Arquidiocese do Rio de Janeiro

35º 25º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/04/2016

14 de Abril de 2016

Palavras do Papa sobre homossexualidade são baseadas no Catecismo

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

14 de Abril de 2016

Palavras do Papa sobre homossexualidade são baseadas no Catecismo

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

02/08/2013 00:00 - Atualizado em 06/08/2013 18:35

Palavras do Papa sobre homossexualidade são baseadas no Catecismo 1

02/08/2013 00:00 - Atualizado em 06/08/2013 18:35

No voo de volta do Rio de Janeiro para Roma (28/7/2013), o Papa Francisco falou aos jornalistas sobre a homossexualidade citando explicitamente o Catecismo da Igreja, doutrina oficial do Magistério da Igreja. Entre outras coisas disse que: "Se uma pessoa é gay e procura Jesus, e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O Catecismo diz que não se deve marginalizar essas pessoas por isso. Elas devem ser integradas à sociedade. O problema não é ter esta tendência. Devemos ser irmãos.” (jornal El Mundo, da Espanha).

O Catecismo da Igreja, com outras palavras diz a mesma coisa. Mas essas palavras do Papa pareceram para alguns que ele estava aprovando o comportamento, a prática, homossexual, mas não é isso.  A Igreja acolhe qualquer pessoa que a procure; suas portas estão sempre abertas a todos que buscam refúgio e salvação em Deus por meio dela. “Devemos  ser irmãos”, disse o Papa, e não podemos julgar ninguém, pois Jesus disse: “Não julgueis para não serdes julgados”. Mas isso não quer dizer que não se deve reconhecer o que é ou não pecado. Uma coisa é amar o pecador, outra é aceitar o pecado.

Jamais o Papa poderia contrariar a doutrina oficial da Igreja, expressa no Catecismo, que considera a prática homossexual (não a tendência), um pecado grave (Cat. n.2357). Jamais na história da Igreja um Papa revogou o ensinamento doutrinário do Magistério e de um seu antecessor. Apenas o Papa Francisco expressou o que a Igreja ensina, falando dos que têm a tendência homossexual: “Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta” (Cat. n.2358).

Isto mostra que a Igreja ama os homossexuais, embora condene a prática homossexual; e isso nada tem de homofobia, de perseguição e violência de qualquer forma contra eles, ao contrário. A Igreja sabe que as causas da homossexualidade são complexas, e não entra no mérito desta questão: “A sua génese psíquica continua em grande parte por explicar”. Mas deixa claro que a “prática homossexual” é pecado grave: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19, 1-29; Rm 1, 24-27; 1 Cor 6, 10; 1 Tm 1, 10), a Tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados" (Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Pessoa Humana, 8). São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados” (idem).

A Igreja orienta seus filhos que trazem a tendência homossexual que resistam à sua “prática”, com a fé e a graça de Deus, e reconhece que a sua luta é árdua: “Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição” (Cat. 2358).

A Igreja pede-lhes que enfrentem essa difícil luta de não cair na prática dos atos homossexuais, e vivam na castidade,  praticando as virtudes do autodomínio, pela oração e pela graça sacramental; e afirma que assim,  “podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã” (n.2359).

São muitos os testemunhos de jovens, rapazes e moças, que, mesmo carregando a tendência homossexual, por amor a Deus, vivem na castidade. A doutrina da Igreja sobre a questão da homossexualidade é a mesma ensinada em toda a sua história, nada tem de novo, e foi relembrada no documento da Congregação da Fé, “Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais”, de 2003:

"A Igreja ensina que o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo nenhum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, favoreçam e protejam a união matrimonial como base da família, célula primária da sociedade. Reconhecer legalmente as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimônio, significaria, não só aprovar um comportamento errado, com a consequência de convertê-lo num modelo para a sociedade atual, mas também ofuscar valores fundamentais que fazem parte do patrimônio comum da humanidade. A Igreja não pode abdicar de defender tais valores, para o bem dos homens e de toda a sociedade".

Deixe seu comentário

Comentários (1)

João Carlos de Rezende Martins May 8th 2014, 13:03

Bem colocada a questão homosexual!

0 Resposta Responder
Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

Palavras do Papa sobre homossexualidade são baseadas no Catecismo

02/08/2013 00:00 - Atualizado em 06/08/2013 18:35

No voo de volta do Rio de Janeiro para Roma (28/7/2013), o Papa Francisco falou aos jornalistas sobre a homossexualidade citando explicitamente o Catecismo da Igreja, doutrina oficial do Magistério da Igreja. Entre outras coisas disse que: "Se uma pessoa é gay e procura Jesus, e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O Catecismo diz que não se deve marginalizar essas pessoas por isso. Elas devem ser integradas à sociedade. O problema não é ter esta tendência. Devemos ser irmãos.” (jornal El Mundo, da Espanha).

O Catecismo da Igreja, com outras palavras diz a mesma coisa. Mas essas palavras do Papa pareceram para alguns que ele estava aprovando o comportamento, a prática, homossexual, mas não é isso.  A Igreja acolhe qualquer pessoa que a procure; suas portas estão sempre abertas a todos que buscam refúgio e salvação em Deus por meio dela. “Devemos  ser irmãos”, disse o Papa, e não podemos julgar ninguém, pois Jesus disse: “Não julgueis para não serdes julgados”. Mas isso não quer dizer que não se deve reconhecer o que é ou não pecado. Uma coisa é amar o pecador, outra é aceitar o pecado.

Jamais o Papa poderia contrariar a doutrina oficial da Igreja, expressa no Catecismo, que considera a prática homossexual (não a tendência), um pecado grave (Cat. n.2357). Jamais na história da Igreja um Papa revogou o ensinamento doutrinário do Magistério e de um seu antecessor. Apenas o Papa Francisco expressou o que a Igreja ensina, falando dos que têm a tendência homossexual: “Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta” (Cat. n.2358).

Isto mostra que a Igreja ama os homossexuais, embora condene a prática homossexual; e isso nada tem de homofobia, de perseguição e violência de qualquer forma contra eles, ao contrário. A Igreja sabe que as causas da homossexualidade são complexas, e não entra no mérito desta questão: “A sua génese psíquica continua em grande parte por explicar”. Mas deixa claro que a “prática homossexual” é pecado grave: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19, 1-29; Rm 1, 24-27; 1 Cor 6, 10; 1 Tm 1, 10), a Tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados" (Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Pessoa Humana, 8). São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados” (idem).

A Igreja orienta seus filhos que trazem a tendência homossexual que resistam à sua “prática”, com a fé e a graça de Deus, e reconhece que a sua luta é árdua: “Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição” (Cat. 2358).

A Igreja pede-lhes que enfrentem essa difícil luta de não cair na prática dos atos homossexuais, e vivam na castidade,  praticando as virtudes do autodomínio, pela oração e pela graça sacramental; e afirma que assim,  “podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã” (n.2359).

São muitos os testemunhos de jovens, rapazes e moças, que, mesmo carregando a tendência homossexual, por amor a Deus, vivem na castidade. A doutrina da Igreja sobre a questão da homossexualidade é a mesma ensinada em toda a sua história, nada tem de novo, e foi relembrada no documento da Congregação da Fé, “Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais”, de 2003:

"A Igreja ensina que o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo nenhum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, favoreçam e protejam a união matrimonial como base da família, célula primária da sociedade. Reconhecer legalmente as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimônio, significaria, não só aprovar um comportamento errado, com a consequência de convertê-lo num modelo para a sociedade atual, mas também ofuscar valores fundamentais que fazem parte do patrimônio comum da humanidade. A Igreja não pode abdicar de defender tais valores, para o bem dos homens e de toda a sociedade".

Felipe Aquino
Autor

Felipe Aquino

Professor e Escritor