acima de tudo, uma mulher que soube ouvir e obedecer a vontade de Deus.

O grande contributo da visita de Nossa senhora de Nazaré ao Rio de Janeiro é nos relembrar que na obediência ao Senhor Jesus, na paciência que brota da confiança orante do Evangelho da Vida, podemos experimentar o alívio de todo cansaço, abrindo-nos levemente à doçura do amor do Cristo Redentor, que redime o gênero humano do pecado e do mal, saboreando o centro da pregação cristã, da alegria de um Cristo que caminha conosco e, como sua Mãe Maria, sempre nos diz: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (cf. Mt 5,5). A mansidão de Jesus nos ensina a transmitir a grande graça da compaixão e da misericórdia na construção do mundo renovado na partilha e na concórdia. Nossa Senhora de Nazaré, interceda pelo Rio de Janeiro junto a seu filho Jesus! Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, assim seja!

 

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A Virgem de Nazaré e o Ano da Misericórdia

02/09/2016 12:25 - Atualizado em 02/09/2016 12:25

Nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, uma vez mais, sente-se agraciada com a chegada da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. Dentro do Ano Santo Extraordinária da Misericórdia celebramos o Círio de Nazaré, no Rio de Janeiro, entre os dias 02 e 04 de setembro.

Pelo oitavo ano consecutivo, a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro recebe a padroeira da Amazônia, Nossa Senhora de Nazaré, que em Belém sempre tem a sua festa principal celebrada, na maior manifestação pública católica do mundo, no segundo domingo de outubro, e que neste ano terá como tema: “Salve Rainha, Mãe de Misericórdia”.

Aqui no Rio de Janeiro a tradição do Círio de Nazaré é antiga. Temos nas Paróquias dos Barnabitas em Copacabana, em Acari, Anchieta e São Sebastião da Tijuca a tradição de celebrar anualmente a festa. Este momento a mais que temos, decorre de uma proposta que a diretoria do círio de Belém nos fez para uma visita da imagem peregrina, e que depois houve a reinvindicação para que continuasse, o que agora ocorre anualmente.

Em nossa Arquidiocese, na sexta-feira, vinda da Arquidiocese de Niterói, a imagem vai peregrinar na Ilha de Paquetá. Já no sábado, pela manhã, na Igreja de São José, da Lagoa, quando irá abençoar os doentes com a Missa pela Saúde e pelos enfermos; na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, com a Missa do Rio Celebra, em ação de graças pela abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016; visita e Ângelus na Capela Nossa Senhora de Nazaré – Rua São Marcelo, 15, no Camorim; visita à Casa Nossa Senhora de Belém, das Imãs de Belém – Rua Edgar Werneck, 217, na Freguesia, em Jacarepaguá; missa no Colégio Santo Antônio para as religiosas da região – Rua Edgard Werneck, 431, na Freguesia; visita à Igreja Jesus de Nazaré – Rua Ivanildo Alves, 83, no Complexo da Maré, em Bonsucesso; missa e vigília na Igreja Nossa Senhora de Nazaré – Praça Nossa Senhora de Nazaré, 18, em Anchieta. No dia 04 de setembro, domingo, iniciaremos o dia com missa na Igreja São Paulo Apóstolo – Rua Barão de Ipanema, 85, em Copacabana; missa no Santuário Basílica de São Sebastião (Igreja dos Capuchinhos) – Rua Haddock Lobo, 266, na Tijuca; visita ao Centro de Tradições Nordestinas – Campo de São Cristóvão, s/n, em São Cristóvão; visita à Paróquia São Cristóvão – Praça Padre Séve, 10, em São Cristóvão. O grande encerramento, já tradicional, será às 17h de domingo, com mini-círio seguido de missa na Paróquia Santos Mártires Ugandenses e Nossa Senhora de Nazaré – Rua Guaiuba, 130, em Acari.

Neste Ano Jubilar da Misericórdia, todos somos chamados a ir ao encontro de Maria, lembrando que “Ad Iesum per Mariae”. A Jesus por Maria! Essa devoção quer nos conduzir a Jesus: “Iesu, in te confido”! (Jesus, confio em ti!). A obra que o Senhor confia a cada um de nós, com confiança na Misericórdia divina, naquele silêncio orante de Maria aos pés da Cruz, quando contemplou o sofrimento redentor de seu Filho Jesus, é confiar absolutamente em Nosso Senhor Jesus Cristo, o Redentor da criatura humana.

No coração, recebemos a misericórdia de Jesus que se doa a cada um de nós. Jesus perdoa nossos pecados pela ação sacramental da Igreja. Todo pecado confessado, devidamente arrependido, é perdoado, e não devemos cansar de proclamar esta verdade de nossa fé. Do coração perdoado e com a compaixão de Jesus, inicia-se o caminho rumo às mãos, isto é, para as obras de misericórdia, tão importantes no contexto desta Romaria de Nossa Senhora de Nazaré dentro do Ano Santo extraordinário. Não só rezar, mas transformar em gestos concretos nossa oração com as obras de misericórdia. Lembremos que o Papa Francisco acrescentou no dia 1º de setembro a oitava obra de misericórdia temporal e espiritual ligada à contemplação do criado e a trabalhar para cuidar da criação.

A Virgem Maria está no coração de todo o povo brasileiro. E não é diferente em terras cariocas e fluminenses. Não há um penhasco no Rio de Janeiro que não é iluminado pela luz de Cristo e a proteção materna da Virgem Maria. Seja Ela invocada sob mil títulos ou ocasiões, de Aparecida à Nazaré, da Penha ou da Pena, é a mesma Mãe de Jesus que intercede ao seu Filho Jesus pelas necessidades de cada um de nós. Por isso, é significativo que no Coração da Mãe Maria estão todos os anseios de cada um dos filhos de Deus que, recorrendo a Ela, querem tocar no Sagrado Coração de Jesus. E do Coração do Cristo queremos tocar nas mãos de cada um de nós para que sejamos transmissores, como Nossa Senhora de Nazaré, da misericórdia divina. Corações misericordiosos se transformam em mãos misericordiosas e irradiadoras da graça, da misericórdia, da compaixão e do perdão.

O mundo precisa de uma grande reconciliação. E a Igreja é portadora da misericórdia de Deus mediante o dom dos sacramentos. Com o Sacramento da Reconciliação, a Mãe Igreja apresenta ao mundo a beleza e a profundidade do amor misericordioso do Senhor, anunciando e testemunhando a infinita caridade de Deus, Pai que perdoa e acolhe além de nossos merecimentos, como ensinou o Papa Francisco: “desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai e a sua força difusiva” (Evangelii gaudium, 24).

Quando nossos pecados são perdoados e quando nós transmitimos a alegria de uma vida nova, somos transformados e chamados a ser homens e mulheres novos que doam a sua vida em favor do irmão e da irmã. A santidade é atingível e palpável nas pequenas obras de misericórdia e de amor. Abandonando o pecado, vamos iniciar um itinerário virtuoso de caridade, um encontro de amor e de misericórdia com Deus e com a comunidade, no irmão e na irmã.

Nossa Senhora de Nazaré, ao vir de Belém ao Rio de Janeiro nos visitar, quer pedir que na singeleza de sua pequena imagem nós nos rebaixemos diante do grande mistério divino: Nossa Senhora nos convida a caminhar com o Cristo em gestos concretos de misericórdia, de reconciliação, de compaixão, de construção da paz e de pontes de caridade. Nossa Senhora foi uma mulher paciente e orante, acima de tudo, uma mulher que soube ouvir e obedecer a vontade de Deus.

O grande contributo da visita de Nossa senhora de Nazaré ao Rio de Janeiro é nos relembrar que na obediência ao Senhor Jesus, na paciência que brota da confiança orante do Evangelho da Vida, podemos experimentar o alívio de todo cansaço, abrindo-nos levemente à doçura do amor do Cristo Redentor, que redime o gênero humano do pecado e do mal, saboreando o centro da pregação cristã, da alegria de um Cristo que caminha conosco e, como sua Mãe Maria, sempre nos diz: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (cf. Mt 5,5). A mansidão de Jesus nos ensina a transmitir a grande graça da compaixão e da misericórdia na construção do mundo renovado na partilha e na concórdia. Nossa Senhora de Nazaré, interceda pelo Rio de Janeiro junto a seu filho Jesus! Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, assim seja!

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro