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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/03/2019

23 de Março de 2019

Deficientes e Paralimpíadas

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Deficientes e Paralimpíadas

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10/07/2016 00:00 - Atualizado em 11/07/2016 11:43

Deficientes e Paralimpíadas 0

10/07/2016 00:00 - Atualizado em 11/07/2016 11:43

De 7 a 28 de setembro próximo teremos a oportunidade de assistir aqui no Brasil os Jogos Paralímpicos. Acredito que será uma ótima oportunidade de trabalhar a importância da dignidade da pessoa deficiente e que supera seus limites e nos dá exemplos de combate e transformação. Será educativo para as famílias levarem seus filhos para assistir a esses jogos que, tenho certeza, mudarão muitos conceitos no coração e na mente de nosso povo.

Na Igreja tivemos também o Jubileu das Pessoas Deficientes. E, em geral, em todas as audiências, celebrações e visita do Papa ele sempre encontra as pessoas deficientes, demonstrando assim a consideração da Igreja pela inclusão desses nossos irmãos e irmãs.

Este Jubileu aconteceu em Roma entre 6 a 12 de junho e esses dias foram marcados com alguns eventos. O Vaticano fez deste Jubileu de Pessoas Deficientes o ponto forte da metade do Ano da Misericórdia, que o Papa Francisco iniciou em dezembro, lembrando a importância do respeito a todos e, em especial, também pelos doentes no ensino da fé cristã e no compromisso da Igreja.

No domingo, 12 de junho, na Missa na Praça de São Pedro, o Papa afirmou o valor de “amar apesar de tudo”. O Santo Padre sublinhou o fato de tantas pessoas com deficiência e enfermas se reabrirem à vida logo que descobrem que são amadas.  

Segundo o Santo Padre, muitas vezes a atitude humana é a de confiar apenas nas descobertas da ciência, considerando que no pensar de muitos seria “impossível ser feliz uma pessoa enferma ou deficiente, porque incapaz de realizar o estilo de vida imposto pela cultura do prazer e da diversão”. No entanto – realçou o Papa – “é grande a ilusão em que vive o homem de hoje, quando fecha os olhos à enfermidade e à deficiência! Não compreende o verdadeiro sentido da vida, que inclui também a aceitação do sofrimento e da limitação” – disse o Papa, salientando que “o mundo não se torna melhor quando se compõe apenas de pessoas que se acham aparentemente “perfeitas”, mas quando crescem a solidariedade, a mútua aceitação e o respeito entre os seres humanos”.

O Papa Francisco se referiu ainda na sua homilia da missa a leitura do Evangelho que nos fala da mulher pecadora e marginalizada, que Jesus acolhe e defende “porque muito amou”. Jesus está atento às lágrimas e ao sofrimento daquela mulher: “a sua ternura é sinal do amor que Deus reserva àqueles que sofrem e são excluídos”. “Amar apesar de tudo” – sublinhou o Papa.

Portanto, devemos, é claro, olhar para cada pessoa com deficiência com o olhar do Cristo que acolhe e trata bem a todos, com o olhar e o sentimento de compaixão e do serviço. Por isso, digo: o que pudermos fazer por estes nossos irmãos façamos com alegria e com toda a boa vontade do mundo.

No Ângelus desse domingo, dia 12 de junho, pronunciado logo a seguir à Missa do Jubileu dos Doentes e Deficientes, o Papa Francisco saudou todos os doentes e pessoas portadoras de deficiência presentes e também os médicos e técnicos de saúde que se empenharam na iniciativa “Pontos da Saúde”: “Agradeço de modo especial a vocês que quiseram estar presentes na vossa condição de doença ou deficiência. Um agradecimento sentido aos médicos e técnicos de saúde que, nos “Pontos da Saúde” organizados nas quatro basílicas papais, estão a oferecer consultas especializadas a centenas de pessoas que vivem a marginalização da cidade de Roma”.

Também em nossa Arquidiocese, no sábado, dia 11 de junho, celebramos uma missa solene na Catedral Metropolitana, às 9hs. Naquele momento acolhemos as pessoas com deficiência e com necessidades especiais e, passando pela Porta Santa da Misericórdia, nos comprometemos a viver, em gestos concretos, a misericórdia e a dedicação a estes nossos irmãos que, com várias limitações, nos edificam com a sua fé viva e com o seu testemunho autêntico de discípulos-missionários de Jesus Cristo. Não nos esqueçamos, como obra de misericórdia, de ir ao encontro e dar viva atenção a estes preferidos do Senhor.

Esse Jubileu em Roma, e em nossa Arquidiocese no mês passado, deve nos comprometer ainda mais com a Pastoral da Pessoa Deficiente e nos motivar a uma bela participação nos Jogos Paralímpicos. Creio que precisamos desse sinal em nossa cidade. O valor do ser humano em todas as situações.


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Deficientes e Paralimpíadas

10/07/2016 00:00 - Atualizado em 11/07/2016 11:43

De 7 a 28 de setembro próximo teremos a oportunidade de assistir aqui no Brasil os Jogos Paralímpicos. Acredito que será uma ótima oportunidade de trabalhar a importância da dignidade da pessoa deficiente e que supera seus limites e nos dá exemplos de combate e transformação. Será educativo para as famílias levarem seus filhos para assistir a esses jogos que, tenho certeza, mudarão muitos conceitos no coração e na mente de nosso povo.

Na Igreja tivemos também o Jubileu das Pessoas Deficientes. E, em geral, em todas as audiências, celebrações e visita do Papa ele sempre encontra as pessoas deficientes, demonstrando assim a consideração da Igreja pela inclusão desses nossos irmãos e irmãs.

Este Jubileu aconteceu em Roma entre 6 a 12 de junho e esses dias foram marcados com alguns eventos. O Vaticano fez deste Jubileu de Pessoas Deficientes o ponto forte da metade do Ano da Misericórdia, que o Papa Francisco iniciou em dezembro, lembrando a importância do respeito a todos e, em especial, também pelos doentes no ensino da fé cristã e no compromisso da Igreja.

No domingo, 12 de junho, na Missa na Praça de São Pedro, o Papa afirmou o valor de “amar apesar de tudo”. O Santo Padre sublinhou o fato de tantas pessoas com deficiência e enfermas se reabrirem à vida logo que descobrem que são amadas.  

Segundo o Santo Padre, muitas vezes a atitude humana é a de confiar apenas nas descobertas da ciência, considerando que no pensar de muitos seria “impossível ser feliz uma pessoa enferma ou deficiente, porque incapaz de realizar o estilo de vida imposto pela cultura do prazer e da diversão”. No entanto – realçou o Papa – “é grande a ilusão em que vive o homem de hoje, quando fecha os olhos à enfermidade e à deficiência! Não compreende o verdadeiro sentido da vida, que inclui também a aceitação do sofrimento e da limitação” – disse o Papa, salientando que “o mundo não se torna melhor quando se compõe apenas de pessoas que se acham aparentemente “perfeitas”, mas quando crescem a solidariedade, a mútua aceitação e o respeito entre os seres humanos”.

O Papa Francisco se referiu ainda na sua homilia da missa a leitura do Evangelho que nos fala da mulher pecadora e marginalizada, que Jesus acolhe e defende “porque muito amou”. Jesus está atento às lágrimas e ao sofrimento daquela mulher: “a sua ternura é sinal do amor que Deus reserva àqueles que sofrem e são excluídos”. “Amar apesar de tudo” – sublinhou o Papa.

Portanto, devemos, é claro, olhar para cada pessoa com deficiência com o olhar do Cristo que acolhe e trata bem a todos, com o olhar e o sentimento de compaixão e do serviço. Por isso, digo: o que pudermos fazer por estes nossos irmãos façamos com alegria e com toda a boa vontade do mundo.

No Ângelus desse domingo, dia 12 de junho, pronunciado logo a seguir à Missa do Jubileu dos Doentes e Deficientes, o Papa Francisco saudou todos os doentes e pessoas portadoras de deficiência presentes e também os médicos e técnicos de saúde que se empenharam na iniciativa “Pontos da Saúde”: “Agradeço de modo especial a vocês que quiseram estar presentes na vossa condição de doença ou deficiência. Um agradecimento sentido aos médicos e técnicos de saúde que, nos “Pontos da Saúde” organizados nas quatro basílicas papais, estão a oferecer consultas especializadas a centenas de pessoas que vivem a marginalização da cidade de Roma”.

Também em nossa Arquidiocese, no sábado, dia 11 de junho, celebramos uma missa solene na Catedral Metropolitana, às 9hs. Naquele momento acolhemos as pessoas com deficiência e com necessidades especiais e, passando pela Porta Santa da Misericórdia, nos comprometemos a viver, em gestos concretos, a misericórdia e a dedicação a estes nossos irmãos que, com várias limitações, nos edificam com a sua fé viva e com o seu testemunho autêntico de discípulos-missionários de Jesus Cristo. Não nos esqueçamos, como obra de misericórdia, de ir ao encontro e dar viva atenção a estes preferidos do Senhor.

Esse Jubileu em Roma, e em nossa Arquidiocese no mês passado, deve nos comprometer ainda mais com a Pastoral da Pessoa Deficiente e nos motivar a uma bela participação nos Jogos Paralímpicos. Creio que precisamos desse sinal em nossa cidade. O valor do ser humano em todas as situações.


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro