Arquidiocese do Rio de Janeiro

33º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/05/2019

23 de Maio de 2019

Jovem, levanta-te!

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04/06/2016 00:00

Jovem, levanta-te! 0

04/06/2016 00:00

No Evangelho deste Décimo Domingo do Tempo Comum, nos deparamos com a chegada de Jesus a uma pequena cidade chamada Naim (cf. Lc 7,11-17), acompanhado pelos seus discípulos e por um grupo numeroso de pessoas que O seguem.

Perto da porta da cidade, a comitiva que rodeava o Senhor cruzou-se com outra que levava a enterrar o filho único de uma mulher viúva. Segundo o costume judaico, levavam o corpo envolvido num lençol, sobre uma padiola. Formavam o cortejo a mãe e grande multidão de pessoas da cidade.

A caravana que entrava na cidade parou diante do defunto, e Jesus, ao ver a mãe que chorava o seu filho, compadeceu-se dela e avançou ao seu encontro. “Jesus vê a angústia daquelas pessoas com quem se cruzou ocasionalmente”. “Podia ter passado ao largo, ou esperar por um chamado, por um pedido”. “Mas, nem se afasta nem espera”. “Toma Ele próprio a iniciativa, movido pela aflição de uma viúva que havia perdido tudo o que lhe restava: o filho”.

“O evangelista explica que Jesus se compadeceu: talvez se tivesse emocionado externamente, como por ocasião da morte de Lázaro. Jesus Cristo não é insensível ao sofrimento”. Cristo sabe que O rodeia uma grande multidão, a quem o milagre encherá de pasmo e que há de ir apregoando o sucedido por toda aquela região. Mas o Senhor não age com artificialismo, só para praticar um feito; sente-Se particularmente afetado pelo sofrimento daquela mulher; não pode deixar de consolá-la. Então, aproximou-Se e disse-lhe: não chores (Lc 7,13). Que é como se lhe dissesse: não te quero ver desfeita em lágrimas, pois Eu vim trazer à Terra a alegria e a paz. E imediatamente se dá o milagre, manifestação do poder de Cristo, Deus. Mas antes já se dera a comoção da Sua alma, manifestação evidente da ternura do coração de Cristo, Homem.

Jesus, “movido de compaixão” (Lc 7,13) para com a mãe do garoto, a viúva de Naim, o ressuscitou. Quão doloroso para uma mãe viúva ver sepultada a sua última esperança, o seu filho único! O garoto que estava no caixão não era só a consolação daquela pobre mulher, mas também era a possibilidade de que ela levasse uma vida mais ou menos digna durante os seus últimos anos de vida. Jesus compreende a situação das pessoas e não fica indiferente diante do sofrimento humano.

O milagre é, ao mesmo tempo, um grande exemplo dos sentimentos que devemos ter diante das dificuldades alheias. Devemos aprender de Jesus. E para termos um coração semelhante ao Seu, devemos recorrer em primeiro lugar à oração: “temos de pedir ao Senhor que nos conceda um coração bom, capaz de se compadecer das penas das criaturas, capaz de compreender que, para remediar os tormentos que acompanham e não poucas vezes angustiam as almas neste mundo, o verdadeiro bálsamo é o amor, a caridade: todos os outros consolos apenas servem para distrair por um momento e deixar mais tarde um saldo de amargura e desespero”.

Podemos perguntar-nos na nossa oração de hoje se sabemos amar todos aqueles que vamos encontrando pelos caminhos da vida, se nos detemos eficazmente diante das suas desgraças, e, portanto, se no fim de cada dia, ao examinarmos a nossa consciência, temos as nossas mãos repletas de obras de caridade e de misericórdia para oferecer ao Senhor.

No milagre do filho da viúva de Naim aparece a missão de Jesus, que é retirar da morte e trazer vida a todos, de maneira especial aos jovens. Assim o experimentam na vida que renasce na páscoa com Cristo Ressuscitado. É importante que nós também compreendamos que a nossa vida só tem sentido em relação a Deus e aos demais, que nós não vivemos para nós mesmos. Deus espera que nós trabalhemos na salvação das pessoas. Deus espera que cada um de nós seja útil para o próximo, que a nossa vida seja colocada a serviço da humanidade, de cada pessoa que temos à nossa volta.

Estamos a pouco tempo da próxima Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia. Aqui em nossa Arquidiocese sabemos o que significou esse acontecimento como testemunho jovem em nossa cidade. Ao mesmo tempo, nós nos vemos noticiados em todos os cantos do mundo devido a acontecimentos que, vindos das “baixas paixões humanas”, degradam a vida e a dignidade humanas. Mais do que nunca a nossa proposta de nova vida para a juventude se faz necessária. Hoje, em nome de Cristo, somos chamados como Igreja a passar diante de nossos jovens “mortos por diversas situações”, e como mãe Igreja que chora seus filhos, dizer que o filho único de Maria, Jesus, morreu na cruz para que todos tivessem vida e possam com Ele ressuscitar. Hoje, com mais ênfase ainda, somos chamados a gritar a todos: “jovem, ressuscita, levanta-te, volta à vida”!

Portanto, o episódio da viúva de Naim põe de manifesto que Jesus se apercebe imediatamente da dor e compreende os sentimentos daquela mãe que perdeu o seu único filho. Jesus compartilha o sofrimento daquela mulher. Peçamos hoje ao Senhor que nos dê uma alma grande, cheia de compreensão, para sabermos sofrer com quem sofre, alegrar com quem se alegra..., e para procurarmos evitar esse sofrimento e sustentar e promover essa alegria à nossa vida.

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Jovem, levanta-te!

04/06/2016 00:00

No Evangelho deste Décimo Domingo do Tempo Comum, nos deparamos com a chegada de Jesus a uma pequena cidade chamada Naim (cf. Lc 7,11-17), acompanhado pelos seus discípulos e por um grupo numeroso de pessoas que O seguem.

Perto da porta da cidade, a comitiva que rodeava o Senhor cruzou-se com outra que levava a enterrar o filho único de uma mulher viúva. Segundo o costume judaico, levavam o corpo envolvido num lençol, sobre uma padiola. Formavam o cortejo a mãe e grande multidão de pessoas da cidade.

A caravana que entrava na cidade parou diante do defunto, e Jesus, ao ver a mãe que chorava o seu filho, compadeceu-se dela e avançou ao seu encontro. “Jesus vê a angústia daquelas pessoas com quem se cruzou ocasionalmente”. “Podia ter passado ao largo, ou esperar por um chamado, por um pedido”. “Mas, nem se afasta nem espera”. “Toma Ele próprio a iniciativa, movido pela aflição de uma viúva que havia perdido tudo o que lhe restava: o filho”.

“O evangelista explica que Jesus se compadeceu: talvez se tivesse emocionado externamente, como por ocasião da morte de Lázaro. Jesus Cristo não é insensível ao sofrimento”. Cristo sabe que O rodeia uma grande multidão, a quem o milagre encherá de pasmo e que há de ir apregoando o sucedido por toda aquela região. Mas o Senhor não age com artificialismo, só para praticar um feito; sente-Se particularmente afetado pelo sofrimento daquela mulher; não pode deixar de consolá-la. Então, aproximou-Se e disse-lhe: não chores (Lc 7,13). Que é como se lhe dissesse: não te quero ver desfeita em lágrimas, pois Eu vim trazer à Terra a alegria e a paz. E imediatamente se dá o milagre, manifestação do poder de Cristo, Deus. Mas antes já se dera a comoção da Sua alma, manifestação evidente da ternura do coração de Cristo, Homem.

Jesus, “movido de compaixão” (Lc 7,13) para com a mãe do garoto, a viúva de Naim, o ressuscitou. Quão doloroso para uma mãe viúva ver sepultada a sua última esperança, o seu filho único! O garoto que estava no caixão não era só a consolação daquela pobre mulher, mas também era a possibilidade de que ela levasse uma vida mais ou menos digna durante os seus últimos anos de vida. Jesus compreende a situação das pessoas e não fica indiferente diante do sofrimento humano.

O milagre é, ao mesmo tempo, um grande exemplo dos sentimentos que devemos ter diante das dificuldades alheias. Devemos aprender de Jesus. E para termos um coração semelhante ao Seu, devemos recorrer em primeiro lugar à oração: “temos de pedir ao Senhor que nos conceda um coração bom, capaz de se compadecer das penas das criaturas, capaz de compreender que, para remediar os tormentos que acompanham e não poucas vezes angustiam as almas neste mundo, o verdadeiro bálsamo é o amor, a caridade: todos os outros consolos apenas servem para distrair por um momento e deixar mais tarde um saldo de amargura e desespero”.

Podemos perguntar-nos na nossa oração de hoje se sabemos amar todos aqueles que vamos encontrando pelos caminhos da vida, se nos detemos eficazmente diante das suas desgraças, e, portanto, se no fim de cada dia, ao examinarmos a nossa consciência, temos as nossas mãos repletas de obras de caridade e de misericórdia para oferecer ao Senhor.

No milagre do filho da viúva de Naim aparece a missão de Jesus, que é retirar da morte e trazer vida a todos, de maneira especial aos jovens. Assim o experimentam na vida que renasce na páscoa com Cristo Ressuscitado. É importante que nós também compreendamos que a nossa vida só tem sentido em relação a Deus e aos demais, que nós não vivemos para nós mesmos. Deus espera que nós trabalhemos na salvação das pessoas. Deus espera que cada um de nós seja útil para o próximo, que a nossa vida seja colocada a serviço da humanidade, de cada pessoa que temos à nossa volta.

Estamos a pouco tempo da próxima Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia. Aqui em nossa Arquidiocese sabemos o que significou esse acontecimento como testemunho jovem em nossa cidade. Ao mesmo tempo, nós nos vemos noticiados em todos os cantos do mundo devido a acontecimentos que, vindos das “baixas paixões humanas”, degradam a vida e a dignidade humanas. Mais do que nunca a nossa proposta de nova vida para a juventude se faz necessária. Hoje, em nome de Cristo, somos chamados como Igreja a passar diante de nossos jovens “mortos por diversas situações”, e como mãe Igreja que chora seus filhos, dizer que o filho único de Maria, Jesus, morreu na cruz para que todos tivessem vida e possam com Ele ressuscitar. Hoje, com mais ênfase ainda, somos chamados a gritar a todos: “jovem, ressuscita, levanta-te, volta à vida”!

Portanto, o episódio da viúva de Naim põe de manifesto que Jesus se apercebe imediatamente da dor e compreende os sentimentos daquela mãe que perdeu o seu único filho. Jesus compartilha o sofrimento daquela mulher. Peçamos hoje ao Senhor que nos dê uma alma grande, cheia de compreensão, para sabermos sofrer com quem sofre, alegrar com quem se alegra..., e para procurarmos evitar esse sofrimento e sustentar e promover essa alegria à nossa vida.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro