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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/03/2019

21 de Março de 2019

Tocha Olímpica no Corcovado

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Tocha Olímpica no Corcovado

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05/08/2016 13:15 - Atualizado em 05/08/2016 13:15

Tocha Olímpica no Corcovado 0

05/08/2016 13:15 - Atualizado em 05/08/2016 13:15

Trago em minhas palavras os sonhos, as esperanças e as vozes de cada ser humano que vê nos Jogos Olímpicos um tempo para experimentar um mundo diferente e, mais do que isso, testemunhar que este mundo é possível, mesmo que a realidade de nosso tempo nos queira indicar o contrário.

O esporte nos abre muitas portas para Deus. Ele nos permite, por exemplo, contemplar o corpo humano em sua complexidade, compreender o que significam força de vontade e empenho, aprender e vivenciar a dimensão do sacrifício e a colaboração. Com os jogos paralímpicos veremos a superação dos limites. Através do esporte, muitas ações em favor da ressocialização e da reintegração de pessoas marcadas por dependência ou marginalização acontecem com maior rapidez e eficácia. Muitos legados ocorrem e s´~ao entregues ao povo. O esporte, enfim, é uma aguda interpelação sobre o tipo de mundo que estamos construindo, algumas vezes tão bélico, tão intolerante e desejoso de impor, através da violência, opiniões ou domínios.

Em sua mensagem ao povo brasileiro por ocasião das Olimpíadas, o Santo Padre Francisco assim se pronunciou: “Diante de um mundo que está sedento de paz, tolerância e reconciliação, faço votos de que o espírito dos Jogos Olímpicos possa inspirar a todos, participantes e espectadores, ... a realização de uma civilização onde reine a solidariedade, fundada no reconhecimento de que todos somos membros de uma única família humana, independentemente das diferenças de cultura, cor da pele ou religião”.

No último domingo, assistimos ao encerramento da Jornada Mundial da Juventude, ocorrida este ano na cidade polonesa da Cracóvia. Eram jovens de mais de cem países, com idiomas e culturas diferentes. Tive a graça de participar com o grupo oficial de nossa Arquidiocese, tanto na preparação com a Semana Missionária em Braga, Portugal, quanto depois, na Jornada em si, na Cracóvia. Se, em nome de Deus, sempre acreditei na força da união e na possibilidade de paz, voltei para o Rio de Janeiro ainda mais fortalecido nesta certeza. A Jornada do Rio, ocorrida em 2013, primeiro dos grandes eventos em nossa cidade, já havia mostrado essa riqueza. A Jornada de Cracóvia o ratificou. A busca da paz, com tudo aquilo que ela implica, é um sonho profundamente realizável. Basta querermos.

E por isso que, com alegria e esperança, acolho, aos pés do Redentor, em nome de todos os cariocas a tocha Olímpica. Ao contempla-la, lembro-me das três funções do fogo. Ele aquece, ele purifica e ele ilumina. Peço, portanto, ao Deus de Misericórdia que permita a pessoas e povos se deixarem impactar pela beleza olímpica e, com isso, aquecerem em si o desejo de paz e fraternidade. Que a união em torno dos esportes nos purifique dos sentimentos de violência, aniquilamento, extremismo e tudo mais que destrói a vida. Que, enfim, sejamos todos iluminados rumo à efetiva construção de um mundo de paz, justiça, concórdia e fraternidade.

Aos pés do Redentor, que de braços abertos acolhe a todos nesta maravilhosa cidade peço a Deus que leve a Sua luz a todos os rincões do mundo partindo desta olímpica cidade conduzindo-nos à civilização do amor e a uma cultura do encontro.

Concluo com as palavras do Santo Padre Francisco: que “esta seja uma oportunidade para superar os momentos difíceis e comprometer-se a trabalhar em equipe para a construção de um país (de um mundo) mais justo e mais seguro, apostando num futuro cheio de esperança e alegria!”

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Tocha Olímpica no Corcovado

05/08/2016 13:15 - Atualizado em 05/08/2016 13:15

Trago em minhas palavras os sonhos, as esperanças e as vozes de cada ser humano que vê nos Jogos Olímpicos um tempo para experimentar um mundo diferente e, mais do que isso, testemunhar que este mundo é possível, mesmo que a realidade de nosso tempo nos queira indicar o contrário.

O esporte nos abre muitas portas para Deus. Ele nos permite, por exemplo, contemplar o corpo humano em sua complexidade, compreender o que significam força de vontade e empenho, aprender e vivenciar a dimensão do sacrifício e a colaboração. Com os jogos paralímpicos veremos a superação dos limites. Através do esporte, muitas ações em favor da ressocialização e da reintegração de pessoas marcadas por dependência ou marginalização acontecem com maior rapidez e eficácia. Muitos legados ocorrem e s´~ao entregues ao povo. O esporte, enfim, é uma aguda interpelação sobre o tipo de mundo que estamos construindo, algumas vezes tão bélico, tão intolerante e desejoso de impor, através da violência, opiniões ou domínios.

Em sua mensagem ao povo brasileiro por ocasião das Olimpíadas, o Santo Padre Francisco assim se pronunciou: “Diante de um mundo que está sedento de paz, tolerância e reconciliação, faço votos de que o espírito dos Jogos Olímpicos possa inspirar a todos, participantes e espectadores, ... a realização de uma civilização onde reine a solidariedade, fundada no reconhecimento de que todos somos membros de uma única família humana, independentemente das diferenças de cultura, cor da pele ou religião”.

No último domingo, assistimos ao encerramento da Jornada Mundial da Juventude, ocorrida este ano na cidade polonesa da Cracóvia. Eram jovens de mais de cem países, com idiomas e culturas diferentes. Tive a graça de participar com o grupo oficial de nossa Arquidiocese, tanto na preparação com a Semana Missionária em Braga, Portugal, quanto depois, na Jornada em si, na Cracóvia. Se, em nome de Deus, sempre acreditei na força da união e na possibilidade de paz, voltei para o Rio de Janeiro ainda mais fortalecido nesta certeza. A Jornada do Rio, ocorrida em 2013, primeiro dos grandes eventos em nossa cidade, já havia mostrado essa riqueza. A Jornada de Cracóvia o ratificou. A busca da paz, com tudo aquilo que ela implica, é um sonho profundamente realizável. Basta querermos.

E por isso que, com alegria e esperança, acolho, aos pés do Redentor, em nome de todos os cariocas a tocha Olímpica. Ao contempla-la, lembro-me das três funções do fogo. Ele aquece, ele purifica e ele ilumina. Peço, portanto, ao Deus de Misericórdia que permita a pessoas e povos se deixarem impactar pela beleza olímpica e, com isso, aquecerem em si o desejo de paz e fraternidade. Que a união em torno dos esportes nos purifique dos sentimentos de violência, aniquilamento, extremismo e tudo mais que destrói a vida. Que, enfim, sejamos todos iluminados rumo à efetiva construção de um mundo de paz, justiça, concórdia e fraternidade.

Aos pés do Redentor, que de braços abertos acolhe a todos nesta maravilhosa cidade peço a Deus que leve a Sua luz a todos os rincões do mundo partindo desta olímpica cidade conduzindo-nos à civilização do amor e a uma cultura do encontro.

Concluo com as palavras do Santo Padre Francisco: que “esta seja uma oportunidade para superar os momentos difíceis e comprometer-se a trabalhar em equipe para a construção de um país (de um mundo) mais justo e mais seguro, apostando num futuro cheio de esperança e alegria!”

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro