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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/08/2017

17 de Agosto de 2017

O testemunho da fé: medalha de ouro nos Jogos Olímpicos

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17 de Agosto de 2017

O testemunho da fé: medalha de ouro nos Jogos Olímpicos

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16/08/2016 13:31 - Atualizado em 16/08/2016 13:31

O testemunho da fé: medalha de ouro nos Jogos Olímpicos 0

16/08/2016 13:31 - Atualizado em 16/08/2016 13:31

Mais de dez mil atletas foram acolhidos na cidade do Rio de Janeiro para a edição dos Jogos Olímpicos de 2016, e mesmo que alguns deles não tenham uma Bandeira a qual defender, o evento demonstra tratar de forma significativa a importância da inclusão e da fraternidade entre os povos, em contraposição ao atual quadro de conflitos mundiais que tem por imperativo o individualismo, o egoísmo e a discriminação sem limites.

Mas este não é o único destaque das olimpíadas. Ao lado da perseverança, do foco, da transpiração e da inspiração sempre presentes nos campeonatos esportivos, desta vez, salta aos olhos a quantidade de atletas que expressamente colocam a fé como um dos seus principais alicerces na superação das dificuldades enfrentadas na disputa das medalhas, e também para testemunhar oportunamente a gratidão a Deus pelo dom recebido.

Allyson Felix, norte-americana do atletismo; Ashleigh Moolman-Pasio, sul-africana do ciclismo; Asafa Powell, jamaicano do atletismo; Bubba Watson, norte-americano do golfe; Christine Ohuruogu, britânica do atletismo; Francena McCorory, norte-americana do atletismo; Gabby Douglas, norte-americana da Ginástica Olímpica; Kevin Lisch, australiano do basquete americano; Leone Nakarawa, de Fiji, no rúgbi de sete; Sunette Viljoen, sul-africana do lançamento de dardos; Usain Bolt, o jamaicano do atletismo, considerado o homem mais rápido de todos os tempos, são alguns exemplos de atletas que professam sua fé com o mesmo entusiasmo com que lutam para se destacarem nas modalidades que representam.  

As histórias pessoais dos atletas citados servem de inspiração para todo cristão, pois não deixam dúvidas de que somente uma força maior foi capaz de trazê-los até aqui. O abandono, a pobreza, a falta de incentivos, acidentes e toda sorte de obstáculos não foram capazes de detê-los, pois a fé em Deus, conforme citado por diversas autoridades do esporte, é o grande diferencial em suas caminhadas.

A experiência, embora inserida no exercício da atividade esportiva deles, não se limita a esta.

Kevin Lisch, por exemplo, refletindo sobre como a sua fé e o esporte interagem, afirmou recentemente a uma mídia católica: “No esporte, assim como em outras coisas na vida, é fácil sermos pegos centrados sobre nós mesmos e ou em nossos próprios problemas e realizações. Mas ao colocar Deus no centro, sou lembrado de que não se trata apenas de mim. Trata-se de ajudar os outros. Tem a ver com difundir aquela alegria aos outros, a alegria de viver uma vida cristã... A minha fé ajudou a me dar um propósito e uma perspectiva no esporte e na vida. É um trabalho constantemente em progresso, uma batalha feliz, penso eu”.   

Se ganhar ou perder, pelo senso comum, faz parte da vida, tudo indica que na percepção dos atletas cristãos o tema exige uma abordagem mais profunda: o saber ganhar ou perder é o indicativo da vitória, pois a fé redimensiona o sentido da competitividade, e, uma vez reconhecido que o esporte é um dom especial, quem crê, torna-se, inexoravelmente, um medalhista em outros aspectos da vida cotidiana.

Claro que se tomarmos em conta os desafios vencidos na trajetória esportiva de todos os participantes, cada um é merecedor do primeiro lugar no podium, e sem dúvidas, continuaremos a torcer para que os atletas do nosso país vençam em suas modalidades, todavia, não há como negar que nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro é uníssona a relação entre esporte e espiritualidade. 

Este diferencial faz com que o testemunho da fé seja o grande medalhista desta edição, pois, o contexto histórico atual, nos remete a certeza de que o exemplo desses atletas inspira a caminhada cristã, para o constante fortalecimento da fé e o correspondente testemunho, capazes de vencer os desafios impostos num mundo cada dia mais secularizado.

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O testemunho da fé: medalha de ouro nos Jogos Olímpicos

16/08/2016 13:31 - Atualizado em 16/08/2016 13:31

Mais de dez mil atletas foram acolhidos na cidade do Rio de Janeiro para a edição dos Jogos Olímpicos de 2016, e mesmo que alguns deles não tenham uma Bandeira a qual defender, o evento demonstra tratar de forma significativa a importância da inclusão e da fraternidade entre os povos, em contraposição ao atual quadro de conflitos mundiais que tem por imperativo o individualismo, o egoísmo e a discriminação sem limites.

Mas este não é o único destaque das olimpíadas. Ao lado da perseverança, do foco, da transpiração e da inspiração sempre presentes nos campeonatos esportivos, desta vez, salta aos olhos a quantidade de atletas que expressamente colocam a fé como um dos seus principais alicerces na superação das dificuldades enfrentadas na disputa das medalhas, e também para testemunhar oportunamente a gratidão a Deus pelo dom recebido.

Allyson Felix, norte-americana do atletismo; Ashleigh Moolman-Pasio, sul-africana do ciclismo; Asafa Powell, jamaicano do atletismo; Bubba Watson, norte-americano do golfe; Christine Ohuruogu, britânica do atletismo; Francena McCorory, norte-americana do atletismo; Gabby Douglas, norte-americana da Ginástica Olímpica; Kevin Lisch, australiano do basquete americano; Leone Nakarawa, de Fiji, no rúgbi de sete; Sunette Viljoen, sul-africana do lançamento de dardos; Usain Bolt, o jamaicano do atletismo, considerado o homem mais rápido de todos os tempos, são alguns exemplos de atletas que professam sua fé com o mesmo entusiasmo com que lutam para se destacarem nas modalidades que representam.  

As histórias pessoais dos atletas citados servem de inspiração para todo cristão, pois não deixam dúvidas de que somente uma força maior foi capaz de trazê-los até aqui. O abandono, a pobreza, a falta de incentivos, acidentes e toda sorte de obstáculos não foram capazes de detê-los, pois a fé em Deus, conforme citado por diversas autoridades do esporte, é o grande diferencial em suas caminhadas.

A experiência, embora inserida no exercício da atividade esportiva deles, não se limita a esta.

Kevin Lisch, por exemplo, refletindo sobre como a sua fé e o esporte interagem, afirmou recentemente a uma mídia católica: “No esporte, assim como em outras coisas na vida, é fácil sermos pegos centrados sobre nós mesmos e ou em nossos próprios problemas e realizações. Mas ao colocar Deus no centro, sou lembrado de que não se trata apenas de mim. Trata-se de ajudar os outros. Tem a ver com difundir aquela alegria aos outros, a alegria de viver uma vida cristã... A minha fé ajudou a me dar um propósito e uma perspectiva no esporte e na vida. É um trabalho constantemente em progresso, uma batalha feliz, penso eu”.   

Se ganhar ou perder, pelo senso comum, faz parte da vida, tudo indica que na percepção dos atletas cristãos o tema exige uma abordagem mais profunda: o saber ganhar ou perder é o indicativo da vitória, pois a fé redimensiona o sentido da competitividade, e, uma vez reconhecido que o esporte é um dom especial, quem crê, torna-se, inexoravelmente, um medalhista em outros aspectos da vida cotidiana.

Claro que se tomarmos em conta os desafios vencidos na trajetória esportiva de todos os participantes, cada um é merecedor do primeiro lugar no podium, e sem dúvidas, continuaremos a torcer para que os atletas do nosso país vençam em suas modalidades, todavia, não há como negar que nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro é uníssona a relação entre esporte e espiritualidade. 

Este diferencial faz com que o testemunho da fé seja o grande medalhista desta edição, pois, o contexto histórico atual, nos remete a certeza de que o exemplo desses atletas inspira a caminhada cristã, para o constante fortalecimento da fé e o correspondente testemunho, capazes de vencer os desafios impostos num mundo cada dia mais secularizado.

Michelle Figueiredo Neves
Autor

Michelle Figueiredo Neves

Ministra do Acolhimento