Arquidiocese do Rio de Janeiro

33º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/05/2019

24 de Maio de 2019

Missão e Misericórdia

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23/05/2016 00:00 - Atualizado em 25/05/2016 17:46

Missão e Misericórdia 0

23/05/2016 00:00 - Atualizado em 25/05/2016 17:46

O Papa Francisco publicou, no domingo, dia 15 de maio, Solenidade de Pentecostes, a Mensagem para o Dia Mundial das Missões deste ano de 2016 com alguns pontos que merecem uma leitura atenta e meditada, pois nos impele ao verdadeiro e destemido anúncio da Palavra de Deus ao mundo de hoje. Embora a mensagem se dirija para o mês de Outubro, creio que uma reflexão nos ajudará a nos prepararmos ainda mais para esse momento. Além disso, poderá motivar a nossa Arquidiocese a realizar seu trabalho missionário como nos propusemos já no ano passado, que foi de continuar todos os anos com essa missão paroquial.

O Santo Padre contextualiza sua Mensagem dentro do Jubileu Extraordinário da Misericórdia ao dizer que a missão ad gentes, tarefa da Igreja, é uma imensa obra de misericórdia espiritual e temporal (cf. Misericordiae Vultus, 12), de modo que todos somos chamados a fazer render, com criatividade, sabedoria e experiência, os talentos dados a nós pelo Senhor (cf. Mt 25,14-30) entre as mulheres, homens, idosos e crianças, especialmente no meio dos mais vulneráveis, descartados, pequenos e oprimidos (cf. Dt 4,31; Sal 86,15; 103,8; 111,4), pois Deus quer estar, ternamente, junto deles como uma mãe fica junto de seus filhinhos (cf. Jr 31,20). Afirma o Papa: “É ao ventre materno que alude o termo utilizado na Bíblia hebraica para dizer misericórdia: trata-se, pois, do amor duma mãe pelos filhos; filhos que ela amará sempre, em todas as circunstâncias, suceda o que suceder, porque são fruto do seu ventre”.

Continua Francisco: “Este é um aspeto essencial também do amor que Deus nutre por todos os seus filhos, especialmente pelos membros do povo que gerou e deseja criar e educar: perante as suas fragilidades e infidelidades, o seu íntimo comove-se e estremece de compaixão (cf. Os 11,8). Mas Ele é misericordioso para com todos, o seu amor é para todos os povos e a sua ternura estende-se sobre todas as criaturas (cf. Sal 144,8-9)”.

É certo, no entanto, que o auge da misericórdia divina está, de modo perfeito, na Encarnação do Verbo. O próprio Deus se faz homem por amor de nós, a fim de que nos tornemos filhos no Filho (cf. Gl 4,5). Mais: o Senhor Jesus: não somente fala da misericórdia e a explica com o uso de comparações e parábolas, mas, sobretudo, a encarna e personifica (cf. João Paulo II, Dives in misericordia, 2). Ora, quem aceita e segue a Cristo – na Igreja misericordiosa e dialogante para com todas as culturas, por meio do Evangelho e dos Sacramentos, com a ação do Espírito Santo – torna-se misericordioso como o Pai, amando o próximo como Ele mesmo o ama (cf. Misericordiae Vultus, 3).

Ao falar no diálogo com as culturas, não podemos deixar de tratar de um tema espinhoso, mas necessário aos nossos tempos, ainda que sempre tenha existido na obra evangelizadora da Igreja: a inculturação.

Na Mensagem papal, vemos que o Papa reconhece que, assim como nos primórdios da Igreja, é grande o número de homens e mulheres de todas as idades dedicados à missão nos seus vários âmbitos. É ainda sinal claro do amor materno de Deus a crescente presença feminina, de religiosas e leigas casadas ou solteiras, na missão, no âmbito do anúncio direto do Evangelho ou campo sociocaritativo, visando especialmente aos mais pobres e necessitados. Neste contexto, não se pode esquecer o papel das mães de família, que no lar anunciam a Boa Nova do Reino com a palavra e os exemplos, conseguindo colher grandes frutos.

Em outras partes do mundo, recorda Francisco, “a evangelização parte da atividade educativa, à qual o trabalho missionário dedica esforço e tempo, como o vinhateiro misericordioso do Evangelho (cf. Lc 13,7-9; Jo 15,1), com paciência para esperar os frutos depois de anos de lenta formação; geram-se assim pessoas capazes de evangelizar e fazer chegar o Evangelho onde ninguém esperaria vê-lo realizado. A Igreja pode ser definida ‘mãe’ mesmo para aqueles que poderão um dia chegar à fé em Cristo. Espero, pois, que o povo santo de Deus exerça o serviço materno da misericórdia, que tanto ajuda os povos que ainda não conhecem o Senhor a encontrá-Lo e a amá-Lo”.

Certos de que a fé é dom de Deus e não fruto de proselitismo, os missionários serão testemunhas de Cristo ao mundo, aplicando o amor sem medida ou, como o Senhor Jesus mesmo fez, ofertando o dom maior de cada ser humano, que é a sua própria vida e amor. Afinal, cada povo tem o direito de receber a mensagem da salvação, especialmente nestes tempos de grandes crises humanitárias, guerras, injustiças etc. Aí, só o Evangelho do perdão e da misericórdia pode levar alegria, reconciliação e paz contra as forças destruidoras do mundo afastado de Deus. Todo fiel é chamado a sair de si – vivemos uma Igreja “em saída” – para alcançar as periferias que necessitam da luz do Evangelho (cf. Evangelii Gaudium n. 20).

Há quem possa questionar a razão de se fazer missões e também se elas não seriam uma forma de impor a mensagem de Cristo às pessoas. Isso se resolve com certa facilidade se lermos com atenção o Papa São João Paulo II na Redemptoris Missio a afirmar que “a novidade de vida n’Ele é ‘Boa Nova’ para o homem de todos os tempos: a ela todos são chamados e destinados. Todos, de fato, a buscam, mesmo se às vezes confusamente, e têm o direito de conhecer o valor de tal dom e aproximar-se dele. A Igreja, e nela cada cristão, não pode esconder nem guardar para si esta novidade e riqueza, recebida da bondade divina para ser comunicada a todos os homens” (n. 11).

A Igreja propõe, mas não impõe. Ela respeita a liberdade de consciência de cada um, conforme a mesma Redemptoris Missio n. 8: “O anúncio e o testemunho de Cristo, quando feitos no respeito das consciências, não violam a liberdade. A fé exige a livre adesão do homem, mas tem de ser proposta, já que ‘as multidões têm o direito de conhecer as riquezas do mistério de Cristo, nas quais toda a humanidade – assim o acreditamos nós – pode encontrar, numa plenitude inimaginável, tudo aquilo que procura, às apalpadelas, a respeito de Deus, do homem, do seu destino, da vida e da morte, da verdade (...). É por isso que a Igreja conserva bem vivo o seu espírito missionário, desejando até que ele se intensifique, neste momento histórico que nos foi dado viver’. (Paulo VI, Exort. Ap. Evangelii nuntiandi (8/XII/1975), 53: AAS 68 (1976) 42). No entanto, é necessário acrescentar, citando ainda o Concílio, que  “todos os homens, pela sua própria dignidade, já que são pessoas, isto é, seres dotados de razão e vontade livre, e consequentemente de responsabilidade pessoal, são impelidos pela sua natureza, e moralmente obrigados a procurar a verdade, e antes de tudo a que se refere à religião. Têm também obrigação de aderir à verdade conhecida, e ordenar toda a sua vida segundo as exigências da verdade”. (Declaração sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 2).

Mais: “a Igreja dirige-se ao homem no pleno respeito da sua liberdade: a missão não restringe a liberdade, pelo contrário, favorece-a. A Igreja propõe, não impõe nada: respeita as pessoas e as culturas, detendo-se diante do sacrário da consciência”. (Redemptoris Missio n. 39).

O Papa Francisco recorda, muito oportunamente, que celebramos o 90º aniversário do Dia Mundial das Missões, promovido pela Pontifícia Obra da Propagação da Fé e aprovado pelo Papa Pio XI em 1926. Daí ser oportuno que agora, também em 2016, fossem destinadas a essa obra “todas as ofertas que cada diocese, paróquia, comunidade religiosa, associação e movimento, de todo o mundo, pudessem recolher para socorrer as comunidades cristãs necessitadas de ajuda, e revigorar o anúncio do Evangelho até aos últimos confins da terra. Também nos nossos dias, não nos subtraiamos a este gesto de comunhão eclesial missionário; não restrinjamos o coração às nossas preocupações particulares, mas alarguemo-lo aos horizontes da humanidade inteira”. É a coleta no dia mundial das missões, em que nos solidarizamos com os irmãos e irmãs que necessitam de ter meios para evangelizar. Os corações abertos e missionários é que compreendem e o fazem com generosidade.

Que tudo isso se faça sob a proteção de Nossa Senhora, modelo missionário para a Igreja, que ensina a todos a gerar e guardar a presença misteriosa do Senhor Ressuscitado entre nós. Ora, isso nos recorda, na devoção popular, Outubro como o mês do Rosário. Afinal, sem oração não há Missão, haja vista que Santa Teresinha do Menino Jesus é a Padroeira das Missões sem nunca ter saído do Carmelo. No entanto, acompanhou, com suas preces fervorosas, missionários pelo mundo todo.

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23/05/2016 00:00 - Atualizado em 25/05/2016 17:46

O Papa Francisco publicou, no domingo, dia 15 de maio, Solenidade de Pentecostes, a Mensagem para o Dia Mundial das Missões deste ano de 2016 com alguns pontos que merecem uma leitura atenta e meditada, pois nos impele ao verdadeiro e destemido anúncio da Palavra de Deus ao mundo de hoje. Embora a mensagem se dirija para o mês de Outubro, creio que uma reflexão nos ajudará a nos prepararmos ainda mais para esse momento. Além disso, poderá motivar a nossa Arquidiocese a realizar seu trabalho missionário como nos propusemos já no ano passado, que foi de continuar todos os anos com essa missão paroquial.

O Santo Padre contextualiza sua Mensagem dentro do Jubileu Extraordinário da Misericórdia ao dizer que a missão ad gentes, tarefa da Igreja, é uma imensa obra de misericórdia espiritual e temporal (cf. Misericordiae Vultus, 12), de modo que todos somos chamados a fazer render, com criatividade, sabedoria e experiência, os talentos dados a nós pelo Senhor (cf. Mt 25,14-30) entre as mulheres, homens, idosos e crianças, especialmente no meio dos mais vulneráveis, descartados, pequenos e oprimidos (cf. Dt 4,31; Sal 86,15; 103,8; 111,4), pois Deus quer estar, ternamente, junto deles como uma mãe fica junto de seus filhinhos (cf. Jr 31,20). Afirma o Papa: “É ao ventre materno que alude o termo utilizado na Bíblia hebraica para dizer misericórdia: trata-se, pois, do amor duma mãe pelos filhos; filhos que ela amará sempre, em todas as circunstâncias, suceda o que suceder, porque são fruto do seu ventre”.

Continua Francisco: “Este é um aspeto essencial também do amor que Deus nutre por todos os seus filhos, especialmente pelos membros do povo que gerou e deseja criar e educar: perante as suas fragilidades e infidelidades, o seu íntimo comove-se e estremece de compaixão (cf. Os 11,8). Mas Ele é misericordioso para com todos, o seu amor é para todos os povos e a sua ternura estende-se sobre todas as criaturas (cf. Sal 144,8-9)”.

É certo, no entanto, que o auge da misericórdia divina está, de modo perfeito, na Encarnação do Verbo. O próprio Deus se faz homem por amor de nós, a fim de que nos tornemos filhos no Filho (cf. Gl 4,5). Mais: o Senhor Jesus: não somente fala da misericórdia e a explica com o uso de comparações e parábolas, mas, sobretudo, a encarna e personifica (cf. João Paulo II, Dives in misericordia, 2). Ora, quem aceita e segue a Cristo – na Igreja misericordiosa e dialogante para com todas as culturas, por meio do Evangelho e dos Sacramentos, com a ação do Espírito Santo – torna-se misericordioso como o Pai, amando o próximo como Ele mesmo o ama (cf. Misericordiae Vultus, 3).

Ao falar no diálogo com as culturas, não podemos deixar de tratar de um tema espinhoso, mas necessário aos nossos tempos, ainda que sempre tenha existido na obra evangelizadora da Igreja: a inculturação.

Na Mensagem papal, vemos que o Papa reconhece que, assim como nos primórdios da Igreja, é grande o número de homens e mulheres de todas as idades dedicados à missão nos seus vários âmbitos. É ainda sinal claro do amor materno de Deus a crescente presença feminina, de religiosas e leigas casadas ou solteiras, na missão, no âmbito do anúncio direto do Evangelho ou campo sociocaritativo, visando especialmente aos mais pobres e necessitados. Neste contexto, não se pode esquecer o papel das mães de família, que no lar anunciam a Boa Nova do Reino com a palavra e os exemplos, conseguindo colher grandes frutos.

Em outras partes do mundo, recorda Francisco, “a evangelização parte da atividade educativa, à qual o trabalho missionário dedica esforço e tempo, como o vinhateiro misericordioso do Evangelho (cf. Lc 13,7-9; Jo 15,1), com paciência para esperar os frutos depois de anos de lenta formação; geram-se assim pessoas capazes de evangelizar e fazer chegar o Evangelho onde ninguém esperaria vê-lo realizado. A Igreja pode ser definida ‘mãe’ mesmo para aqueles que poderão um dia chegar à fé em Cristo. Espero, pois, que o povo santo de Deus exerça o serviço materno da misericórdia, que tanto ajuda os povos que ainda não conhecem o Senhor a encontrá-Lo e a amá-Lo”.

Certos de que a fé é dom de Deus e não fruto de proselitismo, os missionários serão testemunhas de Cristo ao mundo, aplicando o amor sem medida ou, como o Senhor Jesus mesmo fez, ofertando o dom maior de cada ser humano, que é a sua própria vida e amor. Afinal, cada povo tem o direito de receber a mensagem da salvação, especialmente nestes tempos de grandes crises humanitárias, guerras, injustiças etc. Aí, só o Evangelho do perdão e da misericórdia pode levar alegria, reconciliação e paz contra as forças destruidoras do mundo afastado de Deus. Todo fiel é chamado a sair de si – vivemos uma Igreja “em saída” – para alcançar as periferias que necessitam da luz do Evangelho (cf. Evangelii Gaudium n. 20).

Há quem possa questionar a razão de se fazer missões e também se elas não seriam uma forma de impor a mensagem de Cristo às pessoas. Isso se resolve com certa facilidade se lermos com atenção o Papa São João Paulo II na Redemptoris Missio a afirmar que “a novidade de vida n’Ele é ‘Boa Nova’ para o homem de todos os tempos: a ela todos são chamados e destinados. Todos, de fato, a buscam, mesmo se às vezes confusamente, e têm o direito de conhecer o valor de tal dom e aproximar-se dele. A Igreja, e nela cada cristão, não pode esconder nem guardar para si esta novidade e riqueza, recebida da bondade divina para ser comunicada a todos os homens” (n. 11).

A Igreja propõe, mas não impõe. Ela respeita a liberdade de consciência de cada um, conforme a mesma Redemptoris Missio n. 8: “O anúncio e o testemunho de Cristo, quando feitos no respeito das consciências, não violam a liberdade. A fé exige a livre adesão do homem, mas tem de ser proposta, já que ‘as multidões têm o direito de conhecer as riquezas do mistério de Cristo, nas quais toda a humanidade – assim o acreditamos nós – pode encontrar, numa plenitude inimaginável, tudo aquilo que procura, às apalpadelas, a respeito de Deus, do homem, do seu destino, da vida e da morte, da verdade (...). É por isso que a Igreja conserva bem vivo o seu espírito missionário, desejando até que ele se intensifique, neste momento histórico que nos foi dado viver’. (Paulo VI, Exort. Ap. Evangelii nuntiandi (8/XII/1975), 53: AAS 68 (1976) 42). No entanto, é necessário acrescentar, citando ainda o Concílio, que  “todos os homens, pela sua própria dignidade, já que são pessoas, isto é, seres dotados de razão e vontade livre, e consequentemente de responsabilidade pessoal, são impelidos pela sua natureza, e moralmente obrigados a procurar a verdade, e antes de tudo a que se refere à religião. Têm também obrigação de aderir à verdade conhecida, e ordenar toda a sua vida segundo as exigências da verdade”. (Declaração sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 2).

Mais: “a Igreja dirige-se ao homem no pleno respeito da sua liberdade: a missão não restringe a liberdade, pelo contrário, favorece-a. A Igreja propõe, não impõe nada: respeita as pessoas e as culturas, detendo-se diante do sacrário da consciência”. (Redemptoris Missio n. 39).

O Papa Francisco recorda, muito oportunamente, que celebramos o 90º aniversário do Dia Mundial das Missões, promovido pela Pontifícia Obra da Propagação da Fé e aprovado pelo Papa Pio XI em 1926. Daí ser oportuno que agora, também em 2016, fossem destinadas a essa obra “todas as ofertas que cada diocese, paróquia, comunidade religiosa, associação e movimento, de todo o mundo, pudessem recolher para socorrer as comunidades cristãs necessitadas de ajuda, e revigorar o anúncio do Evangelho até aos últimos confins da terra. Também nos nossos dias, não nos subtraiamos a este gesto de comunhão eclesial missionário; não restrinjamos o coração às nossas preocupações particulares, mas alarguemo-lo aos horizontes da humanidade inteira”. É a coleta no dia mundial das missões, em que nos solidarizamos com os irmãos e irmãs que necessitam de ter meios para evangelizar. Os corações abertos e missionários é que compreendem e o fazem com generosidade.

Que tudo isso se faça sob a proteção de Nossa Senhora, modelo missionário para a Igreja, que ensina a todos a gerar e guardar a presença misteriosa do Senhor Ressuscitado entre nós. Ora, isso nos recorda, na devoção popular, Outubro como o mês do Rosário. Afinal, sem oração não há Missão, haja vista que Santa Teresinha do Menino Jesus é a Padroeira das Missões sem nunca ter saído do Carmelo. No entanto, acompanhou, com suas preces fervorosas, missionários pelo mundo todo.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro