Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 22º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/11/2017

20 de Novembro de 2017

Espaço Vocacional

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20 de Novembro de 2017

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09/08/2016 10:27 - Atualizado em 29/08/2017 12:44

Espaço Vocacional 0

09/08/2016 10:27 - Atualizado em 29/08/2017 12:44

 

A Vocação é um dom de Deus radicado no Batismo

É o chamado para tornar-se discípulos de Cristo e formar comunidades que testemunham aos jovens o seu amor de Bom Pastor.

É uma é uma graça do Pai que nos amou por primeiro, mas é ao mesmo tempo opção e escolha.

Não tenha medo daquilo que Deus reserva a você. Seja corajoso para ser feliz, fazendo felizes as vidas de muitos jovens! 

Avancem para águas mais profundas. Lc 5,4

 

Francisco indica três pontos para o dinamismo da Pastoral Vocacional

Da redação, com Rádio Vaticano

Em seu discurso, Francisco expressou seu temor em usar algumas expressões comuns da linguagem eclesial. Por exemplo, disse, Pastoral Vocacional poderia dar a impressão de ser uma dos tantos setores da ação eclesial, um departamento curial ou a elaboração de um projeto.

O Papa afirma que tudo isso é importante, mas a Pastoral Vocacional é bem mais do que isto “é um encontro com o Senhor”. A acolhida de Cristo é um encontro decisivo, que ilumina a nossa existência, nos livra da angústia do nosso pequeno mundo e nos torna discípulos apaixonados pelo Mestre:

“A Pastoral Vocacional é aprender o estilo de Jesus, que passa pelos lugares da vida cotidiana, se detém, sem pressa, e, olhando os irmãos com misericórdia, os conduz ao encontro com Deus Pai. Ele é o ‘Deus conosco’, que vive entre seus filhos, não teme misturar-se entre a multidão das nossas cidades”.

Dinamismo da Pastoral Vocacional

Aqui, Francisco citou o exemplo da vocação de Mateus: Jesus saiu de novo a pregar, depois viu Levi sentado no banco de impostos e, enfim, o chamou. O Papa se deteve nestes três verbos evangélicos para indicar o dinamismo de toda pastoral vocacional: “sair, ver e chamar”. Explicando o primeiro verbo “sair”, disse:

“A Pastoral Vocacional precisa de uma Igreja em movimento, capaz de ampliar seus confins, com base no grande coração misericordioso de Deus… Devemos aprender a sair da nossa rigidez, que nos tornam incapaz de comunicar a alegria do Evangelho, das fórmulas anacrônicas e das análises preconcebidas, que envolvem a vida das pessoas em esquemas frios”.

Neste sentido, dirigindo-se sobretudo aos pastores da Igreja, aos Bispos e aos Sacerdotes, o Papa disse: “Vocês são os principais responsáveis das vocações cristãs e sacerdotais; saindo, vocês podem ouvir os jovens, ajudá-los a discernir as ações dos seus corações e orientar os seus passos. Somos chamados a ser pastores no meio ao povo, a animar a pastoral do encontro e a dispor de tempo para acolher e ouvir os outros, sobretudo os jovens. A seguir, o Santo Padre explicou o segundo verbo, “ver”:

“Quando Jesus passa pelas ruas, pára e cruza seu olhar com o do outro, sem pressa. Eis o que torna atraente e fascinante a sua chamada. Hoje, infelizmente, a pressa e velocidade dos estímulos nem sempre deixam espaço ao silêncio interior, no qual ressoa a chamada do Senhor”.

Às vezes, constatou Francisco, é possível correr este risco em nossas comunidades: pastores e agentes pastorais podem cair num ativismo vazio por causa da pressa e dos seus compromissos. Mas, o Evangelho nos ensina que a vocação inicia com um olhar de misericórdia.

Chamado vocacional

Mateus não viu em Jesus um olhar de desprezo ou de julgamento, mas um olhar no seu interior. Logo um olhar de discernimento. Aqui, o Papa explicou a terceira ação de Jesus com Mateus, “chamar”:

“Chamar é o terceiro verbo típico da vocação cristã. Jesus não faz longos discursos, não apresenta um programa a se aderir e nem respostas preconcebidas. Eles se limita em dizer ‘segue-me’, Jesus suscita o desejo de pôr-se em marcha e de deixar uma vida sedentária”.

Este desejo de busca destaca-se sobretudo nos jovens: é o tesouro que o Senhor coloca em nossas mãos, que deve ser mantido, cultivado e germinado. O Pontífice convida os presentes a ajudar os jovens a pôr-se a caminho e descobrir a alegria do Evangelho de Jesus. E concluiu, exortando sobretudo os Bispos e Sacerdotes:

“Perseverem em ser próximos, sair, semear a Palavra com olhares de misericórdia. Tenham coragem de promover a Pastoral Vocacional mediante métodos possíveis, exercendo a arte do discernimento. Não tenham medo de anunciar o Evangelho com generosidade, de encontrar e orientar a vida dos jovens”.

Vocação: Um chamado para a vida!

O maior dom que o ser humano pode possuir é a vida!

 A vida, pois, já é uma participação efetiva no mistério de Deus. Deus é o autor e princípio da vida.

Ele é a ‘Vida verdadeira’ (cf. Jo 17,3). Nele vivemos, nos movemos e existimos (At 17,28). Portanto, a vida é a maior e mais bela vocação que o ser humano recebeu de Deus como um dom a uma existência plena: “Eu vim para que tenham vida em abundância” (Jo 10,10).

De fato, a vida verdadeira está escondida com o Cristo em Deus (Cl 3,3), por isso, a vida cristã está orientada para o alto, para os bens que não passam e não para os bens temporais e transitórios.

Isso significada que o cristão é aquele que caminha(da) com os seus passos firmes na história e sua mente e seu coração elevados para o céu, onde Cristo é tudo em todos (Cl 3,11).

Desse modo, a vocação à vida é o primeiro elo de comunicação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs. É o primeiro e mais fundamental chamado que Deus nos faz, pois nosso Deus é o Deus da Vida!

A vida significa um profundo e amoroso convite do amor criativo de Deus as suas criaturas, sobretudo ao ser humano feito a sua imagem e semelhança (cf. Gn 2,7ss).

As Sagradas Escrituras nos narram a Revelação de Deus na história como um projeto de amor e de liberdade dirigido ao ser humano que responde através de uma vocação a pró-vocação do chamado de Deus.

Moisés sente-se provocado pela opressão do seu povo cativo no Egito a dar uma resposta a Deus, que o chama a libertar o seu povo. Moisés faz do sentimento de Deus o seu sentimento, e Deus faz do seu povo o seu próprio povo eleito. Portanto, a vocação nos coloca em comunhão com Deus e com a sua vontade!

Através da nossa resposta vocacional estendemos nossa mão a Deus e nos tornamos parceiros de seu projeto, deixando-nos conduzir pelos caminhos de sua vontade. Por isso, podemos dizer que nossa resposta ao chamado de Deus significa diretamente entrar em comunhão com Deus e com os irmãos, pois assumimos a missão do próprio Deus, partilhando com Ele do mesmo caminho e das mesmas inquietações: O Senhor disse: “Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor contra os seus opressores, e conheço os seus sofrimentos” (Ex 3,7).

Quem responde a pró-vocação que Deus lhe faz se torna parceiro de Deus e de seu projeto. Torna-se amigo de Deus, e, portanto, portador da Boa-Nova e mensageiro (a) da esperança! Aqui cabe-nos a pergunta: Quais acontecimentos da vida presente na atualidade me interpelam? E como me sinto interpelado?

A vocação sempre aflora como uma resposta a uma interpelação concreta. No caso de Moisés foi o sofrimento do seu povo escravo. Nós devemos sempre nos questionar: O que me incomoda? E por que me sinto incomodado? Aí podem estar as pistas para um bom discernimento vocacional.

Nosso Pai e Fundador, Frei Pedro Nolasco se sentiu provocado pela triste realidade dos cristãos cativos de seu tempo, que eram levados em navios para as prisões no norte da África, sob o risco de perderem a sua fé e sua dignidade. Nesse momento seu coração está sensível ao chamado que Deus lhe faz e ele escuta a sua voz: Vai libertar o meu povo!

Da inquietação nasce o chamado e do chamado o encontro com Deus e com os irmãos e irmãs cativos. É assim que São Pedro Nolasco se torna amigo de Cristo, partilhando com Ele da sua vida e da sua missão redentora: ‘De dar a vida em favor do próximo’: Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos (Jo 15,13).

Toda vocação nasce do encontro da nossa vontade com a vontade de Deus. É uma comunhão de vontades e de liberdades, uma verdadeira e autêntica parceria pela vida e vida em abundância.

Toda vocação corresponde a uma centelha da Palavra de Deus, que ilumina a vida humana, dando um novo sentido e um novo significado para a nossa existência.

Toda vocação exige rupturas, pois ela nos desinstala da nossa situação: “Saia de sua terra, do meio de seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que lhe mostrarei” (Gn 12,1).

Toda vocação exige uma resposta de fé do vocacionado para adesão de um projeto que ele não construiu, mas que se torna parceiro assumindo o projeto de Deus como o seu único e verdadeiro projeto. Assim, ele se associa ao projeto do Reino de Deus, à Pessoa de Jesus.
Toda vocação-chamado que não contemple esses elementos não se realiza, pois o convite que Deus nos faz é exigente, isto é, Ele nos pede a entrega total da vida. Assim como o Cristo se entregou por cada um de nós, nós nos entregamos a Ele. É a dinâmica de perder para ganhar: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la” (Mc 8, 34-35).

Certa feita o Papa Bento XVI disse: “Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: ‘Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana.

Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta”.

Carisma

Texto: Padre Vicente Pinto Ribeiro

(...) Os Religiosos de Sion, mergulhados em um mundo em mudanças, de grandes apelos e múltiplas necessidades, querem manifestar o amor de Deus na Igreja e no mundo pelo Povo de Israel, através de uma consagração religiosa específica; querem mostrar ao mundo, sobretudo aos cristãos a importância do Povo de Israel no plano de Deus para a salvação de todos os homens;

estudam e aprofundam seus conhecimentos bíblicos, lutando para que os homens vejam que esse Povo é amado por Deus, por causa da Aliança, por causa dos Patriarcas; fazem com que o Povo de Israel seja visto como um Povo orientado para Deus, como testemunha e colaborador no plano salvífico do Pai;

trabalham para criar, na sociedade, uma verdadeira imagem da realidade do povo judeu, para que ele seja encarado e tratado como irmão; são missionários da Bíblia e tradição judaica; estão em algumas partes do mundo estudando e dando cursos sobre esses assuntos; lecionam em faculdades, sempre voltados aos temas bíblicos e ligados à tradição judaica;

desenvolvem um trabalho educacional a nível de Io grau, lendo em mente a educação cristã e a criação de uma mentalidade fraterna em relação aos filhos de Israel; prestam serviço pastoral em paróquias, como Párocos, Vigários; trabalham junto aos movimentos da Igreja, como Cursilhos, encontros de casais, Movimento Familiar Cristão, Grupos de Jovens, Pastoral Vocacional, equipes de Nossa Senhora; promovem os pobres com formação profissional, humana e cristã; procuram conscientizar as camadas menos favorecidas, quanto à necessidade de se organizarem em vista de sua integral libertação.

Vale a pena ser Religioso de Sion, para se envolver com o Reino de Deus em sua amplitude, não só no âmbito interno da Igreja, mas em todas as suas dimensões, nas suas origens judaicas e em todas as suas manifestações. Mas é o Espírito Santo que vai fecundar todas as iniciativas e esforços de cada um.

"Esta pequenina obra, é Maria, nossa Mãe, que a fez nascer, ela a deu à luz; é ela que a alimenta e a protege".

Pastoral Vocacional deve ser “encontro com o Senhor”


A vocação Sacerdotal

Inicialmente, a vocação sacerdotal, como todas as vocações, não é iniciativa da pessoa, mas de Deus, diz Jesus aos seus discípulos:  “ Não foram vocês que me escolheram a mim; fui eu que os escolhi e constituí, para que vão e produzam frutos e que eles sejam duradouros” (Jo 15, 12-17). Três palavras são fundamentais na vocação sacerdotal: Deus chama, consagra e envia. Assim, todo processo da vocação para o sacerdócio exige um longo caminho de discernimento, desde a promoção vocacional até a ordenação sacerdotal, é um longo caminho que exige uma série de qualidades: amor ao Evangelho, amor à missão, maturidade afetiva, desejo de ser missionário.    

Sentir-se chamado a ser padre é perceber em si a divina convocação a um estado de vida e de serviço presbiteral, apostólico; é julgar se solicitado à dedicação total ao povo de Deus, como profeta, sacerdote e pastor, é ser escolhido para continuar a missão de Cristo.

Perceber o chamado, é ser tocado pela causa do Evangelho. A vocação é uma ordem amorosa de Deus em vista do bem comum. Dessa forma, motivado pela fé, o vocacionado acolhe o apelo divino e executa a missão recebida. O cumprimento desse encargo é a expressão de fé a Deus e amor aos irmãos.

Assim sendo, o Padre é chamado a ser ministro da Palavra e dos Sacramentos:

 a) Vocacionado a ser ministro da Palavra de Deus

Como "a fé depende da pregação e a pregação é o anúncio da palavra de Cristo" (Rm 10,17), pode-se deduzir que a vocação e a missão específica do presbítero é fazer essa Palavra chegar a todas as pessoas de boa vontade, provocando a conversão, condição primeira para o seguimento de Jesus (cf. Mc 1,15).

b) vocacionado a ministrar os sacramentos

O presbítero é vocacionado a ser, por excelência, ministro dos sacramentos. Todavia é no ato de presidir a celebração da Eucaristia que sua vocação e sua missão se tornam mais explícitas. De fato, é por meio da presidência da Eucaristia, e a partir dela, que o presbítero realiza seu múnus de pastor, estimulando, discernindo e valorizando todos os carismas da comunidade, fazendo que tudo venha a convergir no bem comum e na solidariedade. 

Pela presidência da Eucaristia, o presbítero se torna sinal visível e eficaz do Cristo pastor de sua Igreja. Na presidência da celebração eucarística, temos a imagem visível do específico do ministério presbiteral. Nela fica bem claro que a vocação e a missão do presbítero é harmonizar todos os carismas que o Espírito vai suscitando na porção do povo de Deus que ele coordena. Portanto, o Padre é chamado a pastorear a comunidade, ou seja, conhecer profundamente as pessoas e dar sua vida por elas. A razão de ser do pastor é o rebanho, para o qual ele existe e é destinado. Pastorear é seu ofício.

A diferença entre o presbítero diocesano e o consagrado presbítero não é apenas de ordem jurídica ou prática, mas de ordem teológica. O presbítero diocesano, possui a vocação e a missão específica de representar Cristo cabeça e pastor da Igreja diante da comunidade.

O consagrado presbítero, antes de ser representante de Cristo diante da comunidade, é chamado - em razão de sua vocação primeira que é a vida consagrada. Por causa da consagração assumida pelos votos públicos ou privados (Obediência, Pobreza, Castidade), o consagrado presbítero é vocacionado acima de tudo a "um autêntico ministério profético, falando em nome de Deus a todos, também aos pastores da Igreja".

A ele é pedido que ofereça à Igreja e à humanidade "o seu testemunho, com a ousadia do profeta que não tem medo de arriscar a própria vida". Logo, o exercício de seu ministério presbiteral deverá estar subordinado ao exercício profético de sua consagração, que é sua vocação principal, originária.

Não se entra na vida consagrada para a realização da vocação presbiteral. Entra-se tão somente para responder ao chamamento divino que convoca um grupo (Congregações, Comunidades de Vida, Institutos, Sociedades, etc.) de pessoas para ser, na comunidade eclesial e na sociedade, sinal profético e escatológico do Reino de Deus. O Padre religioso deve zelar pela vida em comum “E na alma de cada pessoa havia pleno temor, e muitos feitos extraordinários e sinais maravilhosos eram realizados pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum” (Atos 2, 43-45), como por exemplo, vida de oração, estudos e o carisma próprio cada Congregação.

ORAÇÃO VOCACIONAL

O Deus Todo Poderoso, que enviastes Vosso Filho Jesus Cristo, para nos salvar; dai-me a graça de perceber vosso chamado. Senhor Jesus, sei que o exercício de minha vocação, como resposta concreta ás necessidades do povo, é maneira como quereis que eu expresse a ele e a Vós minha fé e amor. Só vós sois o Caminho, a Verdade e a Vida, iluminai-me para que eu possa descobrir qual o vosso chamado para minha vida, aumentai minha fé, para perceber a importância do vosso chamado.  

Peço vos, por intercessão da Virgem Maria; enviai-nos mais padres, religiosos e religiosas para a vossa messe, porque a messe é grande e os operários são poucos.

Rogo-vos em nome do Vosso Filho que Vive e Reina na Unidade do Espírito Santo. Amém.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...

Fontes:

Brito, Antônio de Lima. Vocação. São Paulo, 2013

Catequizar

 Doc 62, CNBB - Missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas.

José Lisboa - Nossa resposta ao amor - Teologia das vocações específicas, Editora Loyola. 

 

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09/08/2016 10:27 - Atualizado em 29/08/2017 12:44

 

A Vocação é um dom de Deus radicado no Batismo

É o chamado para tornar-se discípulos de Cristo e formar comunidades que testemunham aos jovens o seu amor de Bom Pastor.

É uma é uma graça do Pai que nos amou por primeiro, mas é ao mesmo tempo opção e escolha.

Não tenha medo daquilo que Deus reserva a você. Seja corajoso para ser feliz, fazendo felizes as vidas de muitos jovens! 

Avancem para águas mais profundas. Lc 5,4

 

Francisco indica três pontos para o dinamismo da Pastoral Vocacional

Da redação, com Rádio Vaticano

Em seu discurso, Francisco expressou seu temor em usar algumas expressões comuns da linguagem eclesial. Por exemplo, disse, Pastoral Vocacional poderia dar a impressão de ser uma dos tantos setores da ação eclesial, um departamento curial ou a elaboração de um projeto.

O Papa afirma que tudo isso é importante, mas a Pastoral Vocacional é bem mais do que isto “é um encontro com o Senhor”. A acolhida de Cristo é um encontro decisivo, que ilumina a nossa existência, nos livra da angústia do nosso pequeno mundo e nos torna discípulos apaixonados pelo Mestre:

“A Pastoral Vocacional é aprender o estilo de Jesus, que passa pelos lugares da vida cotidiana, se detém, sem pressa, e, olhando os irmãos com misericórdia, os conduz ao encontro com Deus Pai. Ele é o ‘Deus conosco’, que vive entre seus filhos, não teme misturar-se entre a multidão das nossas cidades”.

Dinamismo da Pastoral Vocacional

Aqui, Francisco citou o exemplo da vocação de Mateus: Jesus saiu de novo a pregar, depois viu Levi sentado no banco de impostos e, enfim, o chamou. O Papa se deteve nestes três verbos evangélicos para indicar o dinamismo de toda pastoral vocacional: “sair, ver e chamar”. Explicando o primeiro verbo “sair”, disse:

“A Pastoral Vocacional precisa de uma Igreja em movimento, capaz de ampliar seus confins, com base no grande coração misericordioso de Deus… Devemos aprender a sair da nossa rigidez, que nos tornam incapaz de comunicar a alegria do Evangelho, das fórmulas anacrônicas e das análises preconcebidas, que envolvem a vida das pessoas em esquemas frios”.

Neste sentido, dirigindo-se sobretudo aos pastores da Igreja, aos Bispos e aos Sacerdotes, o Papa disse: “Vocês são os principais responsáveis das vocações cristãs e sacerdotais; saindo, vocês podem ouvir os jovens, ajudá-los a discernir as ações dos seus corações e orientar os seus passos. Somos chamados a ser pastores no meio ao povo, a animar a pastoral do encontro e a dispor de tempo para acolher e ouvir os outros, sobretudo os jovens. A seguir, o Santo Padre explicou o segundo verbo, “ver”:

“Quando Jesus passa pelas ruas, pára e cruza seu olhar com o do outro, sem pressa. Eis o que torna atraente e fascinante a sua chamada. Hoje, infelizmente, a pressa e velocidade dos estímulos nem sempre deixam espaço ao silêncio interior, no qual ressoa a chamada do Senhor”.

Às vezes, constatou Francisco, é possível correr este risco em nossas comunidades: pastores e agentes pastorais podem cair num ativismo vazio por causa da pressa e dos seus compromissos. Mas, o Evangelho nos ensina que a vocação inicia com um olhar de misericórdia.

Chamado vocacional

Mateus não viu em Jesus um olhar de desprezo ou de julgamento, mas um olhar no seu interior. Logo um olhar de discernimento. Aqui, o Papa explicou a terceira ação de Jesus com Mateus, “chamar”:

“Chamar é o terceiro verbo típico da vocação cristã. Jesus não faz longos discursos, não apresenta um programa a se aderir e nem respostas preconcebidas. Eles se limita em dizer ‘segue-me’, Jesus suscita o desejo de pôr-se em marcha e de deixar uma vida sedentária”.

Este desejo de busca destaca-se sobretudo nos jovens: é o tesouro que o Senhor coloca em nossas mãos, que deve ser mantido, cultivado e germinado. O Pontífice convida os presentes a ajudar os jovens a pôr-se a caminho e descobrir a alegria do Evangelho de Jesus. E concluiu, exortando sobretudo os Bispos e Sacerdotes:

“Perseverem em ser próximos, sair, semear a Palavra com olhares de misericórdia. Tenham coragem de promover a Pastoral Vocacional mediante métodos possíveis, exercendo a arte do discernimento. Não tenham medo de anunciar o Evangelho com generosidade, de encontrar e orientar a vida dos jovens”.

Vocação: Um chamado para a vida!

O maior dom que o ser humano pode possuir é a vida!

 A vida, pois, já é uma participação efetiva no mistério de Deus. Deus é o autor e princípio da vida.

Ele é a ‘Vida verdadeira’ (cf. Jo 17,3). Nele vivemos, nos movemos e existimos (At 17,28). Portanto, a vida é a maior e mais bela vocação que o ser humano recebeu de Deus como um dom a uma existência plena: “Eu vim para que tenham vida em abundância” (Jo 10,10).

De fato, a vida verdadeira está escondida com o Cristo em Deus (Cl 3,3), por isso, a vida cristã está orientada para o alto, para os bens que não passam e não para os bens temporais e transitórios.

Isso significada que o cristão é aquele que caminha(da) com os seus passos firmes na história e sua mente e seu coração elevados para o céu, onde Cristo é tudo em todos (Cl 3,11).

Desse modo, a vocação à vida é o primeiro elo de comunicação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs. É o primeiro e mais fundamental chamado que Deus nos faz, pois nosso Deus é o Deus da Vida!

A vida significa um profundo e amoroso convite do amor criativo de Deus as suas criaturas, sobretudo ao ser humano feito a sua imagem e semelhança (cf. Gn 2,7ss).

As Sagradas Escrituras nos narram a Revelação de Deus na história como um projeto de amor e de liberdade dirigido ao ser humano que responde através de uma vocação a pró-vocação do chamado de Deus.

Moisés sente-se provocado pela opressão do seu povo cativo no Egito a dar uma resposta a Deus, que o chama a libertar o seu povo. Moisés faz do sentimento de Deus o seu sentimento, e Deus faz do seu povo o seu próprio povo eleito. Portanto, a vocação nos coloca em comunhão com Deus e com a sua vontade!

Através da nossa resposta vocacional estendemos nossa mão a Deus e nos tornamos parceiros de seu projeto, deixando-nos conduzir pelos caminhos de sua vontade. Por isso, podemos dizer que nossa resposta ao chamado de Deus significa diretamente entrar em comunhão com Deus e com os irmãos, pois assumimos a missão do próprio Deus, partilhando com Ele do mesmo caminho e das mesmas inquietações: O Senhor disse: “Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor contra os seus opressores, e conheço os seus sofrimentos” (Ex 3,7).

Quem responde a pró-vocação que Deus lhe faz se torna parceiro de Deus e de seu projeto. Torna-se amigo de Deus, e, portanto, portador da Boa-Nova e mensageiro (a) da esperança! Aqui cabe-nos a pergunta: Quais acontecimentos da vida presente na atualidade me interpelam? E como me sinto interpelado?

A vocação sempre aflora como uma resposta a uma interpelação concreta. No caso de Moisés foi o sofrimento do seu povo escravo. Nós devemos sempre nos questionar: O que me incomoda? E por que me sinto incomodado? Aí podem estar as pistas para um bom discernimento vocacional.

Nosso Pai e Fundador, Frei Pedro Nolasco se sentiu provocado pela triste realidade dos cristãos cativos de seu tempo, que eram levados em navios para as prisões no norte da África, sob o risco de perderem a sua fé e sua dignidade. Nesse momento seu coração está sensível ao chamado que Deus lhe faz e ele escuta a sua voz: Vai libertar o meu povo!

Da inquietação nasce o chamado e do chamado o encontro com Deus e com os irmãos e irmãs cativos. É assim que São Pedro Nolasco se torna amigo de Cristo, partilhando com Ele da sua vida e da sua missão redentora: ‘De dar a vida em favor do próximo’: Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos (Jo 15,13).

Toda vocação nasce do encontro da nossa vontade com a vontade de Deus. É uma comunhão de vontades e de liberdades, uma verdadeira e autêntica parceria pela vida e vida em abundância.

Toda vocação corresponde a uma centelha da Palavra de Deus, que ilumina a vida humana, dando um novo sentido e um novo significado para a nossa existência.

Toda vocação exige rupturas, pois ela nos desinstala da nossa situação: “Saia de sua terra, do meio de seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que lhe mostrarei” (Gn 12,1).

Toda vocação exige uma resposta de fé do vocacionado para adesão de um projeto que ele não construiu, mas que se torna parceiro assumindo o projeto de Deus como o seu único e verdadeiro projeto. Assim, ele se associa ao projeto do Reino de Deus, à Pessoa de Jesus.
Toda vocação-chamado que não contemple esses elementos não se realiza, pois o convite que Deus nos faz é exigente, isto é, Ele nos pede a entrega total da vida. Assim como o Cristo se entregou por cada um de nós, nós nos entregamos a Ele. É a dinâmica de perder para ganhar: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la” (Mc 8, 34-35).

Certa feita o Papa Bento XVI disse: “Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: ‘Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana.

Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta”.

Carisma

Texto: Padre Vicente Pinto Ribeiro

(...) Os Religiosos de Sion, mergulhados em um mundo em mudanças, de grandes apelos e múltiplas necessidades, querem manifestar o amor de Deus na Igreja e no mundo pelo Povo de Israel, através de uma consagração religiosa específica; querem mostrar ao mundo, sobretudo aos cristãos a importância do Povo de Israel no plano de Deus para a salvação de todos os homens;

estudam e aprofundam seus conhecimentos bíblicos, lutando para que os homens vejam que esse Povo é amado por Deus, por causa da Aliança, por causa dos Patriarcas; fazem com que o Povo de Israel seja visto como um Povo orientado para Deus, como testemunha e colaborador no plano salvífico do Pai;

trabalham para criar, na sociedade, uma verdadeira imagem da realidade do povo judeu, para que ele seja encarado e tratado como irmão; são missionários da Bíblia e tradição judaica; estão em algumas partes do mundo estudando e dando cursos sobre esses assuntos; lecionam em faculdades, sempre voltados aos temas bíblicos e ligados à tradição judaica;

desenvolvem um trabalho educacional a nível de Io grau, lendo em mente a educação cristã e a criação de uma mentalidade fraterna em relação aos filhos de Israel; prestam serviço pastoral em paróquias, como Párocos, Vigários; trabalham junto aos movimentos da Igreja, como Cursilhos, encontros de casais, Movimento Familiar Cristão, Grupos de Jovens, Pastoral Vocacional, equipes de Nossa Senhora; promovem os pobres com formação profissional, humana e cristã; procuram conscientizar as camadas menos favorecidas, quanto à necessidade de se organizarem em vista de sua integral libertação.

Vale a pena ser Religioso de Sion, para se envolver com o Reino de Deus em sua amplitude, não só no âmbito interno da Igreja, mas em todas as suas dimensões, nas suas origens judaicas e em todas as suas manifestações. Mas é o Espírito Santo que vai fecundar todas as iniciativas e esforços de cada um.

"Esta pequenina obra, é Maria, nossa Mãe, que a fez nascer, ela a deu à luz; é ela que a alimenta e a protege".

Pastoral Vocacional deve ser “encontro com o Senhor”


A vocação Sacerdotal

Inicialmente, a vocação sacerdotal, como todas as vocações, não é iniciativa da pessoa, mas de Deus, diz Jesus aos seus discípulos:  “ Não foram vocês que me escolheram a mim; fui eu que os escolhi e constituí, para que vão e produzam frutos e que eles sejam duradouros” (Jo 15, 12-17). Três palavras são fundamentais na vocação sacerdotal: Deus chama, consagra e envia. Assim, todo processo da vocação para o sacerdócio exige um longo caminho de discernimento, desde a promoção vocacional até a ordenação sacerdotal, é um longo caminho que exige uma série de qualidades: amor ao Evangelho, amor à missão, maturidade afetiva, desejo de ser missionário.    

Sentir-se chamado a ser padre é perceber em si a divina convocação a um estado de vida e de serviço presbiteral, apostólico; é julgar se solicitado à dedicação total ao povo de Deus, como profeta, sacerdote e pastor, é ser escolhido para continuar a missão de Cristo.

Perceber o chamado, é ser tocado pela causa do Evangelho. A vocação é uma ordem amorosa de Deus em vista do bem comum. Dessa forma, motivado pela fé, o vocacionado acolhe o apelo divino e executa a missão recebida. O cumprimento desse encargo é a expressão de fé a Deus e amor aos irmãos.

Assim sendo, o Padre é chamado a ser ministro da Palavra e dos Sacramentos:

 a) Vocacionado a ser ministro da Palavra de Deus

Como "a fé depende da pregação e a pregação é o anúncio da palavra de Cristo" (Rm 10,17), pode-se deduzir que a vocação e a missão específica do presbítero é fazer essa Palavra chegar a todas as pessoas de boa vontade, provocando a conversão, condição primeira para o seguimento de Jesus (cf. Mc 1,15).

b) vocacionado a ministrar os sacramentos

O presbítero é vocacionado a ser, por excelência, ministro dos sacramentos. Todavia é no ato de presidir a celebração da Eucaristia que sua vocação e sua missão se tornam mais explícitas. De fato, é por meio da presidência da Eucaristia, e a partir dela, que o presbítero realiza seu múnus de pastor, estimulando, discernindo e valorizando todos os carismas da comunidade, fazendo que tudo venha a convergir no bem comum e na solidariedade. 

Pela presidência da Eucaristia, o presbítero se torna sinal visível e eficaz do Cristo pastor de sua Igreja. Na presidência da celebração eucarística, temos a imagem visível do específico do ministério presbiteral. Nela fica bem claro que a vocação e a missão do presbítero é harmonizar todos os carismas que o Espírito vai suscitando na porção do povo de Deus que ele coordena. Portanto, o Padre é chamado a pastorear a comunidade, ou seja, conhecer profundamente as pessoas e dar sua vida por elas. A razão de ser do pastor é o rebanho, para o qual ele existe e é destinado. Pastorear é seu ofício.

A diferença entre o presbítero diocesano e o consagrado presbítero não é apenas de ordem jurídica ou prática, mas de ordem teológica. O presbítero diocesano, possui a vocação e a missão específica de representar Cristo cabeça e pastor da Igreja diante da comunidade.

O consagrado presbítero, antes de ser representante de Cristo diante da comunidade, é chamado - em razão de sua vocação primeira que é a vida consagrada. Por causa da consagração assumida pelos votos públicos ou privados (Obediência, Pobreza, Castidade), o consagrado presbítero é vocacionado acima de tudo a "um autêntico ministério profético, falando em nome de Deus a todos, também aos pastores da Igreja".

A ele é pedido que ofereça à Igreja e à humanidade "o seu testemunho, com a ousadia do profeta que não tem medo de arriscar a própria vida". Logo, o exercício de seu ministério presbiteral deverá estar subordinado ao exercício profético de sua consagração, que é sua vocação principal, originária.

Não se entra na vida consagrada para a realização da vocação presbiteral. Entra-se tão somente para responder ao chamamento divino que convoca um grupo (Congregações, Comunidades de Vida, Institutos, Sociedades, etc.) de pessoas para ser, na comunidade eclesial e na sociedade, sinal profético e escatológico do Reino de Deus. O Padre religioso deve zelar pela vida em comum “E na alma de cada pessoa havia pleno temor, e muitos feitos extraordinários e sinais maravilhosos eram realizados pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum” (Atos 2, 43-45), como por exemplo, vida de oração, estudos e o carisma próprio cada Congregação.

ORAÇÃO VOCACIONAL

O Deus Todo Poderoso, que enviastes Vosso Filho Jesus Cristo, para nos salvar; dai-me a graça de perceber vosso chamado. Senhor Jesus, sei que o exercício de minha vocação, como resposta concreta ás necessidades do povo, é maneira como quereis que eu expresse a ele e a Vós minha fé e amor. Só vós sois o Caminho, a Verdade e a Vida, iluminai-me para que eu possa descobrir qual o vosso chamado para minha vida, aumentai minha fé, para perceber a importância do vosso chamado.  

Peço vos, por intercessão da Virgem Maria; enviai-nos mais padres, religiosos e religiosas para a vossa messe, porque a messe é grande e os operários são poucos.

Rogo-vos em nome do Vosso Filho que Vive e Reina na Unidade do Espírito Santo. Amém.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...

Fontes:

Brito, Antônio de Lima. Vocação. São Paulo, 2013

Catequizar

 Doc 62, CNBB - Missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas.

José Lisboa - Nossa resposta ao amor - Teologia das vocações específicas, Editora Loyola. 

 

Autor

Serviço de Animação Vocacional (SAV) / Centro Arquidiocesano de Pastoral Vocacional