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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/10/2017

18 de Outubro de 2017

Os Valores Olímpicos e a Caridade Cristã

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18 de Outubro de 2017

Os Valores Olímpicos e a Caridade Cristã

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05/08/2016 14:36 - Atualizado em 05/08/2016 14:37

Os Valores Olímpicos e a Caridade Cristã 0

05/08/2016 14:36 - Atualizado em 05/08/2016 14:37

A proximidade dos jogos olímpicos ensejou inúmeras questões acerca dos legados infraestruturais que o evento mundial deixará para a cidade e seus moradores.

Se compararmos a realização das olimpíadas em outras cidades que antecederam o Rio de Janeiro, verificaremos que em todas elas, aconteceram problemas das mais diversas ordens, em maior ou menor grau, o que é previsível, dada a grandiosidade do evento.

Polêmicas à parte, refletir sobre o legado humano trazido pelos jogos olímpicos, através de seus valores fundamentais, e sobretudo o quanto esses podem contribuir com a ação da Igreja, é uma proposta bastante atraente e que nos abre para a um futuro promissor, que não se encerra.

Idealizado nos Jogos Olímpicos da Grécia, o evento une esporte, cultura e educação, três pilares importantes para o salutar desenvolvimento da sociedade, e é constituído sobre sob os valores da excelência, da amizade e do respeito.

E é justamente sob esse viés que a prática da caridade cristã pode ser ainda mais enriquecida em cada um de nós, que primamos pelo bem comum, que nos torna mais próximos do Senhor, através do serviço, ofertado principalmente aos mais pobres e necessitados.

A Caridade, como nos diz o Papa Emérito Bento XVI, em sua Carta Encíclica “Caritas in Veritate, sobre o Desenvolvimento Humano Integral na Caridade e na Verdade”, tem sua origem em Deus e “impele as pessoas a se comprometerem, com coragem e generosidade no campo da justiça e da paz.”  E nesses campos, os valores fundamentais dos jogos olímpicos revelam a Verdade, que caracteriza a essência cristã.

Na excelência da prática esportiva encontramos a inspiração para dar o nosso melhor, com determinação e esforço, empreender sempre mais rumo à meta estabelecida. E vem do Apóstolo Paulo nosso maior exemplo. 

Ele, que a partir da experiência em Cristo, tornou-se apóstolo pela vontade de Deus, mesmo que inicialmente desacreditado em virtude do seu passado, foi incansável em sua missão de transmitir a Verdade e promover a fé em todos os lugares.  Independente das dificuldades e limitações, como um verdadeiro atleta, São Paulo combateu o bom combate, terminou a sua missão conservando a fé e por isso, morreu na certeza de receber a coroa da Justiça (2Timóteo 4, 7-8).

O que impelia São Paulo era o desejo de ver um mundo melhor e mais pacífico, possível somente pela comunhão com Cristo. Esse sentimento que inspirou outros tantos santos e santas da Igreja e que encontra morada no coração em cada um de nós (atletas olímpicos ou não), nos conduz à prática da solidariedade e da partilha, e pode ser retratado também através da didática de Jesus que deu a conhecer, aos seus amigos, tudo o que ouviu do Pai (João 15, 15). 

Nesta vivência única, à luz da Santíssima Trindade, podemos encontrar o espírito de equipe, a alegria e o otimismo, alicerces da verdadeira amizade, que não por acaso encontra sua raiz na palavra amor, que é caridade: a maior de todas as virtudes, onde é possível superar as diferenças e realizar a felicidade plena.

Por derradeiro, porém não menos importante, temos o terceiro valor fundamental dos jogos olímpicos: o respeito. Sinônimo do que conhecemos como “jogo limpo” nos esportes, o respeito é acima de tudo um dever ético, consigo em primeiro lugar, com o próximo, pelo meio ambiente como um todo, através da observação de “regras”.  É também a expressão autêntica do que se entende por humanidade.

A caridade, nos ensinou Jesus, é “a síntese de toda a Lei” (Mt 22,36-40), logo, caridade e respeito, caminham juntos, como fonte da esperança de um mundo onde o desenvolvimento humano integral, em todos os povos, é uma realidade capaz de tornar homens e mulheres instrumentos da graça de Deus, promotores da justiça e da paz.

Definitivamente, os jogos olímpicos têm muito a contribuir com nossa cidade e com nossa missão de batizados.  Cabe-nos acolher com alegria sua realização. 


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Os Valores Olímpicos e a Caridade Cristã

05/08/2016 14:36 - Atualizado em 05/08/2016 14:37

A proximidade dos jogos olímpicos ensejou inúmeras questões acerca dos legados infraestruturais que o evento mundial deixará para a cidade e seus moradores.

Se compararmos a realização das olimpíadas em outras cidades que antecederam o Rio de Janeiro, verificaremos que em todas elas, aconteceram problemas das mais diversas ordens, em maior ou menor grau, o que é previsível, dada a grandiosidade do evento.

Polêmicas à parte, refletir sobre o legado humano trazido pelos jogos olímpicos, através de seus valores fundamentais, e sobretudo o quanto esses podem contribuir com a ação da Igreja, é uma proposta bastante atraente e que nos abre para a um futuro promissor, que não se encerra.

Idealizado nos Jogos Olímpicos da Grécia, o evento une esporte, cultura e educação, três pilares importantes para o salutar desenvolvimento da sociedade, e é constituído sobre sob os valores da excelência, da amizade e do respeito.

E é justamente sob esse viés que a prática da caridade cristã pode ser ainda mais enriquecida em cada um de nós, que primamos pelo bem comum, que nos torna mais próximos do Senhor, através do serviço, ofertado principalmente aos mais pobres e necessitados.

A Caridade, como nos diz o Papa Emérito Bento XVI, em sua Carta Encíclica “Caritas in Veritate, sobre o Desenvolvimento Humano Integral na Caridade e na Verdade”, tem sua origem em Deus e “impele as pessoas a se comprometerem, com coragem e generosidade no campo da justiça e da paz.”  E nesses campos, os valores fundamentais dos jogos olímpicos revelam a Verdade, que caracteriza a essência cristã.

Na excelência da prática esportiva encontramos a inspiração para dar o nosso melhor, com determinação e esforço, empreender sempre mais rumo à meta estabelecida. E vem do Apóstolo Paulo nosso maior exemplo. 

Ele, que a partir da experiência em Cristo, tornou-se apóstolo pela vontade de Deus, mesmo que inicialmente desacreditado em virtude do seu passado, foi incansável em sua missão de transmitir a Verdade e promover a fé em todos os lugares.  Independente das dificuldades e limitações, como um verdadeiro atleta, São Paulo combateu o bom combate, terminou a sua missão conservando a fé e por isso, morreu na certeza de receber a coroa da Justiça (2Timóteo 4, 7-8).

O que impelia São Paulo era o desejo de ver um mundo melhor e mais pacífico, possível somente pela comunhão com Cristo. Esse sentimento que inspirou outros tantos santos e santas da Igreja e que encontra morada no coração em cada um de nós (atletas olímpicos ou não), nos conduz à prática da solidariedade e da partilha, e pode ser retratado também através da didática de Jesus que deu a conhecer, aos seus amigos, tudo o que ouviu do Pai (João 15, 15). 

Nesta vivência única, à luz da Santíssima Trindade, podemos encontrar o espírito de equipe, a alegria e o otimismo, alicerces da verdadeira amizade, que não por acaso encontra sua raiz na palavra amor, que é caridade: a maior de todas as virtudes, onde é possível superar as diferenças e realizar a felicidade plena.

Por derradeiro, porém não menos importante, temos o terceiro valor fundamental dos jogos olímpicos: o respeito. Sinônimo do que conhecemos como “jogo limpo” nos esportes, o respeito é acima de tudo um dever ético, consigo em primeiro lugar, com o próximo, pelo meio ambiente como um todo, através da observação de “regras”.  É também a expressão autêntica do que se entende por humanidade.

A caridade, nos ensinou Jesus, é “a síntese de toda a Lei” (Mt 22,36-40), logo, caridade e respeito, caminham juntos, como fonte da esperança de um mundo onde o desenvolvimento humano integral, em todos os povos, é uma realidade capaz de tornar homens e mulheres instrumentos da graça de Deus, promotores da justiça e da paz.

Definitivamente, os jogos olímpicos têm muito a contribuir com nossa cidade e com nossa missão de batizados.  Cabe-nos acolher com alegria sua realização. 


Michelle Figueiredo Neves
Autor

Michelle Figueiredo Neves

Ministra do Acolhimento