Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/03/2019

20 de Março de 2019

Com misericórdia, Romeiros em Aparecida

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Com misericórdia, Romeiros em Aparecida

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26/08/2016 17:07 - Atualizado em 26/08/2016 17:08

Com misericórdia, Romeiros em Aparecida 0

26/08/2016 17:07 - Atualizado em 26/08/2016 17:08

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto, MG.

Convocado pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu.

João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.

Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante a imagem.

A fama de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraiba foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo tornou-se pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava, e, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

Em 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros. No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor.

Vinte anos depois, a 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, nossa Senhora foi proclamada, aqui na cidade do Rio de Janeiro, como RAINHA DO BRASIL E SUA PADROEIRA OFICIAL, por determinação do Papa Pio XI.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessário a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, sob a clarividência do grande Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, teve início em 11 de Novembro de 1955 a construção de outra igreja, atual Basílica Nova.

A nova Basílica em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida: Santuário Nacional; “um dos maiores Santuários Marianos do mundo".

O Padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma Missão realizada em Aparecida em 1748, em que diz sobre os muitos milagres realizados realizado por Deus no clima da devoção popular que pede a intercessão a Nossa Senhora Aparecida concretizada na pequenina imagem de Maria. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos. Mencionamos aqui três grandes prodígios ocorridos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

O primeiro prodígio, sem dúvida alguma, foi a pesca abundante que se seguiu ao encontro da imagem. Não há outras referências sobre o fato a não ser aquela da narrativa do achado da imagem: “E, continuando a pescaria, não tendo até então pego peixe algum, dali por diante foi tão abundante a pesca, que receosos de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, os pescadores se retiraram as suas casas, admirados com o que ocorrera”.

Entretanto, o mais simbólico e rico de significativo, sem dúvida, foi o milagre das velas pela sua íntima relação com a fé. Aconteceu no primitivo oratório do Itaguaçu, quando o povo se encontrava em oração diante da imagem. Numa noite, durante a reza do terço, as velas apagaram-se repentinamente e sem motivo, pois não ventava na ocasião. Houve espanto entre os devotos e, quando Silvana da Rocha procurou acendê-las novamente, elas se acenderam por si, prodigiosamente.

Significativo também é o prodígio das correntes que se soltaram das mãos de um escravo, quando este implorava a proteção da Senhora Aparecida. Existem muitas versões orais sobre o fato. Algumas são ricas em pormenores. O primeiro a mencioná-lo por escrito foi o Padre Claro Francisco de Vasconcelos, em 1828.

Em comemoração à data, o Santuário Nacional de Aparecida promove o Jubileu “300 anos de bênçãos”, com uma programação devocional e obras de fé que vão nos preparar para o grandioso tricentenário. 2015 marcou o primeiro ano do triênio preparatório dos 300 anos. Imagens peregrinas foram enviadas as arqui(dioceses) e Missionários Redentoristas levaram a cada capital do país uma imagem fac símile da Padroeira (a nossa arquidiocese foi uma das primeiras que recebeu essa peregrinação). Durante a peregrinação, estão sendo colhidas porções de terra das capitais brasileiras para compor uma coroa especial para Nossa Senhora Aparecida. Daqui alguns dias será inaugurado o Campanário do Santuário Nacional – os sinos foram fabricados na Holanda especialmente para esta obra que foi projetada por Oscar Niemeyer. A inauguração do campanário está prevista para o dia 12 de outubro de 2016, na abertura do Ano Jubilar em comemoração aos 300 anos da aparição. Desde a aparição até o presente momento, a cada ano cresce o número de romarias, vindas de várias regiões do nosso país ou de outros países mais próximos.

A Romaria de nossa Arquidiocese é a mais antiga Romaria em funcionamento de uma cidade para o Santuário Nacional. Neste dia 27 de agosto, em unidade com o Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, e já preparando o ano Mariano, o tema da nossa romaria será “Maria, Mãe de Misericórdia”, e o lema bíblico escolhido para iluminar as orações e atitudes dos fiéis está no Evangelho de São Lucas (Lc 1, 50): “Sua misericórdia se estende, de geração em geração!”. Em sintonia com o que prescrevemos para cada mês deste ano como obra de misericórdia, a Igreja no Rio de Janeiro acolherá o que está destacada no planejamento arquidiocesano para o mês de agosto, com a finalidade de que os romeiros se detenham não só em sua compreensão, mas também em sua prática: instruir e aconselhar. Já o gesto concreto deste ano será ofertar ao Deus de Misericórdia, pela intercessão da Virgem Maria, o grande trabalho da Pastoral do Menor que completa aniversário nesse dia de nossa romaria.

Teremos intensa programação na manhã deste sábado. A romaria começará às 7h com o encontro dos fiéis na Tribuna do Papa para a recitação do Terço de Nossa Senhora. A missa solene de Nossa Senhora será na Basílica às 9h, e será transmitida para todo o Brasil pelos meios de comunicação. Às 10:30h, os peregrinos devem se encontrar na Porta Santa para o início da caminhada até o Morro do Cruzeiro, para a Via-Sacra e assim concluir a etapa Arquidiocesana. As Paróquias continuarão com suas programações próprias conforme combinaram.

Espero poder abraçar aos meus amados diocesanos, o querido clero e os estimados seminaristas, além dos religiosos e, particularmente, de todos os catequistas para estes momentos de Romaria Arquidiocesana.

Queremos pedir à Virgem Maria, “Mãe da Misericórdia”, Nossa Senhora da Conceição Aparecida que olhe para todo o nosso país. Que nós brasileiros possamos a exemplo dela disser sempre o sim a Jesus. Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós e nos ensinai a sermos misericordiosos!

 

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Com misericórdia, Romeiros em Aparecida

26/08/2016 17:07 - Atualizado em 26/08/2016 17:08

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto, MG.

Convocado pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu.

João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.

Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante a imagem.

A fama de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraiba foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo tornou-se pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava, e, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

Em 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros. No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor.

Vinte anos depois, a 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, nossa Senhora foi proclamada, aqui na cidade do Rio de Janeiro, como RAINHA DO BRASIL E SUA PADROEIRA OFICIAL, por determinação do Papa Pio XI.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessário a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, sob a clarividência do grande Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, teve início em 11 de Novembro de 1955 a construção de outra igreja, atual Basílica Nova.

A nova Basílica em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida: Santuário Nacional; “um dos maiores Santuários Marianos do mundo".

O Padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma Missão realizada em Aparecida em 1748, em que diz sobre os muitos milagres realizados realizado por Deus no clima da devoção popular que pede a intercessão a Nossa Senhora Aparecida concretizada na pequenina imagem de Maria. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos. Mencionamos aqui três grandes prodígios ocorridos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

O primeiro prodígio, sem dúvida alguma, foi a pesca abundante que se seguiu ao encontro da imagem. Não há outras referências sobre o fato a não ser aquela da narrativa do achado da imagem: “E, continuando a pescaria, não tendo até então pego peixe algum, dali por diante foi tão abundante a pesca, que receosos de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, os pescadores se retiraram as suas casas, admirados com o que ocorrera”.

Entretanto, o mais simbólico e rico de significativo, sem dúvida, foi o milagre das velas pela sua íntima relação com a fé. Aconteceu no primitivo oratório do Itaguaçu, quando o povo se encontrava em oração diante da imagem. Numa noite, durante a reza do terço, as velas apagaram-se repentinamente e sem motivo, pois não ventava na ocasião. Houve espanto entre os devotos e, quando Silvana da Rocha procurou acendê-las novamente, elas se acenderam por si, prodigiosamente.

Significativo também é o prodígio das correntes que se soltaram das mãos de um escravo, quando este implorava a proteção da Senhora Aparecida. Existem muitas versões orais sobre o fato. Algumas são ricas em pormenores. O primeiro a mencioná-lo por escrito foi o Padre Claro Francisco de Vasconcelos, em 1828.

Em comemoração à data, o Santuário Nacional de Aparecida promove o Jubileu “300 anos de bênçãos”, com uma programação devocional e obras de fé que vão nos preparar para o grandioso tricentenário. 2015 marcou o primeiro ano do triênio preparatório dos 300 anos. Imagens peregrinas foram enviadas as arqui(dioceses) e Missionários Redentoristas levaram a cada capital do país uma imagem fac símile da Padroeira (a nossa arquidiocese foi uma das primeiras que recebeu essa peregrinação). Durante a peregrinação, estão sendo colhidas porções de terra das capitais brasileiras para compor uma coroa especial para Nossa Senhora Aparecida. Daqui alguns dias será inaugurado o Campanário do Santuário Nacional – os sinos foram fabricados na Holanda especialmente para esta obra que foi projetada por Oscar Niemeyer. A inauguração do campanário está prevista para o dia 12 de outubro de 2016, na abertura do Ano Jubilar em comemoração aos 300 anos da aparição. Desde a aparição até o presente momento, a cada ano cresce o número de romarias, vindas de várias regiões do nosso país ou de outros países mais próximos.

A Romaria de nossa Arquidiocese é a mais antiga Romaria em funcionamento de uma cidade para o Santuário Nacional. Neste dia 27 de agosto, em unidade com o Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, e já preparando o ano Mariano, o tema da nossa romaria será “Maria, Mãe de Misericórdia”, e o lema bíblico escolhido para iluminar as orações e atitudes dos fiéis está no Evangelho de São Lucas (Lc 1, 50): “Sua misericórdia se estende, de geração em geração!”. Em sintonia com o que prescrevemos para cada mês deste ano como obra de misericórdia, a Igreja no Rio de Janeiro acolherá o que está destacada no planejamento arquidiocesano para o mês de agosto, com a finalidade de que os romeiros se detenham não só em sua compreensão, mas também em sua prática: instruir e aconselhar. Já o gesto concreto deste ano será ofertar ao Deus de Misericórdia, pela intercessão da Virgem Maria, o grande trabalho da Pastoral do Menor que completa aniversário nesse dia de nossa romaria.

Teremos intensa programação na manhã deste sábado. A romaria começará às 7h com o encontro dos fiéis na Tribuna do Papa para a recitação do Terço de Nossa Senhora. A missa solene de Nossa Senhora será na Basílica às 9h, e será transmitida para todo o Brasil pelos meios de comunicação. Às 10:30h, os peregrinos devem se encontrar na Porta Santa para o início da caminhada até o Morro do Cruzeiro, para a Via-Sacra e assim concluir a etapa Arquidiocesana. As Paróquias continuarão com suas programações próprias conforme combinaram.

Espero poder abraçar aos meus amados diocesanos, o querido clero e os estimados seminaristas, além dos religiosos e, particularmente, de todos os catequistas para estes momentos de Romaria Arquidiocesana.

Queremos pedir à Virgem Maria, “Mãe da Misericórdia”, Nossa Senhora da Conceição Aparecida que olhe para todo o nosso país. Que nós brasileiros possamos a exemplo dela disser sempre o sim a Jesus. Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós e nos ensinai a sermos misericordiosos!

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro