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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/05/2019

23 de Maio de 2019

Visita do Papa na Armênia

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Visita do Papa na Armênia

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01/07/2016 00:00 - Atualizado em 04/07/2016 11:59

Visita do Papa na Armênia 0

01/07/2016 00:00 - Atualizado em 04/07/2016 11:59

O Santo Padre, o Papa Francisco realizou nestes últimos dias uma viagem de suma importância que foi a viagem a Armênia. Esta viagem ocorreu entre os dias 24 até 26 de junho próximo passado. Armênia é o primeiro Estado a abraçar oficialmente o Cristianismo no início do século IV. Gregório, o Iluminador, é o padroeiro e primeiro dirigente da Igreja arménia, tendo sido ele que converteu o país em 301, durante o reino de Tiridate III.

Os principais eventos na Armênia, foram: sexta-feira dia 24 –  Visita e oração na Catedral Apostólica de Echmiadzín, visita de cortesia ao Presidente da República no Palácio presidencial, encontro com as autoridades civis e com o corpo diplomático no palácio presidencial e encontro pessoal com os Católicos no Palácio Apostólico. No dia 25 –  Visita ao memorial de Tzitzernakaberd, Santa Missa na Praça Vartanants de Gyumri, Visita a Catedral Apostólica Armênia das sete chagas de Gyumri e encontro ecumênico e oração pela paz na praça da República de Ereván. No dia 26 – Encontro com os Bispos Católicos armênios no Palácio Apostólico de Echmiadzín, participação da Divina Liturgia na Catedral Apostólica Armênia, Almoço ecumênico com os Católicos, arcebispos da Igreja Apostólica Armênia, os bispos católicos armênios e os e os cardeais e os Bispos que estavam acompanhando o Santo Padre, encontro com os delegados e benfeitores da Igreja Apostólica da Armênia no Palácio Apostólico, oração no mosteiro de Khor Virap e cerimônia de despedida no aeroporto.

Uma das suas principais atividades foi a visita ao memorial do “genocídio”, localizado em Tzitzernakaberd. “Genocídio" em seu discurso na capital Erevan, dentro do Palácio Presidencial, para se referir ao extermínio de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano há um século, mesmo sabendo que o vocábulo poderia desencadear um mal-estar diplomático com a Turquia, como já ocorreu no ano passado. Ao falar de um fato passado não significa censurar hoje o atual país. Aliás, durante o atentado recente no Aeroporto de Istambul, o carinho do Papa por esse país se manifestou com a intercessão de orações.

O Papa Francisco, visitou o local ao lado da máxima autoridade da Igreja Apostólica da Armênia, Karekin II, e do presidente do país, Serzh Sargsyan. O Santo Padre Francisco colocou uma coroa de flores na frente do monumento, onde um grupo de crianças levava cartazes com a recordação dos mortos de 1915. No memorial disse o Santo Padre: “A memória é uma fonte de paz e de futuro. Aqui rezo, com dor no coração, para que nunca mais existam tragédias como essa, para que a humanidade não se esqueça e saiba vencer o mal com o bem. Que Deus conceda ao amado povo armênio e ao mundo inteiro a paz e a consolação. Que Deus guarde a memória do povo armênio”.

Na Santa Missa celebrada no dia 25 de Junho na Praça Vartanants em Guiumri, gostaria aqui de ressaltar alguns pontos. O Papa partiu do texto: “Levantarão os antigos escombros, restaurarão as cidades destruídas” (Is 61, 4). Francisco vai falar dos alicerces, ou seja, sobre como devemos construir e pautar a nossa vida. O Papa vai falar em três alicerces: 1 –  “O primeiro alicerce é a memória. Uma graça que devemos pedir é a de saber recuperar a memória, a memória daquilo que o Senhor realizou em nós e por nós: trazer à mente que Ele, como diz o Evangelho de hoje, não nos esqueceu, mas “recordou-Se” (Lc 1, 72). “Os povos têm uma memória, como as pessoas. E a memória do vosso povo é muito antiga e preciosa. Nas vossas vozes, ressoam as dos Santos sábios do passado; nas vossas palavras, há o eco de quem criou o vosso alfabeto, com a finalidade de anunciar a Palavra de Deus; nos vossos cânticos, misturam-se os gemidos e as alegrias da vossa história. Pensando em tudo isto, certamente podereis reconhecer a presença de Deus: Ele não vos deixou sozinhos”.  2 –  “E a fé constitui também a esperança para o vosso futuro, a luz no caminho da vida, sendo ela o segundo alicerce de que gostaria de vos falar. Há sempre um perigo que pode fazer esmorecer a luz da fé: é a tentação de a reduzir a algo do passado, algo importante, mas próprio de outros tempos, como se a fé fosse um belo livro de miniaturas que se deve conservar num museu. Mas ela, se for encerrada nos arquivos da história, perde a sua força transformadora, a sua vivacidade, a sua abertura positiva aos outros”. 3 –  “O terceiro alicerce, depois da memória e da fé, é precisamente o amor misericordioso: é sobre esta rocha, a rocha do amor recebido de Deus e oferecido ao próximo, que se baseia a vida do discípulo de Jesus. E é vivendo a caridade que rejuvenesce e se torna atraente o rosto da Igreja. O amor concreto é o cartão-de-visita do cristão”.

Contudo, esta viagem dos Santo Padre foi muito importante, pois, assim nos fez mais próximos aos irmãos Católicos Armênios e ele também mais uma vez clamou por paz aos povos do oriente, convidando a todos os homens de boa vontade a construir pontes e superar toda e qualquer divisão. 


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Visita do Papa na Armênia

01/07/2016 00:00 - Atualizado em 04/07/2016 11:59

O Santo Padre, o Papa Francisco realizou nestes últimos dias uma viagem de suma importância que foi a viagem a Armênia. Esta viagem ocorreu entre os dias 24 até 26 de junho próximo passado. Armênia é o primeiro Estado a abraçar oficialmente o Cristianismo no início do século IV. Gregório, o Iluminador, é o padroeiro e primeiro dirigente da Igreja arménia, tendo sido ele que converteu o país em 301, durante o reino de Tiridate III.

Os principais eventos na Armênia, foram: sexta-feira dia 24 –  Visita e oração na Catedral Apostólica de Echmiadzín, visita de cortesia ao Presidente da República no Palácio presidencial, encontro com as autoridades civis e com o corpo diplomático no palácio presidencial e encontro pessoal com os Católicos no Palácio Apostólico. No dia 25 –  Visita ao memorial de Tzitzernakaberd, Santa Missa na Praça Vartanants de Gyumri, Visita a Catedral Apostólica Armênia das sete chagas de Gyumri e encontro ecumênico e oração pela paz na praça da República de Ereván. No dia 26 – Encontro com os Bispos Católicos armênios no Palácio Apostólico de Echmiadzín, participação da Divina Liturgia na Catedral Apostólica Armênia, Almoço ecumênico com os Católicos, arcebispos da Igreja Apostólica Armênia, os bispos católicos armênios e os e os cardeais e os Bispos que estavam acompanhando o Santo Padre, encontro com os delegados e benfeitores da Igreja Apostólica da Armênia no Palácio Apostólico, oração no mosteiro de Khor Virap e cerimônia de despedida no aeroporto.

Uma das suas principais atividades foi a visita ao memorial do “genocídio”, localizado em Tzitzernakaberd. “Genocídio" em seu discurso na capital Erevan, dentro do Palácio Presidencial, para se referir ao extermínio de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano há um século, mesmo sabendo que o vocábulo poderia desencadear um mal-estar diplomático com a Turquia, como já ocorreu no ano passado. Ao falar de um fato passado não significa censurar hoje o atual país. Aliás, durante o atentado recente no Aeroporto de Istambul, o carinho do Papa por esse país se manifestou com a intercessão de orações.

O Papa Francisco, visitou o local ao lado da máxima autoridade da Igreja Apostólica da Armênia, Karekin II, e do presidente do país, Serzh Sargsyan. O Santo Padre Francisco colocou uma coroa de flores na frente do monumento, onde um grupo de crianças levava cartazes com a recordação dos mortos de 1915. No memorial disse o Santo Padre: “A memória é uma fonte de paz e de futuro. Aqui rezo, com dor no coração, para que nunca mais existam tragédias como essa, para que a humanidade não se esqueça e saiba vencer o mal com o bem. Que Deus conceda ao amado povo armênio e ao mundo inteiro a paz e a consolação. Que Deus guarde a memória do povo armênio”.

Na Santa Missa celebrada no dia 25 de Junho na Praça Vartanants em Guiumri, gostaria aqui de ressaltar alguns pontos. O Papa partiu do texto: “Levantarão os antigos escombros, restaurarão as cidades destruídas” (Is 61, 4). Francisco vai falar dos alicerces, ou seja, sobre como devemos construir e pautar a nossa vida. O Papa vai falar em três alicerces: 1 –  “O primeiro alicerce é a memória. Uma graça que devemos pedir é a de saber recuperar a memória, a memória daquilo que o Senhor realizou em nós e por nós: trazer à mente que Ele, como diz o Evangelho de hoje, não nos esqueceu, mas “recordou-Se” (Lc 1, 72). “Os povos têm uma memória, como as pessoas. E a memória do vosso povo é muito antiga e preciosa. Nas vossas vozes, ressoam as dos Santos sábios do passado; nas vossas palavras, há o eco de quem criou o vosso alfabeto, com a finalidade de anunciar a Palavra de Deus; nos vossos cânticos, misturam-se os gemidos e as alegrias da vossa história. Pensando em tudo isto, certamente podereis reconhecer a presença de Deus: Ele não vos deixou sozinhos”.  2 –  “E a fé constitui também a esperança para o vosso futuro, a luz no caminho da vida, sendo ela o segundo alicerce de que gostaria de vos falar. Há sempre um perigo que pode fazer esmorecer a luz da fé: é a tentação de a reduzir a algo do passado, algo importante, mas próprio de outros tempos, como se a fé fosse um belo livro de miniaturas que se deve conservar num museu. Mas ela, se for encerrada nos arquivos da história, perde a sua força transformadora, a sua vivacidade, a sua abertura positiva aos outros”. 3 –  “O terceiro alicerce, depois da memória e da fé, é precisamente o amor misericordioso: é sobre esta rocha, a rocha do amor recebido de Deus e oferecido ao próximo, que se baseia a vida do discípulo de Jesus. E é vivendo a caridade que rejuvenesce e se torna atraente o rosto da Igreja. O amor concreto é o cartão-de-visita do cristão”.

Contudo, esta viagem dos Santo Padre foi muito importante, pois, assim nos fez mais próximos aos irmãos Católicos Armênios e ele também mais uma vez clamou por paz aos povos do oriente, convidando a todos os homens de boa vontade a construir pontes e superar toda e qualquer divisão. 


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro