Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/10/2017

23 de Outubro de 2017

Páscoa e Pentecostes

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Páscoa e Pentecostes

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13/05/2016 17:57 - Atualizado em 13/05/2016 17:57

Páscoa e Pentecostes 0

13/05/2016 17:57 - Atualizado em 13/05/2016 17:57

Neste domingo, a Igreja celebra a Solenidade de Pentecostes – o dia da vinda do Espírito Santo sobre os discípulos, reunidos no cenáculo, em oração, na cidade de Jerusalém, 50 dias após a Ressurreição do Senhor Jesus. Tal celebração é, de fato, a plenitude do Mistério Pascal de Cristo, pois, imolado, Ele já não morre; e morto, vive eternamente, intercedendo por nós junto ao Pai. A oração de Jesus, sumo-sacerdote da nova Aliança, alcança para os homens o dom do Espírito Santo, potência divina que conduz a comunidade à vivência e ao testemunho da vitória de Cristo sobre o Mal.

Para o povo da primeira Aliança, a celebração da Festa de Pentecostes era uma recordação ritual da entrega da lei, no Sinai, e da concretização do pacto entre Deus e os israelitas: “Agora, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim uma propriedade peculiar entre todos os povos, porque toda a terra é minha. Vós sereis para mim um reino de sacerdotes, uma nação santa” (Ex 19,5-6). Os cristãos, por sua vez, comemoram a entrega do dom do Espírito Santo – tal como fora prometido no Antigo Testamento (“Porei em vosso íntimo o meu espírito e farei com que andeis de acordo com os meus estatutos e guardeis as minhas normas e as pratiqueis. Então habitareis na terra que dei a vossos pais: sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus” – Ez 36,36) e, também, pelo próprio Senhor Jesus (“Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre” – Jo 14,18).

Com a efusão do Santo Pneuma, a comunidade cristã compartilha a mesma vida e a mesma missão do Cristo Jesus: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio. Dizendo isso, soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 21-22). A Unção pneumática habilita os discípulos a se tornarem um prolongamento da ação ministerial do Senhor no mundo, pregando e agindo como um verdadeiro instrumento salvífico para os homens. Tal qual Jesus, pleno do Espírito Santo, a comunidade dos fiéis está capacitada para fazer o bem, anunciar o Evangelho, conferir a força sanadora e santificadora e libertar os homens do poder do pecado e de Satanás: “Vós sabeis como Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo e com poder, e Ele passou fazendo o bem e curando a todos que estavam dominados pelo diabo” (At 10,38). A Igreja encontra no Espírito Santo a potência para sua ação evangelizadora.

Na vida de cada cristão, o Espírito de Cristo aparece como o derramamento do amor do Pai e do Filho em seu coração: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). A Unção divina é quem faz o homem capaz de amar a Deus de todo coração, de toda a sua alma e com toda a sua força (cf. Mt 22,37), amá-lo mais do que a própria vida – “quem perder a sua vida por causa de mim, a achará” (Mt 10,39) – mais do que aqueles mais queridos e próximos – “aquele que ama pai e mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E aquele que ama mais filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim” (Mt 10,37) e, ainda, aos inimigos e perseguidores – “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5,44). O Divino Espírito configura o coração endurecido do homem ao coração traspassado e misericordioso do Cristo Salvador.

A Solenidade de Pentecostes põe fim ao longo arco quaresma-páscoa do Ano Litúrgico. A obra salvífica começada na paixão encontra sua meta na efusão do Espírito Santo sobre os homens. Sobre isso nos escreve Santo Irineu: “Foi por isso que o Senhor prometeu enviar o Paráclito, que tornaria os discípulos capazes de receber a Deus. Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto”. Que desça com profusão o dom do Espírito Santo sobre a comunidade dos fiéis para que, unidos ao Cristo Jesus, viva o amor a Deus e aos homens.


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Páscoa e Pentecostes

13/05/2016 17:57 - Atualizado em 13/05/2016 17:57

Neste domingo, a Igreja celebra a Solenidade de Pentecostes – o dia da vinda do Espírito Santo sobre os discípulos, reunidos no cenáculo, em oração, na cidade de Jerusalém, 50 dias após a Ressurreição do Senhor Jesus. Tal celebração é, de fato, a plenitude do Mistério Pascal de Cristo, pois, imolado, Ele já não morre; e morto, vive eternamente, intercedendo por nós junto ao Pai. A oração de Jesus, sumo-sacerdote da nova Aliança, alcança para os homens o dom do Espírito Santo, potência divina que conduz a comunidade à vivência e ao testemunho da vitória de Cristo sobre o Mal.

Para o povo da primeira Aliança, a celebração da Festa de Pentecostes era uma recordação ritual da entrega da lei, no Sinai, e da concretização do pacto entre Deus e os israelitas: “Agora, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim uma propriedade peculiar entre todos os povos, porque toda a terra é minha. Vós sereis para mim um reino de sacerdotes, uma nação santa” (Ex 19,5-6). Os cristãos, por sua vez, comemoram a entrega do dom do Espírito Santo – tal como fora prometido no Antigo Testamento (“Porei em vosso íntimo o meu espírito e farei com que andeis de acordo com os meus estatutos e guardeis as minhas normas e as pratiqueis. Então habitareis na terra que dei a vossos pais: sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus” – Ez 36,36) e, também, pelo próprio Senhor Jesus (“Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre” – Jo 14,18).

Com a efusão do Santo Pneuma, a comunidade cristã compartilha a mesma vida e a mesma missão do Cristo Jesus: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio. Dizendo isso, soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 21-22). A Unção pneumática habilita os discípulos a se tornarem um prolongamento da ação ministerial do Senhor no mundo, pregando e agindo como um verdadeiro instrumento salvífico para os homens. Tal qual Jesus, pleno do Espírito Santo, a comunidade dos fiéis está capacitada para fazer o bem, anunciar o Evangelho, conferir a força sanadora e santificadora e libertar os homens do poder do pecado e de Satanás: “Vós sabeis como Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo e com poder, e Ele passou fazendo o bem e curando a todos que estavam dominados pelo diabo” (At 10,38). A Igreja encontra no Espírito Santo a potência para sua ação evangelizadora.

Na vida de cada cristão, o Espírito de Cristo aparece como o derramamento do amor do Pai e do Filho em seu coração: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). A Unção divina é quem faz o homem capaz de amar a Deus de todo coração, de toda a sua alma e com toda a sua força (cf. Mt 22,37), amá-lo mais do que a própria vida – “quem perder a sua vida por causa de mim, a achará” (Mt 10,39) – mais do que aqueles mais queridos e próximos – “aquele que ama pai e mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E aquele que ama mais filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim” (Mt 10,37) e, ainda, aos inimigos e perseguidores – “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5,44). O Divino Espírito configura o coração endurecido do homem ao coração traspassado e misericordioso do Cristo Salvador.

A Solenidade de Pentecostes põe fim ao longo arco quaresma-páscoa do Ano Litúrgico. A obra salvífica começada na paixão encontra sua meta na efusão do Espírito Santo sobre os homens. Sobre isso nos escreve Santo Irineu: “Foi por isso que o Senhor prometeu enviar o Paráclito, que tornaria os discípulos capazes de receber a Deus. Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto”. Que desça com profusão o dom do Espírito Santo sobre a comunidade dos fiéis para que, unidos ao Cristo Jesus, viva o amor a Deus e aos homens.


Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida