Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/03/2019

23 de Março de 2019

Reflexões à luz da Romaria a Aparecida

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23 de Março de 2019

Reflexões à luz da Romaria a Aparecida

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29/08/2016 00:00 - Atualizado em 01/09/2016 12:13

Reflexões à luz da Romaria a Aparecida 0

29/08/2016 00:00 - Atualizado em 01/09/2016 12:13

Mais de 80 mil cariocas estiveram presentes na Romaria anual que fazemos à casa da mãe Aparecida. Agradeço aos Irmãos no Episcopado, aos queridos presbíteros, diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas, e ao querido povo de Deus pelo belo sinal de participação e unidade. Tivemos a alegria de nos reunir no tão belo Santuário dedicado a Santa Mãe de Deus com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Unidos como Igreja Particular do Rio de Janeiro, na mais antiga Romaria de uma Arquidiocese a esta excelsa Casa Mater do povo brasileiro, agradecemos e pedimos à Mãe todas as bênçãos sobre nossa arquidiocese, sob a nossa cidade, sob as nossas famílias.

A liturgia desse último sábado de agosto nos inspira muitas reflexões. Além daquela realizada na homilia da missa solene, penso também que a Bíblia acrescenta títulos aos nomes, a começar pelo de Jesus: o Nazareno. Há no Novo Testamento mais de 100 títulos apostos ao nome de Jesus: o Messias; o Verbo de Deus; o Ungido de Deus; o Emanuel (Deus conosco); o primogênito de toda a criação; cabeça da Igreja etc. Indicam o amadurecimento da fé em Cristo ressuscitado no início da Igreja. O título de “Nossa Senhora” vem desde o século I. Segundo a pesquisa histórica e a iconografia (arte de representar por imagens), as primeiras imagens de Nossa Senhora seriam as chamadas “virgens orantes” das catacumbas romanas. Maria é representada de pé, braços elevados em atitude de oração. A origem da veneração a Maria para o culto litúrgico e para a devoção popular, nasceu da excelência da Mãe de Deus no Evangelho: do papel na missão de Jesus, de sua condição de discípula-modelo para os cristãos. Essa é a causa dos inumeráveis títulos das “Nossas Senhoras” pelo mundo afora. É o caso de Nossa Senhora Aparecida, cujo título, e esta celebração completará no ano que vem 300 anos, se deve ao fato de Ela ter “aparecido” no rio Paraíba. Seu jubileu iniciará dia 12 de outubro próximo. E com a imagem que recebemos de presente no final da celebração em Aparecida, iremos trabalhar nesse ano percorrendo todas as paróquias e convidando a todos para a missão permanente.

A liturgia nos apresentou como 1ª Leitura: 1 Cor 1,26-31. Por meio desta leitura o Apóstolo Paulo quer nos apresentar que Deus não escolhe os mais sábios e os mais fortes, mas Deus escolhe aqueles que aparentemente são fracos, ou seja, Deus escolhe os fracos para enganar os soberbos. Deus escolhe os fracos e os pequenos para que assim cada pessoa possa se apoiar n’Ele. A grandeza representa o apego nesta vida e as coisas materiais. O pequeno e o fraco não têm onde se vangloriar, mas só no Senhor. Só o Senhor é o seu refúgio e sua proteção.

O Salmo Responsorial é o Salmo 32 (33) – O refrão do Salmo nos falou que “Feliz o povo que o Senhor Deus escolheu por sua herança”. Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, escolhe pessoas para assim serem seus mensageiros e anunciadores. Anunciadores da misericórdia e anunciadores do amor. A este Deus os cerca com carinho e proteção. O escolhido de Deus tem que confiar em seu Senhor.

No Evangelho, Mateus 25,14-30, Jesus conta a parábola dos talentos: um homem que, partindo de viagem para o estrangeiro, chamou os seus próprios servos e entregou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois, a outro um. A cada um, de acordo com a sua capacidade. Depois de muito tempo ele voltou e pôs-se a ajustar as contas com eles. Elogiou e recompensou os que fizeram render os talentos a eles confiados e repreendeu e castigou o que não fez render o único talento recebido.

Com esta parábola Jesus nos ensina que a vida na Terra é um tempo para administrarmos a herança do Senhor e, assim, ganharmos o Céu. O significado da parábola é claro. Nós somos os servos; os talentos são as condições com que Deus dotou cada um de nós (a inteligência, a capacidade de amar, de fazer os outros felizes, os bens temporais…); o tempo que dura a ausência do patrão é a vida; o regresso inesperado, a morte; a prestação de contas, o juízo; entrar no gozo de Senhor, o Céu. Não somos donos, mas administradores de uns bens dos quais teremos de prestar contas.

Hoje, podemos examinar na presença de Deus se realmente temos mentalidade de administradores e não de donos absolutos, que podem dispor a seu bel-prazer do uso que fazemos do nosso corpo e dos sentidos, da alma e das suas potências. Servem realmente para dar glória a Deus? Pensemos se fazemos o bem com os talentos recebidos: com os bens materiais, com a nossa capacidade de trabalho, com as amizades… o Senhor deseja ver o seu patrimônio bem administrado. O que Ele espera é proporcional àquilo que recebemos.

Nesta parábola, o Senhor ensina-nos especialmente a necessidade de corresponder à graça de maneira esforçada, exigente e constante durante toda a vida. Importa fazer render todos os dons que recebemos do Senhor. O importante não é o número, mas a generosidade para fazê-los frutificar.

Mas o que tinha recebido um talento foi, cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Quando este lhe pediu contas, tentou desculpar-se. Este último servo revela-nos como é que o homem se comporta quando não vive uma fidelidade ativa em relação a Deus. Prevalecem o medo, a auto-estima, a afirmação do egoísmo, que procura justificar a sua conduta com as injustas pretensões do seu senhor que deseja colher onde não semeou. “Servo mau e preguiçoso” é como o Senhor o chama ao ouvir as suas desculpas. Esqueceu uma verdade essencial: que o homem foi criado para conhecer, amar e servir a Deus neste mundo, e assim merecer a vida com o próprio Deus para sempre no Céu.

Quando se conhece a Deus, é fácil amá-Lo e servi-Lo. Quando se ama, servir não só não é custoso nem humilhante: é um prazer. “Servo preguiçoso”, diz o Senhor. A preguiça, fruto da falta de amor, leva a um desamor muito maior. Nesta parábola, o Senhor condena os que desenvolvem os dons que Ele lhes deu e os que os empregaram a serviço do seu comodismo pessoal, ao invés de servirem a Deus e aos seus irmãos, os homens, num serviço de amor.

Aquele que recebeu cinco talentos e o que recebeu somente dois foram bons trabalhadores. Cada um deles, recebidos os talentos, “negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros” (Mt 25,16). É preciso trabalhar! Mais ainda, é preciso trabalhar bem! São João Paulo II, na sua Carta Encíclica sobre o trabalho humano (“Laborem exercens”), falava de “elementos para uma espiritualidade do trabalho”. No entanto, ninguém duvida que a primeira coisa para falarmos de uma espiritualidade do trabalho é que se tenha um trabalho e se trabalhe. É verdade que nem sempre é fácil ter um trabalho. Há muitas pessoas desempregadas. Nesse sentido, a justiça social apela aos representantes responsáveis pelo bem comum da sociedade para que se empenhem em criar cada vez mais postos de trabalho.

O trabalho é um dom de Deus, que criou o homem para que trabalhasse (cf. Gn 2,15). No nosso trabalho nós temos que fazer como aqueles servos que negociaram e fizeram com que os talentos se multiplicassem. Eles sabiam que eram administradores de bens que não lhes pertenciam. E nós, o que somos? Administradores, servos, trabalhadores na vinha do Senhor, negociantes com os talentos de Deus? O Senhor nos pedirá conta da nossa administração. Temos que trabalhar, santificando a nossa profissão.

Há momentos nos quais precisamos ser fortalecidos para continuar com esse empenho firme e alegre: santificar a realidade profissional, a de todos os dias. Vamos fortalecer-nos na Missa dominical, e até diária se possível; na meditação diária da Palavra de Deus; na reza quotidiana do Terço; nas visitas ao Santíssimo. Todas essas práticas de piedade, tão salientadas pelo Ano Santo da Misericórdia, são como um “posto de combustível” aonde o carrinho da nossa alma vai se reabastecer para continuar caminhando, encontrando e amando a Deus, conversando com Ele em todos os momentos da nossa jornada.

Peçamos a Nossa Senhora Aparecida, a sempre Virgem “Maria, Mãe da Misericórdia”, para que todos nós, cumprindo o transcurso de passar pela Porta Santa neste Santuário Nacional, possamos retornar para a nossa cidade do Rio de Janeiro como construtores da paz, testemunhando o Redentor em nossas atividades com entusiasmo, sempre exclamando com alegria “Sua Misericórdia se estende de geração em geração”! (Lc 1,50). Como a Virgem Aparecida, sejamos discípulos-missionários ouvintes e instrutores da Misericórdia de Deus, levando, como pediu o Papa Francisco em Cracóvia, “Misericordina plus” aos homens e mulheres nossos contemporâneos. Assim nos ajude, do seu trono sagrado, a Rainha e Padroeira do Brasil!


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29/08/2016 00:00 - Atualizado em 01/09/2016 12:13

Mais de 80 mil cariocas estiveram presentes na Romaria anual que fazemos à casa da mãe Aparecida. Agradeço aos Irmãos no Episcopado, aos queridos presbíteros, diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas, e ao querido povo de Deus pelo belo sinal de participação e unidade. Tivemos a alegria de nos reunir no tão belo Santuário dedicado a Santa Mãe de Deus com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Unidos como Igreja Particular do Rio de Janeiro, na mais antiga Romaria de uma Arquidiocese a esta excelsa Casa Mater do povo brasileiro, agradecemos e pedimos à Mãe todas as bênçãos sobre nossa arquidiocese, sob a nossa cidade, sob as nossas famílias.

A liturgia desse último sábado de agosto nos inspira muitas reflexões. Além daquela realizada na homilia da missa solene, penso também que a Bíblia acrescenta títulos aos nomes, a começar pelo de Jesus: o Nazareno. Há no Novo Testamento mais de 100 títulos apostos ao nome de Jesus: o Messias; o Verbo de Deus; o Ungido de Deus; o Emanuel (Deus conosco); o primogênito de toda a criação; cabeça da Igreja etc. Indicam o amadurecimento da fé em Cristo ressuscitado no início da Igreja. O título de “Nossa Senhora” vem desde o século I. Segundo a pesquisa histórica e a iconografia (arte de representar por imagens), as primeiras imagens de Nossa Senhora seriam as chamadas “virgens orantes” das catacumbas romanas. Maria é representada de pé, braços elevados em atitude de oração. A origem da veneração a Maria para o culto litúrgico e para a devoção popular, nasceu da excelência da Mãe de Deus no Evangelho: do papel na missão de Jesus, de sua condição de discípula-modelo para os cristãos. Essa é a causa dos inumeráveis títulos das “Nossas Senhoras” pelo mundo afora. É o caso de Nossa Senhora Aparecida, cujo título, e esta celebração completará no ano que vem 300 anos, se deve ao fato de Ela ter “aparecido” no rio Paraíba. Seu jubileu iniciará dia 12 de outubro próximo. E com a imagem que recebemos de presente no final da celebração em Aparecida, iremos trabalhar nesse ano percorrendo todas as paróquias e convidando a todos para a missão permanente.

A liturgia nos apresentou como 1ª Leitura: 1 Cor 1,26-31. Por meio desta leitura o Apóstolo Paulo quer nos apresentar que Deus não escolhe os mais sábios e os mais fortes, mas Deus escolhe aqueles que aparentemente são fracos, ou seja, Deus escolhe os fracos para enganar os soberbos. Deus escolhe os fracos e os pequenos para que assim cada pessoa possa se apoiar n’Ele. A grandeza representa o apego nesta vida e as coisas materiais. O pequeno e o fraco não têm onde se vangloriar, mas só no Senhor. Só o Senhor é o seu refúgio e sua proteção.

O Salmo Responsorial é o Salmo 32 (33) – O refrão do Salmo nos falou que “Feliz o povo que o Senhor Deus escolheu por sua herança”. Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, escolhe pessoas para assim serem seus mensageiros e anunciadores. Anunciadores da misericórdia e anunciadores do amor. A este Deus os cerca com carinho e proteção. O escolhido de Deus tem que confiar em seu Senhor.

No Evangelho, Mateus 25,14-30, Jesus conta a parábola dos talentos: um homem que, partindo de viagem para o estrangeiro, chamou os seus próprios servos e entregou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois, a outro um. A cada um, de acordo com a sua capacidade. Depois de muito tempo ele voltou e pôs-se a ajustar as contas com eles. Elogiou e recompensou os que fizeram render os talentos a eles confiados e repreendeu e castigou o que não fez render o único talento recebido.

Com esta parábola Jesus nos ensina que a vida na Terra é um tempo para administrarmos a herança do Senhor e, assim, ganharmos o Céu. O significado da parábola é claro. Nós somos os servos; os talentos são as condições com que Deus dotou cada um de nós (a inteligência, a capacidade de amar, de fazer os outros felizes, os bens temporais…); o tempo que dura a ausência do patrão é a vida; o regresso inesperado, a morte; a prestação de contas, o juízo; entrar no gozo de Senhor, o Céu. Não somos donos, mas administradores de uns bens dos quais teremos de prestar contas.

Hoje, podemos examinar na presença de Deus se realmente temos mentalidade de administradores e não de donos absolutos, que podem dispor a seu bel-prazer do uso que fazemos do nosso corpo e dos sentidos, da alma e das suas potências. Servem realmente para dar glória a Deus? Pensemos se fazemos o bem com os talentos recebidos: com os bens materiais, com a nossa capacidade de trabalho, com as amizades… o Senhor deseja ver o seu patrimônio bem administrado. O que Ele espera é proporcional àquilo que recebemos.

Nesta parábola, o Senhor ensina-nos especialmente a necessidade de corresponder à graça de maneira esforçada, exigente e constante durante toda a vida. Importa fazer render todos os dons que recebemos do Senhor. O importante não é o número, mas a generosidade para fazê-los frutificar.

Mas o que tinha recebido um talento foi, cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Quando este lhe pediu contas, tentou desculpar-se. Este último servo revela-nos como é que o homem se comporta quando não vive uma fidelidade ativa em relação a Deus. Prevalecem o medo, a auto-estima, a afirmação do egoísmo, que procura justificar a sua conduta com as injustas pretensões do seu senhor que deseja colher onde não semeou. “Servo mau e preguiçoso” é como o Senhor o chama ao ouvir as suas desculpas. Esqueceu uma verdade essencial: que o homem foi criado para conhecer, amar e servir a Deus neste mundo, e assim merecer a vida com o próprio Deus para sempre no Céu.

Quando se conhece a Deus, é fácil amá-Lo e servi-Lo. Quando se ama, servir não só não é custoso nem humilhante: é um prazer. “Servo preguiçoso”, diz o Senhor. A preguiça, fruto da falta de amor, leva a um desamor muito maior. Nesta parábola, o Senhor condena os que desenvolvem os dons que Ele lhes deu e os que os empregaram a serviço do seu comodismo pessoal, ao invés de servirem a Deus e aos seus irmãos, os homens, num serviço de amor.

Aquele que recebeu cinco talentos e o que recebeu somente dois foram bons trabalhadores. Cada um deles, recebidos os talentos, “negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros” (Mt 25,16). É preciso trabalhar! Mais ainda, é preciso trabalhar bem! São João Paulo II, na sua Carta Encíclica sobre o trabalho humano (“Laborem exercens”), falava de “elementos para uma espiritualidade do trabalho”. No entanto, ninguém duvida que a primeira coisa para falarmos de uma espiritualidade do trabalho é que se tenha um trabalho e se trabalhe. É verdade que nem sempre é fácil ter um trabalho. Há muitas pessoas desempregadas. Nesse sentido, a justiça social apela aos representantes responsáveis pelo bem comum da sociedade para que se empenhem em criar cada vez mais postos de trabalho.

O trabalho é um dom de Deus, que criou o homem para que trabalhasse (cf. Gn 2,15). No nosso trabalho nós temos que fazer como aqueles servos que negociaram e fizeram com que os talentos se multiplicassem. Eles sabiam que eram administradores de bens que não lhes pertenciam. E nós, o que somos? Administradores, servos, trabalhadores na vinha do Senhor, negociantes com os talentos de Deus? O Senhor nos pedirá conta da nossa administração. Temos que trabalhar, santificando a nossa profissão.

Há momentos nos quais precisamos ser fortalecidos para continuar com esse empenho firme e alegre: santificar a realidade profissional, a de todos os dias. Vamos fortalecer-nos na Missa dominical, e até diária se possível; na meditação diária da Palavra de Deus; na reza quotidiana do Terço; nas visitas ao Santíssimo. Todas essas práticas de piedade, tão salientadas pelo Ano Santo da Misericórdia, são como um “posto de combustível” aonde o carrinho da nossa alma vai se reabastecer para continuar caminhando, encontrando e amando a Deus, conversando com Ele em todos os momentos da nossa jornada.

Peçamos a Nossa Senhora Aparecida, a sempre Virgem “Maria, Mãe da Misericórdia”, para que todos nós, cumprindo o transcurso de passar pela Porta Santa neste Santuário Nacional, possamos retornar para a nossa cidade do Rio de Janeiro como construtores da paz, testemunhando o Redentor em nossas atividades com entusiasmo, sempre exclamando com alegria “Sua Misericórdia se estende de geração em geração”! (Lc 1,50). Como a Virgem Aparecida, sejamos discípulos-missionários ouvintes e instrutores da Misericórdia de Deus, levando, como pediu o Papa Francisco em Cracóvia, “Misericordina plus” aos homens e mulheres nossos contemporâneos. Assim nos ajude, do seu trono sagrado, a Rainha e Padroeira do Brasil!


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro